Edição nº 4784 - Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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IMPASSE
Falta de equipamentos prolonga agonia de familiares

Doação de órgãos trava
na estrutura deficitária

A falta de estrutura adequada tem limitado a doação de órgãos e aumentado a agonia de familiares de pacientes terminais. Somente esta semana, um procedimento foi comprometido em Cascavel devido aos problemas causados pela ausência de equipamentos e falta de pessoal. No Município há apenas um equipamento do SUS (Sistema Único de Saúde) que atesta a morte cerebral, mas ele quebrou. O outro equipamento pertence a uma clínica particular, que cobra R$ 2 mil para fazer o exame.
A família de César de Lima da Silva, 13 anos, passou por um drama duplo. O adolescente morreu domingo de aneurisma cerebral. “Ele nunca teve nada, era saudável. A mãe o encontrou caído no banheiro”, contou Rosimeri Dinadi da Silva, tia de César.
Os procedimentos para a doação, autorizada pela mãe de César, começaram ainda no domingo e só terminaram na madrugada de terça-feira. Segundo Irene da Rocha Soares, chefe da Unidade de Transplantes de Cascavel, somente o coração e os rins foram aproveitados. “É necessário que a equipe médica do receptor venha buscar o órgão. Uma equipe de Curitiba viria para cá, mas não conseguiu decolar, por causa de problemas com o piloto”, relatou. Em função disso, outros órgãos que também poderiam ser repassados a quem está na fila de espera tiveram de ser descartados.
O coração foi para um paciente de Pato Branco e os rins levados por uma equipe da unidade de Cascavel para a central em Curitiba, que irá procurar um receptor compatível.

EMPREENDER
Cerca de 200 pessoas - entre empresários e futuros empresários - deverão ser atendidas até amanhã em Cascavel, no projeto Sebrae & Você - Itinerante. Iniciativa visa descentralizar as informações empresariais e fomentar o desenvolvimento dos bairros. São promovidas consultorias, orientações profissionais, treinamentos e palestras nos Bairros Floresta, Consolata e Clarito. Toda a programação ocorre no Caic do Clarito (Rua Cardeal, 1.309). Informações ou inscrições pelo telefone (45) 3323-3497. As vagas são limitadas.


ECOLÓGICA
Prefeitura faz
paver para
as calçadas

Com fabricação própria, o Município de Cascavel produz cerca de 9,6 mil peças de paver por semana. O paver é um tijolo composto de cimento, areia e pedrisco, com um designe que permite encaixar uma peça em outra, de forma que haja a penetração de água no solo e será utilizado em calçadas de áreas públicas do Município, como creches e escolas. “Não queremos abrir concorrência com o mercado privado, somente vamos produzir para utilização própria. De imediato utilizaremos na Praça Wilson Joffre cerca de 2 mil m² desse material”, explica o secretário de Serviços e Obras Públicas, Cleverson Thomé.
Ele lembra que o Município optou por este material por oferecer vantagens como fácil colocação e manutenção, possuir excelente resistência, possibilitar a absorção de água de água pelo solo, além de ter boa aparência. Inicialmente serão fabricados os pavers na cor cinza, porém, a intenção é mudar a tonalidade com o objetivo de tornar ainda mais fácil a limpeza, em virtude de a terra de Cascavel possuir tom avermelhado.
Conforme o secretário, o segredo da colocação do paver é a preparação prévia do solo, que, após ser bem compactado e nivelado, recebe um colchão de pó de pedra ou areia e somente depois os tijolos são colocados. “Os pavers são intertravados, ou seja, um tijolo é travado no outro dispensando o rejunte de cimento; é exatamente por este local que a água é absorvida, tornando a pavimentação conhecida como calçada ecológica”.

PARCERIA
ONGs se unem para construir parque ambiental

Movidos pelo objetivo de construir o maior parque ambiental de Cascavel, diversas ONGs (Organizações Não-Governamentais), associação de moradores e membros de escolas se reúnem sexta-feira para oficializar a ação. O encontro será no Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Abrozino, no Bairro Coqueiral, às 19h.
A presença confirmada de representantes da Itaipu Binacional, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e da região de Cascavel mostram a importância do projeto.
Segundo o membro da ONG URU Adelar José Valdameri, a idealização do parque concretiza parte dos trabalhos realizados pelos ambientalistas. “A nossa intenção é criar uma área de reserva ambiental com plantas de flores e frutos nativas, além de proporcionar lazer para a população cascavelense”, diz Valdameri.
O projeto pretende abranger a região de fundos de vales dos Bairros Parque Verde, Cidade Verde e Tropical. Sábado as ONGs e diversos parceiros plantaram nesta área 3 mil espécies de mudas nativas, como guabiroba, pata-de-vaca, ipês roxo e amarelos, ariticum, cedro e angiquinho.


