Pedágios... Onde está o erro?
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da Aspomil (Associação
de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo)
- aspomilpm@terra.com.br
O leilão de concessão das rodovias federais, realizado na
Bolsa de Valores de São Paulo, deixa um preocupante ponto de interrogação.
Como podem as empresas estrangeiras vencedoras operar rodovias importantes
como as interestaduais Regis Bittencourt e Fernão Dias com tarifas
de R$ 0,997 a R$ 1,364, ao mesmo tempo em que nas estradas estaduais paulistas
cobra-se de R$ 4 a R$ 15 por pedágio? A dúvida torna-se
ainda mais cruel quando verificamos que a grande vencedora da disputa
federal - a espanhola OHL - também opera pedágios paulistas
com as tarifas que parecem escorchantes se comparadas aos preços
agora divulgados.
Desde quando foram criados, há mais de uma década, os pedágios
paulistas causam a maior grita dos usuários. São muito caros
se comparados aos preços praticados em auto-estradas internacionais
e, agora, até em relação aos que serão cobrados
nas rodovias federais que cortam o próprio Estado de São
Paulo. Há casos em que a viagem com um automóvel econômico
paga mais de pedágio que de combustível.
É do conhecimento geral que o poder público - embora arrecade
bem para esta finalidade - não dispõe de recursos suficientes
para manter e ampliar as rodovias conforme as necessidades de desenvolvimento
e aumento da frota. Mas o que se cobra em São Paulo é altamente
oneroso ao transporte e acaba por elevar o custo de mercadorias e serviços.
Pelo menos em tese, o mesmo que se gasta para manter uma rodovia estadual
é empregado para a conservação da federal na mesma
região. Logo, seria mais justo se os preços praticados nos
pedágios da Regis Bittencourt e da Fernão Dias fossem iguais
aos da Anchieta, Imigrantes, Anhanguera, Castelo Branco e outras do mesmo
porte e área. Se umas são muito mais caras que as outras,
com certeza, algo está incorreto. Estaria o preço das federais
contaminados pela prática de dumping da concorrente estrangeira
que assim teria agido, baixando excessivamente seu preço, apenas
para vencer a disputa? Ou os preços praticados na malha estadual
realmente são abusivos?
O usuário não tem formação ou credenciais
técnicas para discutir o que é certo ou errado na concessão
de rodovias. Mas tem sensibilidade suficiente para saber que, quando serviços
idênticos têm preços tão destoantes, um deles
está errado. O ideal seria que órgãos especializados
na defesa do consumidor ou mesmo o Ministério Público, enquanto
guardião dos interesses da comunidade, se mobilizassem para desfazer
a grande dúvida e evitar o mal que, independente do lugar onde
esteja, só prejudica a população.
Se as empresas internacionais, de má-fé, baixaram o preço
para vencer a concorrência, com o tempo, não terão
como cumprir suas responsabilidades. Em conseqüência, atrasarão
cronogramas e fatalmente terão de elevar o preço ao patamar
economicamente viável. Na hipótese do abuso estar na tabela
das concessões estaduais, mesmo em se tratando de “atos jurídicos
perfeitos”, há que se encontrar uma forma legal de repactuar
seus contratos e baixar as tarifas para justo valor. Seja uma ou outra
a situação tem de ser esclarecida e os culpados da distorção
exemplarmente punidos. Uma coisa é certa: do jeito que está
não pode ficar...
Quem sou eu?
Eduardo Sona é jornalista e radialista - amanda@materiaprimma.com
Você já parou em frente a um espelho por cinco minutos e
se viu detalhadamente? Já fez a famosa pergunta: quem sou eu? Analisou
com atenção a sua boca, nariz, orelhas, cor dos olhos, os
detalhes do seu rosto, os projetos de rugas que começam a se esboçar
na sua testa, o seu semblante, o seu sorriso??? Opa, você consegue
sorrir! Parabéns.
Hoje em dia, com a velocidade da informação, sabemos sobre
a vida de quase todas as pessoas, as que conhecemos pessoalmente e aquelas
que nunca ouvimos falar e que, com certeza, nunca tomaremos uma cerveja
com elas... A internet com suas ferramentas como Orkut, My Space e outros
sites de relacionamento fez com que nossas vidas virassem latinhas de
ervilha numa prateleira do supermercado universal!
Somos um rosto ou dezenas de fotos colocadas numa mesa digital à
espera que outras pessoas na mesma situação nos conheçam.
Aposto que foi uma tortura medieval quando, numa determinada página
do Orkut, te pediram para fazer um resumo sobre você. O que você
escreveu? Analise bem a sua descrição e verá o quanto
você se desconhece. Pessoas próximas sabem mais sobre a sua
vida, seus gostos, gestos e manias do que você mesmo. Assustador
não é?
Um atalho fundamental para a felicidade é se conhecer. Pare em
frente a um espelho e conheça o seu lado exterior. Veja como você
é perfeito, bonito ou bonita; os traços marcantes que te
diferenciam das demais pessoas. Só você tem esses olhos,
esse sorriso, esse gesto, essa expressão. Valorize cada ruguinha
ou pé-de-galinha de seu rosto. Faça exercícios de
sorrir, expressões de alegria e caretas. No final, diga a você
mesmo - e alto - que se ama, que faz toda a diferença no mundo
e na sua família. Esqueça por cinco minutos as dívidas,
as tretas com os conhecidos, os problemas. Cinco minutos a mais ou a menos
não vai fazer a mínima diferença para os problemas,
mas fará uma ótima diferença para você.
Procure descobrir mais novidades sobre a sua pessoa. Comece a experimentar
comidas que você sempre disse que não gostava e nunca tinha
comido. Faça coisas novas para uma nova pessoa que você se
tornou. Aposto que, logo na primeira vez que você se olhar realmente
para o espelho e se ver, a sua vida mudará. Não será
uma mudança radical, mas um início da sua transformação.
Não existe no mundo ninguém igual a você. Você
é único!
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