Eurico Miranda
está voltando
O título de campeão da Série B do Rio Janeiro conseguido pelo Bangu em cima do Aperibense promove a volta de um dos clubes mais tradicionais do Rio Janeiro e um dos mais discutidos e odiados dirigentes do nosso futebol, Eurico Miranda, há pouco afastado do Vasco numa memorável eleição que colocou Roberto Dinamite na presidência do clube.E Eurico, ao assumir, já havia anunciado que o Bangu, sob sua direção, voltaria a ser o que já foi no contexto do futebol carioca, no tempo do bicheiro Castor de Andrade. Seu maior sonho é o de ser presidente da Federação Carioca de Futebol e por aí voltar ao Vasco e ao comando do futebol brasileiro. O certo, entretanto, é que Eurico está voltando, e o título do Bangu é a primeira indicação disso. No Conselho Arbitral do ano que vem, para decidir detalhes do próximo Campeonato Carioca, Eurico já estará discutindo com Roberto Dinamite, seu sucessor no Vasco da Gama.
E o bicho extra caiu
numa conta devedora
Na hora de definição do campeonato, com muitos interesses em jogo, me lembro de uma história do futebol gaúcho, quando o Inter pagou prêmio extra para o Cruzeiro ganhar do Grêmio. Um bom dinheiro para todos e bicho dobrado para o goleiro Henrique, que, aliás, antes havia jogado no Grêmio.
O Cruzeiro ganhou e o Inter pagou o prometido. Só que mandou o dinheiro para a conta de um dirigente que andava mal das pernas no banco onde tinha conta. O dinheiro entrou e foi engolido para cobrir o saldo devedor. Para pagar os jogadores, o dirigente teria que fazer um empréstimo e só teria o dinheiro terça-feira. Mas na segunda, de folga, os jogadores foram à sede buscar o prometido.
“Só amanhã,disse o técnico, que sabia de toda a história, mas não podia contar”.
Alguns jogadores aceitaram bem a desculpa, outros ficaram desconfiados, e o goleiro Henrique, o que receberia mais, ficou furioso e ameaçou quebrar a sede. Contido, mudou de idéia. “Eu espero até amanhã, mas vou levar alguma coisa, que só devolvo quando pegar o dinheiro”.
E passou a juntar calculadora, máquina de escrever, qualquer coisa de valor que via. No dia seguinte, depois de cobrir o negativo, o dirigente conseguiu um empréstimo, recebeu e aí pagou os jogadores. Mas foi suado.
Koff recebe presente de volta
Na última eleição presidencial do Grêmio, Fábio Koff ofendeu um dos candidatos. E ofendeu violentamente. Bateu muito duro no candidato de oposição Antonio Vicente Martins, que engoliu em seco, foi elegante, mas no dia seguinte lembrou que há poucos dias havia ganhado um livro autografado de Fábio Koff. Não teve dúvida. Envelopou o presente, fez um cartão e mandou um motoboy entregar de volta, com um recado a Koff.
“Dê o livro a algum amigo que mereça. Eu não quero”.
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