IMPASSE
Falta de equipamentos prolonga agonia de familiares
Doação de órgãos trava
na estrutura deficitária
A falta de estrutura adequada tem limitado a doação de
órgãos e aumentado a agonia de familiares de pacientes terminais.
Somente esta semana, um procedimento foi comprometido em Cascavel devido
aos problemas causados pela ausência de equipamentos e falta de
pessoal. No Município há apenas um equipamento do SUS (Sistema
Único de Saúde) que atesta a morte cerebral, mas ele quebrou.
O outro equipamento pertence a uma clínica particular, que cobra
R$ 2 mil para fazer o exame.
A família de César de Lima da Silva, 13 anos, passou por
um drama duplo. O adolescente morreu domingo de aneurisma cerebral. “Ele
nunca teve nada, era saudável. A mãe o encontrou caído
no banheiro”, contou Rosimeri Dinadi da Silva, tia de César.
Os procedimentos para a doação, autorizada pela mãe
de César, começaram ainda no domingo e só terminaram
na madrugada de terça-feira. Segundo Irene da Rocha Soares, chefe
da Unidade de Transplantes de Cascavel, somente o coração
e os rins foram aproveitados. “É necessário que a
equipe médica do receptor venha buscar o órgão. Uma
equipe de Curitiba viria para cá, mas não conseguiu decolar,
por causa de problemas com o piloto”, relatou. Em função
disso, outros órgãos que também poderiam ser repassados
a quem está na fila de espera tiveram de ser descartados.
O coração foi para um paciente de Pato Branco e os rins
levados por uma equipe da unidade de Cascavel para a central em Curitiba,
que irá procurar um receptor compatível.
EMPREENDER
Cerca de 200 pessoas - entre empresários e futuros empresários
- deverão ser atendidas até amanhã em Cascavel, no
projeto Sebrae & Você - Itinerante. Iniciativa visa descentralizar
as informações empresariais e fomentar o desenvolvimento
dos bairros. São promovidas consultorias, orientações
profissionais, treinamentos e palestras nos Bairros Floresta, Consolata
e Clarito. Toda a programação ocorre no Caic do Clarito
(Rua Cardeal, 1.309). Informações ou inscrições
pelo telefone (45) 3323-3497. As vagas são limitadas.
ECOLÓGICA
Prefeitura faz
paver para
as calçadas
Com fabricação própria, o Município de Cascavel
produz cerca de 9,6 mil peças de paver por semana. O paver é
um tijolo composto de cimento, areia e pedrisco, com um designe que permite
encaixar uma peça em outra, de forma que haja a penetração
de água no solo e será utilizado em calçadas de áreas
públicas do Município, como creches e escolas. “Não
queremos abrir concorrência com o mercado privado, somente vamos
produzir para utilização própria. De imediato utilizaremos
na Praça Wilson Joffre cerca de 2 mil m² desse material”,
explica o secretário de Serviços e Obras Públicas,
Cleverson Thomé.
Ele lembra que o Município optou por este material por oferecer
vantagens como fácil colocação e manutenção,
possuir excelente resistência, possibilitar a absorção
de água de água pelo solo, além de ter boa aparência.
Inicialmente serão fabricados os pavers na cor cinza, porém,
a intenção é mudar a tonalidade com o objetivo de
tornar ainda mais fácil a limpeza, em virtude de a terra de Cascavel
possuir tom avermelhado.
Conforme o secretário, o segredo da colocação do
paver é a preparação prévia do solo, que,
após ser bem compactado e nivelado, recebe um colchão de
pó de pedra ou areia e somente depois os tijolos são colocados.
“Os pavers são intertravados, ou seja, um tijolo é
travado no outro dispensando o rejunte de cimento; é exatamente
por este local que a água é absorvida, tornando a pavimentação
conhecida como calçada ecológica”.
PARCERIA
ONGs se unem para construir parque ambiental
Movidos pelo objetivo de construir o maior parque ambiental de Cascavel,
diversas ONGs (Organizações Não-Governamentais),
associação de moradores e membros de escolas se reúnem
sexta-feira para oficializar a ação. O encontro será
no Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Abrozino, no Bairro
Coqueiral, às 19h.
A presença confirmada de representantes da Itaipu Binacional, Secretaria
Municipal do Meio Ambiente, IAP (Instituto Ambiental do Paraná)
e da região de Cascavel mostram a importância do projeto.
Segundo o membro da ONG URU Adelar José Valdameri, a idealização
do parque concretiza parte dos trabalhos realizados pelos ambientalistas.
“A nossa intenção é criar uma área de
reserva ambiental com plantas de flores e frutos nativas, além
de proporcionar lazer para a população cascavelense”,
diz Valdameri.
