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HARMONIA
Proposta visa pôr fim à guerra fiscal entre estados
Estudo sugere unificação
do ICMS em 12% no Sul

Os três governadores da Região Sul, Roberto Requião (Paraná), Luiz Henrique da Silveira (Santa Catarina) e Yeda Crusis (Rio Grande do Sul), receberam um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que propõe a unificação média em 12% da alíquota do principal imposto estadual nas operações internas da indústria nos três estados. A proposta é uma alternativa para cessar a guerra fiscal em relação às alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
O estudo sugere ainda a redução ao máximo dos créditos presumidos nas transações interestaduais.
O documento foi entregue sexta-feira, no Fórum Industrial Sul, em Florianópolis, integrado pelas três federações de indústrias da região - Fiergs, Fiesc e Fiep.
“A atuação conjunta com os governos estaduais poderá minimizar os efeitos da competição que temos na área tributária”, resumiu Arthur Carlos Peralta Neto, vice-presidente da Fiep.
A partir de agora, técnicos das federações e das Secretarias da Fazenda dos Estados irão se debruçar sobre os números para analisar o que realmente é possível ser unificado, sem prejuízos às empresas e aos cofres públicos locais.
Segundo Ricardo Simonsen, diretor da FGV que atuou diretamente na elaboração da proposta, quando ela for efetivada os benefícios serão imediatos. Composto por oito volumes, com 437 páginas, o estudo traz um perfil detalhado sobre a incidência do ICMS em setores e produtos industriais nos três estados, além de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Na maior parte dos casos, sugere a redução e harmonização da alíquota interna para 12%, a mesma praticada nas operações interestaduais na região Sul e, também, em São Paulo, considerado o mais competitivo no Brasil em relação ao tributo.
Conforme o levantamento, os setores mais afetados pelo desequilíbrio tributário na região são o têxtil, o de vestuário, o de calçados, o de móveis e o de alimentação.

PETRÓLEO
Opep não deve cortar a produção
O ministro iraniano do Petróleo, Kazem Vaziri-Hamaneh, disse ontem não esperar um novo corte de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) caso os preços do petróleo continuem a subir, mas admitiu que esse quadro pode mudar se os preços recuarem.
Vários ministros da Opep afirmaram que não haverá necessidade de mais cortes na produção para aumentar a prometida redução de 1,7 milhão de barris por dia. A diminuição mais recente foi implementada em fevereiro. As autoridades do grupo se reúnem dia 15 de março em Viena.
“Se a tendência dos preços seguir assim, possivelmente nenhum novo corte da produção será discutido além do de 500 mil barris [por dia] que nós fizemos em fevereiro”, disse o ministro a jornalistas durante uma conferência em Teerã. “Mas se o preço cair e a tendência mudar, naturalmente outras questões podem ser discutidas”.
Os preços do petróleo atingiram a mínima em 20 meses a US$ 49,90 por barril em 18 de janeiro, já que o tempo ameno conteve a demanda nos Estados Unidos, maior mercado consumidor do mundo. Os preços avançaram a cerca de US$ 60, puxados pela volta das temperaturas mais frias e cortes de fornecimento pela Opep.

Petrobras na Bolívia
A estatal brasileira Petrobras retomará os estudos para a construção de uma unidade separadora de gás natural na Bolívia. A informação foi dada pelo diretor internacional da empresa, Nestor Cerveró, ao “Estado de São Paulo”.
O projeto fazia parte do pólo gasoquímico boliviano, parceria com a Braskem orçada inicialmente em cerca de US$ 1 bilhão, mas suspensa após a nacionalização do setor de gás da Bolívia. A conclusão do pólo gasoquímico, porém, será análise de estudos mais amplos, com uma reavaliação do mercado internacional de plásticos e resinas.
O diretor da Petrobras disse que a empresa pode ficar livre da obrigação de abastecer metade do mercado boliviano de gás natural, que vem sendo imposta pelo governo boliviano nas negociações. Segundo a proposta boliviana, não aceita pela estatal brasileira, os campos de gás do país devem ser responsáveis por fatia do mercado local proporcional à sua participação na produção de gás boliviano.

VOLTA AO NORMAL
Horário de verão termina no dia 25 de fevereiro
No próximo fim de semana os brasileiros que moram nos estados onde há horário de verão deverão atrasar seus relógios em uma hora. O horário de verão termina à 0h do domingo, dia 25. A mudança no horário abrange as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O horário de verão começou no dia 5 de novembro, mais tarde que nos anos anteriores devido às eleições.
O principal objetivo da alteração do horário é aproveitar melhor a luz natural ao entardecer, que é mais intensa em algumas regiões do Brasil durante o verão, diminuindo o gasto de energia. A previsão do Ministério de Minas e Energia era uma redução de 4% a 5% na demanda no horário de pico, o que representa 2 mil megawatts, capaz de abastecer cerca de 2 milhões de casas.
Essa é a 36ª edição do horário. Além do Distrito Federal, a medida abrange os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 

 

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