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PÃO FRANCÊS
A partir de outubro será obrigatória a venda por peso

Panificadores não têm consenso

Será obrigatória, a partir de 20 de outubro, a venda do pão francês somente por peso. Apesar de faltar dois meses para a adoção da medida, a lei federal provoca polêmica entre os panificadores. “Uma pesquisa que a Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria) e o Inmetro fizeram constatou o grande número de reclamações”, explica o presidente do Sindap (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Oeste do Paraná), Gilberto Luiz Bordin.
Gilberto conta que muitas empresas vendem o pão francês com somente 35 gramas, 36 gramas, enquanto por lei a exigência é que cada pão francês tenha 50 gramas. “Assim o consumidor sai no prejuízo, além de ser uma concorrência desleal com panificadores que cumprem a lei e vendem cada unidade com 50 gramas”, esclarece Gilberto.
Já para Marcelo Zornita, da Panificadora Balaio do Pão, vender o pão por peso é pior para o cliente. “O impacto quando vêem o preço por quilo fará com que as vendas caiam”, salienta Marcelo.
Para Ivanilde Magalhães, da Vitali Pães e Doces a nova lei é injusta. “Você pode assim fazer o peso que quiser no pão francês”, enfatiza.
Para o panificador Miguel Sidnei Zawoski, da Panificadora Casa do Pão, está complicado cumprir a lei enquanto os grandes empresários do setor não cumprem. “Assim, nós, pequenos empresários, não conseguimos concorrer”, enfatiza Miguel.
A Panificadora Cascavel, por exemplo, ainda vende o pão por unidade. “O cliente prefere por unidade, pois assim ele sabe exatamente quanto ele vai gastar”, declara Adelaide Epping Neves, proprietária da Panificadora Cascavel.

Melhor sistema
Jéferson Luiz Cezar, um dos proprietários da Big Pão, conta que muitas panificadoras vendem a unidade com menos de 50 gramas, o que gera muita reclamação. “Tem muita concorrência desleal”, enfatiza Jéferson.
Ele explica que na Big Pão o cliente pode escolher como comprar: ou por peso, ou por unidade. “Mas 98% não quer saber de pesar. Quando pesamos o cliente vê que fica mais caro para ele, já que a unidade pode atingir 55 gramas”, esclarece Jéferson.
A Real Panificadora vende o pão por peso há 12 anos. “Desde que saiu uma portaria opcional, sempre vendi por peso. Vendendo por quilo ninguém perde, já que o cliente paga exatamente por aquilo que ele está levando. O preço justo”, justifica Olívio Vascelai, da Real Panificadora.
O motorista Éberson Valdomiro de Oliveira concorda com a venda por peso. “Porque assim pagaremos o preço justo”, justifica.


MOVIMENTO
Manifestantes pedem direito de ir e vir com segurança

Cadeirantes protestam
por estrutura adequada

Com a frase “Queremos exercer nosso direito de ir e vir com autonomia e segurança” em uma faixa, cadeirantes protestaram ontem em frente à prefeitura para reivindicação de calçadas e guias rebaixadas acessíveis. “Se as calçadas estão nessa situação precária aqui em frente à prefeitura, imagina em bairros afastados”, salienta Alberto Moi, presidente do CVI (Centro de Vida Independente), que defende os direitos das pessoas portadoras de deficiência física.
Ele lembra que o transporte coletivo foi adaptado, mas as calçadas são grandes problemas. “Não adianta ter o transporte adaptado, se não conseguimos chegar até o terminal de transbordo por causa do calçamento”, enfatiza Alberto.
Para Aloísio Desprinda, a situação do transporte coletivo ainda não está totalmente adaptada. “Às vezes vamos pegar ônibus, mas o transporte que está circulando não é o adaptado. Então temos que ligar para que mandem outro, mas até trocarem demora. Isso se tivermos como fazer a ligação”, destaca Aloísio.
Os cadeirantes lembram que em março ocorreu em Cascavel o Seminário Paranaense de Calçadas. “Mas não se ouviu falar mais nada. Além disso, o seminário não foi divulgado e teve a presença somente de dois cadeirantes, além de mim. Fiquei sabendo por um amigo de Curitiba. Queria saber qual a intenção do prefeito [Lísias Tomé] ter participado daquele seminário, se não fez nada depois. Espero que, com esse movimento, isso mude”, argumenta Aloísio.
Caso não tenham previsão de melhorias, os cadeirantes farão novos protestos nos próximos dias em outros pontos da cidade.


OUTRO LADO
Projeto define diretrizes
O engenheiro da Secretaria de Planejamento de Cascavel Adir Tormens explica que o Plano-Diretor traz algumas diretrizes a esse respeito. “Estamos fazendo plano viário e estão inseridas algumas medidas a respeito das calçadas. O Município fará programa de calçadas, recuperação, principalmente na frente das escolas, para darmos exemplo. Mas isso são propostas que estão sendo estudadas. Seria contra os investidores, mas a população toda será beneficiada”, justifica Adir.
Ele esclarece que as discussões com a população sobre o plano viário devem começar em setembro.
Adir afirma que o Seminário de Calçadas ocorreu com objetivo de chegar à proposta de leis para calçadas. “Para definirmos que tipo de árvore pode ser plantada, a obrigatoriedade de rebaixamentos, etc. Na verdade, estamos em processo de planejamento”, reforça.


