| ELEIÇÕES
Nethson diz que sigla tem condições de eleger dois vereadores
Líder do PSL prepara
chapa de vereadores
O presidente do PSL (Partido Social Liberal) de Cascavel, Helio Nethson,
disse ontem que deve promover nas próximas semanas uma confraternização
entre os pré-candidatos a vereador do partido. O objetivo do encontro
será criar um entrosamento entre o grupo que, segundo Nethson,
é composto por 30 pré-candidatos.
O líder do partido informou que a chapa que está sendo formada
é bastante homogênea, com representantes de variados setores
da sociedade. “Estamos montando uma chapa forte para as eleições.
Não há grandes diferenças entre os pré-candidatos,
todos têm condições de ir a campo buscar votos e se
eleger”, disse, destacando a grande presença de líderes
comunitários e religiosos.
Outro objetivo do PSL é lançar pré-candidatos com
preparo e conhecimento sobre os trabalhos do Legislativo. Para isso, Hélio
Nethson adiantou que o partido deverá promover, a partir de novembro,
cursos de formação e estratégias políticas
com os pré-candidatos a vereador. Além disso, o presidente
frisou que os postulantes deverão ter plena consciência do
estatuto e da identidade ideológica do PSL.
Para Hélio Nethson, o partido tem condições de conquistar
pelo menos duas cadeiras na Câmara Municipal no próximo pleito.
“Com 14 vereadores temos condições de fazer duas cadeiras,
podendo dobrar o número caso seja 21 vagas”, falou.
Em relação às eleições majoritárias,
o presidente do PSL informou que a sigla ainda não discutiu com
profundidade a questão, mas não descarta a possibilidade
de o partido lançar pelo menos um candidato para compor uma chapa
como vice-prefeito.
AÇÃO SOCIAL
Dione deve deixar a
pasta antes do previsto
A secretária de Ação Social de Cascavel, Dione Kniphoff
(PP), confirmou na tarde de ontem que deve deixar o comando da pasta nos
próximos dias. Apesar de informações nos corredores
da prefeitura darem conta que ontem mesmo ela havia formalizado o afastamento,
Dione disse que ainda deverá ter uma reunião com o prefeito
Lísias Tomé (PSC). “Quero ter essa reunião
o mais breve possível com o doutor Lísias para expor a situação”.
Até então, Dione estava decidida em deixar a Secretaria
de Ação Social após o recesso do fim do ano. A antecipação
está relacionada aos planos de concorrer a uma cadeira à
Câmara Municipal no próximo ano. “Quero descansar um
pouco e depois me preparar para a campanha”, disse Dione, que semana
passada foi uma das pré-candidatas apresentadas no encontro municipal
do PP, organizado pelo ex-prefeito Salazar Barreiros.
Ao que tudo indica, Dione será substituída pelo ex-presidente
da Ucam (União Cascavelense de Associações de Moradores)
Santo Savi. O novo comandante da pasta deverá levar para compor
sua equipe o conselheiro tutelar Vanderlei Silva.
ORÇAMENTO
Deputados se preparam para votar proposta
A partir de segunda-feira, os deputados estaduais já podem apresentar
emendas à proposta orçamentária enviada pelo governador
Roberto Requião à Assembléia Legislativa. O orçamento
de 2008 - de R$ 19,9 bilhões, o que inclui os orçamentos
do Estado (R$ 17,4 bilhões), das autarquias e fundos (R$ 1,3 bilhão)
e das empresas públicas (R$ 1,2 bilhão) - será votado
antes do recesso parlamentar marcado para 15 de dezembro.
Cada deputado pode apresentar emendas às despesas do orçamento
até o valor máximo de R$ 2 milhões. Também
pode apresentar dez emendas ao conteúdo programático ou
de destaque. “Quando há, por exemplo, no programa do governo
a construção de 15 postos de saúde sem especificar
os municípios, o deputado pode indicar que ele seja construído
na sua região de atuação”, disse Mauro Munhoz,
técnico do Tribunal de Contas, que ministrou um curso sobre orçamento
ontem para assessores parlamentares da Assembléia Legislativa.
Munhoz está assessorando a Comissão de Orçamento,
presidida pela deputada Bete Pavin (PMDB), e que indicou o deputado Nereu
Moura (PMDB) como relator geral da proposta. Conforme explicou Munhoz,
a ordem de chegada das emendas à comissão será respeitada.
“O deputado deve apresentar primeiro as emendas consideradas prioritárias.
Quanto antes a emenda for apresentada, mais tempo haverá para ser
analisada pela comissão”, observou.
Segundo projeções do governo, a composição
das despesas para 2008 será distribuída entre as despesas
com pessoal e encargos sociais (44,25%), despesas correntes (37,03%),
amortização da dívida (8,81%), investimentos (5,99%),
juros e encargos da dívida (3,88%) e inversões financeiras
(0,04%).
FIDELIDADE
Prefeito de Cascavel deixou o partido no dia 18 de abril
PPS deve pedir o
mandato de Lísias
A decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de estender a fidelidade
partidária para os ocupantes de cargos majoritários (presidente
da República, governadores, senadores e prefeitos) foi o principal
assunto de ontem nos corredores da Prefeitura de Cascavel e da Câmara
de Vereadores. Terça-feira à noite, o TSE decidiu, por unanimidade,
que os mandatos pertencem aos partidos também nesses casos.
