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POLÊMICA – Material foi solicitado por Rasera e Requião

Governo orçou material para escutas

Segundo reportagem do Jornal Gazeta do Povo, edição de ontem, entre os documentos encontrados pela PIC (Promotoria de Investigações Criminais) nos escritórios do policial civil Délcio Augusto Rasera, no dia 6 deste mês por interceptação telefônica ilegal, aparecem três orçamentos feitos pela Polsec, empresa especializada em equipamentos para serviços de inteligência, investigação e segurança pública e privada, com sede em Belo Horizonte (MG), para o governo do Paraná. Um dos orçamentos tem como destinatário o governador licenciado Roberto Requião (PMDB).
A tomada de preços foi feita nos meses de fevereiro e maio de 2003, início do atual governo. Entre o material solicitado está a cotação de uma luneta terrestre digital, bloqueadores de celular, detector de grampo telefônico, ultra micro câmera e maleta receptora e gravadora de áudio e vídeo. Os pedidos orçamentários foram feitos pelo próprio Rasera e por uma pessoa chamada Eduardo [Ferreira Gonçalves dos Reis, assessor do superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião]. As respostas, com os valores, foram emitidas em nome do governo do Paraná e, uma delas, no do próprio Requião.
A possível compra de equipamentos de segurança pelo governo do estado não é uma prática ilegal, já que a empresa funciona legalmente e está autorizada a vender produtos para órgãos governamentais. Porém, estranha-se o fato de os orçamentos terem sido encomendado por Rasera e não pela Secretaria de Segurança Pública. O Policial era assessor da Casa Civil.


ALVARO DIAS
A convenção de apoio à reeleição do senador Alvaro Dias (PSDB/PR) realizada sábado, em Foz do Iguaçu, reuniu políticos e líderes de várias correntes partidárias. Álvaro Dias falou para mais de 2 mil pessoas e contou com o apoio do prefeito municipal, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), do coordenador da campanha regional, Carlos Juliano Budel (PTB), do ex-governador do Paraná, Mario Pereira, e dos candidatos a deputado estadual, Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB), Nelsi Colgueto Vermelho (PSDB), Djalma Pastorello (PSDB) e Reni Pereira (PSB), e dos candidatos a deputado federal, Professor Sérgio de Oliveira (PMDB) e Alfredo Kaefer (PSDB).
Alvaro Dias agradeceu o empenho de todos aqueles que colaboraram para o sucesso do evento. “Estamos tendo uma demonstração de política civilizada, onde houve superação de divergências partidárias em prol de uma mesma causa. Políticos que se confrontam no pleito da política municipal e regional se uniram em benefício de um bem maior que é o estado do Paraná”.
Alvaro também aproveitou para tecer críticas ao governo federa. “Como pode o governo federal olhar para Foz do Iguaçu com tanto descaso? A construção de maior hidrelétrica do mundo alagou áreas agrícolas e o município não foi compensado. Como pode o governo ignorar os problemas na Tríplice Fronteira? Foz não pode continuar sendo apenas um cartão postal, mas deve ser também uma cidade com paz, segurança e oportunidades de emprego”.


DISPUTA
Osmar diz que governo
omite 865 mil demissões

A chuva forte e a baixa temperatura não foram impedimentos às mais de 1,3 mil pessoas que lotaram os salões da Sociedade Sete de Setembro, na Lapa, sábado à noite, para prestigiar a entrega do título de cidadão honorário a Osmar Dias, candidato da coligação Paraná da Verdade, e ouvir suas propostas para o governo do Estado.
O senador criticou a propaganda do atual governador que anuncia a geração de empregos. “A propaganda diz uma coisa, mas a realidade diz outra”, afirmou Osmar. “O governo não conta, por exemplo, que 965 mil trabalhadores entraram com o pedido do seguro desemprego de 2003 a 2005”.
Osmar afirmou que o resultado de um governo equivocado como o atual só poderia ser o desemprego. E citou a crise do setor da carne, dizendo que a única coisa que o atual governador fez para os produtores foi “inventar uma febre aftosa que nunca existiu e que já causou prejuízos de R$ 600 milhões ao Estado”. Segundo Osmar, depois do anúncio da febre aftosa foram abertos cinco frigoríficos no Rio Grande do Sul, criando milhares de empregos para os gaúchos. No

ELEIÇÕES 2006 – Pesquisas apontam que o PT será o partido que perderá mais cargos
PMDB deve eleger mais vereadores

O PMDB deve sair das próximas eleições como o grande vitorioso nas sucessões estaduais. O PT e os partidos da base aliada do governo, por sua vez, devem encolher nos Estados, segundo revelam pesquisas eleitorais divulgadas ao longo deste mês.
O PSDB, um dos principais adversários políticos do PT, também deve sair um pouco menor, mas com a vantagem de emplacar governadores nos principais colégios eleitorais do país. O PFL, por sua vez, tem chances de aumentar seu quadro na comparação com as eleições passadas.
Entre os dez maiores colégios eleitorais do país, o PMDB tem candidatos fortes no Rio de Janeiro e no Paraná. No Rio Grande do Sul, seu representante deve ir para o segundo turno em uma disputa apertada com o PT.
Nos demais Estados, a legenda deve emplacar seus candidatos no Espírito Santo e em Mato Grosso do Sul. E também possui candidatos que devem ir para o segundo turno nos Estados de Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amazonas, Tocantins e Santa Catarina.
Em 2002, a legenda fez cinco governadores ante os sete eleitos pelo PSDB. Desta vez o PMDB pode fazer entre três e 11 governadores, no cenário mais pessimista e no mais otimista. Os tucanos, por sua vez, podem fazer entre quatro e seis governadores.