O projeto pretende abranger a região de fundos de vales dos Bairros
Parque Verde, Cidade Verde e Tropical. Sábado as ONGs e diversos
parceiros plantaram nesta área 3 mil espécies de mudas nativas,
como guabiroba, pata-de-vaca, ipês roxo e amarelos, ariticum, cedro
e angiquinho.
DENGUE
Responsável afirma que só recebeu a denúncia segunda
Família esperou seis dias
por equipe de endemias
Claudino Alcântara, aposentado, estranhou a quantidade de mosquitos
no quintal de sua casa, no Bairro Santa Felicidade, em Cascavel. “Como
parece o mosquito da dengue, fiquei preocupado e fui procurar ajuda”.
Para isso, ele capturou alguns mosquitos e os levou até a prefeitura
para serem analisados. Lá foi orientado a procurar a Secretaria
de Saúde, depois o posto de saúde central e finalmente foi
encaminhado para o Programa de Combate a Endemias. “Fui onde mandavam,
até chegar ao lugar certo. Lá me disseram que no dia seguinte
(dia 11) uma equipe iria até a minha casa. Mas até agora
nada”, conta Claudino.
Segundo ele, tanto no posto central como no Combate a Endemias foi confirmado
que o mosquito era o Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue.
Claudino conta que não é a primeira vez que os mosquitos
aparecem em sua casa. “Há uns dois meses também apareceu
o mesmo tipo de mosquito. Levamos no posto aqui do bairro e disseram que
não era nada”.
Roseli Terezinha Alcântara, filha de Claudino, reclama do descaso.
“A dengue não é qualquer doença, tem que tomar
cuidado. Sempre tem crianças aqui brincando, é perigoso”,
diz. Ela vai levar o filho de cinco anos para fazer exames. “Ele
passou uns dias com febre e dor de cabeça. Vou levá-lo ao
médico”.
ATENDIMENTO
A coordenadora do Programa de Controle a Endemias, Cristina Carnaval,
disse que recebeu a denúncia de Claudino somente às 16h
de segunda-feira. Ela afirma que não existe registro da ida de
Claudino até a sede na semana passada. “A única denúncia
que tenho é de segunda, às 16h, e por telefone. Não
tenho nada registrado na semana passada”.
Segundo Cristina, uma equipe foi à casa de Claudino ontem pela
manhã e não encontrou criadouro do mosquito. “Ele
mantém a casa e o quintal bem cuidados, tudo bem limpo. Não
encontramos nada”, assegurou. “No relatório está
que nossa equipe foi atendida pela esposa de Claudino, Ilda. Ela teria
dito que não tinha os mosquitos”, acrescentou Cristina.
COMÉRCIO
Retorno traz alívio, mas produto se mantém desvalorizado
Trigo retorna ao mercado
cotado 17% mais barato
O retorno da cotação do trigo no mercado agrícola,
mesmo que de forma tímida, fará os triticultores respirarem
mais aliviados. Desde quinta-feira as cooperativas e moinhos retornaram
ao mercado com o trigo cotado a R$ 31,3 a saca de 60 quilos. Ontem, o
Deral (Departamento de Economia Rural) divulgou uma cotação
de R$ 30,77 para a saca e o diagnóstico do analista de mercado
Tony Silva aponta que a situação em breve vai melhorar.
Ele afirma, inclusive, uma preparação dos agricultores para
a exportação do produto: uma saída rentável
para um período de desvalorização do trigo nacional.
O período de exclusão econômica foi um fato inédito
para os cultivadores e compradores do trigo, pois a saca, de acordo com
Silva, chegou a ser cotada a R$ 50. A alta gerou o interesse pelo produto
argentino, mais barato que o nacional, mas agora a situação
é inversa, com o produto nacional 10% mais barato que o importando.
O retorno do trigo foi marcado por um preço 17% menor que o esperado,
o que possibilitou que as indústrias e cooperativas comprem o produto.
“As cooperativas e indústrias estão comprando o estritamente
necessário. As importações estão lentas e
por isso elas compram mais”.
A preferência pelo mercado brasileiro é, justamente, em função
da redução no preço, desproporcional à qualidade
do trigo colhido, considerado pelos agricultores como uma das melhores
safras dos últimos dez anos.
A previsão é, para breve, a estabilização
ao agricultor, mas, para o consumidor, o preço dos derivados continuará
elevado. No período em que o trigo esteve sem cotação,
os derivados sofreram um aumento de 20% nas prateleiras.
