| CASO APAE
Documentação está em poder do MP
A documentação da Secretaria de Ação Social
e da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais)
já está em poder do Ministério Público, que
analisará os dois lados, a fim de encontrar um meio legal para
que um convênio entre Apae e prefeitura seja firmado, que permita
o repasse de recursos financeiros.
Segundo o promotor Carlos Alberto Choinski, a prefeitura havia entregue
a documentação, mas um novo ofício foi encaminhado
para que algumas dúvidas fossem esclarecidas. Segundo a diretora
de Ação Social, Maria Machado, foram enviadas mais de 300
páginas com todas as leis que mostram que a Ação
Social não pode financiar políticas públicas de saúde
e de educação.
O dossiê da Apae também é extenso. Segundo a responsável
pelo Departamento Financeiro da Apae, Lúcia Tavares, tudo o que
poderia ser documentado que prova que a entidade presta assistência
social foi encaminhado ao Ministério Público. “Protocolamos
o documento e agora temos de esperar os promotores estudarem. Encaminhamos
informações sobre o Tribunal de Contas, e certidões
sobre o desmembramento da verba”.
Segundo ela, toda a verba da Apae foi detalhada, desde o recebimento ao
investimento. “Colocamos quantos profissionais, de onde vem o dinheiro
e todas as despesas”.
O MP não estipulou um prazo para a definição da questão,
que depende da finalização da análise dos documentos.
A Apae teve recursos federais de R$ 15 mil por mês bloqueados este
ano pela prefeitura, sob a alegação de que a entidade já
recebe verba do SUS e estaria recebendo em duplicidade. O Ministério
do Desenvolvimento Social afirma que a decisão é do Conselho
Bipartite de Ação Social e que não há recomendação
neste sentido pelo órgão federal.
CALÇADÃO
Prefeitura espera recursos do Paraná Cidade
Revitalização depende
do governo do Estado
O Núcleo Setorial Meu Calçadão da Acic (Associação
Comercial e Industrial de Cascavel) se reuniu com o secretário
de Serviços e Obras Públicas, Cléverson Thomé
que apresentou o posicionamento da revitalização do Calçadão.
E pelo visto, ações práticas demorarão a sair
do papel, pois o projeto está em poder do governo do Estado.
Segundo a coordenadora do Núcleo, Madalena Schuster, Thomé
informou que a continuidade do projeto depende do projeto estadual Paraná
Cidade. “Ele nos disse que o projeto foi reformulado e encaminhado
ao governo do Estado. Após aprovação, o projeto passará
por votação na Câmara de Vereadores”, explicou.
Posteriormente, é que o processo de licitação será
iniciado. “Segundo ele, não há previsão para
começo das obras, pois estão na dependência do governo
do Estado. Mas não queremos que comece perto do Natal, por exemplo,
pois pode atrapalhar as vendas do comércio”.
Thomé foi procurado para expor o que foi debatido na reunião
e informar sobre a situação dos quiosques, mas não
respondeu aos recados deixados na Secretaria de Comunicação.
PASSE-LIVRE
Prefeito põe fim à discussão de benefícios
A Secretaria de Comunicação Social informou ontem que o
prefeito Lísias Tomé suspendeu as discussões sobre
a revisão da gratuidade e do meio-passe aos estudantes. O encontro
de ontem com portadores de deficiência, convocado pelo presidente
da Cettrans, William Fischer, não ocorreu, porque ele não
apareceu e o prefeito disse desconhecer as propostas.
Cerca de 40 integrantes do Fórum Municipal em Defesa dos Direitos
das Pessoas com Deficiência de Cascavel apresentaram ao prefeito
que são contra o fim das gratuidades ou sua restrição,
conforme vem sendo sugerido pela Cettrans.
Apesar da decisão do prefeito, estudantes e deficientes se unem
amanhã para um protesto contra a revisão dos benefícios.
O ato será realizado em frente ao Paço Municipal.
