Edição nº 4626 - Sábado, 19 de maio de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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SUCESSÃO
Blair pode assumir o Banco Mundial

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, é um dos nomes estudados para a sucessão de Paul Wolfowitz no comando do Bird (Banco Mundial), segundo Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia em 2001 e ex-vice-presidente do órgão. “É uma das pessoas que estão sendo claramente sugeridas”, disse Stiglitz à “Rádio 5” da rede britânica BBC.
O Conselho Executivo do Bird aceitou quinta-feira a renúncia de Wolfowitz, que deixará o cargo no dia 30 de junho.
O Prêmio Nobel de Economia reconheceu que, na atual conjuntura, “seria bom para a instituição” contar com um economista com experiência real em desenvolvimento para “unir a instituição”. Paul Wolfowitz esteve muito distanciado do pessoal técnico do Bird durante os dois últimos anos.
Apesar disso, Stiglitz não descarta Blair, que em 27 de junho apresentará sua renúncia como primeiro-ministro.
“Blair claramente é um líder político que apresenta o tipo de contatos necessário, e seria útil como presidente da instituição”, acrescentou.
A renúncia de Wolfowitz encerrou um longo escândalo causado pelo aumento de salário da sua namorada, Shaha Riza.

GAZA
Ao menos cinco pessoas morreram ontem

Após ataque, Hamas
e Fatah se enfrentam

Homens armados dos movimentos palestinos rivais Fatah e Hamas voltaram a se enfrentar na Cidade de Gaza ontem, após a região sofrer novos ataques aéreos de Israel que mataram ao menos cinco pessoas em um dia. O islâmico Hamas e o nacionalista Fatah vivem a pior onda de enfrentamentos desde o acordo de formação do governo palestino de união, que divide o poder entre os dois grupos desde fevereiro.
Ontem membros dos dois grupos trocaram tiros de armas automáticas na Universidade Islâmica da Cidade de Gaza, tida como bastião do Hamas. Segundo a agência de notícias Associated Press, lutadores do Hamas, que controlavam a universidade, se chocaram com forças do Fatah que assumiram posições no prédio do Ministério das Relações Exteriores, próximo à instituição.
Ao menos uma pessoa ficou ferida no confronto, que contou com lançamento de granadas e tiroteios. Granadas atingiram o escritório do diretor da universidade, Kamelen Shaath, que fez um apelo para o fim imediato da violência.
“Universidades têm que ficar de fora do círculo da violência. Eu peço ao presidente [da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas] e às pessoas sábias de ambos os lados que tentem poupar a universidade da agonia desta luta”, disse Shaath.
Apesar do apelo, o som de tiros foi constante em vários locais da faixa de Gaza, e homens armados usando máscaras se posicionaram em bloqueios nas estradas e sobre telhados.
O retorno dos confrontos desafia os mediadores e políticos, que tentam, há uma semana, quando os choques se iniciaram, organizar um cessar-fogo e retirar os homens armados das ruas. O general Jamal Kayed, comandante de segurança do Fatah em Gaza, disse que seu grupo estava implementando uma trégua, mas que o Hamas não estava fazendo sua parte.
A semana de lutas deixou mais de 50 mortos e quase destruiu o frágil acordo de formação do governo de coalizão palestino.

ECONOMIA
China amplia
flutuação
do câmbio
O Banco Central da China anunciou ontem que ampliará a banda diária de flutuação do yuan contra o dólar para 0,5%, dias antes de uma importante reunião do país com os Estados Unidos para discussão de questões comerciais como o valor da moeda chinesa.
O Banco Popular da China também informou em seu site que aumentará as taxas de juros para depósitos e empréstimos, bem como a proporção de dinheiro que os bancos do país devem manter em reserva, os chamados depósitos compulsórios.
A ampliação da banda do yuan, que atualmente é de 0,3%, entrará em vigor segunda-feira, informou o banco central. O yuan poderá subir ou descer 0,5% por dia em relação a um valor que será definido a cada manhã.
A autoridade monetária divulgou em comunicado separado que a taxa de juro para empréstimos de um ano subirá 0,18 ponto percentual e a taxa para depósitos de um ano será elevada em 0,27%. As medidas entram em vigor a partir de 19 de maio. A decisão fará com que a taxa de juro para empréstimos de um ano suba para 6,57%, ante 6,39%. No caso da taxa de depósito, o juro irá para 3,06%, ante 2,79%.


CONCESSÃO
Bush rejeita proposta para
financiamento da guerra

Líderes da oposição democrata no Congresso dos Estados Unidos fizeram uma primeira oferta de concessões no embate com o presidente George W. Bush sobre os termos do financiamento das operações militares do Iraque, mas a Casa Branca rejeitou a proposta.
Os democratas, em reunião com altos assessores do presidente, dispuseram-se a retirar, da lei que autoriza gastos com a guerra, uma série de previsores para despesas domésticas. Eles também se comprometeram a dar a Bush autoridade para passar por cima de um cronograma para a retirada de tropas. Mas não houve acordo.
“Dizer que fiquei desapontado com a reunião é um eufemismo”, diz o líder da maioria no Senado, Harry Reid, do Partido Democrata.
O chefe de gabinete da Casa Branca, Joshua Bolten, que rejeitou o acordo, disse que qualquer tipo de cronograma prejudicará o esforço americano no Iraque. “Consideramos que não se trata de uma distinção significativa”, disse. “Seja descartável ou não, um cronograma envia o sinal errado”.

FOTOLEGENDA: AP
Pelo menos 13 pessoas morreram e 35 ficaram feridas, quatro em estado grave, na explosão de uma bomba na mesquita Mecca da cidade de Hyderabad, no Sul da Índia, onde a polícia desativou depois outros dois artefatos, informou o canal de televisão NDTV ontem. Pelo menos duas das 13 mortes são de responsabilidade da polícia, que abriu fogo contra a multidão que protestava pela falta de proteção policial. A bomba explodiu às 13h25 (4h55 de Brasília) e as primeiras informações são de que o artefato era pouco sofisticado. O motivo do ataque e a autoria ainda são desconhecidos, informaram as autoridades, que ainda encontraram outros dois dispositivos não detonados na mesquita que foram desativados. O atentado aconteceu no dia de oração, quando cerca de 10 mil fiéis vão rezar na mesquita, uma das mais antigas da Índia.


BOLÍVIA
Greve contra
Morales pára
Cochabamba

A cidade de Cochabamba, no Centro da Bolívia, amanheceu ontem praticamente paralisada por um bloqueio das estradas. Foi o início de uma greve cívica contra o governo do presidente Evo Morales, acusado de reduzir o orçamento regional.
O governador da Cochabamba, Manfred Reyes Villa, opositor de Morales, declarou pela manhã que a paralisação foi total. O vice-presidente do Comitê Cívico regional, Javier Bellot, qualificou o protesto de “decisivo”.
As avenidas de Cochabamba, quarta cidade da Bolívia em população (cerca de 600 mil habitantes), amanheceram sob controle de grevistas que desde a madrugada mantiveram acesas fogueiras feitas com pneus. Pregos foram espalhados pelas ruas para furar os pneus dos veículos que não acatarem a greve, segundo a mídia local.
Segundo a Prefeitura de Cochabamba, a redução do Orçamento regional é de US$ 14,4 milhões, devido à “reassinatura” de projetos de desenvolvimento que deveriam ser financiados pelo governo Morales e foram transferidas para a administração local.

 

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