TARIFA
SOCIAL
Prazos terminam em maio e em setembro, conforme o consumo
2
mil famílias precisam
se cadastrar em Cascavel
A
prorrogação do prazo para o cadastro no programa Tarifa
Social beneficiou 2 mil famílias em Cascavel. Agora elas têm
até maio e setembro, conforme a faixa de consumo, para atualizarem
sua situação cadastral na Copel e manter a tarifa reduzida
de energia elétrica. De acordo com o assessor de imprensa da Copel
Regional Oeste, Éder Dudczak, essas famílias terão
de confirmar a renda mensal per capita de R$ 120. O cadastro pode ser
feito nas prefeituras.
“Com o registro, os consumidores enquadrados como baixa renda recebem
o NIS [Número de Identificação Social] e passam a
ter acesso a descontos”, explicou o assessor.
Todas as famílias que precisam regularizar a situação
receberam uma carta informando do prazo, que terminava dia 28 deste mês,
mas que agora foi prorrogado. “As famílias devem apresentar
o número do NIS para não perderem o desconto”, alerta
o assessor.
O NIS é um número de registro social do cidadão que
permite o acesso a vários serviços públicos (Previdência,
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, programas sociais e outros).
Conforme Éder, cerca de 5 mil famílias são beneficiadas
em Cascavel apenas com o Programa Luz Fraterna, além daquelas que
conseguem desconto da tarifa social.
NACIONAL
No Brasil, 18 milhões de residências são beneficiadas
pela redução na tarifa de energia, das quais 14 milhões
têm consumo mensal médio inferior a 80 kWh (quilowatts/hora),
e 4 milhões na faixa de consumo entre 80 e 220
kWh/mês.
Calendário
diferenciado
O prazo para o cadastro tem duas datas. Os beneficiários
que estão na faixa de consumo de 161 kWh a 220 kWh têm até
o dia 31 de maio para fazer a atualização dos dados. E para
quem consome entre 80 kWh e 160 kWh o prazo para garantir o direito à
tarifa social termina em 30 de setembro. Segundo o assessor de imprensa
da Copel, Éder Dudczak, como grande parte dos consumidores que
assinaram a declaração não conseguiu se inscrever
nos programas sociais do governo federal, devido a inúmeras dificuldades,
o prazo já foi prorrogado pela Aneel (Agência Nacional de
Energia Elétrica), adotada após reuniões com os Ministérios
de Minas e Energia e do Desenvolvimento Social e com as distribuidoras.
Além disso, a extensão do prazo tem como objetivo eliminar
a possibilidade de injustiças, já que muitos consumidores
- apesar de se situarem na faixa de consumo de 80 kWh a 220 kWh - não
necessitam do benefício da tarifa social, exclusivo para famílias
de baixa renda.
BENEFÍCIO
Critérios para ingressar no programa
Os
critérios para assegurar o direito à tarifa social foram
unificados pela Lei 10.438/2002, que definiu duas faixas de consumo médio
mensal para unidades consumidoras residenciais com ligação
monofásica: até 80 kWh e de 80 a 220 kWh. Na primeira faixa
o benefício é concedido automaticamente e não há
necessidade de cadastramento. Para o consumo médio entre 80
a 220 kWh por mês os critérios estão fixados na Resolução
da Aneel 485/2002.
Os descontos da subclasse residencial baixa renda são aplicados
de forma escalonada: 65% para consumo de até 30 kWh mensais; de
40% para consumo de 31 a 100 kWh /mês; e de 10%, para consumo de
101 a 220 kWh/mês. Por exemplo, se uma residência, classificada
como baixa renda consome 70 kWh mensais, o desconto será de 65%
para os primeiros 30 kWh de consumo e de 40% para os restantes 40 kWh.
Segundo a Aneel, os consumidores de baixa renda inscritos no Cadastro
dos Programas Sociais podem solicitar à distribuidora, a qualquer
tempo, os benefícios da tarifa social. A tarifa social é
um subsídio mantido com recursos da CDE (Conta de Desenvolvimento
Energético), que é cobrada de todos os consumidores como
encargo setorial na conta de energia elétrica.
COLETA
SELETIVA
Trabalho será feito por uma consultoria até março,
cujo contrato custou R$ 59,5 mil
Programa
Ecolixo será reestruturado
O
atual sistema de coleta seletiva de Cascavel passará por mudanças.
