| PATENTES
Usuários do Linux não podem ser processados por infração
de copyright
Microsoft
e Xandros firmam acordo
A Microsoft firmou um acordo de colaboração e transferência
de tecnologia com a Xandros Inc., uma distribuidora de Linux americana.
Pelo acordo, usuários do Xandros Linux não podem ser processados
por infração de copyright. Um pacto semelhante foi firmado
com a Novell há alguns meses.
De acordo com o site do The Wall Street Journal, as duas empresas firmaram
um pacto de cinco anos. Além das proteções legais,
o acordo prevê um esforço conjunto para melhorar a interoperabilidade
entre seus produtos. Não foram revelados os valores financeiros
da operação.
A Xandros Inc., com sede em Nova Iorque, distribui um pacote de Linux
destinado a usuários domésticos e empresas. Há versões
para estações de trabalho e servidores. A exemplo do ocorrido
com a Novell, o acordo deve dividir opiniões e acender discussões
na comunidade do software livre.
Segundo o colunista Steven Vaughan-Nichols, do site eWeek, “a Xandros
faz um acordo camarada com a Microsoft e, em troca, deixa implícito
que o Linux infringe mesmo a propriedade intelectual da empresa”.
Vaughan-Nichols argumenta que o procedimento é perigoso para o
software livre porque a Microsoft se recusa a divulgar quais patentes
teriam sido violadas.
ENERGIA
Nova fonte transforma calor em eletricidade
Físicos americanos desenvolveram um pequeno dispositivo
que transforma calor em eletricidade de forma ultra-eficiente. A técnica
pode reciclar o calor excessivo gerado por computadores, economizando
energia.
Segundo o site Science Daily, o dispositivo, desenvolvido na Universidade
de Utah, funciona em duas etapas. Primeiro, transforma o calor em ondas
sonoras. Em seguida, transforma as ondas sonoras em eletricidade.
O processo, segundo o pesquisador Orest Symko, é bem simples, mas
muito eficiente: “Conseguimos desenvolver uma nova fonte de energia
renovável, que reutiliza energia desperdiçada em forma de
calor”. Symko planeja testar a nova tecnologia em um radar militar
e nas caldeiras de aquecimento de água da universidade, dois lugares
em que muita energia se perde em forma de calor.
Ao gerar eletricidade, o dispositivo retira calor do ambiente ou de algum
objeto. Como efeito colateral, esse objeto acaba sendo resfriado. O dispositivo
pode, portanto, alimentar parcialmente um computador usando o próprio
calor gerado por ele.
Isso reduz a necessidade de energia externa para alimentar os circuitos
e pode até dispensar o uso de resfriamento forçado, que
também gasta energia. Em um PC, por exemplo, a nova fonte de energia
substituiria o cooler, garantindo o resfriamento do processador e reutilizando
a energia que seria perdida em forma de calor.
O site eWeek especula que o processo pode, por exemplo, deixar os laptops
mais frios e estender a carga da bateria por várias horas. Se aplicada
em datacenters e CPDs, a tecnologia pode reduzir drasticamente o consumo
de eletricidade.
De acordo com o comunicado de imprensa da Universidade de Utah, a pesquisa
foi financiada pelo Exército dos Estados Unidos.
TRÊS
ANOS
Vírus para celular crescem mais de 1.200%
O
primeiro vírus para celular está completando três
anos: o Cabir foi detectado no dia 15 de junho de 2004. Desde então,
a quantidade dessas pragas aumentou significativamente, passando de 27,
naquele ano, para 362 em 2007, um crescimento de 1.241%, de acordo com
pesquisa da empresa F-Secure.
De acordo com o estudo, 353 destas pragas atingiram celulares com sistema
operacional Symbian, quatro eram de computadores de bolso, duas para Palm
e duas de J2ME.
A contaminação, de acordo com Gabriel Menegatti, diretor
de tecnologia da F-Secure no Brasil, pode se dar principalmente via tecnologia
sem fio bluetooth (70%). Também é possível, segundo
o executivo, que a infecção aconteça por meio de
downloads/instalação (20%) e via mensagens MMS (10%).
Para Menegatti, usuários de celulares e PCs de bolso, para ficarem
mais seguros, devem manter o dispositivo bluetooth desligado.
Interação
Pesquisadores da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos,
criaram uma nova tecnologia que promete revolucionar o projeto de computadores.
Batizada de Tortola, a técnica cria uma interface virtual em que
hardware e software podem ser manipulados.
Segundo o ZDNet, o Tortola pode ser empregado em sistemas específicos
para extrair deles um desempenho melhor em termos de velocidade, consumo
de energia e geração de calor, além de torná-los
bem menores.
A interface de comunicação entre o hardware e o software
permite, entre outras coisas, alterar o hardware para resolver algum problema
inesperado ou adicionar uma nova funcionalidade não prevista. O
colunista do site ZDNet, Roland Piquepaille, chamou o conceito de “simbiose
entre hardware e software”. A notícia também foi divulgada
no site Slashdot. Mais informações no site oficial do projeto:
www.tortolaproject.com.
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