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TRANSGÊNICOS – Justiça concedeu liminar contra administração portuária
Porto terá que aumentar capacidade

A Aciap (Associação Comercial de Paranaguá), o Sindapar (Sindicato das Agências Marítimas do Paraná) e o Sindop (Sindicato dos Operadores Portuários do Paraná) conseguiram na Justiça uma liminar que obriga o Porto de Paranaguá a ampliar a estrutura de exportação da soja geneticamente modificada. Na prática, a Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) deve liberar os berços 212 e 213, além do 214, onde o embarque produtos transgênicos já ocorre desde abril. A decisão é do juiz substituto Carlos Felipe Komorowski, da Vara Federal de Paranaguá.
O argumento dos operadores do porto é que a restrição imposta pela administração portuária estava causando fila de navios à espera do único berço que escoa soja geneticamente modificada. O preço de operação de cada navio à espera pela atracação é de até US$ 50 mil por dia. Além disso, os operadores do porto argumentam que as justificativas apresentadas pelo porto para a restrição não se comprovaram. Ao anunciar a medida, a administração alegou que, para garantir a separação entre grãos transgênicos e convencionais, conforme estabelece a Lei de Biossegurança, apenas um berço ficaria disponível para OGMs. Mas o berço 214 também escoa soja convencional e a descontaminação não onera a operação, conforme os operadores.

VOTO
Brasil tem R$ 10 milhões
de eleitores fantasmas

Dez milhões dos 125,9 milhões de eleitores convocados para votar em 1º de outubro (8%) são pessoas inexistentes, segundo estimativa do ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Carlos Velloso.
Desatualizado, o cadastro nacional de eleitores, de 20 anos atrás, pode favorecer um tipo de fraude em que uma pessoa mostra o título de eleitor inexistente para votar duas vezes.
O atual presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Mello, descarta essa possibilidade. "Não podemos raciocinar pelo excepcional, imaginando que a maioria é salafrário e que cederá o título para outro votar ou que títulos serão surrupiados. É o absurdo, o teratológico."
Velloso e o professor e pesquisador do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) Jairo Nicolau dizem que pode haver fraudes, mas consideram o risco irrelevante.
"Existe uma possibilidade de ocorrência de fraude que não tem significância. Mas, só por haver essa possibilidade, a Justiça Eleitoral tem de atacá-la", afirmou Velloso, que deixou o tribunal em janeiro último, quando se aposentou.

 

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