É o que informou Nicolau Obladen, diretor técnico da empresa
curitibana Habitat Ecológico, contratada pela Secretaria de Meio
Ambiente. Trata-se de uma consultoria especializada em projetos da reestruturação
do sistema de coleta seletiva que trabalha com a ampliação
do volume do material recolhido. O contrato custou R$ 59,5 mil.
A equipe da Habitat está em Cascavel desde segunda-feira para a
avaliação do atual programa de coleta. “Ainda não
temos um parecer sobre o funcionamento em Cascavel, mas temos até
março para analisar todos os projetos já desenvolvidos”.
O levantamento pretende apontar as falhas no funcionamento e alternativas
para aprimorar o serviço. “Também avaliaremos o Ecolixo
desde o quando foi estruturado até hoje, e os trabalhos dos catadores
de papel”.
No roteiro dos trabalhos estão as possíveis modificações
no projeto de coleta seletiva e nas rotas de recolhimento, no relacionamento
com os coletores de recicláveis, avaliação do sistema
operacional e segregação e comercialização
dos materiais.
O programa de coleta de recicláveis de Cascavel é considerado
modelo e já foi, inclusive, premiado nacionalmente. Foi implantado
pela própria equipe da Secretaria de Meio Ambiente. O secretário
Leopoldo Fiewski reconhece a qualificação dos profissionais
de Cascavel para fazer o trabalho de avaliação do Ecolixo,
mas alega que tal levantamento demanda uma dedicação exclusiva.
“Vários de nossos conselheiros têm competência,
mas as suas atividades profissionais não permitem que se dediquem
ao estudo do sistema de coleta, pois exige muito tempo e trabalho físico”.
Ampliar
a capacidade
A
outra justificativa para a avaliação é quanto à
pretensão das mudanças. “O que se pretende é
otimizar os serviços e desenvolver um plano de curto e médio
prazo para ampliar a capacidade do Município em aproveitar resíduos
potencialmente recicláveis”, observa o secretário
Leopoldo Fiewski.
O prazo para a execução do projeto não foi determinado
pelo secretário, mas, segundo ele, algumas ações
serão implantadas a curto prazo. “A empresa tem 30 dias para
nos apresentar o relatório. Alguns trabalhos serão alvo
de trabalho continuado, como o programa de educação ambiental
para a segregação de destinação de materiais”.
O secretário não soube informar quanto a estruturação
do sistema de coleta seletiva custará aos cofres públicos,
alegando que o determinante para o investimento é o resultado apontado
no relatório.
“A conclusão de tudo é mundial: reduzir o passivo
ambiental e parar de enterrar o que pode ser reciclado. Além de
aliviar o domínio do aterro sanitário, o material poderia
estar gerando renda e diminuindo o passivo ambiental”.
RECICLAGEM
Segregação deve ser antecipada
Elaborado
em 1996 e executado em 2000, na gestão do então prefeito
Salazar Barreiros, o Ecolixo foi implantado sob a coordenação
do Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal)
e considerado modelo na questão da reciclagem. No entanto, possíveis
mudanças ocorrerão no processo de coleta após o levantamento
da consultoria de Curitiba, Habitat Ecológico Ltda.
Segundo o gerente administrativo do Ecolixo, Juarez Vieria, a maior deficiência
do sistema é a falta de caminhões e de divisórias
para separar o lixo.
Ele explicou que o material deveria chegar separado até o depósito.
“Há a necessidade de alternativas para os agentes ecológicos
após a reforma no Calçadão da Avenida Brasil. Os
papéis de melhor qualidade vêm do Centro da cidade”.
Ele propôs que, ao invés de o lixo ser colocado no depósito,
seria mais prático enviá-lo para uma cooperativa. “Atualmente
recebemos 70 toneladas de lixo por mês e até 2018 a previsão
é de que sejam 30 toneladas diariamente. É preciso buscar
alternativas para que haja suporte para atender essa demanda”.
Possíveis
alterações
De
acordo com o vice-presidente Comam (Conselho Municipal do Meio Ambiente),
Gelso Raimundo Zanella D’Ávila, em 2006 foi votada a necessidade
de mudanças no sistema de coleta seletiva de Cascavel. “A
votação foi favorável à avaliação.
Foi decidido buscar uma empresa especializada em reciclagem e houve uma
tomada de preço”.
