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PRESSÃO – Os EUA apóiam a proposta feita por Israel
Abbas não aceita criação de
Estado palestino temporário
Em
reunião ontem com a secretária de Estado americana, Condoleezza
Rice, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que não concorda
com a criação de um Estado palestino temporário criado
sob fronteiras provisórias.
A idéia foi lançada no mês passado pela ministra do
Exterior israelense e também é parte do “Mapa do Caminho”,
uma iniciativa pela paz apoiada pelos Estados Unidos.
Abbas disse que falou à secretária que rejeita a idéia.
“Nós dissemos à secretária Rice que rejeitamos
qualquer solução temporária, incluindo um estágio
transitório, porque não vemos isso como uma opção
realista”, disse Abbas em uma coletiva de imprensa concedida juntamente
com Condoleezza.
A secretária, por sua vez, respondeu reiterando seu comprometimento
com o internacionalmente aceito “Mapa do Caminho”. A iniciativa,
criada pelo Quarteto de Madrid - que é formado por Estados Unidos,
Rússia, União Européia e ONU (Organização
das Nações Unidas) -, tem por objetivo a criação
de um Estado palestino independente paralelamente à Israel.
“Meu trabalho trará melhores resultados, eu acho, nesses
próximos meses, quando tentaremos acelerar o progresso no Mapa
do Caminho, que, apesar de tudo, poderá nos levar a um Estado Palestino
e ajudará os palestinos e israelenses a pensarem a partir de um
horizonte político”, disse Condoleezza.
Apoio
israelense
Apesar
da costumeira discordância entre palestinos e israelenses, um importante
político do governo israelense concordou ontem com Abbas, classificando
um Estado palestino provisório como ilusório.
O vice-ministro da Defesa de Israel, Ephraim Sneh, disse que “sem
proporcionar uma esperança aos palestinos de que terão um
estado independente, será impossível derrotar o Hamas”.
Sneh é membro do Partido Trabalhista, organização
que compõe o governo de centro israelense e que historicamente
defende uma reconciliação com os palestinos.
NUCLEAR
Países asiáticos estão inquietos com a Coréia
China,
Japão e Coréia do Sul expressaram ontem sua inquietação
comum com relação à Coréia do Norte, tanto
sobre seu programa nuclear, que Pyongyang se nega a abandonar, como pela
situação humanitária do país, um dos mais
isolados do mundo.
“Os dirigentes expressaram sua inquietação com relação
à situação provocada pelos recentes disparos de mísseis
da República Popular da Coréia e seu teste nuclear”,
destacou o comunicado conjunto publicado ao fim de um encontro de cúpula
entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, seu colega chinês,
Wen Jiabao, e o presidente sul-coreano, Roh Moo Hyun.
Após reafirmar a necessidade de aplicar as sanções
da ONU, decretadas contra Pyongyang após seu teste nuclear de 9
de outubro passado, incitaram a Coréia do Norte à “aplicação
concreta e eficaz da declaração de 19 de outubro de 2005
e a desnuclearização da península coreana”.
Segundo os termos de um acordo alcançado em 19 de setembro de 2005,
a Coréia do Norte aceitou abandonar seus programas nucleares em
troca de ajuda internacional e de garantias de segurança, mas dois
meses depois voltou atrás, protestando contra sanções
financeiras impostas por Washington
ACORDO
Venezuela e Irã anunciam fundo de US$ 2 bilhões
Os presidentes venezuelano, Hugo Chávez, e iraniano,
Mahmoud Ahmadinejad, anunciaram ontem em Caracas a criação
de um fundo de US$ 2 bilhões para financiar projetos de desenvolvimento
em seus países e em outras nações latino-americanas
e africanas.
“Isto é só o começo do que faremos”,
disse Chávez no discurso transmitido pela televisão, no
qual anunciou a visita de Ahmadinejad, que ontem viajou à Nicarágua
e hoje vai para o Equador.
