Edição nº 4664 - Terça-feira, 19 de junho de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Tecnologia

PATENTES
Usuários do Linux não podem ser processados por infração de copyright
Microsoft e Xandros firmam acordo

A Microsoft firmou um acordo de colaboração e transferência de tecnologia com a Xandros Inc., uma distribuidora de Linux americana. Pelo acordo, usuários do Xandros Linux não podem ser processados por infração de copyright. Um pacto semelhante foi firmado com a Novell há alguns meses.
De acordo com o site do The Wall Street Journal, as duas empresas firmaram um pacto de cinco anos. Além das proteções legais, o acordo prevê um esforço conjunto para melhorar a interoperabilidade entre seus produtos. Não foram revelados os valores financeiros da operação.
A Xandros Inc., com sede em Nova Iorque, distribui um pacote de Linux destinado a usuários domésticos e empresas. Há versões para estações de trabalho e servidores. A exemplo do ocorrido com a Novell, o acordo deve dividir opiniões e acender discussões na comunidade do software livre.
Segundo o colunista Steven Vaughan-Nichols, do site eWeek, “a Xandros faz um acordo camarada com a Microsoft e, em troca, deixa implícito que o Linux infringe mesmo a propriedade intelectual da empresa”. Vaughan-Nichols argumenta que o procedimento é perigoso para o software livre porque a Microsoft se recusa a divulgar quais patentes teriam sido violadas.

ENERGIA
Nova fonte transforma calor em eletricidade
Físicos americanos desenvolveram um pequeno dispositivo que transforma calor em eletricidade de forma ultra-eficiente. A técnica pode reciclar o calor excessivo gerado por computadores, economizando energia.
Segundo o site Science Daily, o dispositivo, desenvolvido na Universidade de Utah, funciona em duas etapas. Primeiro, transforma o calor em ondas sonoras. Em seguida, transforma as ondas sonoras em eletricidade.
O processo, segundo o pesquisador Orest Symko, é bem simples, mas muito eficiente: “Conseguimos desenvolver uma nova fonte de energia renovável, que reutiliza energia desperdiçada em forma de calor”. Symko planeja testar a nova tecnologia em um radar militar e nas caldeiras de aquecimento de água da universidade, dois lugares em que muita energia se perde em forma de calor.
Ao gerar eletricidade, o dispositivo retira calor do ambiente ou de algum objeto. Como efeito colateral, esse objeto acaba sendo resfriado. O dispositivo pode, portanto, alimentar parcialmente um computador usando o próprio calor gerado por ele.
Isso reduz a necessidade de energia externa para alimentar os circuitos e pode até dispensar o uso de resfriamento forçado, que também gasta energia. Em um PC, por exemplo, a nova fonte de energia substituiria o cooler, garantindo o resfriamento do processador e reutilizando a energia que seria perdida em forma de calor.
O site eWeek especula que o processo pode, por exemplo, deixar os laptops mais frios e estender a carga da bateria por várias horas. Se aplicada em datacenters e CPDs, a tecnologia pode reduzir drasticamente o consumo de eletricidade.
De acordo com o comunicado de imprensa da Universidade de Utah, a pesquisa foi financiada pelo Exército dos Estados Unidos.

TRÊS ANOS
Vírus para celular crescem mais de 1.200%
O primeiro vírus para celular está completando três anos: o Cabir foi detectado no dia 15 de junho de 2004. Desde então, a quantidade dessas pragas aumentou significativamente, passando de 27, naquele ano, para 362 em 2007, um crescimento de 1.241%, de acordo com pesquisa da empresa F-Secure.
De acordo com o estudo, 353 destas pragas atingiram celulares com sistema operacional Symbian, quatro eram de computadores de bolso, duas para Palm e duas de J2ME.
A contaminação, de acordo com Gabriel Menegatti, diretor de tecnologia da F-Secure no Brasil, pode se dar principalmente via tecnologia sem fio bluetooth (70%). Também é possível, segundo o executivo, que a infecção aconteça por meio de downloads/instalação (20%) e via mensagens MMS (10%).
Para Menegatti, usuários de celulares e PCs de bolso, para ficarem mais seguros, devem manter o dispositivo bluetooth desligado.

Interação
Pesquisadores da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, criaram uma nova tecnologia que promete revolucionar o projeto de computadores. Batizada de Tortola, a técnica cria uma interface virtual em que hardware e software podem ser manipulados.
Segundo o ZDNet, o Tortola pode ser empregado em sistemas específicos para extrair deles um desempenho melhor em termos de velocidade, consumo de energia e geração de calor, além de torná-los bem menores.
A interface de comunicação entre o hardware e o software permite, entre outras coisas, alterar o hardware para resolver algum problema inesperado ou adicionar uma nova funcionalidade não prevista. O colunista do site ZDNet, Roland Piquepaille, chamou o conceito de “simbiose entre hardware e software”. A notícia também foi divulgada no site Slashdot. Mais informações no site oficial do projeto: www.tortolaproject.com.

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