NORMATIZAÇÃO
Ontem o presidente da Cettrans divulgou nota oficial quanto ao resultado
da reunião com estudantes ocorrida sexta-feira, para discutir possíveis
mudanças no meio-passe. Fischer diz que os termos acordados foram:
“Manutenção do desconto atual de 50% para a aquisição
do vale-estudante; manutenção das instituições
privadas de ensino no direito ao benefício; revisão da legislação
atual datada de 1990, que concede o benefício de desconto parcial
para ajuste dos seguintes temas: distância entre residência/trabalho
x instituição de ensino; renda familiar; penalidades a serem
aplicadas em caso de utilização indevida; cadastro socioeconômico
mais abrangente; situações de caráter extra-curricular;
quantitativo de viagens/dia; regulamentação da Lei 2.157
de 21 de setembro de 1990, que até então não estava
devidamente normatizada.”
BOX
TRANSPORTE COLETIVO
O Sintracovel (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Cascavel)
convoca os motoristas, cobradores e funcionários das empresas concessionárias
do transporte coletivo a participarem de assembléia da categoria
hoje, às 20h, no Pavilhão da Igreja Ucraniana, no Bairro
São Cristóvão.
No encontro, conforme o presidente do sindicato, Procópio Panciniak,
será discutida a continuidade do dissídio coletivo impetrado
pela classe para conquistar um índice de reajuste salarial superior
ao proposto, de 3,57%, e a revisão de 89 cláusulas trabalhistas.
Os funcionários lutam por uma correção salarial de
5%.
FISCAIS AGROPECUÁRIOS
Mercadorias ficarão paradas por falta de liberação
Reflexos da greve devem ser
maiores a partir de amanhã
A greve dos fiscais federais agropecuários, que recebeu adesão
de 70% da categoria no Paraná ontem, deve apresentar prejuízos
maiores a partir de amanhã em Cascavel, quando produtos destinados
à exportação e importação, sem a devida
fiscalização, permanecerão estocados e caminhões
parados a espera de carregamentos, assim como o Porto Seco. Dez fiscais
federais atuam em Cascavel e todos aderiram à paralisação,
que segue até sexta-feira, e comprometerá a entrada e a
saída dos produtos agropecuários do País, afetando
o setor privado.
De acordo com o fiscal Lindonê Rizzotto, como as certificações
estão paradas, os frigoríficos exportadores, por exemplo,
continuarão o abate, mas logo não haverá onde estocar
o produto, que não pode ser comercializado sem a devida fiscalização.
“Em três dias as câmaras estarão lotadas e não
poderão mais abater”, observa, ressaltando que, assim, a
exportação pára.
Em todo o Estado a greve deve causar prejuízos maiores no Porto
de Paranaguá, no Aeroporto Afonso Pena, nos postos de fronteira,
além dos frigoríficos exportadores.
O objetivo dos grevistas é fazer com que o governo federal cumpra
o acordo firmado com a categoria em dezembro de 2005. Entre os itens reivindicados
no acordo estão: a reestruturação da carreira de
fiscal federal agropecuário; o pagamento imediato do passivo dos
médicos veterinários; a criação da escola
superior de fiscalização federal agropecuária; e
a realização de concursos públicos.
Caso o governo federal não dê resposta positiva às
reivindicações até sexta-feira, novas paralisações
de forma intercalada devem ocorrer, conforme a Affama-PR (Associação
dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura
no Paraná).
BOX
Assembléia
A decisão pela greve no Paraná foi tomada sexta-feira, durante
assembléia geral em Curitiba. Com a paralisação,
cerca de 260 fiscais no Estado cruzaram os braços. No Brasil inteiro
são cerca de 5 mil servidores. A categoria de fiscais federais
agropecuários é formada por médicos veterinários,
agrônomos, engenheiros agrônomos, engenheiros químicos
e zootecnistas.
