SUCESSÃO
Blair pode assumir o Banco Mundial
O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, é um dos nomes
estudados para a sucessão de Paul Wolfowitz no comando do Bird
(Banco Mundial), segundo Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia
em 2001 e ex-vice-presidente do órgão. “É uma
das pessoas que estão sendo claramente sugeridas”, disse
Stiglitz à “Rádio 5” da rede britânica
BBC.
O Conselho Executivo do Bird aceitou quinta-feira a renúncia de
Wolfowitz, que deixará o cargo no dia 30 de junho.
O Prêmio Nobel de Economia reconheceu que, na atual conjuntura,
“seria bom para a instituição” contar com um
economista com experiência real em desenvolvimento para “unir
a instituição”. Paul Wolfowitz esteve muito distanciado
do pessoal técnico do Bird durante os dois últimos anos.
Apesar disso, Stiglitz não descarta Blair, que em 27 de junho apresentará
sua renúncia como primeiro-ministro.
“Blair claramente é um líder político que apresenta
o tipo de contatos necessário, e seria útil como presidente
da instituição”, acrescentou.
A renúncia de Wolfowitz encerrou um longo escândalo causado
pelo aumento de salário da sua namorada, Shaha Riza.
GAZA
Ao menos cinco pessoas morreram ontem
Após ataque, Hamas
e Fatah se enfrentam
Homens armados dos movimentos palestinos rivais Fatah e Hamas voltaram
a se enfrentar na Cidade de Gaza ontem, após a região sofrer
novos ataques aéreos de Israel que mataram ao menos cinco pessoas
em um dia. O islâmico Hamas e o nacionalista Fatah vivem a pior
onda de enfrentamentos desde o acordo de formação do governo
palestino de união, que divide o poder entre os dois grupos desde
fevereiro.
Ontem membros dos dois grupos trocaram tiros de armas automáticas
na Universidade Islâmica da Cidade de Gaza, tida como bastião
do Hamas. Segundo a agência de notícias Associated Press,
lutadores do Hamas, que controlavam a universidade, se chocaram com forças
do Fatah que assumiram posições no prédio do Ministério
das Relações Exteriores, próximo à instituição.
Ao menos uma pessoa ficou ferida no confronto, que contou com lançamento
de granadas e tiroteios. Granadas atingiram o escritório do diretor
da universidade, Kamelen Shaath, que fez um apelo para o fim imediato
da violência.
“Universidades têm que ficar de fora do círculo da
violência. Eu peço ao presidente [da Autoridade Nacional
Palestina, Mahmoud Abbas] e às pessoas sábias de ambos os
lados que tentem poupar a universidade da agonia desta luta”, disse
Shaath.
Apesar do apelo, o som de tiros foi constante em vários locais
da faixa de Gaza, e homens armados usando máscaras se posicionaram
em bloqueios nas estradas e sobre telhados.
O retorno dos confrontos desafia os mediadores e políticos, que
tentam, há uma semana, quando os choques se iniciaram, organizar
um cessar-fogo e retirar os homens armados das ruas. O general Jamal Kayed,
comandante de segurança do Fatah em Gaza, disse que seu grupo estava
implementando uma trégua, mas que o Hamas não estava fazendo
sua parte.
A semana de lutas deixou mais de 50 mortos e quase destruiu o frágil
acordo de formação do governo de coalizão palestino.
ECONOMIA
China amplia
flutuação
do câmbio
O Banco Central da China anunciou ontem que ampliará a banda diária
de flutuação do yuan contra o dólar para 0,5%, dias
antes de uma importante reunião do país com os Estados Unidos
para discussão de questões comerciais como o valor da moeda
chinesa.
O Banco Popular da China também informou em seu site que aumentará
as taxas de juros para depósitos e empréstimos, bem como
a proporção de dinheiro que os bancos do país devem
manter em reserva, os chamados depósitos compulsórios.
