| PALESTINA – Rompimento de Abbas com o Hamas agradou
aos líderes mundiais
UE e EUA devem suspender embargo
Em uma demonstração de apoio ao presidente da ANP (Autoridade
Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, o governo norte-americano deu sinais
ontem que se prepara para suspender sanções diplomáticas
e econômicas impostas ao governo palestino no último ano.
A esperada suspensão por parte dos EUA (Estados Unidos) chega após
uma afirmação similar da União Européia, que
confirmou ontem a retomada da ajuda financeira ao governo palestino após
a ruptura de Abbas com o movimento islâmico radical Hamas.
O Hamas e o movimento rival Fatah, do qual Abbas é líder,
dividiam o poder no governo palestino, mas romperam o acordo em meio a
uma onda de violência que deixou mais de cem mortos na faixa de
Gaza. Enquanto o Hamas tomou o controle da faixa, Abbas instituiu um gabinete
de emergência e apontou o economista independente Salam Fayyad como
premiê. Tanto o Hamas quanto o Fatah possuem braços armados
e políticos.
Fayyad tomou posse domingo em Ramallah (Cisjordânia), e acumulará
o cargo de chefe de governo com os de ministro das Finanças e de
Relações Exteriores. O presidente dos EUA, George W. Bush,
conversou por telefone durante 15 minutos com Abbas para discutir o futuro
do governo palestino.
BOX
Conselho dissolvido
O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, dissolveu ontem o Conselho de Segurança
Nacional em outra tentativa de enfraquecer o movimento islâmico
Hamas, enquanto o novo governo de emergência analisa a situação
na Faixa de Gaza.
Com a dissolução do Conselho, Abbas destituiu formalmente
o último resquício de participação do Hamas
nas instituições de poder, pois o deposto primeiro-ministro
e líder do grupo islâmico, Ismail Haniyeh, era o vice-presidente
do organismo.
O Conselho, que existia desde o governo de Yasser Arafat, foi reativado
em março por Abbas após os acordos firmados em Meca com
os líderes do Hamas, em uma tentativa de restabelecer a ordem e
o império da lei nos territórios palestinos.
VENEZUELA
Chávez aumenta centralização
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou no fim de semana
a criação de uma comissão que porá fim a organismos
do Estado, a fundação de 200 novas empresas estatais e a
centralização de indústrias estratégicas,
como a de eletricidade.
A criação da Comissão Central de Planejamento terá
como objetivo coordenar e centralizar os organismos do setor público,
afirmou Chávez em seu programa de rádio e televisão
"Alô presidente".
A comissão será criada por decreto e oficializada por uma
lei orgânica do Executivo, que desde janeiro recebeu plenos poderes
para legislar por decreto.
O novo organismo será dirigido pelo vice-presidente Jorge Rodríguez,
apoiado no ministério de Planejamento e Desenvolvimento e no Banco
Central, organismo que até agora vinha sendo um dos "autônomos".
Mesmo questionado pela oposição por concentrar cada vez
mais poderes em suas mãos, Chávez anunciou sábado
a criação da Corporação Elétrica Nacional,
que vai unificar as mais de dez empresas encarregadas de gerar, transmitir
e distribuir energia.
CUBA
Fidel reconhece que
esteve à beira da morte
O líder cubano, Fidel Castro, afirmou ontem que esteve "entre
a vida e a morte" e que os Estados Unidos não terão
Cuba "jamais". A declaração do presidente foi
divulgada em uma "reflexão e manifesto para o povo cubano"
publicada na imprensa oficial.
"Em breve, completará um ano desde que adoeci e, quando estava
entre a vida e a morte, expressei na proclama de 31 de julho de 2006:
não tenho a menor dúvida de que nosso povo e nossa revolução
lutarão até a última gota de sangue", afirma
o líder cubano, que está se recuperando de uma doença
que o levou a delegar provisoriamente suas funções em 31
de julho do ano passado.
Em seu artigo, que se soma às 17 reflexões que escreveu
desde o final de março, Fidel afirma que a ilha continuará
"adquirindo o material necessário" para se defender.
"Cuba continuará desenvolvendo e aperfeiçoando a capacidade
combativa de seu povo, incluindo nossa modesta, mas ativa e eficiente,
indústria de armas defensivas", diz.
"Garanto-lhes que jamais terão Cuba", afirma Fidel Castro,
dirigindo-se ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a quem
volta a atacar no artigo.
Retorno
Fidel conversou nos últimos dez dias com os presidentes da Bolívia,
Evo Morales; da Venezuela, Hugo Chávez, e da Nicarágua,
Daniel Ortega, em reuniões de várias horas que não
tiveram divulgação de imagens ou fotografias. Mas ainda
não há sinal de quando ele retomará o comando do
País oficialmente.
Atentado
Dois homens lançaram bombas de coquetel molotov contra o edifício
da embaixada da França em Montevidéu, mas não deixaram
feridos nem causaram danos graves, informaram fontes policiais. O atentado
ocorreu por volta das 4h. A polícia realizou uma busca na região,
mas ainda não se sabe se o grupo foi localizado. Na sede da representação
diplomática, no centro da capital, testemunhas disseram não
reconhecer o rosto dos homens que realizaram o atentado. O assessor de
imprensa da embaixada, Ricardo Ruis, disse à Ansa que a bomba em
questão era apenas uma pequena garrafa de suco com combustível
que explodiu na porta do edifício.
Pedofilia
Pelo menos 700 suspeitos foram presos ontem em diversos países,
acusados de estarem envolvidos com uma rede mundial de pedofilia, segundo
afirmou um relatório policial. Durante a ação, 31
crianças foram resgatadas. Cerca de 200 dos suspeitos são
habitantes do Reino Unido, informou o Centro de Proteção
Online contra Exploração Infantil. A rede era estabelecida
por um chat na internet chamado "Crianças, as Luzes de Nossas
Vidas", que distribuía imagens de crianças sofrendo
abusos sexuais.
Violência
Em torno de 36 pessoas morreram durante um intenso combate entre chefes
de milícias e forças britânicas que realizavam batidas
de casa em casa, em uma localidade a sudeste de Bagdá, ontem, disseram
policiais e médicos de hospitais iraquianos. Os conflitos ocorreram
em Amara, a 320 quilômetros ao sudeste da capital do Iraque, indicaram
as autoridades. Um médico do hospital geral da cidade disse que
36 cadáveres haviam sido transportados à suas instalações,
e não pode diferenciar imediatamente as vítimas. A fonte
fez as declarações na condição de anonimato
porque não estava autorizada a conversar com os meios de comunicação.
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