5,8
GRAUS
Terremoto assusta argentinos
Um terremoto
5,8 graus na escala Richter foi registrado ontem nas Províncias
de La Rioja e San Juan, região centro-oeste da Argentina, sem provocar
vítimas ou danos materiais, informou o Inpres (Instituto Nacional
de Prevenção Sísmica).
O tremor, registrado às 6h34 locais (mesmo horário de Brasília),
teve como epicentro uma zona desabitada situada no limite entre as Províncias
de La Rioja e San Juan, ambas fronteiriças com o Chile, e gerou
temor entre os moradores, que deixaram suas casas e foram para as ruas.
O movimento de 30 segundos também foi sentido em Mendoza (oeste),
Cordoba e San Luis (Centro). Fontes do instituto explicaram que o tremor
está dentro das escalas habituais.
LIBANO
Israel cria comissão para
investigar falhas na guerra
O governo
israelense aprovou ontem a criação de uma comissão
governamental para investigar as falhas durante a recente guerra no Líbano,
anunciaram fontes oficiais. Cerca de 20 ministros votaram a favor da criação
e apenas dois demonstraram oposição.
Após vários dias de indecisão sobre o caráter
da comissão, o primeiro-ministro Ehud Olmert afirmou que queria
conceder amplos poderes à mesma, apesar do temor de que as conclusões
da investigação sobre as falhas cometidas no Líbano
custem caro ao governo."O governo tem a intenção de
dar poderes idênticos aos de uma comissão de Estado",
disse o premiê israelense durante o início do conselho de
ministros semanal.
"Espero que esta comissão encerre os trabalhos o mais rápido
possível e ajude o Estado de Israel a enfrentar os desafios que
nos esperam", acrescentou.
A comissão será presidida pelo juiz aposentado Eliyahu Vinograd,
além de outras quatro pessoas: a juíza também aposentada
Ruth Gabizón, o investigador militar Yehezquel Dror e os generais
reformados Menachem Einan e Haim Nadal.
EM CUBA -
Presidente venezuelano acusa Calderón de fraude
Chávez
diz que não aprova
presidente eleito do México
O presidente
da Venezuela, Hugo Chávez, reiterou que seu governo não
reconhece "o presidente eleito do México (Felipe Calderón)",
onde, segundo ele, existe "uma direita desesperada que recorre a
artimanhas diferentes", embora "dificilmente possa cantar vitória".
"Nós não reconhecemos o governo do México ou
o presidente eleito do México, porque ocorreram coisas muito estranhas",
disse em declarações feitas em Cuba à emissora latino-americana
Telesur, que as reproduziu ontem em sua sede em Caracas.
Chávez lembrou que o presidente mexicano eleito e "a direita
desesperada", "arremeteram" contra ele durante a campanha
eleitoral para assim tentar "satanizar" o esquerdista Andrés
Manuel López Obrador, que denunciou uma fraude e foi proclamado
"presidente legítimo" por seus simpatizantes.
Venezuela e México mantêm suas representações
diplomáticas reduzidas em nível de encarregados de negócios
após a retirada de seus respectivos embaixadores em meio à
crise entre Chávez e o atual presidente, Vicente Fox, chamado "filhote
do império" pelo venezuelano. No México, insistiu Chávez
na entrevista à Telesur, "há uma situação
muito delicada e em pleno desenvolvimento". Ele assegurou que a força
da direita "seguirá reduzindo-se e vem aí um novo México".
Visita a Fidel
O líder
cubano, Fidel Castro, recebeu ontem as visitas dos presidentes da Bolívia,
Evo Morales; da Venezuela, Hugo Chávez, e do primeiro-ministro
da Malásia, Abdullah Badawi.
Fidel, de 80 anos, se recupera de uma intervenção intestinal
que o impediu assistir à Cúpula dos Não-Alinhados,
encerrada na madrugada de ontem em Havana e que contou com a participação
de mais de 50 de chefes de Estado e de Governo.
O líder cubano recebeu a visita de Evo Morales, com quem "conversou
animadamente" sobre a Alternativa Bolivariana para as Américas,
impulsionada por Cuba e Venezuela.
"O comandante-em-chefe reiterou seu alto apreço e profunda
admiração pelas qualidades de Evo Morales e sua extraordinária
batalha em defesa dos direitos de seu povo e sua luta por recuperar os
recursos naturais", acrescentou a nota.
ESPAÇO
Atlantis prepara retorno à terra
O ônibus espacial Atlantis se desacoplou ontem da Estação
Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro
de Controle da Nasa, em Houston (Texas, sul), e agora prepara sua volta
para a Terra, depois de uma bem sucedida missão em que seus tripulantes
equiparam a estação orbital com novos painéis solares
que aumentarão sua capacidade de geração de energia.
Uma câmera de alta definição instalada no extremo
do braço mecânico da nave será usada hoje para fazer
uma revisão exaustiva da nave com a finalidade de detectar qualquer
dano que a estrutura possa ter sofrido com o eventual impacto de micrometeoritos,
antes de iniciar a viagem de volta.
A nave se manterá a uma distância segura da ISS caso precise
voltar para a estação devido a danos em seu escudo protetor.
|