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CRISE – Pressão da Petrobras causou reação no país vizinho
Ministro pede demissão
após o recuo da Bolívia

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, pediu demissão depois que o governo recuou na decisão de confiscar as receitas das refinarias da Petrobras.
Considerado o principal adversário da Petrobras no governo do presidente Evo Morales, Rada pediu demissão "em caráter irrevogável" e alegou "razões pessoais". Horas depois, foi substituído por Carlos Villegas Quiroga, que ocupava o cargo de ministro do Planejamento.
Para o lugar de Villegas no ministério, o vice-presidente boliviano, Álvaro Garcia Linera, nomeou Hernando Larrázabal Córdoba, que era vice-ministro de Planejamento.
Quinta-feira, poucos antes de ser desautorizado pelo vice-presidente, Rada afirmou que o governo não voltaria atrás na decisão, anunciada na terça, de transformar a Petrobras em prestadora de serviços nas suas próprias refinarias e transferir o controle do fluxo de caixa da empresa à estatal boliviana YPFB.
Diante da reação negativa do governo brasileiro e da Petrobras, o vice-presidente boliviano informou que a resolução seria suspensa por tempo indeterminado a fim de restabelecer o clima de negociação. Linera disse, contudo, que o recuo não significava um retrocesso no processo de nacionalização dos hidrocarbonetos.
Em discurso, o vice-presidente afirmou que "a nacionalização continua em andamento, e nada vai interromper seu processo". "Aconteça o que acontecer, a decisão é irreversível e o Governo vai cumprir o papel histórico de recuperar os recursos energéticos", disse.

TRIBUTOS
Parcelamento de dívidas
tem adesão de 205 mil

Balanço parcial divulgado pela Receita Federal indica que o Paex (Parcelamento Excepcional) - segundo programa de refinanciamento de débitos com a União lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva - ultrapassou em número de inscritos no Refis.
Até sexta-feira foram registrados 205 mil pedidos, contra os 129 mil do Refis, de novembro de 2001. A adesão ao Paex terminou sexta-feira, mas a Receita Federal só vai divulgar novo balanço amanhã.
O número parcial se aproximava dos 280 mil do Paes (Parcelamento Especial), criado após três meses da gestão petista na Presidência, em 2003.
Ao entrar nos programas, pessoas físicas e jurídicas poderiam renegociar prazos e ganhar redução de juros e de multas nas dívidas com a Receita Federal, a Previdência Social e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

TRANSGÊNICOS
Faep quer autorização para
o Paraná utilizar sementes

O presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Ágide Meneguette, enviou solicitação ao Governo Federal pedindo a extensão da autorização para troca e uso das sementes de soja transgênica aos produtores no Paraná e demais Estados do Brasil. O ofício foi encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes.
Meneguette adverte que a autorização de troca apenas para os produtores do Rio Grande do Sul representa uma "abrangência restritiva", além de ferir o princípio de isonomia no tratamento dispensado aos demais agricultores brasileiros, entre eles os do Paraná.
A liberação das sementes próprias de soja transgênica, e não certificadas, apenas aos sojicultores gaúchos foi sacramentada há poucos dias pelo Governo Federal.
Já no ano passado, em 8 de setembro, o Ministério da Agricultura editou norma que autorizou somente o Rio Grande do Sul a plantar na safra 2005/2006 as sementes próprias dos produtores do Estado. Na época, o decreto presidencial 5.534/05 estabeleceu que o produto obtido após a colheita não poderia ser utilizado novamente como material de plantio, e que a medida era paliativa devido a crise de mercado e a longa estiagem.


 

 

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