DENGUE
Responsável afirma que só recebeu a denúncia segunda

Família esperou seis dias
por equipe de endemias

Claudino Alcântara, aposentado, estranhou a quantidade de mosquitos no quintal de sua casa, no Bairro Santa Felicidade, em Cascavel. “Como parece o mosquito da dengue, fiquei preocupado e fui procurar ajuda”. Para isso, ele capturou alguns mosquitos e os levou até a prefeitura para serem analisados. Lá foi orientado a procurar a Secretaria de Saúde, depois o posto de saúde central e finalmente foi encaminhado para o Programa de Combate a Endemias. “Fui onde mandavam, até chegar ao lugar certo. Lá me disseram que no dia seguinte (dia 11) uma equipe iria até a minha casa. Mas até agora nada”, conta Claudino.
Segundo ele, tanto no posto central como no Combate a Endemias foi confirmado que o mosquito era o Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue.
Claudino conta que não é a primeira vez que os mosquitos aparecem em sua casa. “Há uns dois meses também apareceu o mesmo tipo de mosquito. Levamos no posto aqui do bairro e disseram que não era nada”.
Roseli Terezinha Alcântara, filha de Claudino, reclama do descaso. “A dengue não é qualquer doença, tem que tomar cuidado. Sempre tem crianças aqui brincando, é perigoso”, diz. Ela vai levar o filho de cinco anos para fazer exames. “Ele passou uns dias com febre e dor de cabeça. Vou levá-lo ao médico”.
ATENDIMENTO
A coordenadora do Programa de Controle a Endemias, Cristina Carnaval, disse que recebeu a denúncia de Claudino somente às 16h de segunda-feira. Ela afirma que não existe registro da ida de Claudino até a sede na semana passada. “A única denúncia que tenho é de segunda, às 16h, e por telefone. Não tenho nada registrado na semana passada”.
Segundo Cristina, uma equipe foi à casa de Claudino ontem pela manhã e não encontrou criadouro do mosquito. “Ele mantém a casa e o quintal bem cuidados, tudo bem limpo. Não encontramos nada”, assegurou. “No relatório está que nossa equipe foi atendida pela esposa de Claudino, Ilda. Ela teria dito que não tinha os mosquitos”, acrescentou Cristina.


COMÉRCIO
Retorno traz alívio, mas produto se mantém desvalorizado

Trigo retorna ao mercado
cotado 17% mais barato

O retorno da cotação do trigo no mercado agrícola, mesmo que de forma tímida, fará os triticultores respirarem mais aliviados. Desde quinta-feira as cooperativas e moinhos retornaram ao mercado com o trigo cotado a R$ 31,3 a saca de 60 quilos. Ontem, o Deral (Departamento de Economia Rural) divulgou uma cotação de R$ 30,77 para a saca e o diagnóstico do analista de mercado Tony Silva aponta que a situação em breve vai melhorar. Ele afirma, inclusive, uma preparação dos agricultores para a exportação do produto: uma saída rentável para um período de desvalorização do trigo nacional.
O período de exclusão econômica foi um fato inédito para os cultivadores e compradores do trigo, pois a saca, de acordo com Silva, chegou a ser cotada a R$ 50. A alta gerou o interesse pelo produto argentino, mais barato que o nacional, mas agora a situação é inversa, com o produto nacional 10% mais barato que o importando.
O retorno do trigo foi marcado por um preço 17% menor que o esperado, o que possibilitou que as indústrias e cooperativas comprem o produto. “As cooperativas e indústrias estão comprando o estritamente necessário. As importações estão lentas e por isso elas compram mais”.
A preferência pelo mercado brasileiro é, justamente, em função da redução no preço, desproporcional à qualidade do trigo colhido, considerado pelos agricultores como uma das melhores safras dos últimos dez anos.
A previsão é, para breve, a estabilização ao agricultor, mas, para o consumidor, o preço dos derivados continuará elevado. No período em que o trigo esteve sem cotação, os derivados sofreram um aumento de 20% nas prateleiras.
De acordo com Ivo Pegoraro, proprietário de um supermercado, o preço do produto não teve queda e a previsão é manter o valor dos industrializados. A justificativa para o congelamento do preço nas gôndolas é que as indústrias continuarão em busca do produto mais barato e farão um preço médio.
“O produtor pode ficar mais tranqüilo, pois, mais cedo ou mais tarde, vão acabar comprando o trigo brasileiro. E se a indústria nacional não pode pagar, a saída é exportar”, prevê o analista.