Eles atuam na fiscalização das lavouras, frigoríficos,
abatedouros e indústrias, até o acompanhamento da comercialização
dos produtos vegetais e animais. Os servidores também realizam
controle de qualidade dos produtos e são responsáveis pelo
registro dos mesmos e pelo credenciamento de empresas. Trabalham também
em portos e aeroportos na fiscalização dos produtos agropecuários
que serão exportados e importados.
SANEPAR
63% decide pela manutenção da greve
Os servidores da Sanepar decidiram pela manutenção da greve
geral em todo o Estado. Após assembléias realizadas nas
principais cidades do Paraná, os sindicatos ligados aos trabalhadores
da empresa contabilizaram os votos e constataram que 63% dos funcionários
rejeitaram a proposta apresentada pela empresa, de 3,12% mais R$ 55.
De acordo com o diretor de formação do Saemac (Sindicato
dos Trabalhadores em Saneamento) em Cascavel, Joaquim Alves dos Santos,
hoje a decisão será protocolada na direção
da Sanepar. “E então aguardaremos a posição
da empresa. Enquanto isso permanecemos em greve geral”.
De acordo com o presidente do Saemac, Gerti Nunes, informações
extra- oficiais dão conta que a Sanepar já retirou a proposta
- que havia sido apresentada em reunião entre as partes no Ministério
Público do Trabalho, em Curitiba. “Mas ainda não recebemos
ofício avisando sobre a decisão”, observa.
Dos 152 funcionários que participaram da assembléia em Cascavel,
125 foram contrários à proposta da empresa. A categoria
está em greve geral na cidade desde quinta-feira. Em Curitiba,
onde a greve geral foi iniciada dia 21 de maio, o abastecimento de água
já está comprometido.
Em todo o Paraná, a companhia tem aproximadamente 6,4 mil funcionários.
Captação de água
As Secretarias de Agricultura, Meio Ambiente, Saúde e Planejamento
realizaram audiência pública quinta-feira no distrito de
São Salvador, em parceria com o IAP (Instituto Ambienta do Paraná),
Apac, Câmara, Emater, Coordenação Estadual da Microrregião
de Cascavel, com a presença de 70 agricultores, para discutir a
instalação de um novo ponto de captação de
água pela Sanepar no Rio São José. A reunião
teve o objetivo de divulgar aos produtores da região a intervenção
da Sanepar, que poderá levar algumas restrições para
certas atividades agrícolas como a suinocultura.
Os agricultores mostraram-se preocupados com as conseqüências
em suas propriedades e suas atividades com a captação de
água. As Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente comprometem-se
a realizar uma análise de cada propriedade e repassar o levantamento
ao IAP para que decida sobre o processo de licenciamento para a captação
de água da Sanepar.
APARISTAS
A Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel) assinou o contrato
de financiamento do terreno onde será construído o barracão
da sede da Cooapariver (Cooperativa dos Aparistas de Cascavel e Região).
Aparistas são profissionais que trabalham no reaproveitamento de
aparas, lixo, fragmentos de quaisquer objetos, desde papel até
óleo de cozinha.
Serão 18,5 mil m² de área no valor de R$ 8.100 com
o mínimo de 20% de área construída - o equivalente
aproximadamente a 3,7 mil m². O barracão será usado
para abrigar os serviços de separação dos recicláveis,
atividade similar à praticada pelo Ecolixo, considerado modelo
nacional na questão da reciclagem.
Hoje a Cooperativa, que nasceu da união de apenas dois aparistas,
já conta com 25 cooperados em 37 municípios da região,
chegando também ao Paraguai e Argentina.
PSIQUIÁTRICA
Justiça proibiu seleção por faixa etária dos
jovens
Ala volta atender segunda
sob risco de multa a reitor
O juiz da Vara da Infância e Juventude de Cascavel, Sérgio
Kreuz, não aceitou o perfil definido para o atendimento de pacientes
na ala psiquiátrica do HU (Hospital Universitário) - fechada
em maio após vários problemas envolvendo internos, entre
eles fugas - e determinou que o espaço seja aberto até o
dia 25, sob pena de aplicação de multa ao reitor da universidade,
Alcibíades Luiz Orlando, de R$ 25 mil, mais R$ 1 mil para cada
dia que não houver atendimento.