Apesar de ser uma decisão meramente administrativa, sem efeito
legal porque ainda depende de normativas, as discussões foram aprofundadas
nos Poderes Executivo e Legislativo locais, uma vez que pode atingir a
autoridade maior do Município, o prefeito Lísias Tomé,
que se filiou no final de julho ao PSC (Partido Social Cristão).
De acordo com registro no Cartório Eleitoral, o chefe do Executivo
deixou o PPS (Partido Popular Socialista) no dia 18 de abril, ou seja,
após o dia 27 de março, data estipulada pelo STF (Supremo
Tribunal Federal) para poupar de punição os políticos
infiéis.
O primeiro a se posicionar sobre o assunto foi o presidente da comissão
provisória do PPS em Cascavel, o vereador Juarez Berté.
Ontem o líder do partido informou que a sigla poderá solicitar
a cadeira do prefeito Lísias. “O Tribunal decidiu que o mandato
pertence ao partido, se houver a possibilidade de buscar a cadeira do
prefeito, o partido o fará”, anunciou.
Apesar de ficar entusiasmado com a decisão do TSE, Juarez Berté
frisou que é preciso agir com ponderação neste momento.
“É uma decisão que ainda necessita de uma normatização,
pois o Tribunal não se manifestou sobre o mecanismo para que o
partido busque essas cadeiras”.
Juarez Berté discorda da opinião que a legenda não
influencia nas eleições no campo majoritário. “O
voto de legenda pode ter um peso maior nas eleições proporcionais,
porém, o prefeito também usou a legenda para se eleger.
As pessoas não votaram no nome Lísias Tomé, votaram
no número 23”, completou.
O presidente do PPS ressaltou que uma posição definitiva
ainda deverá se arrastar por algum tempo, devido à burocracia
e ao fato de o mandatário ter direito a ampla defesa no caso de
fidelidade partidária.
É nessa possibilidade de ampla defesa que o prefeito Lísias
Tomé irá se sustentar para manter sua cadeira no Executivo.
Ao ser questionado, o prefeito manifestou estar tranqüilo quanto
à decisão, destacando que qualquer posicionamento neste
sentido é precoce, mas deixando claro que o PPS teria sido infiel
às suas ideologias políticas.
Confusão
Apesar de o presidente do PPS, Juarez Berté, afirmar que o partido
pode pedir a cadeira de Lísias Tomé, o tema ainda deve gerar
uma série de discussões, principalmente em relação
de quem seria a vaga do alcaide.
O vice-prefeito Vander Piaia também saiu do PPS e migrou para o
PSB (Partido Socialista Brasileiro). O presidente da Câmara, Julio
Cesar Leme da Silva (PMDB), também não poderia assumir,
pois desrespeitaria a decisão de a vaga pertencer ao partido. O
próprio atual presidente do PPS não era do partido quando
o prefeito Lísias Tomé se elegeu. Berté era filiado
do PDT (Partido Democrático Trabalhista).
CARGA HORÁRIA
Prefeito envia vetos ao Legislativo
Confirmando as expectativas, o prefeito Lísias Tomé (PSC)
enviou ontem à Câmara Municipal de Cascavel os dois vetos
totais relativos aos projetos de lei que propõem a redução
da carga horária dos servidores públicos. A partir de agora,
os vetos estão à disposição para apreciação
dos vereadores, que no próximo período de sessões
decidem se derrubam ou mantêm o veto.
Na justificativa, o chefe do Executivo expôs o quanto a aprovação
das propostas irá causar de impacto negativo ao Município.
Entre os principais pontos estão o aumento de cerca de R$ 8,7 milhões
por ano em despesas com pessoal, redução dos serviços
prestados à comunidade, menor aplicação de recursos
disponíveis e conseqüências de ordem legal.
O prefeito cita que os Projetos de Lei 229/05 (servidores com nível
superior) e 228/05 (demais servidores), de autoria do vereador Aderbal
de Mello (PT), causariam impactos negativos em várias secretarias,
que teriam que aumentar o efetivo pessoal.
Em relação aos servidores com nível superior, o Município
possui cerca de 610 servidores com uma folha de pagamento anual que gira
em torno de R$ 22,1 milhões. Para os serviços não
serem prejudicados, seriam necessárias as contratações
de 130 novos profissionais que causaria um aumento de mais de R$ 4 milhões,
ou seja, uma majoração de 18% com despesas de pessoal.
Esse aumento de cerca de R$ 4 milhões dobra ao ser contado que
existem duas propostas, uma também para os demais servidores com
nível médio e fundamental.
Outro ponto citado na justificativa para os vetos é relativo ao
respeito ao índice prudencial previsto na Lei de Responsabilidade
Fiscal, ou seja, o limite do Município com gastos com pessoal.
No geral, o aumento com gasto de pessoal representaria 5% de acréscimo,
o que ultrapassaria o limite, que é de 54% da Receita Corrente
Líquida.
Caso a administração ultrapasse o limite com despesas desta
natureza, o Município deixaria de receber as transferências
voluntárias de recursos provenientes da União e do Estado,
que representam 70% da Receita Corrente Líquida.
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