“Sejamos capazes de derrotar as ameaças imperialistas para
construir um mundo novo, o que é um velho sonho”, acrescentou
o governante venezuelano, destacando que o montante do fundo será
aumentado progressivamente para “amparar investimentos também
em outros países, sobretudo aqueles cujos governos estejam fazendo
esforços para libertar-se do jugo imperialista” dos Estados
Unidos.
“Este fundo pesado e estratégico, irmão, vai se transformar
em um mecanismo de libertação”, no marco da construção
internacional de “uma rede de alianças”, disse Chávez
a Ahmadinejad.
GRIPE AVIÁRIA
Japão sacrifica aves
O
número de frangos mortos na fazenda do oeste do Japão onde
sábado foi confirmada a presença da gripe aviária
subiu para 3,8 mil e as autoridades começaram a sacrificar as 8,2
mil restantes, informou a agência “Kyodo”.
Cerca de 150 funcionários realizam a operação que
inclui a morte por asfixia com gás, o empacotamento em bolsas e
a incineração dos frangos na fazenda situada na província
de Miyazaki.
Após o sacrifício das aves, as autoridades inspecionarão
outras 16 fazendas situadas em um raio de 10 quilômetros na busca
por sintomas da doença.
O quinto caso de gripe aviária no Japão foi atribuído
ao vírus H5 pelo Governo provincial, mas o Instituto Nacional de
Saúde Animal ainda deve determinar a possibilidade de se tratar
do variante denominado H5N1, segundo a “Kyodo”.
LINHA DURA
Chávez convoca boicote à Alca
O
presidente venezuelano Hugo Chávez mandou a Alca (Área de
Livre Comércio das Américas), promovida pelos Estados Unidos)
“pro c...” e convidou o Equador a se unir a sua iniciativa
da Alba (Alternativa Bolivariana das Américas).
“A Alca pro c...! Abaixo o império norte-americano, viva
a união dos povos da América Latina”, afirmou Chávez
na localidade andina de Zumbahua, centro do Equador, onde acompanhou o
presidente eleito Rafael Correa em sua posse simbólica em um ato
indígena.
“Chegou a hora da libertação dos povos da América
Latina”, afirmou Chávez na cerimônia em que Correa
recebeu um bastão (de madeira e prata) por parte dos dirigentes
aborígenes um dia antes de sua posse oficial.
“Isso é uma ressurreição, o povo latino-americano
ressuscitou”, declarou ainda, classificando Correa como um “novo
líder da nova esquerda da América Latina”.
“A Venezuela se coloca às ordens do povo equatoriano”,
assinalou, enfatizando que vão ser assinados acordos de integração
entre os dois países.
EQUADOR
Correa assume e promete uma revolução socialista
O
economista Rafael Correa inicia hoje o caminho para inserir o Equador
na corrente da nova esquerda latino-americana, ao assumir a presidência
para o período 2007-2011 com a promessa de reformar a Constituição
e revisar o pagamento da dívida externa.
Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia,
Evo Morales, viajaram ao Equador para participar da cerimônia oficial
e da posse simbólica do presidente eleito em um ato indígena
realizado ontem na província andina de Cotopaxi (sul).
Correa, de 43 anos, é o primeiro presidente de esquerda desde 1979,
quando a democracia retornou ao Equador. Os três últimos
presidentes eleitos foram destituídos em meio a revoltas sociais.
Crítico feroz do neoliberalismo e com formação acadêmica
na Europa e nos Estados Unidos, o ex-ministro receberá a faixa
das mãos de Alfredo Palacio - que substituiu o coronel Lucio Gutiérrez
em abril de 2005 - depois de uma vitória inequívoca no segundo
turno sobre o magnata bananeiro Alvaro Noboa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também acompanhará
a posse.
Correa não pretende assinar um Tratado de Livre Comércio
com os Estados Unidos e encerrará, em 2009, o acordo pelo qual
este país opera seu principal posto antidrogas do Pacífico
num porto equatoriano.
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