O perfil havia sido definido por uma comissão formada por gestores
da saúde mental de diversos órgãos do Município,
efetivada pelo MP (Ministério Público). O grupo decidira
que o atendimento seria feito apenas a adolescentes de 12 a 16 anos de
idade, envolvidos com drogadição e com problemas psiquiátricos
de pequena e média complexidades.
Semana passada a comissão se reuniu em audiência com o juiz
para definir detalhes da reabertura da ala e apresentar o perfil. De acordo
com o diretor-geral do HU, Alberto Pompeu, Kreuz não aceitou o
proposto e determinou que o hospital atenda a meninos e meninas de até
18 anos com transtornos mentais e dependência química, como
prevê a decisão judicial dele, que determinou a abertura
de 17 leitos para o atendimento dos jovens, conforme ação
civil pública ajuizada pelo promotor Ângelo Ferreira.
Kreuz estabeleceu também o prazo até segunda-feira para
que o hospital faça as alterações necessárias
e contrate um médico psiquiatra para iniciar o atendimento.
ADEQUAÇÕES
Pompeu observa que o hospital não esperava ter de atender a todos
os adolescentes, mas que irá se adequar e acatar a decisão
judicial integralmente. O diretor ressalta que um acordo foi feito entre
o hospital e a Justiça para que os casos mais graves sejam atendidos
no local em que está o jovem, evitando que problemas registrados
anteriormente voltem a ocorrer. “Nos casos de distúrbios
mais graves vamos conduzir a equipe ao local, não tendo o paciente
que se deslocar até o hospital”, afirmou.
O HU aguarda a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná
quanto ao recurso impetrado pelo hospital contra a determinação
da Vara da Infância e Juventude que obrigou a abertura da ala.
PRT-467
Continuidade de obra depende de liberação do IAP
As obras da nova pista da PRT-467 no perímetro urbano de Cascavel
vão depender da liberação do IAP (Instituto Ambiental
do Paraná) para serem continuadas. Isso porque o DER (Departamento
de Estradas de Rodagem) deve apresentar ao órgão do Estado
um projeto de preservação dos lençóis freáticos
existentes na região.
A chefe do escritório regional do IAP em Cascavel, Marlise da Cruz,
explica que o DER contratou um hidrólogo e um geólogo para
avaliar as formas de resolver o impasse. “Antes do início
das construções o DER já possuía um PCA [Plano
de Conservação Ambiental]. O IAP fez dezenas de poços
ao redor de onde é construída a nova pista para verificar
se havia lençóis freáticos na área. O mais
próximo desses poços, a 20 metros da obra, não demonstrou
a presença de minas d’água que chegassem tão
perto da superfície. A água só apareceu durante a
construção da estrada”, explicou Marlise.
Segundo a chefe do escritório do IAP em Cascavel, quando os técnicos
do instituto tiveram conhecimento da presença das nascentes o DER
já havia contratado os dois profissionais. O superintendente regional
do departamento, Milton Podolak, reforçou que não há
crime ambiental e que o DER está seguindo rigorosamente as recomendações
de preservação ambiental. “Estamos elaborando um projeto
para fazer com que os lençóis fiquem abaixo da pista”,
disse.
Em matéria publicada na edição de ontem, o Jornal
Hoje mostrou que as pedras que servirão de base para a nova pista
já cobriram algumas nascentes. No sábado, foram constatadas
mais pedras no local, embora Milton Podolak assegure que há 20
dias não é mexido no local em função do novo
projeto, que ainda não foi concluído.
POLIOMIELITE
A campanha de vacinação infantil contra a poliomielite alcançou
91,44% das crianças sábado que estavam na contagem da meta
deste ano. Das 25,6 mil crianças esperadas para a vacinação,
23.408 compareceram aos pontos espalhadas pela cidade. A campanha atinge
crianças de até cinco anos e continua até sexta-feira
em todas as unidades básicas de saúde.
