ALZHEIMER
Quinta-feira serão realizadas atividades de conscientização
por todo o mundo
Dia lembra luta contra
a doença
Embora seja uma doença
pouco conhecida, a doença de Alzheimer atinge milhões de
pessoas no mundo. No dia 21 de setembro, nos últimos dez anos,
pessoas no Brasil e do resto do mundo participam de atividades diversas
para lembrar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.
A data foi instituída pela OMS (Organização Mundial
da Saúde) e pela ADI (Associação Internacional de
Alzheimer), que completa 22 anos de trabalho na difusão de informações
sobre a doença e na conscientização da sociedade
e das famílias sobre esta enfermidade, nos 74 países onde
é representada.
O número de pessoas com a doença tende a dobrar nos próximos
20 anos e torna-se, então, necessário um trabalho conjunto
para despertar a conscientização sobre a demência
e como ela afeta a vida das famílias.
No Brasil, quem reforça o trabalho de apoio e esclarecimento sobre
a doença de Alzheimer é a Abraz (Associação
Brasileira de Alzheimer), www.abraz.org.br, representada em todo o País
pelas suas 21 regionais nas capitais e 52 sub-regionais distribuídas
pelo interior.
Este ano a Abraz organiza caminhadas, concurso de arte, ciclo de palestras,
peças teatrais, além da distribuição de material
de divulgação. O slogan da campanha é “Não
há tempo a perder e seu objetivo é informar as pessoas sobre
a importância de detectar, o quanto antes, os principais sintomas
que afetam os idosos, estimulando a busca de diagnóstico médico
e tratamento”.
Sobre a Doença
Alzheimer é uma doença degenerativa que afeta o cérebro,
causando comprometimento da memória, do pensamento e do comportamento.
Afeta preferencialmente pessoas acima de 60 anos e vai dobrando a cada
cinco anos, até atingir 30 a 40% aos 85 anos de idade.
Há 100 anos o médico alemão Alois Alzheimer descreveu
o primeiro caso da doença de Alzheimer e desde então vários
estudos e pesquisas vêm desafiando e provocando o interesse dos
cientistas.
Atualmente, cerca de 18 milhões de pessoas sofrem de algum tipo
de demência e estima-se que daqui a 20 anos este número aumente
para 34 milhões, sendo que grande parte deste número estará
concentrado em países em desenvolvimento, como o Brasil.
PREVENÇÃO
Campanha aborda perda auditiva na terceira idade
Pesquisas científicas
recentes demonstram que a deficiência auditiva acomete, de alguma
forma, em torno de 70 % dos idosos (pelo menos 10 milhões de pessoas
no Brasil), tratando-se de questão de saúde pública
com necessidades específicas quanto à reabilitação
auditiva. Preocupada com esses índices, a Sociedade Brasileira
de Otologia lançará o terceiro ciclo da Campanha Nacional
da Saúde Auditiva em 27 de setembro, Dia Nacional do Idoso.
“A surdez no idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores
de desagregação social. De todas as privações
sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador
no processo de comunicação do idoso, sem contar que muitas
vezes a deficiência auditiva pode ser acompanhada de um zumbido
que compromete ainda mais o bem-estar daquele indivíduo”,
explica Luiz Carlos Alves de Sousa, presidente da Sociedade Brasileira
de Otologia.
Em termos técnicos
a perda auditiva pode ser classificada da seguinte forma:
Perda discreta ou leve: até 40 decibéis.
Perda moderada: até 60 decibéis.
Perda severa: até 90 decibéis.
Perda profunda: maior que 90 decibéis.
Algumas dicas ajudam os familiares e amigos do deficiente auditivo a contornar
o problema:
1) Falar pausadamente
e olhando de frente para a pessoa com dificuldade auditiva.
2) Falar um pouco mais alto, sem gritar.
3) Caso a pessoa não compreenda bem, repetir o que foi dito empregando
algumas palavras diferentes para aumentar a chance de compreensão.
4) Não falar gritando de outros aposentos da casa.
5) Incentive uma avaliação médica do problema, e,
se houver indicação, o uso de aparelhos auditivos.
6) Incentive o uso de fones de ouvido para ouvir melhor a televisão
e aparelhos de som.
7) Incentive a instalação de alarmes luminosos para a campainha
da casa e do telefone.
CUIDADO
Oftalmologistas alertam sobre
o perigo da automedicação
Umas gotinhas de colírio à noite... Uma pomadinha para aliviar
o ardor... “Mesmo sabendo que é perigoso comprar remédios
com base na indicação de amigos, vizinhos, muitas pessoas
ainda recorrem à automedicação regularmente”,
diz o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO
(Instituto de Moléstias Oculares). “O perigo desta prática
para a visão é grande. Muitas vezes estes remédios
não prescritos pelo oftalmologista causam novas doenças,
mascaram os sintomas da real moléstia ou, ainda, não têm
efeito nenhum, fazendo com que o incômodo e o mal-estar do paciente
persistam”, explica o oftalmologista.
Segundo Centurion, sem a devida indicação médica,
a única coisa que se pode passar nos olhos é água
limpa. “Os colírios, por exemplo, que são largamente
utilizados pela população, têm princípios ativos
variados, como corticóides e antibióticos que podem mascarar
ou agravar algumas doenças oculares. Se a pessoa tiver outros problemas
prévios, como glaucoma, o colírio pode agravá-los”,
alerta o médico, que também é presidente da ALACCSA
(Associação Latino-Americana de Cirurgiões de Córnea,
Catarata e Cirurgias Refrativas).
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