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VISÃO
Usuários submetem-se a mais de 4 mil substâncias tóxicas
Fumar aumenta o risco
de catarata e degeneração

O tabagismo é apontado como uma doença crônica gerada pela dependência da nicotina, estando por isso inserido na CID10 (Classificação Internacional de Doenças) da OMS (Organização Mundial de Saúde). Os fumantes correm um risco muito maior de adoecer por câncer e outras doenças crônicas do que os não-fumantes.
Principal causa isolada evitável do câncer de pulmão, o tabagismo é também fator de risco para câncer de laringe, pâncreas, fígado, bexiga, rim, leucemia mielóide e, associado ao consumo de álcool, de câncer da cavidade oral e do esôfago. “Em comparação com quem não fuma, os fumantes apresentam um risco duas vezes maior de catarata e de duas a três vezes maior de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade. Os maços de cigarro deviam estampar também estas advertências”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO (Instituto de Moléstias Oculares).
Segundo estudo publicado pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer), em novembro, além dos riscos para os fumantes, o tabagismo passivo é causa de doenças, inclusive câncer de pulmão e infarto, em não-fumantes. Pesquisas recentes do órgão mostram que mulheres e crianças são os grupos de maior risco na exposição passiva em ambiente doméstico. Também há risco na exposição em ambiente de trabalho, onde a maioria dos trabalhadores não é protegida da exposição involuntária da fumaça do tabaco pela regulamentação de segurança e saúde de seus países, fato que levou a OMS a considerar a exposição à fumaça do tabaco fator de risco ocupacional. “Portanto, quem convive com fumantes, no ambiente de trabalho, também encontra-se mais vulnerável ao aparecimento da catarata e da degeneração macular”, explica Virgilio Centurion.

EXAGEROS
Após festas, colesterol volta a preocupar
Depois de todos os exageros das festas de fim de ano, com muito refrigerante, carnes vermelhas, sal em excesso e comidas gordurosas, é tempo de se preocupar com a saúde e retomar os cuidados com a alimentação, peso e não cair nas armadilhas das dietas milagrosas.
Ficar de bem com a saúde e com o espelho é muito importante. Por isso, a fibra quitosana é um bom complemento alimentar para ajudar na redução do peso e auxiliar no controle do colesterol, colaborando para a redução significativa da quantidade de gordura circulante na corrente sangüínea. Além de ser essencial para o bom funcionamento do organismo, auxilia na redução dos níveis de colesterol que, em excesso, pode ser prejudicial à saúde.
O colesterol é um dos responsáveis pelo depósito de gordura nos vasos sanguíneos, podendo provocar a aterosclerose (lesão e obstrução das artérias) e, conseqüentemente, os infartos e derrames. Dados estatísticos demonstram que cerca de 30% da população com mais de 35 anos tem colesterol acima do nível normal e que o controle do mesmo reduz a incidência de infartos em até 42%.

FÉRIAS
Cuidados com as brincadeiras das crianças
A criançada precisa brincar muito, mas as mães precisam observar algumas regrinhas para ajudar a criança a fazer um bom alongamento e manter a saúde da coluna.
Pular corda, pulos na piscina, skate, bicicleta, corre-corre o dia inteiro... criança não pára! Seria muito bom que as mães acostumassem e incentivassem as crianças a fazer um alongamento ao acordar e depois das brincadeiras. É só imitar um gatinho ou cachorrinho: espreguiçar.
“As crianças levam cerca de 400 tombos até os cinco anos e alguns causam lesões. Se desde pequenos as crianças aproveitarem a flexibilidade para fazer alongamentos diários ao acordar, antes de dormir e quando estiverem cansadas das atividades cotidianas, a qualidade de vida será bem melhor na adolescência e na fase adulta”, adverte Jason Gilbert, diretor do Instituto Internacional de Quiropraxia.
Crianças podem fazer quiropraxia, ciência que estuda e trabalha com o alinhamento da coluna e trata a saúde de forma preventiva. As doenças e transtornos com maior retorno ao tratamento da quiropraxia são: dor de cabeça, transtorno de déficit de atenção, alergias e baixa imunidade.

Dicas fáceis para a criançada não estressar o sistema músculo-esquelético:
1. Ajuste quiroprático regularmente para manter a saúde da coluna vertebral, especialmente depois de qualquer queda / trauma.
2. Exercitar o corpo desde jovem com qualquer atividade física.
3. Evitar horas na frente da tevê ou videogame e computador.
4. Não dormir de barriga para baixo e dormir em um colchão firme.
5. Aprender os princípios de boa postura, pois a postura é a janela da coluna.

ESTUDO
Retinopatia diabética é menos severa em negros
Para estimar a incidência de retinopatia diabética (DR) em uma população com ancestralidade afro-americana, Cristina Leske e colegas dos Estados Unidos realizaram um estudo em pacientes com diabete melito ao longo de nove anos. O resultado foi publicado na edição de fevereiro de 2006 da publicação científica “Archives of Ophthalmology”.
Segundo os autores, foram feitas fotografias da retina em 436 pacientes com os sintomas, avaliados até o nono ano de exame. As incidências de retinopatia diabética mínima, moderada, severa, edema clinicamente significativo da mácula (CSME) e com risco para visão (retinopatia diabética severa mais CSME) foram definidas pelo desenvolvimento de mudanças diabéticas específicas em pessoas que não apresentavam estas condições no momento inicial da pesquisa. A progressão foi definida como o desenvolvimento de DR severa ou proliferativa em pessoas com DR mínimo ou moderado no momento inicial.
De acordo com o texto, a incidência de retinopatia diabética ao longo dos nove anos foi de 39,6% (38% para mínima, 9% para moderada, e 2,6% para severa/proliferativa DR). A taxa tendeu a aumentar com a duração do diabetes e do tratamento. Das pessoas com DR preexistentes, 8,2% progrediu para DR proliferativa. A incidência de CMSE foi 8,7% e aumentou com a duração do diabetes, em acordo, dizem os autores, com a maioria das incidências para DR com risco para visão.
Para Leske e colegas, os resultados sugerem um possível baixo risco de DR severa/proliferativa nos negros com relação a brancos, enquanto a incidência de CSME parece comparável ou maior. O principal componente de DR com risco para a visão foi CSME, denunciando a importância de DR como causa de perda da visão nesta população.

 

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