Assim como o gerente administrativo do Ecolixo, D’Ávila destacou
a necessidade de a seleção ocorrer no ato da coleta. “É
preciso um melhor aproveitamento da mão-de-obra. Não temos
o conhecimento se a forma com que trabalhamos é correta ou não”.
Em fevereiro no ano do passado a Itaipu Binacional repassou 180 carrinhos
para os agentes ecológicos de Cascavel. O secretário de
Meio Ambiente, Leopoldo Fiewski, afirmou que o projeto da Itaipu será
mantido com modificações nas rotas para diminuir o desgaste
dos catadores e organizar a coleta. “A meta quanto aos agentes é
aumentar o preço de venda dos materiais e ordenar circuitos de
coletas. Eles andarão menos e a população se habituará
a se relacionar com ele”.
Atualmente estão cadastrados pela Secretaria de Ação
Social 400 agentes ecológicos.
ESTRUTURA
Ao todo são 11,8 mil m² de área em edificação,
na universidade e no hospital
Unioeste
vira canteiro de obras
Dezenas
de obras de infra-estrutura transformaram a Unioeste (Universidade Estadual
do Oeste do Paraná) e o HU (Hospital Universitário) num
canteiro de obras. São 11,8 mil m², entre obras iniciadas
ano passado e neste ano, algumas já concluídas e outras
em andamento.
Os recursos aplicados na melhoria da estrutura física da universidade
somam aproximadamente R$ 6,5 milhões, de recursos federais, estaduais,
municipais, próprios e outros.
Uma das obras recém-concluídas na Unioeste e que trouxe
benefícios a todos os campi, HU e Reitoria foi a implantação
do Projeto de Eficientização Energética, com a substituição
das luminárias antigas por outras mais eficientes, com significativa
redução no consumo de energia.
Em Cascavel as obras e intervenções que estão sendo
realizadas foram planejadas atendendo necessidades de reestruturação
física do campus, a qualificação das áreas
de conhecimento e potencialização de atividades de lazer
da comunidade.
No campus está em execução a edificação
de novos prédios para os cursos de Odontologia e Engenharias e
programa de pós-graduação em Engenharia Agrícola,
além da construção de novo auditório e banheiros
completando o complexo físico de eventos do campus.
Também foi iniciada a recuperação do asfalto e implementação
de novos 5 mil m² de pavimentação próximo às
clínicas, assim como a construção do portal de entrada
do campus e reestruturação de toda a rede elétrica.
Ampliação e revitalização
O Hospital Universitário, que acaba de inaugurar a ala
psiquiátrica, com 17 leitos, também está recebendo
obras de ampliação e revitalização de seus
espaços, e a construção de novos prédios.
Entre construções concluídas em 2006 e já
iniciadas neste ano, pode-se citar a ampliação do almoxarifado
central, reforma do sistema de ar-condicionado da lavanderia, unidade
de terapia intensiva e centro obstétrico, revitalização
do pronto-socorro, que agora está sendo ampliado.
Também está em andamento a construção do Centro
de Imagem e Diagnóstico, localizado atrás do pronto-socorro,
e as reformas das alas da enfermaria, recursos humanos e outros setores
de apoio. O prédio em que funcionava a parte administrativa da
Uopeccan (União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer)
está sendo adaptado para abrigar o laboratório de pesquisa
do HU.
Outros campi
Ano passado o campus de Marechal Cândido Rondon concluiu
as obras do Bloco 4, com salas de aula e o Núcleo de Práticas
Jurídicas e realizou obras de infra-estrutura no complexo poliesportivo,
com a implantação de iluminação externa, possibilitando
a prática esportiva à noite para a comunidade interna e
externa. Também foi concluído o apiário - Centro
de Pesquisa, Treinamento e Difusão de Tecnologia e a Central de
Produção de Rainhas -, junto à fazenda experimental.
Neste ano já foi iniciada a construção do novo espaço
que abrigará a biblioteca e o Centro de Pesquisa e Difusão
de Tecnologia Aplicada a Agricultura, com previsão de conclusão
em 2007.
Já no campus de Toledo está em fase de construção
o Centro de Ciências Sociais Aplicadas e o Bloco 3, com 12 salas
de aula. E no campus de Francisco Beltrão encontra-se em fase de
conclusão o bloco de salas de aula e o Núcleo de Práticas
Jurídicas.
