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IRAQUE
Condoleezza Rice faz visita-surpresa
Plano reduz violência
em 80%, diz general

O plano de segurança para Bagdá, em vigor desde quarta-feira, reduziu a violência na capital em cerca de 80%, afirmou ontem o porta-voz oficial do novo esquema, o general Qasem Ata al-Musawi. Ele afirmou também que nos últimos quatro dias 144 suspeitos foram detidos por suposto envolvimento em atividades de violência.
Além disso, o porta-voz revelou que, nas inspeções de casas, os moradores assinam, tendo dois vizinhos como testemunhas, uma declaração de que nessas operações as forças de segurança iraquianas não cometeram violações dos direitos humanos nem roubos.
Posteriormente, as assinaturas, registradas em cadernos, são entregues à divisão militar que fez as inspeções, afirmou Musawi.
“O que diferencia este novo plano de segurança dos anteriores aplicados em Bagdá é que as tropas que estão postadas nas áreas em que o terrorismo já foi removido permanecem nelas para permitir o retorno das famílias que foram obrigadas a abandonar suas casas”, destacou o alto funcionário.
Musawi antecipou ainda que a nova estratégia inclui a revisão das autorizações para o porte de armas de agentes de companhias de segurança privadas e reiterou que o plano não é dirigido contra nenhum grupo étnico, confessional ou político específico.
VISITA
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou ontem a Bagdá em uma visita-surpresa antes de sua viagem a Israel. Devido à ação da polícia iraquiana para conter a violência sectária, o avião de Rice teve de sobrevoar o aeroporto de Bagdá por 30 minutos antes de pousar.
A chegada da secretária americana coincidiu com mais um dia de violência. Ataques com carros-bomba causaram a morte de dez pessoas e feriram cerca de 60 em Kirkuk (norte).

CRISE NUCLEAR
Após acordo, EUA posicionam caças no Japão
A Força Aérea dos Estados Unidos posicionou ontem dois aviões de último modelo do caça invisível F-22A na estratégica ilha de Okinawa, no extremo sul do Japão, dias depois de alcançar um acordo sobre a crise nuclear com a Coréia do Norte.
Esta é a primeira vez que os Estados Unidos posicionam um F-22A fora de seu território.
Os dois aviões, que ficam invisíveis aos radares a uma velocidade supersônica, chegaram ontem à base aérea americana de Kadena, em Okinawa, perto de Taiwan e Coréia do Norte.
Segundo a imprensa local, outros dez F-22A Raptors vindos da base aérea de Langley (Virginia) devem chegar hoje a Okinawa, via Havaí.
A mobilização dos aviões de caça e de equipes, que inclui 250 pessoas, mobilizou norte-coreanos e habitantes de Okinawa.
Pyongyang criticou a entrada dos F-22A, relacionado-a às negociações multilaterais sobre seu programa nuclear.
Em Kadena a assembléia local adotou por unanimidade uma resolução contra o envio desses aviões, em janeiro. “Os moradores vivem com medo e preocupação [por causa destes aviões]”, afirmou o líder do comitê para assuntos relacionados a bases militares, Koei Tanaka.
Há cerca de 22 mil militares americanos em Okinawa, ou seja, mais da metade dos soldados americanas posicionadas no Japão.

NO FRONT
O príncipe Harry, filho mais novo do príncipe Charles e da falecida princesa Diana, partirá para o Iraque no fim do mês, divulgou ontem o tablóide britânico “Daily Mirror”. De acordo com a publicação, o jovem, de 22 anos e terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, realizará seu desejo de combater no front junto com seus colegas do regimento dos Blues and Royals.
Segundo o tablóide, o ministro da Defesa, Des Browne, anunciará o envio do regimento do príncipe ao país árabe no dia 26 de fevereiro, na Câmara dos Comuns, quando dará detalhes da operação.
O “Daily Mirror” antecipa que Harry, com a categoria de subtenente, será conhecido como comandante da Tropa Gales e ficará responsável por uma unidade de 12 soldados em veículos couraçados ligeiros.

AFEGANISTÃO
Otan admite que existem regiões fora de controle
Regiões do sul e do leste do Afeganistão, mas também regiões consideradas mais tranqüilas no Norte e no Oeste do país, fogem parcialmente ao controle da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e do governo, admitiu ontem um comandante da força da Aliança Atlântica.
“Estou seguro de que há regiões no Oruzgan [sul], mas também outras no Sul e até no Leste, no Norte e no Oeste, onde não temos o controle total, que o governo não controla totalmente”, declarou o general holandês Ton van Loon, comandante-em-chefe da Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança) para o Sul do país.
O general também garantiu que “não haverá ofensiva dos talibãs no primeiro trimestre deste ano porque a Isaf vai tomar a iniciativa”.
“Não espero que se repita uma situação semelhante à do ano passado. Os talibãs já não têm as mesmas capacidades militares, e mesmo se as tivessem, seríamos capazes de enfrentá-los”, afirmou.
Cerca de 4 mil pessoas, principalmente insurgentes, civis e policiais, foram mortas em combates ou atentados em 2006, o ano mais sangrento no Afeganistão desde a queda do regime Talebã, no fim de 2001.
Os talibãs afirmaram contar com 8 mil a 10 mil homens prontos para o combate no Sul do Afeganistão.

Fronteiras
O Iraque reabrirá suas fronteiras com o Irã e com a Síria, fechadas durante a semana devido a uma operação de segurança, disse um assessor do governo iraquiano ontem. “Setenta e duas horas se passaram e as fronteiras serão gradualmente reabertas, mas levará 60 dias para a travessia das fronteiras voltar ao normal”, disse o brigadeiro Qassim Moussawi, sem especificar exatamente quando elas seriam reabertas.

Avião por saúde
O presidente do Peru, Alan Garcia, anunciou que vai vender o avião presidencial e utilizar o dinheiro para ampliar o Instituto Nacional de Saúde da Criança. Garcia argumenta que o avião presidencial custou US$ 25 milhões (mais de R$ 52 milhões), e que cada hora de vôo representa um gasto adicional de US$ 5,9 mil. Quando assumiu o cargo, em junho, Alan García prometeu um governo austero. De início, reduziu seu próprio salário e dos ministros.

 

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