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PRT-467 – Lote dois deve ser entregue até o fim do ano

Primeiro trecho está liberado

O governador em exercício Hermas Brandão (PSDB) inaugurou ontem pela manhã o primeiro lote da duplicação da PRT-467, que liga Cascavel a Toledo. O trecho liberado para o tráfego de veículos vai de Toledo ao distrito de Sede Alvorada. O lote dois, até Cascavel, deve ser entregue até o fim do ano.
“Essa região merece atenção, já que contribui com a geração de empregos. Nos próximos dias estaremos novamente entregando o trecho até Cascavel”, salientou Hermas.
Segundo o engenheiro chefe e superintendente regional do DER (Departamento de Estradas e Rodagens), Milton Podolack, a previsão é de que os 19,6 quilômetros do lote dois, que completa o percurso até Cascavel, seja inaugurado até dezembro. “Esse trecho está sendo refeito, já que apresentou alto teor em relação à porcentagem prevista no projeto, então pedimos para corrigir”, esclarece Podolack.
Podolack informou ainda que uma parte dos dez quilômetros do lote três, no perímetro urbano de Cascavel, da Rua Jorge Lacerda até o trevo Cataratas, pode ser inaugurada ainda este ano. O restante será entregue em 2007. “Estamos tratando das apropriações no lote três, mas tem muita pouca coisa a ser negociada”, observa Podolack.
Segundo o secretário Estadual dos Transportes, Rogério Tizzot, até maio de 2007 todo o trecho será entregue. “Inclusive os viadutos”, garantiu.
A PRT-467 tem no total 35,6 quilômetros e somente nos 16 quilômetros do lote um foram investidos R$ 14 milhões.

10 milhões
Durante a inauguração, o superintendente do DER, Milton Podolack, informou que o órgão está concentrando esforços para concluir o viaduto de Toledo, próximo à Sadia, até o fim do ano. “É difícil, mas estamos trabalhando para isso. O prazo é até julho do ano que vem, mas queremos adiantar, há essa possibilidade”, aponta.
Ele conta que o viaduto da Avenida Parigot de Souza depende das desapropriações e que os proprietários ficaram de dar resposta até o dia 25. Estão sendo investidos 10 milhões nas obras..

27ª EXPOVEL
Perspectiva é de que este seja o melhor evento já realizado

Organização aposta no
preço e na qualidade

O presidente da Sociedade Rural do Oeste, Alessandro Meneghel, disse sexta-feira à noite, durante seu discurso de lançamento da 27a Expovel, na sede da entidade, que a perspectiva dos organizadores é de que esta seja a melhor entre todas as edições já realizadas da exposição. “Fazer um evento cada vez melhor é uma evolução natural, mas não tiramos o mérito de quem organizou anteriormente, porque foi com eles que aprendemos e, por isso, estamos muito otimistas e acreditando no sucesso”.
Meneghel ressalta que os preços serão acessíveis à população e enaltece as atrações do evento. “Teremos a segunda maior montanha russa do Brasil em Cascavel. Nos dias de rodeios o ingresso será de R$ 5 e nos demais, que não tiverem shows, sairá por R$ 2”, antecipa.
Ele lembra que a apresentação de Hugo e Gabriel custará R$ 5; de Gino e Geno e Edson e Hudson sairão, antecipados, R$ 10 cada. “Traremos 50 touros para o rodeiro, 20 a mais que a última exposição; além de gado de todas as raças, inclusive algumas novas, que nunca estiveram em Cascavel”, salienta.
Outra novidade são as barracas universitárias, que visam o envolvimento de jovens na Expovel, com a inclusão do baile do universitário na programação.

Expositores apostam na feira
O empresário Luiz Sinegalia Filho conta que vai expor na 27ª Expovel porque acredita no sucesso do evento. “Temos perspectiva de fazer bons negócios. A pior fase já passou. O período da feira é o momento para alavancar as vendas e conseguir novos clientes”, avalia.
Para o agropecuarista seletivo de raça pura Aramando Visioli, a Expovel é o período ideal para a pecuária retomar o rumo do crescimento. “O preço começou a melhorar e a expectativa, em médio prazo, para o setor é muito boa. Acredito na exposição, porque a pecuária está em franca recuperação”, ressalta.

SEM-TERRA
No entanto, muitos dos invasores não dormem no local

Aumento das famílias do
acampamento é de 600%

Acampadas nas margens da BR-369, o número de famílias do MLST (Movimento pela Libertação dos Sem-Terra) aumenta a cada dia. Há pouco mais de ano o acampamento tinha 70 famílias, hoje são mais de 500, aproximadamente 2,5 mil pessoas. “Todos os dias estamos recebendo novos militantes, se chegam aqui recebemos e acomodamos as pessoas”, diz um dos coordenadores do movimento, Vilmar Ajarda.
O acampamento fica em frente à Fazenda Melissa - área de mil hectares -, de propriedade de Orlando Carneiro Gomes Filho, que está negociando a venda da área há quase dois anos com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Orlando cede a água para as famílias e 50 hectares de terra para a plantação de hortaliças e verduras para o consumo delas.
Segundo Vilmar, os sem-terra acampados no local não são apenas de Cascavel, mas também de Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu e cidades vizinhas.
De acordo com o membro da coordenação nacional do MLST, Joaquim Ribeiro, o crescimento das famílias se deve às condições econômicas e sociais das famílias, que através da reforma agrária encontram uma forma de sobrevivência, “querendo retornar ao meio rural”.
Sobre novas manifestações, Joaquim declara que a decisão depende do Incra para que as famílias possam ser assentadas. “Em junho encerramos a jornada nacional de lutas, e agora vamos prosseguir com os trabalhos internos de organização, sem manifestações de cunho político”, explica.
No entanto, os próprios sem-terra confirmam que alguns integrantes não dormem nas barracas, mas em casas na cidade.


