| TRAGÉDIA
O carro em que estavam as vítimas foi atingido na lateral quando
cruzava a rodovia
Acidente mata 4 funcionárias
da Coopavel
Uma tragédia
provocou a morte de quatro pessoas ontem à tarde na BR-277, em
Cascavel. Um veículo ocupado por cinco mulheres foi atingido violentamente
na lateral direita no momento em que cruzava a rodovia. Das cinco ocupantes,
apenas a motorista sobreviveu. Todas as vítimas eram funcionárias
da Coopavel (Cooperativa Agropecuária de Cascavel).
De acordo com informações levantadas no local do acidente,
o Fiat Tipo, placa AMG-3600, dirigido por Maria Neuza Fernandes, atravessava
a pista quando houve a colisão. O Ford Fiesta, placa AMX-7324,
conduzido por Manoel Cícero da Silva, 40, que trafegava sentido
a Cascavel, não conseguiu parar e atingiu o Fiat Tipo.
Com a violência do impacto, o carro dirigido por Maria Fernandes
foi para o acostamento e as três mulheres que estavam no banco traseiro
foram arremessadas para fora do automóvel.
O Siate foi chamado para atender a ocorrência, no entanto, em relação
às vítimas que estavam caídas no acostamento, não
havia nada a ser feito a não ser atestar a morte. A condutora do
Fiat Tipo, Maria Neuza Fernandes, uma das passageiras, bem como, e o motorista
do Fiesta, Manoel Cícero, foram socorridos. No trajeto ao hospital,
a passageira do Tipo também morreu.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), morreram
no acidente: Suzana Aparecida Costa Alves, 23; Marilene de Souza, 30;
Josilene dos Santos, 23, e Kátia Nara Machado, 18. Os corpos foram
removidos ao IML (Instituto Médico Legal) de Cascavel.
Até o fechamento desta edição, Maria Neuza Fernandes
e Manoel Cícero da Silva permaneciam internados.
Devido à posição em que ficaram os corpos, foi cogitada
a possibilidade de três vítimas estarem caminhando no acostamento
quando foram atingidas pelo Fiat Tipo. Entretanto, esta hipótese
foi descartada.
Os policiais rodoviários fizeram os levantamentos técnicos
e o laudo deverá apontar as causas e determinar eventuais responsabilidades.
INVESTIGAÇÃO
Com o acusado foram encontrados materiais da Companhia de Energia
Polícia Civil
prende falso funcionário da Copel
Policiais
civis do GDE (Grupo de Diligências Especiais) de Cascavel prenderam
ontem à tarde, o acusado Ronilson Ribeiro, 44. De acordo com a
polícia, o homem se passava por funcionário da Copel (Companhia
Paranaense de Energia Elétrica) e aplicava golpes em várias
cidades do Paraná.
Ao ser localizado no Jardim União, Ronilson Ribeiro foi preso em
flagrante por receptação. “No momento em que foi localizado,
ele não estava adulterando nenhum medidor de energia da Copel,
no entanto, portava uma grande quantidade de materiais pertencentes à
Companhia”, explica um dos policiais que participaram da investigação.
Com o acusado foram encontrados uniformes da Copel, lacres, aparelho medidor
de bobina, bloco de ocorrência e autorização de serviço.
Os materiais teriam sido furtados ou desviados da própria companhia
de energia.
Segundo o que foi apurado pela polícia, Ronilson se apresentava
como funcionário da Copel e sugeria uma manutenção
fraudulenta nos medidores de energia. Com isso, o proprietário
da residência teria falsamente um consumo menor e, conseqüentemente,
pagaria menos.
A prisão em flagrante de Ronilson Ribeiro deu causa à instauração
de um inquérito policial. Nesse procedimento, será apurado
também a má-fé das pessoas que contrataram o serviço
do acusado. Caso seja comprovada a intenção de burlar a
medição de energia e não apenas uma regulagem nos
medidores, os usuários também deverão ser responsabilizados.
VIOLÊNCIA
Desempregado é morto a tiros no Gramado
Mais um homicídio
foi registrado pelas polícias Civil e Militar em Cascavel. O desempregado
Ademilson Machado, 30, foi executado com dois tiros na cabeça,
ontem de madrugada. O crime foi registrado na invasão do Jardim
Gramado.
Caía uma forte chuva no momento em que ocorreu o assassinato e
o corpo de Ademilson Machado ficou caído do lado de fora de um
casebre. Os policiais fizeram os levantamentos e conversaram com algumas
pessoas que residem no local, mas não obtiveram informações
sobre o provável motivo e autoria do homicídio.
A morte de Ademilson Machado elevou para 79 o número de homicídios
registrados este em Cascavel.
PRUDENTÓPOLIS
Acidente com
ônibus mata
6 pessoas e
deixa 10 feridas
Seis pessoas morreram
e nove ficaram feridas em um acidente na BR-373, próximo a Prudentópolis,
região sudeste do Paraná.
O acidente aconteceu às 7h de ontem quando chovia forte na região
e faltavam apenas quatro quilômetros para que os passageiros de
um ônibus chegassem ao local de trabalho, uma indústria de
tijolos.
Segundo a polícia, o ônibus teria batido em uma carreta que
transportava 39 toneladas de adubo. Na colisão, parte do ônibus
foi destruída. Os sobreviventes foram encaminhados a hospitais
de Prudentópolis e Guarapuava.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o impacto
foi tão forte que o motorista do ônibus teve morte instantânea
e o veículo seguiu desgovernado por aproximadamente 300 metros,
subiu em um barranco e tombou.
Os corpos do motorista Antonio Carlos Folador, 27, e dos passageiros,
Ademar Correia, 23, Jorge Rodrigues dos Santos, 28, Joanin Longato, 51,
e Sidnei Siqueira, 16, foram removido ao IML (Instituto Médico
Legal) de Guarapuava. A sexta vítima morreu ontem à tarde.