GERAÇÃO DE RENDA
Presidente do Provopar lança
prêmio amanhã em Cascavel

Amanhã, a partir das 9h, haverá, no auditório da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) de Cascavel, o lançamento da segunda etapa do Prêmio Geração de Renda 2007. O evento contará com a presença de Lucia Arruda, presidente do Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense), entidade que organiza a promoção. O lançamento tem validade para os municípios da região da Amop e da Amocentro.
O objetivo é premiar os três melhores projetos de geração de renda apresentados dentro dos critérios estabelecidos no regulamento, um para municípios da Amocentro e dois da Amop. O projeto selecionado receberá R$ 30 mil para investir na implantação e implementação.
Segundo a presidente da Adaop (Associação das Primeiras-Damas do Oeste do Paraná) e primeira-dama de Anahy, Maria de Fátima Bosi, nesta etapa poderão participar todos os municípios dessas duas associações, seja por meio do Provopar municipal ou Secretaria e Departamento de Ação Social. Também poderão concorrer organizações não-governamentais e sem fins lucrativos.


ESTÍMULO
Campanha
quer arrecadar
livros ao CDR

A diretoria de Assuntos Comunitários da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) e o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) lançam campanha para arrecadar livros, novos ou usados, para montar uma biblioteca no CDR (Centro de Detenção e Ressocialização), recentemente inaugurado pelo governo do Estado em Cascavel. A unidade era uma antiga aspiração do Município e região e permitiu, com a conclusão da transferência de presos, praticamente desativar o minipresídio da 15ª Subdivisão Policial, que chegou a abrigar 740 pessoas mesmo tendo capacidade para apenas 140 detentos.
O empresário José Alexandre Polasek, diretor de Assuntos Comunitários da Acic, considera a criação de uma biblioteca como um fator importante no processo de ressocialização dos presos. Ele pede a colaboração de empresários e de todas as entidades e órgãos dispostos a ajudar.
A entrega dos livros pode ser feita na Associação Comercial e Industrial de Cascavel. Informações adicionais pelo telefone (45) 3321-1449.

EXPOVEL
80% dos estandes já foram comercializados

A 28a Expovel (Exposição-Feira Agropecuária de Cascavel) só ocorre de 12 a 18 do próximo mês, mas os preparativos já estão a todo vapor. A novidade para este ano é a duração da feira, que passou de dez para sete dias. “Esse novo formato vai beneficiar principalmente os expositores, já que reduz os gastos com funcionários e alimentação, por exemplo”, diz Alessandro Meneghel, presidente da Sociedade Rural do Oeste do Paraná, promotora do evento.
Meneghel lembra que a redução do tempo não muda o tamanho da feira: “Ela será grandiosa como todos os anos, só que em menos dias, mais concentrada”.
Para esta edição, a comercialização dos estandes começou mais cedo. Dos 450 disponíveis, 80% já foram vendidos. “A comercialização começou mais cedo para agilizar o processo. Além disso, facilitamos o pagamento, que pode ser feito em até sete vezes”, diz Meneghel. Os preços variam de R$ 600 a R$ 5 mil. Já a área reservada para os animais está toda negociada.
Uma semana antes do início da exposição funcionários da Prefeitura de Cascavel devem começar os trabalhos de limpeza do Parque de Exposições Celso Garcia Cid. “A prefeitura vai colaborar com pessoal para limpeza e maquinário. Também contribuiu na confecção dos cartazes da feira e com parte da divulgação”, explica Alessandro.
A programação está definida. A abertura oficial será no dia 12, às 20h. O rodeio será disputado em três dias (13, 15 e 18) por 20 peões que participaram do Qualifying Expovel 2007, em maio, e mais dez peões convidados. Serão três shows: no dia 14 com a dupla João Bosco e Vinícius, dia 16 é a vez de Victor e Léo e dia 17 quem anima a festa é Fernando e Sorocaba. Todos os dias serão realizados os tradicionais leilões e julgamentos de animais. O valor dos ingressos ainda não foi definido. A expectativa é de que mais de 300 mil pessoas passem pelo parque de exposições durante o evento.