IDOSOS
Algumas empresas registraram aumento de 50% no feriado
Cumprimento
do estatuto
atende 35 pessoas por dia
No
início de janeiro a ANTT (Agência Nacional de Transportes
Terrestres) reestabeleceu o cumprimento 40 do Estatuto do Idoso, que determina
que as empresas de ônibus cedam dois lugares, gratuitamente, às
pessoas que têm mais de 60 anos e renda mensal inferior a R$ 700.
De acordo com o técnico em regulação da ANTT, Guilherme
Schimidt, cerca de 35 idosos viajam diariamente, seguindo o Estatuto do
Idoso. “Em todo fim e início de mês a procura é
maior. Mas no Carnaval a procura manteve a média”.
O atendente da empresa Unesul Milton Delevati informou que houve aumento
de 50% na procura de idosos por viagens interestaduais no feriado.
O mesmo não ocorreu com a Eucatur, que, segundo encarregado da
agência, Edson José Perlin, a média de quatro idosos
por dia foi mantida. “Alguns desistem de viajar quando têm
que pagar a metade da passagem [quando as duas passagens gratuitas já
foram fornecidas]. Mas se um ônibus sai de Cascavel e há
uma reserva para um idoso em Campo Mourão, por exemplo, não
é possível ceder os lugares”.
Vânia Inácia Queiroz Ferreira, 62 anos, embarcou ontem para
Itajaí, Santa Catarina. Ela tentou a vaga a que tem direito em
duas empresas. “Agendei minha viagem segunda-feira. Na primeira
o meu pedido foi rejeitado, disseram que tinham vagas disponíveis
apenas com desconto de 50%, mas na segunda empresa consegui sem problemas”.
O coordenador técnico da ANTT, Bonifácio Martim de Oliveira,
conta que na época em que foi determinado o cumprimento do artigo
algumas empresas foram autuadas, mas agora todas cumprem a lei. “É
importante destacar que tem direito à passagem de graça
qualquer pessoa com mais de 60 anos e o limite de renda estabelecido pelo
estatuto”.
A multa para a empresa que descumprir a determinação judicial
varia de R$ 2,5 mil a 2,7 mil. O idoso que tem interesse em viajar gratuitamente
deve apresentar o documento de identidade e comprovante de renda, o qual
deve ser retirado no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou com
a equipe de assistência social da prefeitura.
ACESSÓRIOS
Artigos carnavalescos tiveram pouca procura
Serpentina,
máscara, spray, fantasias. Antigamente esses e outros artigos eram
indispensáveis para uma boa festa de Carnaval e a procura pelos
acessórios era grande. Hoje a fantasia de Carnaval deixou de ser
obrigatória devido ao desconforto causado, afinal, as altas temperaturas
exigem roupas leves dos foliões.
Segundo a empresária Anne Marie Melani, os artigos carnavalescos
também tiveram baixa procura. “Vendemos muitas fantasias
infantis para os bailes de Carnaval nas escolas. Mas poucos foliões
vieram em busca da serpentina ou do spray, pois os clubes costumam fornecer
esses artigos”.
Para os foliões que gostam de manter a tradição da
festa é possível encontrar latas de serpentina e spray branco
com preços que variam entre R$ 3,5 e R$ 9, além de máscaras
e perucas nas mais variadas cores e estilos.
As novidades desse Carnaval, de acordo com Anne, são os bailes
realizados nos condomínios fechados e às margens do Lago
de Itaipu. “Vários organizadores nos procuraram atrás
de materiais típicos do Carnaval para realizar bailes particulares.
A solicitação para esse tipo de festa foi maior que a dos
foliões”.
Dicas
para cair na folia sem problemas
Antes de cair na folia é importante tomar alguns cuidados
pare evitar problemas após os quatro dias de festa.
- Seja responsável e use camisinha em todas as relações
sexuais. Leve os preservativos no bolso ou na bolsa.
- Antes de sair de casa, faça alongamentos dos braços e
pernas.
- Nada de sandálias altas ou sapatos duros. Opte por tênis
ou sapatilhas.
- Tome pelo menos dois litros de água por dia para evitar a desidratação.
- Use roupas leves para facilitar a transpiração.
- Não aceite bebida ou substâncias de desconhecidos. Muitas
drogas sem cheiro ou gosto podem ser adicionadas à sua bebida sem
seu consentimento.
- Faça movimentos circulares nos pés, nos sentidos horário
e anti-horário, antes e depois da festa. Essa medida diminui os
riscos de lesões e o cansaço.
- Se beber, não dirija.
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