Edição nº 4784 - Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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Pedágios... Onde está o erro?

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

O leilão de concessão das rodovias federais, realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, deixa um preocupante ponto de interrogação. Como podem as empresas estrangeiras vencedoras operar rodovias importantes como as interestaduais Regis Bittencourt e Fernão Dias com tarifas de R$ 0,997 a R$ 1,364, ao mesmo tempo em que nas estradas estaduais paulistas cobra-se de R$ 4 a R$ 15 por pedágio? A dúvida torna-se ainda mais cruel quando verificamos que a grande vencedora da disputa federal - a espanhola OHL - também opera pedágios paulistas com as tarifas que parecem escorchantes se comparadas aos preços agora divulgados.
Desde quando foram criados, há mais de uma década, os pedágios paulistas causam a maior grita dos usuários. São muito caros se comparados aos preços praticados em auto-estradas internacionais e, agora, até em relação aos que serão cobrados nas rodovias federais que cortam o próprio Estado de São Paulo. Há casos em que a viagem com um automóvel econômico paga mais de pedágio que de combustível.
É do conhecimento geral que o poder público - embora arrecade bem para esta finalidade - não dispõe de recursos suficientes para manter e ampliar as rodovias conforme as necessidades de desenvolvimento e aumento da frota. Mas o que se cobra em São Paulo é altamente oneroso ao transporte e acaba por elevar o custo de mercadorias e serviços.
Pelo menos em tese, o mesmo que se gasta para manter uma rodovia estadual é empregado para a conservação da federal na mesma região. Logo, seria mais justo se os preços praticados nos pedágios da Regis Bittencourt e da Fernão Dias fossem iguais aos da Anchieta, Imigrantes, Anhanguera, Castelo Branco e outras do mesmo porte e área. Se umas são muito mais caras que as outras, com certeza, algo está incorreto. Estaria o preço das federais contaminados pela prática de dumping da concorrente estrangeira que assim teria agido, baixando excessivamente seu preço, apenas para vencer a disputa? Ou os preços praticados na malha estadual realmente são abusivos?
O usuário não tem formação ou credenciais técnicas para discutir o que é certo ou errado na concessão de rodovias. Mas tem sensibilidade suficiente para saber que, quando serviços idênticos têm preços tão destoantes, um deles está errado. O ideal seria que órgãos especializados na defesa do consumidor ou mesmo o Ministério Público, enquanto guardião dos interesses da comunidade, se mobilizassem para desfazer a grande dúvida e evitar o mal que, independente do lugar onde esteja, só prejudica a população.
Se as empresas internacionais, de má-fé, baixaram o preço para vencer a concorrência, com o tempo, não terão como cumprir suas responsabilidades. Em conseqüência, atrasarão cronogramas e fatalmente terão de elevar o preço ao patamar economicamente viável. Na hipótese do abuso estar na tabela das concessões estaduais, mesmo em se tratando de “atos jurídicos perfeitos”, há que se encontrar uma forma legal de repactuar seus contratos e baixar as tarifas para justo valor. Seja uma ou outra a situação tem de ser esclarecida e os culpados da distorção exemplarmente punidos. Uma coisa é certa: do jeito que está não pode ficar...

 

Quem sou eu?

Eduardo Sona é jornalista e radialista - amanda@materiaprimma.com

Você já parou em frente a um espelho por cinco minutos e se viu detalhadamente? Já fez a famosa pergunta: quem sou eu? Analisou com atenção a sua boca, nariz, orelhas, cor dos olhos, os detalhes do seu rosto, os projetos de rugas que começam a se esboçar na sua testa, o seu semblante, o seu sorriso??? Opa, você consegue sorrir! Parabéns.
Hoje em dia, com a velocidade da informação, sabemos sobre a vida de quase todas as pessoas, as que conhecemos pessoalmente e aquelas que nunca ouvimos falar e que, com certeza, nunca tomaremos uma cerveja com elas... A internet com suas ferramentas como Orkut, My Space e outros sites de relacionamento fez com que nossas vidas virassem latinhas de ervilha numa prateleira do supermercado universal!
Somos um rosto ou dezenas de fotos colocadas numa mesa digital à espera que outras pessoas na mesma situação nos conheçam. Aposto que foi uma tortura medieval quando, numa determinada página do Orkut, te pediram para fazer um resumo sobre você. O que você escreveu? Analise bem a sua descrição e verá o quanto você se desconhece. Pessoas próximas sabem mais sobre a sua vida, seus gostos, gestos e manias do que você mesmo. Assustador não é?
Um atalho fundamental para a felicidade é se conhecer. Pare em frente a um espelho e conheça o seu lado exterior. Veja como você é perfeito, bonito ou bonita; os traços marcantes que te diferenciam das demais pessoas. Só você tem esses olhos, esse sorriso, esse gesto, essa expressão. Valorize cada ruguinha ou pé-de-galinha de seu rosto. Faça exercícios de sorrir, expressões de alegria e caretas. No final, diga a você mesmo - e alto - que se ama, que faz toda a diferença no mundo e na sua família. Esqueça por cinco minutos as dívidas, as tretas com os conhecidos, os problemas. Cinco minutos a mais ou a menos não vai fazer a mínima diferença para os problemas, mas fará uma ótima diferença para você.
Procure descobrir mais novidades sobre a sua pessoa. Comece a experimentar comidas que você sempre disse que não gostava e nunca tinha comido. Faça coisas novas para uma nova pessoa que você se tornou. Aposto que, logo na primeira vez que você se olhar realmente para o espelho e se ver, a sua vida mudará. Não será uma mudança radical, mas um início da sua transformação. Não existe no mundo ninguém igual a você. Você é único!

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