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Dirigentes do Inter
agredidos por gremistas

A violência no futebol gaúcho atingiu níveis inimagináveis por volta da meia-noite de anteontem quando, em virtude dos atrasos nos vôos, chegaram praticamente juntos no aeroporto de Porto Alegre. A delegação do Inter voltava de Brasília e o novo goleiro do Grêmio, Saja, chegava de Buenos Aires. Em torno de 100 torcedores do Grêmio, de uma facção violenta e responsável por outros atos de vandalismo, depois de muita gritaria, chegaram ao ponto de agredir o antigo e novo presidente do Inter, e só não agrediram os jogadores porque tudo aconteceu assim que os dirigentes deixaram o setor de desembarque, dando tempo para que a segurança do aeroporto retirasse os jogadores por uma saída lateral. Foi tudo muito rápido e não passou de um soco na cabeça e de um pontapé, porque um dos assessores de imprensa do Grêmio auxiliou, tirando rapidamente os dirigentes que, agora com a identificação dos agressores, irá processá-los judicialmente.

Nenhuma punição
A Polícia Civil já começou a identificar os responsáveis por meio das gravações de televisão, do sistema de segurança do aeroporto e pedindo fotos aos jornais. A Polícia Militar já se prepara, com muita seriedade, para os jogos no fim de semana na praia de Cidreira e, ontem à tarde, o novo comandante da Brigada Militar confirmou que há estudos visando implementar medidas como as tomadas na Inglaterra, onde os violentos identificados são obrigados a comparecer na delegacia, em dias de jogos, por um tempo determinado pela Justiça. Já é hora. Desde o primeiro acontecimento grave, no Grenal do ano passado, muito se falou e nada se fez. Mesmo com a identificação de alguns responsáveis pela confusão no estádio do Inter, ninguém foi punido, dando a impressão de que alguém protege os infratores. Isso também deverá ser esclarecido.

Orkut
Pela internet, há ameaças de confrontos, promessas de vinganças e o acontecimento do aeroporto não é um ato isolado. Há alguns dias, o Inter cortou o auxílio ao transporte das torcidas organizadas e um setor do Beira-Rio amanheceu pixado. Em Bento Gonçalves, onde o Grêmio treinou até ontem, um bonito painel que saudava a presença do time, na entrada da cidade, amanheceu destruído e os seus restos pintados com tinta vermelha.

Morte
Já houve morte em Caxias, num jogo do Inter contra o Juventude, quando um policial tentou agarrar um torcedor que brigava e ao tocar-lhe a cabeça, perdeu a mão e matou o torcedor que, sob a touca, levava uma bomba caseira. Agora, depois da confusão no aeroporto, já voltou a discussão sobre a idéia de permitir apenas a torcida do time mandante, a partir do próximo Grenal.

Curtas
Vitório Pífero, na apresentação dos titulares do Inter ontem, disse que “a torcida, para este ano, espera apenas o mesmo do ano passado”.
+++ O pai de Lucas, do Grêmio e da seleção sub-20, seguiu ontem para o Paraguai confirmando que agora surgiu um novo interessado pelo futebol de seu filho, um clube francês.
+++A Polícia Civil já ouviu um dos envolvidos na confusão do aeroporto, mas ele disse que apenas deu carona a um dos agressores que foi filmado entrando em seu carro.
+++O zagueiro argentino Schiavi, do Grêmio, comunicou a imprensa ontem que não dará entrevistas, dizendo que também o fazia no tempo do Boca e no futebol espanhol. Ao contrário, o goleiro Saja, chegou simpático e bem falante.


 

 

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