FOTOLEGENDA:
A duplicação da rodovia PRT-467, que corta o distrito de
Sede Alvorada, trouxe muitos transtornos à população,
mas valorizou os imóveis e incentivou a abertura de novos estabelecimentos
comerciais. Responsável por boa parte da produção
agropecuária de Cascavel, líderes locais reclamam do abandono
por parte da administração municipal e chegaram a pedir,
inclusive, o desmembramento do Município, passando para Toledo.
EDUCAÇÃO
Prédio que abriga as escolas públicas precisa de revitalização
Pavilhão da Igreja
vira sala de aula
A educação pública em Sede Alvorada, distrito de
Cascavel, funciona no mesmo prédio. A Escola Municipal Arthur Oscar
Mombach e o Colégio Estadual Pedro Ernesto Garlet atendem a 317
alunos nos períodos da manhã e da tarde. Do total, 155 alunos
são da rede municipal e 162 do Estado.
De acordo com a diretora da escola municipal, Vera Pizzinatto, não
faltam vagas nas instituições e o quadro de professores
está completo.
A diretora disse que há anos a comunidade reivindica a revitalização
geral do prédio, com pintura interna e externa e adaptação
dos banheiros para as pessoas com deficiência. Com a chegada do
Programa Paraná Digital - que disponibilizou dez computadores aos
alunos -, a escola também passou a necessitar de mais uma sala.
A direção e a secretaria das duas instituições
também funcionam em sala única.
Conforme Vera, para que os alunos possam ter aulas de reforço escolar,
uma casa atrás da escola foi adaptada para as crianças.
Além disso, o ginásio de esportes é usado apenas
durante o dia, por falta de sistema elétrico. “Já
solicitamos essas melhorias à prefeitura, mas ainda não
tivemos retorno”.
O secretário do colégio estadual, Fábio Lobo da Silva,
diz que o pior problema é que os professores do Estado têm
de utilizar o pavilhão da Igreja para as aulas de apoio e de reforço.
“Entregamos todas as nossas reivindicações para o
grupo de vereadores que esteve no distrito, em uma reunião descentralizada
da Câmara de Vereadores, e esperamos que venha uma resposta”.
Perfil
Na localidade residem produtores rurais que vivem do plantio de diversas
culturas, em especial milho, trigo e soja, e da criação
de bovino, frango e suíno. A iluminação pública
está em 100% do distrito, mas não há asfalto, apenas
pedra irregular em algumas estradas.
A água encanada é fornecida para toda a comunidade pela
associação de moradores, que faz a captação
e distribuição. Não há rede de esgoto.
Uma cancha de bocha e um clube particular são os locais de lazer
da população, que conta com panificadora, posto de combustível,
loja de confecções, mercadinhos e o Banco Sicredi, mas geralmente
efetua compras em mercados e lojas de Cascavel e Toledo.
A procura por lotes na região é grande, tanto que poucas
áreas estão vazias.
Desde a semana passada máquinas da Prefeitura de Cascavel trabalham
na melhoria das estradas do distrito.
SAÚDE
População é trazida a Cascavel de ambulância
O Distrito de Sede Alvorada conta com uma equipe de PSF (Programa Saúde
da Família) no posto de saúde. A unidade possui farmácia,
mas não há pediatras e outros especialistas. A equipe de
atendimento se divide entre consultas na unidade e visitas às residências
dos moradores.
É a única que possui três automóveis: uma ambulância
e duas kombis. Há mais de um mês uma delas está estragada
e os pacientes são trazidos a Cascavel de ambulância, o que
encarece o serviço e arrisca a população a perder
o horário da consulta. O problema é que cada Kombi tem capacidade
para nove passageiros e a ambulância só suporta quatro, obrigando
mais viagens.
Esse transporte ocorre quando a população necessita consultar
especialistas ou de atendimento não disponível no posto.