De acordo com Ivo Pegoraro, proprietário de um supermercado, o
preço do produto não teve queda e a previsão é
manter o valor dos industrializados. A justificativa para o congelamento
do preço nas gôndolas é que as indústrias continuarão
em busca do produto mais barato e farão um preço médio.
“O produtor pode ficar mais tranqüilo, pois, mais cedo ou mais
tarde, vão acabar comprando o trigo brasileiro. E se a indústria
nacional não pode pagar, a saída é exportar”,
prevê o analista.
GERAÇÃO DE RENDA
Presidente do Provopar lança
prêmio amanhã em Cascavel
Amanhã, a partir das 9h, haverá, no auditório da
Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná)
de Cascavel, o lançamento da segunda etapa do Prêmio Geração
de Renda 2007. O evento contará com a presença de Lucia
Arruda, presidente do Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense),
entidade que organiza a promoção. O lançamento tem
validade para os municípios da região da Amop e da Amocentro.
O objetivo é premiar os três melhores projetos de geração
de renda apresentados dentro dos critérios estabelecidos no regulamento,
um para municípios da Amocentro e dois da Amop. O projeto selecionado
receberá R$ 30 mil para investir na implantação e
implementação.
Segundo a presidente da Adaop (Associação das Primeiras-Damas
do Oeste do Paraná) e primeira-dama de Anahy, Maria de Fátima
Bosi, nesta etapa poderão participar todos os municípios
dessas duas associações, seja por meio do Provopar municipal
ou Secretaria e Departamento de Ação Social. Também
poderão concorrer organizações não-governamentais
e sem fins lucrativos.
ESTÍMULO
Campanha
quer arrecadar
livros ao CDR
A diretoria de Assuntos Comunitários da Acic (Associação
Comercial e Industrial de Cascavel) e o Conseg (Conselho Comunitário
de Segurança) lançam campanha para arrecadar livros, novos
ou usados, para montar uma biblioteca no CDR (Centro de Detenção
e Ressocialização), recentemente inaugurado pelo governo
do Estado em Cascavel. A unidade era uma antiga aspiração
do Município e região e permitiu, com a conclusão
da transferência de presos, praticamente desativar o minipresídio
da 15ª Subdivisão Policial, que chegou a abrigar 740 pessoas
mesmo tendo capacidade para apenas 140 detentos.
O empresário José Alexandre Polasek, diretor de Assuntos
Comunitários da Acic, considera a criação de uma
biblioteca como um fator importante no processo de ressocialização
dos presos. Ele pede a colaboração de empresários
e de todas as entidades e órgãos dispostos a ajudar.
A entrega dos livros pode ser feita na Associação Comercial
e Industrial de Cascavel. Informações adicionais pelo telefone
(45) 3321-1449.
EXPOVEL
80% dos estandes já foram comercializados
A 28a Expovel (Exposição-Feira Agropecuária de Cascavel)
só ocorre de 12 a 18 do próximo mês, mas os preparativos
já estão a todo vapor. A novidade para este ano é
a duração da feira, que passou de dez para sete dias. “Esse
novo formato vai beneficiar principalmente os expositores, já que
reduz os gastos com funcionários e alimentação, por
exemplo”, diz Alessandro Meneghel, presidente da Sociedade Rural
do Oeste do Paraná, promotora do evento.
Meneghel lembra que a redução do tempo não muda o
tamanho da feira: “Ela será grandiosa como todos os anos,
só que em menos dias, mais concentrada”.
Para esta edição, a comercialização dos estandes
começou mais cedo. Dos 450 disponíveis, 80% já foram
vendidos. “A comercialização começou mais cedo
para agilizar o processo. Além disso, facilitamos o pagamento,
que pode ser feito em até sete vezes”, diz Meneghel. Os preços
variam de R$ 600 a R$ 5 mil. Já a área reservada para os
animais está toda negociada.
Uma semana antes do início da exposição funcionários
da Prefeitura de Cascavel devem começar os trabalhos de limpeza
do Parque de Exposições Celso Garcia Cid. “A prefeitura
vai colaborar com pessoal para limpeza e maquinário. Também
contribuiu na confecção dos cartazes da feira e com parte
da divulgação”, explica Alessandro.
A programação está definida. A abertura oficial será
no dia 12, às 20h. O rodeio será disputado em três
dias (13, 15 e 18) por 20 peões que participaram do Qualifying
Expovel 2007, em maio, e mais dez peões convidados. Serão
três shows: no dia 14 com a dupla João Bosco e Vinícius,
dia 16 é a vez de Victor e Léo e dia 17 quem anima a festa
é Fernando e Sorocaba. Todos os dias serão realizados os
tradicionais leilões e julgamentos de animais. O valor dos ingressos
ainda não foi definido. A expectativa é de que mais de 300
mil pessoas passem pelo parque de exposições durante o evento.
