| HEMOCENTROS
Procedimentos para coleta de sangue têm aumento de 24%
Os processos de triagem, coleta e processamento do sangue realizados pelos hemocentros de todo o País terão reajuste de 24% no valor pago pelo Ministério da Saúde. O valor passará dos atuais R$ 109,10 para R$ 135,65. Essa correção implicará um acréscimo de R$ 35,38 milhões na tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde).
"O reajuste permitirá aos hemocentros aperfeiçoar os processos que garantem a qualidade do sangue oferecido aos pacientes e a melhoria do atendimento pela rede", explicou o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.
O Brasil é referência na América Latina em tratamento de doenças hematológicas (do sangue), como a hemofilia e a doença falciforme. No caso da doença falciforme, o Brasil já possui cooperação com países de língua portuguesa para repasse dos conhecimentos a esses países. Em breve, também vai iniciar cooperação técnica com Estados Unidos e Senegal.
A totalidade dos pacientes com essas enfermidades é tratada pelo SUS, por meio do Programa Nacional de Sangue e Hemoderivados. Os pacientes são atendidos por equipes multiprofissionais com médicos especialistas, psicólogos, pediatras, fisioterapeutas, dentistas e enfermeiros. O investimento na compra de medicamentos para tratar essas doenças é o segundo maior do Ministério da Saúde. São R$ 250 milhões ao ano, atrás apenas do investimento no tratamento da Aids (R$ 1 bilhão).
Em relação ao percentual de doadores de sangue na população, a Organização Mundial de Saúde recomenda de 3% a 5%. No Brasil, 1,8% da população é doadora. "Por isso, o Ministério faz constantemente campanhas nacionais para estimular a doações de sangue", comenta Genovez. Por ano, as doações de sangue resultam em aproximadamente 4 milhões de bolsas.
EM ALERTA
Até 2025 Brasil deverá ocupar o quarto lugar no mundo com a doença
Ministério fará pesquisa
sobre diabetes entre jovens
O Brasil, até 2025, deverá passar do oitavo para o quarto lugar no ranking mundial de pessoas maiores de 18 anos com diabetes. O número de brasileiros, nessa faixa etária, que vivem com a doença chegará a 17,6 milhões - quase 2,5 vezes mais que os atuais 7,3 milhões de adultos. O aumento significa cerca de 650 mil novos casos por ano.
Em todo o mundo, estima-se que haja 246 milhões de pessoas com diabetes. Até 2025, esse número deve chegar a 380 milhões, segundo a IDF (Federação Internacional de Diabetes), entidade vinculada à OMS (Organização Mundial da Saúde).
Como o alerta mundial é para o avanço da doença em crianças e adolescentes, o Ministério da Saúde prepara uma pesquisa para identificar a população jovem com a doença. A investigação sobre a prevalência de diabetes entre adolescentes, prevista para começar em 2009, é essencial para que o governo possa saber quais os fatores de risco e reforçar mecanismos de prevenção e de atendimento. “As informações clínicas indicam aumento do número de casos de diabetes e hipertensão entre os jovens. Mas o Ministério da Saúde quer apurar e identificar o tamanho dessa população”, analisa a Coordenadora Nacional de Hipertensão e Diabetes do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio Vila-Nova de Carvalho.
Para chamar atenção da população mundial e brasileira sobre o problema, no dia 14 de novembro, quando é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, foram realizadas em diversos locais do País ações voltadas à orientação, prevenção e identificação da doença.
Dados nacionais
O diabetes tipo 1, típico da infância e adolescência, está crescendo mundialmente, segundo o IDF, cerca de 3% ao ano nessa faixa de idade, notadamente na fase pré-escolar. No entanto, também o diabetes tipo 2, antes tida como uma doença de adulto, vem crescendo em crianças e adolescentes, como conseqüência da epidemia mundial de sedentarismo, obesidade e maus hábitos de consumo alimentar.
No Brasil, de acordo com o Vigitel 2007, Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis, a prevalência média de diabetes na população adulta (18 anos e mais) é de 5,2% - o que dá cerca de 6,4 milhões de portadores que auto-referiram ter diabetes. A prevalência aumenta com a idade, chegando a 18,6% na população de 65 anos e mais. Não há números de diabetes tipo 1 no Brasil, mas estima-se que cerca de 9% a 10% do total sejam de diabetes tipo 1, o que dá cerca de 600 mil portadores.
Sinais de alerta
Muitas pessoas têm diabetes e não sabem porque não apresentam sintoma. Isso é bastante freqüente no tipo de diabetes que aparece no adulto (tipo 2). Veja alguns sinais de alerta para aumentar a prevenção:
- tem parentes (pais, irmãos, tios etc) com diabetes;
- tem excesso de peso (especialmente abdominal);
- tem vida sedentária (não faz atividade física);
- tem mais de 40 anos;
- faz tratamento para pressão alta e tem colesterol e triglicerídeos elevados;
- uso de medicamentos diabetogênicos (corticóides, anticoncepcionais etc); e,
- mulheres que tiveram filhos pesando mais de quatro quilos, ou abortos e/ou natimortos. |