A enfermeira e responsável pelo PSF, Marileide dos Santos Fantin,
garante que os atendimentos não são prejudicados, devido
a uma programação de horário. Apesar do contratempo,
não há previsão para a conclusão do conserto
da Kombi.
O grupo do PSF é formado por um clínico-geral, uma assistente
social, uma enfermeira, duas auxiliares de enfermagem, um dentista, um
auxiliar de consultório dentário e um técnico de
higiene dentária. Trabalham também na unidade dois motoristas,
três agentes comunitárias de saúde, um administrador
e duas zeladoras. Na parte da manhã eles realizam consultas no
posto de saúde e à tarde visitam as famílias.
BOX
Mais consultas
São disponibilizadas 12 consultas diárias e cinco emergenciais.
A dona de casa Eva Nicodem gosta do atendimento, mas reclama da quantidade
de fichas diárias. “Tem dias que chego aqui às 7h
e as fichas já acabaram. Tem muita gente da região do distrito
e as fichas são poucas”.
Em média, seis famílias são visitadas diariamente.
A atividade é uma exigência do Ministério da Saúde
para o PSF, que determina o cadastramento de 100% das famílias
dos distritos para que recebam acompanhamento médico. “A
equipe vai às casas e cuida de toda a família. É
um trabalho preventivo. Na unidade, entre vacinas, curativos, consultas
e exames, passam cerca de 100 pessoas por dia”.
A agricultora Lucília Bervanger vive com o marido num sítio
da Sede Alvorada. Ela vai toda semana à UBS. “Vou mais para
verificar a pressão e pegar remédio. Não tenho do
que me queixar”. Lucília recebe uma vez por mês a visita
da equipe do PSF.
A UBS Sede Alvorada atende nove comunidades.
PERSONAGEM:
“Não tenho do que me queixar”
Lucília Bervanger, agricultora
SEGURANÇA
A tranqüilidade do interior reflete na sensação de
insegurança da população em Sede Alvorada. Para a
dona de casa Ivani Cappellesso, a situação está ótima.
“Moro aqui há 23 anos e nunca tive problemas. Aqui é
tranqüilo, porque o distrito é formado por pessoas trabalhadoras”,
disse.
“Nossa principal preocupação é com o movimente
na rodovia, que pode causar acidentes, mas arrombamentos e assaltos são
poucos”, observa a dona de casa Michele Bispo da Luz.
O produtor rural Sadi Probst sente-se inseguro, mas não pela falta
de policiamento, e sim pelo medo de que possa ser vítima dos marginais.
Quem também reclamou foi a artesã Mari Wofmeister: “Na
minha opinião deveria haver um maior policiamento”.
De acordo com o subcomandante da 4ª Companhia da Polícia Militar
de Cascavel, tenente Wagner Blum, Sede Alvorada possui uma viatura e dois
policiais que moram na região. “Esse número é
suficiente para as necessidades do distrito, onde a criminalidade é
baixa”.
PERSONAGEM:
“Em dez anos percebemos uma melhora”
Michele da Luz, dona de casa
“Nunca tive preocupação em 23 anos aqui”
Ivani Cappellesso, dona de casa
“Sinto-me inseguro, mas nunca tive problema”
Sadi Probst, produtor rural
“Para mim, o policiamento deve melhorar”
Mari Wofmeister, artesã
ESPORTE
Muito utilizada pela população do distrito, principalmente
pelos grupos de jovens das igrejas evangélicas e católica,
a quadra de areia de Sede Alvorada passa por uma reforma completa. A areia
velha e o antigo alambrado já foram retirados, faltando, agora,
a empresa que venceu a licitação iniciar os serviços
de reforma.
A quadra de areia é o único local público que a população
do distrito pode utilizar para a prática esportiva. Em Sede Alvorada
há ainda outros dois locais, mas a utilização é
restrita: o campo de futebol pertencente ao Clube 12 de Outubro e o ginásio
de esporte da Escola Artur Mombak
|