A ampliação da banda do yuan, que atualmente é de
0,3%, entrará em vigor segunda-feira, informou o banco central.
O yuan poderá subir ou descer 0,5% por dia em relação
a um valor que será definido a cada manhã.
A autoridade monetária divulgou em comunicado separado que a taxa
de juro para empréstimos de um ano subirá 0,18 ponto percentual
e a taxa para depósitos de um ano será elevada em 0,27%.
As medidas entram em vigor a partir de 19 de maio. A decisão fará
com que a taxa de juro para empréstimos de um ano suba para 6,57%,
ante 6,39%. No caso da taxa de depósito, o juro irá para
3,06%, ante 2,79%.
CONCESSÃO
Bush rejeita proposta para
financiamento da guerra
Líderes da oposição democrata no Congresso dos Estados
Unidos fizeram uma primeira oferta de concessões no embate com
o presidente George W. Bush sobre os termos do financiamento das operações
militares do Iraque, mas a Casa Branca rejeitou a proposta.
Os democratas, em reunião com altos assessores do presidente, dispuseram-se
a retirar, da lei que autoriza gastos com a guerra, uma série de
previsores para despesas domésticas. Eles também se comprometeram
a dar a Bush autoridade para passar por cima de um cronograma para a retirada
de tropas. Mas não houve acordo.
“Dizer que fiquei desapontado com a reunião é um eufemismo”,
diz o líder da maioria no Senado, Harry Reid, do Partido Democrata.
O chefe de gabinete da Casa Branca, Joshua Bolten, que rejeitou o acordo,
disse que qualquer tipo de cronograma prejudicará o esforço
americano no Iraque. “Consideramos que não se trata de uma
distinção significativa”, disse. “Seja descartável
ou não, um cronograma envia o sinal errado”.
FOTOLEGENDA: AP
Pelo menos 13 pessoas morreram e 35 ficaram feridas, quatro em estado
grave, na explosão de uma bomba na mesquita Mecca da cidade de
Hyderabad, no Sul da Índia, onde a polícia desativou depois
outros dois artefatos, informou o canal de televisão NDTV ontem.
Pelo menos duas das 13 mortes são de responsabilidade da polícia,
que abriu fogo contra a multidão que protestava pela falta de proteção
policial. A bomba explodiu às 13h25 (4h55 de Brasília) e
as primeiras informações são de que o artefato era
pouco sofisticado. O motivo do ataque e a autoria ainda são desconhecidos,
informaram as autoridades, que ainda encontraram outros dois dispositivos
não detonados na mesquita que foram desativados. O atentado aconteceu
no dia de oração, quando cerca de 10 mil fiéis vão
rezar na mesquita, uma das mais antigas da Índia.
BOLÍVIA
Greve contra
Morales pára
Cochabamba
A cidade de Cochabamba, no Centro da Bolívia, amanheceu ontem
praticamente paralisada por um bloqueio das estradas. Foi o início
de uma greve cívica contra o governo do presidente Evo Morales,
acusado de reduzir o orçamento regional.
O governador da Cochabamba, Manfred Reyes Villa, opositor de Morales,
declarou pela manhã que a paralisação foi total.
O vice-presidente do Comitê Cívico regional, Javier Bellot,
qualificou o protesto de “decisivo”.
As avenidas de Cochabamba, quarta cidade da Bolívia em população
(cerca de 600 mil habitantes), amanheceram sob controle de grevistas que
desde a madrugada mantiveram acesas fogueiras feitas com pneus. Pregos
foram espalhados pelas ruas para furar os pneus dos veículos que
não acatarem a greve, segundo a mídia local.
Segundo a Prefeitura de Cochabamba, a redução do Orçamento
regional é de US$ 14,4 milhões, devido à “reassinatura”
de projetos de desenvolvimento que deveriam ser financiados pelo governo
Morales e foram transferidas para a administração local.
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