AVALIAÇÃO
Seab inicia operação de coleta de fertilizantes
A partir de segunda-feira os fiscais do Departamento de Fiscalização da Seab (Secretaria Estadual de Agricultura), Núcleo Regional de Cascavel, iniciarão a Operação de Coleta de Fertilizantes da safra 2006/2007, com o objetivo de aferir a qualidade do insumo.
Durante a semana os fiscais pretendem coletar amostras de fertilizantes minerais ensacados (adubos), que serão analisadas a composição química e física no laboratório do Tecpar, em Curitiba.
Os fertilizantes que apresentarem deficiências nos nutrientes e desconformidade na granulometria serão retirados do comércio.
As empresas fabricantes, responsáveis pelos produtos, serão autuadas e, se confirmada a deficiência, pagarão multa de até R$ 38 mil.
O índice de reprovação dos fertilizantes no Paraná nos últimos dez anos é de 16%. Na área de abrangência do Núcleo de Cascavel, formada por 28 municípios, 17% dos fertilizantes amostrados foram reprovados em 2004 e 25% no ano passado.


PARQUE VERDE
Bairro terá novo posto de saúde

Os moradores do Bairro Parque Verde, região oeste da cidade, terão uma nova UBS (Unidade Básica de Saúde). A notícia foi confirmada em reunião quinta-feira pelo prefeito Lísias Tomé e pelo secretário de Saúde, Nadir Willi, a cerca de 150 moradores.
De acordo com Willi, a unidade custará R$ 278,1 mil. Os recursos dependem da liberação na Câmara dos Deputados. “Depois de liberado o recurso e concluídos os projetos estruturais, devemos iniciar as obras do posto”, esclarece, estimando para o fim do ano o começo dos trabalhos. O posto de saúde terá 302 m².
A nova unidade deve atender a 15 mil habitantes dos bairros Parque Verde e Cidade Verde e parte dos bairros Coqueiral, Aclimação e Jardim Cristal.
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Parque Verde, Sinézio Vieira, há três anos o grupo luta pela construção de um posto de saúde no bairro. “Esse novo posto vai funcionar como um minihospital, melhorando a qualidade do serviço em nosso bairro”, enfatiza.

FARMÁCIA POPULAR II
Farmácias já estão à disposição da população

Foi inaugurada na manhã de ontem a Farmácia Básica II, situada a Rua Mato Grosso, 901, salas 3 e 4, no Bairro São Cristóvão, região leste de Cascavel. As duas unidades já atendem a população. A outra, inaugurada quinta-feira, fica no Bairro Alto Alegre.
São 107 medicamentos, com preços inferiores aos praticados nas farmácias convencionais.
“As farmácias populares atenderão a população de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e, aos sábados, das 8h às 12h”, explica o secretário de Saúde, Nadir Willi.
A compra de medicamentos é liberada a todas as pessoas, inclusive de outros municípios e estados, sendo obrigatória a apresentação da receita médica ou odontológica.
Em todo o País são 188 farmácias, das quais sete estão no Paraná nos municípios de Cascavel, Sarandi e Curitiba. Outras sete unidades estão em fase de implantação no Estado.
Na semana que vem deve ser aprovada na Câmara de Vereadores o projeto que isenta as pessoas que vão até a Farmácia Básica da segunda passagem de ônibus.
A partir de agora estão proibidas imagens internas das unidades.

Abastecimento
Mananciais recuperam 10% da vazão de água

Levantamento feito para avaliar a vazão dos mananciais que abastecem Cascavel por técnicos da Sanepar apontaram que as chuvas ao longo da semana recuperaram a capacidade das três fontes que fornecem água à cidade em 10%. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, a estiagem, que se arrastou nos últimos meses, prejudicou em 30% a capacidade normal dos mananciais.
De acordo com a empresa, para a recuperação total dessas fontes é necessário que chova regularmente até o fim de setembro.
A assessoria de imprensa da Sanepar afirmou também que as chuvas dos últimos dias contribuíram para a redução do consumo de água na cidade de 48 milhões para 46 milhões de litros por dia.

VERBA FEDERAL
Prazo para garantir recursos termina dia 30

Sem projetos, Município
pode perder R$ 620 mil

A administração municipal de Cascavel pode perder a verba federal de R$ 620 mil se não apresentar na Caixa Econômica Federal os projetos referentes a obras de construção e reforma de seis campos de futebol em bairros da cidade até o dia 30 deste mês. “Os projetos estão sendo elaborados e estarão na Caixa dentro do prazo”, garante a coordenadora do Núcleo de Projetos, Marise Luvison.
Ela revela que o Município não tem os 20% de contrapartida necessários, equivalentes a R$ 124 mil, para efetivar o recebimento do dinheiro federal. “Teremos de fazer um remanejamento. Buscaremos esses recursos. Não vamos perder esta verba”, assegura.
Os recursos, no valor de R$ 96 mil por bairro, estão previstos para serem aplicados no Santos Dumont, Santa Felicidade, São Cristóvão/Periollo, Interlagos e Jardim Palmeiras e mais R$ 30 mil para melhorias na quadra poliesportiva do Colégio Olinda Trufa de Carvalho.
Segundo Marise, R$ 110 mil serão utilizados para a reforma do campo de futebol e construção de uma quadra de esportes do Bairro Cascavel Velho, além da reforma do centro poliesportivo do Bairro Guarujá. “Também precisamos conseguir contrapartida para garantir essa verba, que vence no mesmo prazo”, revela.
Os recursos foram disponibilizados por emendas dos deputados federais Hermes “Frangão” Parcianello e Clair Martins.

 

 

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