ALVARO DIAS
A convenção de apoio à reeleição do senador Alvaro Dias (PSDB/PR) realizada sábado, em Foz do Iguaçu, reuniu políticos e líderes de várias correntes partidárias. Álvaro Dias falou para mais de 2 mil pessoas e contou com o apoio do prefeito municipal, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), do coordenador da campanha regional, Carlos Juliano Budel (PTB), do ex-governador do Paraná, Mario Pereira, e dos candidatos a deputado estadual, Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB), Nelsi Colgueto Vermelho (PSDB), Djalma Pastorello (PSDB) e Reni Pereira (PSB), e dos candidatos a deputado federal, Professor Sérgio de Oliveira (PMDB) e Alfredo Kaefer (PSDB).
Alvaro Dias agradeceu o empenho de todos aqueles que colaboraram para o sucesso do evento. “Estamos tendo uma demonstração de política civilizada, onde houve superação de divergências partidárias em prol de uma mesma causa. Políticos que se confrontam no pleito da política municipal e regional se uniram em benefício de um bem maior que é o estado do Paraná”.
Alvaro também aproveitou para tecer críticas ao governo federa. “Como pode o governo federal olhar para Foz do Iguaçu com tanto descaso? A construção de maior hidrelétrica do mundo alagou áreas agrícolas e o município não foi compensado. Como pode o governo ignorar os problemas na Tríplice Fronteira? Foz não pode continuar sendo apenas um cartão postal, mas deve ser também uma cidade com paz, segurança e oportunidades de emprego”.


DISPUTA
Osmar diz que governo
omite 865 mil demissões

A chuva forte e a baixa temperatura não foram impedimentos às mais de 1,3 mil pessoas que lotaram os salões da Sociedade Sete de Setembro, na Lapa, sábado à noite, para prestigiar a entrega do título de cidadão honorário a Osmar Dias, candidato da coligação Paraná da Verdade, e ouvir suas propostas para o governo do Estado.
O senador criticou a propaganda do atual governador que anuncia a geração de empregos. “A propaganda diz uma coisa, mas a realidade diz outra”, afirmou Osmar. “O governo não conta, por exemplo, que 965 mil trabalhadores entraram com o pedido do seguro desemprego de 2003 a 2005”.
Osmar afirmou que o resultado de um governo equivocado como o atual só poderia ser o desemprego. E citou a crise do setor da carne, dizendo que a única coisa que o atual governador fez para os produtores foi “inventar uma febre aftosa que nunca existiu e que já causou prejuízos de R$ 600 milhões ao Estado”. Segundo Osmar, depois do anúncio da febre aftosa foram abertos cinco frigoríficos no Rio Grande do Sul, criando milhares de empregos para os gaúchos. No Paraná, no mesmo período, quatro unidades de abate foram fechadas.

HORÁRIO ELEITORAL
Requião ganha tempo na
propaganda de adversário

O juiz Haroldo S. Montanha Teixeira concedeu direito de resposta a Roberto Requião na propaganda eleitoral de Osmar Dias, que tentou juntar a imagem do governador licenciado com a imagem do policial civil Délcio Rasera. O tempo utilizado por Requião será de um minuto na televisão.
“O direito de resposta de Requião vai ao ar porque Osmar Dias e sua coligação veicularam na propaganda eleitoral gratuita em bloco da televisão do dia 12 de setembro de 2006, às 13h, propaganda manifestamente ilegal, na qual procuraram, por meio da criação de estados mentais na opinião pública, difundindo opinião degradante e sabidamente inverídica”, diz a nota enviada ontem pela assessoria de imprensa do candidato à reeleição.


