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PALESTINA
Líder culpou o Hamas pelo temor de uma guerra civil

Em meio à crise, Abbas
decide convocar eleições

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, anunciou ontem que convocará eleições presidenciais e parlamentares o mais rápido possível. “Vamos nos voltar para a população, para ouvir o que eles têm a dizer, e deixar que eles julguem”, disse em rede de tevê.
“Eu irei atrás disso, e já discuti com o Comitê Eleitoral sobre a maneira mais rápida possível de começar a preparação para que isso ocorra”.
Apesar de não ter anunciado a data do pleito, Abbas fez uma ameaça direta ao Hamas, ao assinalar que tem autoridade para demitir o governo liderado pelo grupo islâmico a qualquer momento.
Abbas culpou o Hamas pela crise que levantou temores de uma guerra civil entre os palestinos.
Depois de meses de conversas entre o Hamas e a facção Fatah, de Abbas, para a formação de um governo de união, a situação chegou a seu pior momento em uma década nos territórios palestinos. “A crise está piorando... Sem um acordo político, a segurança continuará afetada”, declarou Abbas.
Sexta-feira as forças de Abbas feriram 32 simpatizantes do Hamas em Ramallah quando dispararam contra manifestantes. Confrontos entre as duas facções também ocorreram na Faixa de Gaza.
O Hamas está no poder desde as eleições de janeiro e já disse que considera qualquer pedido por eleições antecipadas como um golpe. Abbas venceu eleições separadas no começo de 2005.

Apoio
A decisão de antecipar as eleições palestinas obteve apoio dos Estados Unidos, da Inglaterra e de Israel. A Casa Branca afirmou ontem esperar que a realização de eleições antecipadas nos territórios palestinos, anunciada pelo presidente Mahmoud Abbas, sirva para reduzir os níveis de violência na região.
“Apesar de as eleições serem um assunto interno, esperamos que ajudem a acabar com a violência e a formar uma Autoridade Palestina comprometida com os princípios do quarteto”, disse a porta-voz da Casa Branca Jeanie Mamo, referindo-se ao Quarteto de Paz para o Oriente Médio, integrado por Estados Unidos, União Européia, Nações Unidas e Rússia.


AFEGANISTÃO
Otan dá ultimato a membros
do Talebã e ameaça caçá-los

A força da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mobilizada em dois distritos do Sul do Afeganistão deu um ultimato aos talibãs, ameaçando caçá-los caso não deixem a região, segundo panfletos lançados ontem.
A Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança) ordenou aos talibãs que abandonem “imediatamente os distritos de Zahre e Panjwayi [província de Kandahar] para permitir a instauração de projetos de desenvolvimento, caso contrário serão caçado pela força”, declarou o porta-voz da missão Dominic Whyte à agência France Presse.


CUBA
Chávez nega
que Fidel
tenha câncer

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ter conversado por telefone com seu colega, Fidel Castro, e negou que o líder cubano esteja com câncer.
Em um discurso para militantes de seu comando de campanha, Chávez disse que Fidel lhes mandou uma saudação e felicitações pela vitória nas eleições de 3 de dezembro.
Chávez contou ainda que falou com Fidel sobre a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), a Missão Milagre - cirurgias oftalmológicas realizadas em parceria de ambos os governos - e outros projetos comuns.
Chávez comentou que Fidel deu instruções para que o presidente venezuelano seja mantido a par de todos os detalhes de sua saúde e garantiu que, por isso, sabe que ele não tem câncer, como alguns veículos da imprensa sugeriram.

FOTOLEGENDA:

Pelo menos 2 mil pessoas protestaram ontem em uma marcha pelas ruas de Moscou contra o presidente russo Vladimir Putin. A oposição russa denunciou a “regressão democrática” e exigiu a renúncia do presidente Vladimir Putin durante a manifestação, no meio de um incomum posicionamento das forças de segurança. Cerca de 8,5 mil policiais e soldados fiscalizaram o protesto, chamado de Manifestação dos Dissidentes, que reuniu no centro da capital russa cerca de 4 mil militantes de partidos e movimentos liberais e de esquerda.


TENSÃO NUCLEAR
Irã oferece
tecnologia
países árabes

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, ofereceu compartilhar a tecnologia nuclear de seu país com os vizinhos árabes do Golfo, durante um encontro com um importante responsável kuwaitiano, indicaram ontem os meios de imprensa iranianos. “A República Islâmica do Irã propõe compartilhar sua experiência e conhecimentos no campo da tecnologia nuclear e civil como forma de energia limpa e de substituição”, disse o presidente iraniano a Mohammed Dayfala Chirar, enviado especial do emir do Kuwait.
A proposta do presidente Ahmadinejad foi feita dias depois de os chefes de Estado dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo terem expressado, durante a cúpula de Riad, a vontade de desenvolver “um programa conjunto no campo da tecnologia nuclear para fins pacíficos, dentro das regras internacionais”.


Emigrantes
A ONU (Organização das Nações Unidas) fez ontem uma chamada à comunidade internacional para que garanta o respeito dos direitos de 190 milhões de migrantes que há no mundo, com independência de sua situação legal, e reconheça sua importante contribuição econômica e social.
Em sua declaração por ocasião da realização amanhã do Dia Internacional do Migrante, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, afirma que a população migrante “constitui uma parte essencial da força de trabalho dos países que os recebem, ao fazer freqüentemente o trabalho que outros desprezam e ao demonstrar uma grande iniciativa”.
Nas palavras de Arbour, também implica em “exploração, exclusão, discriminação, abuso, violência e outras violações dos direitos humanos”.


ESPANHA
Aviação Civil suspende
licença da Air Madrid

O diretor-geral da Aviação Civil Espanhola, Manuel Bautista, assinou na madrugada de ontem a suspensão da autorização de vôo da companhia Air Madrid e seu certificado de operadora aérea, segundo fontes ministeriais citadas pela Rádio Nacional.
Os principais destinos na América Latina da companhia são Brasil, Argentina, México, Peru, Chile e Venezuela.
A decisão foi adotada após a companhia aérea anunciar unilateralmente, sexta-feira, a suspensão de todas as suas atividades, obrigando a criação de um mecanismo de urgência para tentar atender aos milhares de passageiros afetados poucos dias antes dos feriados de fim de ano.
Segundo a empresa, 120 mil pessoas foram atingidas, por ter realizado somente uma parte de sua viagem, e outras 300 mil têm reservas.

 

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