Orlando critica sistema
Conforme o ruralista Orlando Gomes, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não adquiriu muitas áreas e isso está dificultando o assentamento das famílias. Além disso, as ordens de reintegração de posse não estão sendo cumpridas. “Estou aguardando uma posição do Incra que está protelando o processo”, compara.
Sobre a ocupação, o proprietário conta que existem muitas famílias que têm barracas no acampamento, mas que de noite vão dormir em suas casas, na cidade. Alguns dos militantes são professores universitários.
Quanto aos protestos realizados pelos produtores da SRO (Sociedade Rural do Oeste), que fecharam as BRs 277 e 369, em protesto às ocupações, Orlando opina que a ação é positiva, “pois demonstra antes das eleições a situação ruim em que o País se encontra, no setor agropecuário”.
Ele frisa também que esse movimento deveria contar com a participação do Sindicato Rural Patronal de Cascavel, a exemplo do sindicato de Corbélia, já que é a entidade representativa dos produtores. “Mas ao invés disso eles estão ausentes das nossas reivindicações”, constata.

Trabalho social
O militante e coordenador do MLST, Vilmar Ajarda, confirma algumas das constatações feitas pelo proprietário da fazenda. Não sabendo precisar o número, Vilmar admite que algumas famílias que estão no acampamento possuem casa nas cidades vizinhas, mas que, no entanto, permanecem a maior parte do tempo no movimento. “É norma do movimento a permanência das famílias aqui”, aponta.
Ele relata também que existem militantes que são professores universitários, e que dentro do acampamento realizam trabalho social e de alfabetização com 40 pessoas.


FIM DO IMPASSE
Incra fecha por R$ 10 milhões
compra da Fazenda Festugatto

De acordo com o superintendente do Incra do Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, está em processo de pagamento em Brasília a área da Fazenda Festugatto - mil hectares - parte do Complexo Cajati, em Cascavel. Assim que sair a documentação, o Incra iniciará um processo de seleção das famílias que estão acampadas próximas à fazenda. “Será cerca de 6 hectares para cada família, ou seja, vamos assentar umas 150 famílias”, declara.
A reportagem do Hoje tentou entrar em contato com o proprietário da fazenda, Renato Festugatto, mas não conseguiu contato.


PARANÁ
60 mil aguardam assentamento
Sobre a Fazenda Melissa, que vive sob a ameaça da invasão de sem-terra, acampados às margens da BR-369, Celso Lacerda, superintendente do Incra no Paraná, avisa que não existe prazo para serem encerradas as negociações, já que os trabalhos desse ano começaram tarde devido à demora da aprovação do orçamento da União, e em função da greve dos funcionários do Incra.
O órgão tem um cadastro de 60 mil famílias para serem assentadas em todo Estado, mas Lacerda acredita que esse número seja menor, já que existem 10 mil famílias acampadas. “A prioridade é resolver a situação das famílias acampadas, que não tem outra forma de sustento”, descreve.

LEITOS DO SUS
Saúde pública depende de hospitais privados

A maioria dos leitos para atendimento de pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde) está em hospitais particulares nos municípios da 10ª Regional de Saúde, tornando o órgão dependente das instituições, que estabelecem, muitas vezes, as condições para não se descredenciar. “O sistema de saúde pública em Cascavel e na região é baseado hospitais privados. Dependemos deles, mas o ideal seria ter um hospital público para atender essas pessoas”, afirma o chefe da 10ª Regional de Saúde, Jorge Trannin.
Segundo um levantamento feito pelo órgão, dos 1.110 leitos disponíveis em hospitais de 16 municípios, 885 (79,72%) são cadastrados no SUS, mas nem todos estão disponíveis.
Segundo Trannin, o Hospital São Lucas de Cascavel, que deveria ter, pelo menos, 50 leitos disponíveis, porque atende alta complexidade, está apenas com 28. “Se eu tiver de exigir os 50 leitos sem a melhora de recursos, corro o risco de eles se descredenciarem. Não saíram porque eu pedi que esperassem. Quanto tempo eles vão ficar eu não sei”, ressalta o chefe da 10ª Regional de Saúde, justificando a falta de rigidez com o hospital. O diretor administrativo do São Lucas, Luiz Carlos Tozo, prefere não comentar o assunto.
O Hospital Santa Catarina também opera com apenas 22 dos 44 leitos cadastrados. “Temos o corpo clínico completo; falta apenas uma reunião com a equipe técnica da Vigilância Sanitária, para que possamos liberar o atendimento integral”, garante o proprietário do hospital, Mauro Fujiwara. “Mesmo que o Santa Catarina libere os 44 leitos, fica difícil abrir mão do São Lucas”, finaliza Trannin.

 



 

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