Expovel Solidária
O projeto Expovel Solidária é desenvolvido pelo núcleo das mulheres da Sociedade Rural do Oeste do Paraná. Além das ações sociais promovidas ao longo do ano, a 28a Expovel terá programação especial.
A rainha e as princesas da Expovel 2007 serão responsáveis pela Casa do Papai Noel, que será montada no parque de exposições durante a feira. Os visitantes poderão comprar produtos para decoração natalina. “Estarão disponíveis os mais variados produtos de Natal. E toda a renda será revertida para entidades da cidade”, diz Joelma Meneghel, responsável pela Expovel Solidária.
Já os participantes da Rural Teens, grupo de jovens integrantes da Sociedade Rural, estarão arrecadando fraldas descartáveis durante os sete dias de exposição, que serão doadas para o Lar dos Bebês Pequeno Peregrino.


TRABALHO FORMAL
Indústria puxou a geração de empregos no mês e no ano

Cascavel emprega mais em
setembro e já supera 2006

A geração de empregos com carteira assinada em Cascavel no mês de setembro e no acumulado de 2007 já supera o mesmo período do ano passado.
Foram 3.582 admissões contra 2.658 desligamentos, saldo de 924 vagas no mês, variação de 1,48%. No mesmo período em 2006 foram 2.763 contratações e 2.407 demissões, saldo de 356 empregos gerados (0,60%).
No acumulado dos nove meses deste ano o total de contratações é de 29.446 contra 25.816 desligamentos, variação de 6,09% (3.630 novas vagas). Em 2006, de janeiro a setembro Cascavel gerou 26.061 empregos e demitiu 23.718 pessoas, saldo de 2.343 vagas (4,11%).
A indústria de transformação foi o setor que mais empregou em setembro: 1.003 admissões contra 610 demissões, variação de 3%. O comércio aparece em segundo, com 1.067 contratados e 902 demitidos, saldo de 0,84%.
No ano a indústria de transformação também foi o setor que mais empregou. Foram 6.731 admissões contra 5.385 desligamentos, variação de 11,09%, 1.346 novos empregos formais. A construção civil aparece em segundo lugar no ano, com 4.118 contratações e 3.092 demissões, saldo de 1.026 empregos com carteira assinada.
Nenhum setor registrou índice negativo em setembro. No acumulado do ano o campo de extração mineral registrou o único saldo negativo, com 36 admissões e 40 desligamentos, redução de quatro vagas formais.


Toledo e Foz
Cascavel aparece à frente de Toledo e Foz do Iguaçu, com variação positiva de 1,48% em setembro e 6,09% no acumulado do ano. Em Toledo, foram 1.472 admissões contra 1.236 desligamentos em setembro, saldo de 236 novos empregos, variação de 0,74%. No ano a variação é de 5,70%.
O setor que mais empregou mês passado em Toledo foi o de serviços, com variação de 1,82%. Já a extração mineral aparece com o pior desempenho, queda de 9,09% em setembro e de 4,76% nos nove primeiros meses deste ano. Os serviços detêm o melhor índice no ano, 16,57%.
Foz do Iguaçu apresenta a pior evolução entre os três municípios, com índice positivo de 0,66% em setembro e 3,02% no acumulado do ano. O setor com melhor desempenho é a construção civil, com variação de 2,68% no mês passado e 4,03% em 2007. A agropecuária aparece com índice negativo de 0,87% em setembro.


CONSTRUÇÃO CIVIL
Fenarc 2008 será lançada hoje

A quinta edição da Fenarc, Feira da Engenharia, Arquitetura e Construção, que ocorrerá em maio de 2008, será lançada hoje, em solenidade às 19h30 na sede recreativa da Aeac (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel). A feira, uma das maiores do segmento, é fruto de parceria da Aeac, da Sociedade de Arquitetura e Urbanismo de Cascavel e do Sinduscon/Oeste (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná).
O evento de hoje reunirá autoridades, líderes e empresários da cadeia da construção civil. Além de conhecer detalhes da Fenarc, os convidados poderão antecipar a aquisição de estandes, que, nesta primeira fase, terão preços promocionais.
A Fenarc é um evento que ocorre a cada dois anos em Cascavel e mobiliza os maiores players do setor no Sul do País.
A edição 2008 da Fenarc, que será realizada de 13 a 18 de maio do ano que vem, no Centro de Eventos, concentra seu foco no tema tecnologia e sustentabilidade.

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