O nome não foi divulgado.
PENITENCIÁRIA
FEDERAL
Mais 16 condenados chegam a Catanduvas
Dezesseis assaltantes
de banco são os novos companheiros de Fernandinho Beira-Mar na
penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas.
O grupo foi transferido de Belém (PA) ontem pela manhã sob
forte escolta da PF (Polícia Federal). No período da tarde,
o avião da FAB (Força Aérea Brasileira) que transportou
os presos, aterrissou no aeroporto de Foz do Iguaçu. Em seguida,
os condenados embarcaram em um ônibus que trafegou até Catanduvas
protegido por equipes da Polícia Federal.
Os assaltantes estavam na penitenciária de Santa Izabel, a 60 quilômetros
da capital paraense. Por questões de segurança, o Ministério
da Justiça não divulgou a identidade dos presos.
As transferências foram realizadas, em caráter emergencial,
após uma rebelião ocorrida no Pará nesta semana.
“O procedimento de remoção por via administrativa
obedece a dispositivo previsto no artigo 6º da Lei 10.792/2003, segundo
o qual, em caso de motim, o diretor do estabelecimento prisional pode
determinar a transferência de presos, comunicando-a ao juiz competente
no prazo de até 24 horas”, informou em nota o Ministério
da Justiça.
Essa é a segunda transferência para a penitenciária
em Catanduvas. Há exatamente um mês, no dia 19 de julho,
o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, “inaugurou”
a primeira penitenciária federal de segurança máxima
do País.
A penitenciária tem capacidade para abrigar 208 presos de alta
periculosidade em celas individuais. Com a chegada dos 16 assaltantes,
ainda restarão 191 celas vazias.
OPERAÇÃO
PARCELA
Segundo a polícia, a quadrilha adquiria veículos e depois
vendia no Paraguai
Fraude em financiamentos
resulta
na prisão de 11 pessoas em Toledo
A Polícia Civil
de Toledo desarticulou uma quadrilha especializada em fraudar financiamentos
de veículos. Onze pessoas foram presas na ação policial
chamada de Operação Parcela. No total, o Poder Judiciário
expediu 13 mandados de prisão. Dois acusados permanecem foragidos.
A investigação durou cerca de quatro meses e foi coordenada
pelo delegado Júlio Reis. A apuração do golpe foi
iniciada a partir da prisão de Irio Weiss.
De acordo com a polícia, no momento em que os mandados de busca
e apreensão eram cumpridos, os investigadores encontraram falsos
holerites, documentos de veículos, uma arma de fogo e os computadores
onde os documentos falsos eram montados.
A Operação Parcela não foi limitada a Toledo. Em
Cascavel e Marechal Cândido Rondon buscas foram realizadas. “Foi
uma investigação que durou meses, porém resultou
na desarticulação de uma quadrilha que agia em Toledo e
região. Os acusados adquiriam veículos através de
financiamentos em nome de laranjas e depois os revendiam no Paraguai”,
explica o delegado Júlio Reis.
Foram presos: Devanir Fiorentin, Clair Jose Vanzzo, Janete Diedrich Schenckel,
Edgar Francisco Della Costa, Sérgio Ruiz Baptista, Crislaine Pereira
Paz Dias, Robson Almeida, Jose Manuel da Silva, Domingos Belém,
Antonio Soares e Marcos Antonio da Silva. Esse último é
considerado pela polícia como sendo o líder da quadrilha.
O suposto receptador dos veículos seria João Batista Osório
que reside na localidade conhecida por Troncal 4, no Paraguai. Ele está
foragido.
Entre as financeiras lesadas com o golpe, estão a Finasa, Pan-americano,
Santander, ABN-Amro, BV e Omni. Até agora, em um levantamento prévio
feito pela Polícia Civil, mais de 30 veículos, entre carros
e motocicletas teriam sido adquiridos de forma fraudulenta e depois vendidos
no Paraguai.
DILÚVIO
Empresários de
Miami são presos
ao desembarcar
no Paraná
Os empresários
brasileiros Adilson Tadeu Soares e Márcio Campos Gonçalves,
donos - respectivamente - da Feca International Corporation e da All Trade,
em Miami, nos Estados Unidos, receberam voz de prisão assim que
desembarcaram ontem de madrugada no Aeroporto Internacional Afonso Pena,
em São José dos Pinhais, na região metropolitana
de Curitiba.
Os dois foram indiciados pela PF (Polícia Federal) durante a Operação
Dilúvio, mas só foram presos quando desembarcaram em solo
brasileiro. Os empresários já foram ouvidos e permanecerão
presos na superintendência da PF, em Curitiba.
Os dois empresários são acusados de envolvimento no que
a PF considera o maior esquema de fraudes em importações
já descoberto no Brasil, encabeçado pelo empresário
Marco Antonio Mansur, do grupo MAM, preso quarta-feira em São Paulo.
Só em Imposto sobre Importação, o grupo é
acusado de sonegar US$ 500 milhões nos últimos quatro anos.
Segundo a PF, a organização atuava havia pelo menos dez
anos, em um esquema que envolvia empresas de fachada e empresários
“laranjas” para a importação a preços
subfaturados de produtos de marca. Empresas varejistas também estão
envolvidas no esquema.
A Feca e a All Trade seriam responsáveis pela compra de produtos
em Miami e o envio para o Brasil com o valor bem abaixo. Esta diferença,
segundo a PF, voltava para os Estados Unidos por doleiro ou conta CC5
(usada para fazer remessas legais). As notas de importação,
com os valores subfaturados eram falsificadas no Brasil.
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