TERCEIRA IDADE - Investir em hábitos saudáveis
ainda é o melhor recurso
Viva
melhor a partir dos 60
Para os idosos, conviver com animais de estimação pode
representar muito mais do que uma agradável companhia para todas
as horas. Segundo a psicóloga Valentina Pigozzi, de São
Paulo, a amizade com um cachorro ou gato de estimação é
uma forma simples de melhorar a saúde e a qualidade de vida. “Os
mais beneficiados são aqueles que sofrem de depressão. Só
o fato de saber que é responsável por um mascote faz com
que a pessoa se sinta mais útil e dê um sentido à
própria vida. Essa amizade também ajuda a aumentar a auto-estima,
bem como a afastar a tristeza e a solidão, sentimentos comuns neste
período de transformações”, explica a especialista
Valentina.
Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram
o gene responsável pela produção do hormônio
(klotho) que teria como uma das funções a de retardar os
desgastes do tempo. Segundo a revista norte-americana Science, experiências
demonstraram a capacidade de a substância prolongar em até
30% a vida de ratos. Porém, o máximo que essa descoberta
poderia fazer no futuro, garantem os especialistas, seria colaborar para
uma velhice mais saudável, já que o klotho combate o desgaste
das células, reduzindo problemas como osteoporose, derrames e doenças
cardiovasculares. Como não existe milagre nesta área, o
hormônio pode agir como vilão em alguns casos, por diminuir
a atuação da insulina no organismo e aumentar o risco de
diabetes.
PREVENÇÃO É TUDO
Recorrer à vacinação, a diagnósticos precoces
e às visitas ao médico uma vez por ano são as recomendações
básicas do Ministério da Saúde para quem já
passou dos 60 anos e quer evitar que problemas simples de serem tratados
se transformem em doenças crônicas e até fatais. Confira,
abaixo, quais as vacinas e os exames obrigatórios:
VACINAS QUANDO
Tétano A cada 10 anos
Gripe Anualmente
Pneumonia A cada 5 anos
EXAMES QUANDO
Pressão arterial Anualmente
Colesterol Anualmente
Glicemia (taxas de açúcar no sangue) Anualmente
Pressão ocular Anualmente
Urina Anualmente
Ginecológico (mulheres) Anualmente
Próstata (homens) Anualmente
Como identificar e
tratar a hérnia de disco
Segundo estimativas, 80% dos brasileiros adultos terão pelo menos
uma crise aguda de dor nas costas durante a vida, sendo que 90% deles
apresentarão mais de um episódio. A lombalgia, o incômodo
mais freqüente e que atinge a região lombar (que vai da última
costela até o início dos glúteos), já é
considerada a segunda causa de incapacidade de trabalho, bem como o principal
motivo de ausência no serviço, baixa produtividade e de aposentadorias
por doença. E entre os principais causadores desses transtornos
está a hérnia de disco.
A coluna vertebral é formada pela superposição de
33 vértebras que se estendem do pescoço até o cóccix.
Cada vértebra é separada por um disco, uma estrutura fibrocartilaginosa
- que funciona como um colchão de proteção ou amortecedor,
capaz de absorver o impacto das forças que atuam na costas e de
permitir a mobilidade, impedindo que os ossos raspem entre si. Esse disco
é rico em água que diminui com o tempo, fazendo-o perder
elasticidade e espessura. "Esse desgaste pode fazer parte do disco
se projetar para o interior do canal vertebral, resultando em uma compressão
mecânica da raiz dos nervos que saem da medula espinhal. É
a hérnia, que pode se formar em qualquer segmento da coluna, porém
é mais comum na região lombar", explica o médico
Nelson Keiske Ono, professor de Doenças do Aparelho Locomotor da
Faculdade de Medicina do ABC.
Em geral, a saída do disco articular de sua posição
original ocorre como resultado de múltiplos pequenos traumas na
coluna que vão, com o passar do tempo, lesando a estrutura. "Entretanto,
também pode ser conseqüência de um trauma, de um impacto
repentino no disco após um acidente, como uma queda de cavalo,
por exemplo", alerta o ortopedista Walter Fukushima, professor de
Ortopedia.
Hábitos
De acordo com os especialistas, o sedentarismo também é
um fator que contribui para o aparecimento dessa hérnia discal.
Há uma troca de líquidos entre os discos e as vértebras
estimulada pelos movimentos corporais. Daí, se você passa
a maior parte do tempo sentado, além de causar muita tensão
na coluna, esse vaivém de fluidos não acontece como deveria
e aquela perda natural de água dos discos acaba se acelerando.
Isso aumenta os riscos de dores, desvios e desgastes na região.
Além disso, ficar largado no sofá aumenta muito a pressão
exercida sobre a coluna vertebral. Para se ter uma idéia, uma pessoa
de 70 quilos, sentada, recebe uma carga de aproximadamente 300 quilos
nas costas. Em pé, esse peso cai pela metade.
Outro mau hábito que afeta as vértebras é o tabagismo.
Os especialistas explicam que o cigarro diminui a oxigenação
ao redor dos discos, deixandoos menos resistentes e elásticos
FONTE: REVISTA VIVA SAÚDE
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