Expovel Solidária
O projeto Expovel Solidária é desenvolvido pelo núcleo
das mulheres da Sociedade Rural do Oeste do Paraná. Além
das ações sociais promovidas ao longo do ano, a 28a Expovel
terá programação especial.
A rainha e as princesas da Expovel 2007 serão responsáveis
pela Casa do Papai Noel, que será montada no parque de exposições
durante a feira. Os visitantes poderão comprar produtos para decoração
natalina. “Estarão disponíveis os mais variados produtos
de Natal. E toda a renda será revertida para entidades da cidade”,
diz Joelma Meneghel, responsável pela Expovel Solidária.
Já os participantes da Rural Teens, grupo de jovens integrantes
da Sociedade Rural, estarão arrecadando fraldas descartáveis
durante os sete dias de exposição, que serão doadas
para o Lar dos Bebês Pequeno Peregrino.
TRABALHO FORMAL
Indústria puxou a geração de empregos no mês
e no ano
Cascavel emprega mais em
setembro e já supera 2006
A geração de empregos com carteira assinada em Cascavel
no mês de setembro e no acumulado de 2007 já supera o mesmo
período do ano passado.
Foram 3.582 admissões contra 2.658 desligamentos, saldo de 924
vagas no mês, variação de 1,48%. No mesmo período
em 2006 foram 2.763 contratações e 2.407 demissões,
saldo de 356 empregos gerados (0,60%).
No acumulado dos nove meses deste ano o total de contratações
é de 29.446 contra 25.816 desligamentos, variação
de 6,09% (3.630 novas vagas). Em 2006, de janeiro a setembro Cascavel
gerou 26.061 empregos e demitiu 23.718 pessoas, saldo de 2.343 vagas (4,11%).
A indústria de transformação foi o setor que mais
empregou em setembro: 1.003 admissões contra 610 demissões,
variação de 3%. O comércio aparece em segundo, com
1.067 contratados e 902 demitidos, saldo de 0,84%.
No ano a indústria de transformação também
foi o setor que mais empregou. Foram 6.731 admissões contra 5.385
desligamentos, variação de 11,09%, 1.346 novos empregos
formais. A construção civil aparece em segundo lugar no
ano, com 4.118 contratações e 3.092 demissões, saldo
de 1.026 empregos com carteira assinada.
Nenhum setor registrou índice negativo em setembro. No acumulado
do ano o campo de extração mineral registrou o único
saldo negativo, com 36 admissões e 40 desligamentos, redução
de quatro vagas formais.
Toledo e Foz
Cascavel aparece à frente de Toledo e Foz do Iguaçu, com
variação positiva de 1,48% em setembro e 6,09% no acumulado
do ano. Em Toledo, foram 1.472 admissões contra 1.236 desligamentos
em setembro, saldo de 236 novos empregos, variação de 0,74%.
No ano a variação é de 5,70%.
O setor que mais empregou mês passado em Toledo foi o de serviços,
com variação de 1,82%. Já a extração
mineral aparece com o pior desempenho, queda de 9,09% em setembro e de
4,76% nos nove primeiros meses deste ano. Os serviços detêm
o melhor índice no ano, 16,57%.
Foz do Iguaçu apresenta a pior evolução entre os
três municípios, com índice positivo de 0,66% em setembro
e 3,02% no acumulado do ano. O setor com melhor desempenho é a
construção civil, com variação de 2,68% no
mês passado e 4,03% em 2007. A agropecuária aparece com índice
negativo de 0,87% em setembro.
CONSTRUÇÃO CIVIL
Fenarc 2008 será lançada hoje
A quinta edição da Fenarc, Feira da Engenharia, Arquitetura
e Construção, que ocorrerá em maio de 2008, será
lançada hoje, em solenidade às 19h30 na sede recreativa
da Aeac (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel).
A feira, uma das maiores do segmento, é fruto de parceria da Aeac,
da Sociedade de Arquitetura e Urbanismo de Cascavel e do Sinduscon/Oeste
(Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste
do Paraná).
O evento de hoje reunirá autoridades, líderes e empresários
da cadeia da construção civil. Além de conhecer detalhes
da Fenarc, os convidados poderão antecipar a aquisição
de estandes, que, nesta primeira fase, terão preços promocionais.
A Fenarc é um evento que ocorre a cada dois anos em Cascavel e
mobiliza os maiores players do setor no Sul do País.
A edição 2008 da Fenarc, que será realizada de 13
a 18 de maio do ano que vem, no Centro de Eventos, concentra seu foco
no tema tecnologia e sustentabilidade.
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