NOROESTE
Candidatura de Kaefer ganha adesões

Embora tenha raízes no oeste paranaense, a ligação de Alfredo Kaefer com o agronegócio semeou suas ações por todo o Estado. A região noroeste deu uma demonstração de força em prol da eleição de um deputado federal com condições de promover grandes projetos em favor do Paraná e do Brasil. Kaefer participou de encontros com milhares de pessoas em Paranavaí, Alto Paraná, Loanda, Santa Cruz de Monte Castelo e encerrou agenda em Maringá.
No maior encontro do dia, em Paranavaí, a convite do empreendedor Paulo Cezar Felipe, o candidato visitou o frigorífico Mister Frango. Após o almoço, 1,5 mil funcionários recepcionaram Alfredo Kaefer para ouvir suas propostas que contemplam reformas fiscal, tributária, trabalhista, política e educacional, "indispensáveis no grande projeto de desenvolvimento do Brasil", segundo Alfredo Kaefer.
O patriarca do grupo empresarial, Geraldo Felipe, não só abriu as portas da Mister Frango ao candidato como também colocou uma equipe à disposição para multiplicar o seu apoio a Kaefer, amigo e colega de setor produtivo. "Gostaria de poder contar com todos vocês. O Alfredo Kaefer conhecemos há muito tempo e sabemos da sua capacidade e importância para o setor", ressaltou Geraldo Felipe, diretor-presidente do frigorífico.
Na seqüência, o candidato participou de encontro político com lideranças de Alto Paraná, organizado pela vereadora Marlene Zaninelo. Em Loanda, Alfredo Kaefer conversou com populares nas ruas e no comércio, além de ter visitado o prefeito Alvaro de Freitas Neto "Arapongas", que abriu as portas da cidade. Antes de deixar o município, o candidato participou de um bate-papo com aproximadamente 200 funcionários de metalúrgica.

EDUCAÇÃO - País terá que rever metas para erradicação do problema
Queda do analfabetismo
perde fôlego no Brasil

O analfabetismo no Brasil não caiu nada, entre 2002 e 2005, excluindo fatores demográficos, como a morte de idosos, que fazem o número de analfabetos diminuir mesmo que nenhum adulto tenha sido alfabetizado. A taxa de analfabetismo de pessoas de mais de 15 anos caiu de 11,8% em 2002 para 10,9% em 2005, e a redução deveu-se inteiramente à demografia. O ritmo de queda da taxa de analfabetismo, que foi de 0,5 ponto porcentual ao ano entre 1992 e 2002, caiu para 0,3 de 2002 a 2005. Em termos absolutos, havia 14,8 milhões de analfabetos em 2002, e em 2005 esse número tinha caído apenas para 14,6 milhões.
Esses resultados, revelados pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2005), estão deixando perplexo o governo, que gastou, entre 2003 e meados de 2005, um total de R$ 330 milhões para alfabetizar 3,4 milhões de adultos, por meio do programa Brasil Alfabetizado. Uma possível explicação para aqueles números, que está sendo estudada pelo Ministério da Educação, é a de que o Brasil Alfabetizado esteja atingindo basicamente analfabetos funcionais, que não dominam satisfatoriamente a língua escrita, mas não os analfabetos absolutos, que de fato não sabem ler e escrever. Os números da Pnad referem-se ao analfabetismo absoluto.
De 2003, quando foi iniciado, até meados de 2007, o Brasil Alfabetizado vai gastar R$ 755 milhões, com 7,4 milhões de participantes. O programa, na verdade, é um sistema de financiamento parcial, pelo governo federal, de uma rede heterogênea de iniciativas de alfabetização, que passam por um processo de aprovação prévia e posterior monitoramento.
Em 2005, o Brasil Alfabetizado fez repasses para 637 entidades com programas de alfabetização, entre secretarias estaduais e municipais de educação e ONGs. No ano passado, o programa atingiu 1,97 milhão de participantes, e envolveu 98,9 mil alfabetizadores.

AMBULÂNCIAS
PF ouve presos acusados de
negociar dossiê sobre máfia

Delegados da PF (Polícia Federal) passaram o fim de semana em Cuiabá e São Paulo tomando o depoimento dos quatro presos acusados de tentar vender e comprar informações sobre o esquema de utilização ilegal de recursos públicos para a aquisição de ambulâncias.
De acordo com a assessoria da PF, eles foram questionados sobre a origem dos documentos (fotos e vídeos) e do dinheiro (R$ 1,7 milhão) apreendido na fase final da negociação, monitorada durante a semana pela polícia. As prisões fazem parte da Operação Sanguessuga, iniciada há cerca de dois meses e atualmente em segredo de Justiça.
O empresário e dono da Planam Luiz Antônio Vedoin foi preso sexta-feira e o tio dele, Paulo Roberto Dalcol Trevisan, sábado, em Cuiabá. Eles são acusados de tentar vender o material sobre o esquema montado para fraudar a compra de ambulâncias e que supostamente comprometeria o ex-ministro da Saúde José Serra, hoje candidato ao governo de São Paulo.

EM CUBA
Brasil condena ações unilaterais

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discursou na cerimônia de encerramento da 14ª Cúpula dos Países Não-Alinhados, em Havana, Cuba.
Diante dos líderes de países como Venezuela, Irã, Índia e Paquistão, Amorim disse que o Brasil permanecerá firme na defesa de princípios estabelecidos pelos não-alinhados, sendo favorável à não-interferência em assuntos internos e à busca de soluções pacíficas para as disputas.
”Nós condenamos toda forma de ação unilateral, como embargos e sanções, ou mesmo o uso da força não-autorizado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”, afirmou o ministro brasileiro.
Celso Amorim defendeu o aumentou da interdependência e da solidariedade entre as nações, especialmente no apoio de nações africanas, onde “mulheres e crianças vivem na pobreza e desamparo”.
O chanceler falou sobre o que chama de duplo déficit presente na ordem mundial: democracia e desenvolvimento. Para ele, o grupo de países não-alinhados é uma força indispensável para a sustentação do multilateralismo.

 

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