Ultimato
O prefeito Lísias Tomé, durante entrevista na Rádio
Cidade, ontem, disse que os camelôs têm até 15 de setembro
para desocuparem a Praça Wilson Joffre e que o destino deve ser
mesmo o terreno ao lado da Acesc. Como os atuais inquilinos das redondezas
já se manifestaram contrários, o prefeito avisou que a sua
paciência está acabando e a das autoridades ligadas à
Receita e à Polícia Federal também. Recado mais direto
impossível.
Dossiê
Durante a semana o prefeito se reuniu com os delegados federais e tomou
conhecimento de um dossiê recheado de informações
que podem render dor-de-cabeça a muitas pessoas envolvidas no contrabando
e descaminho de mercadorias. “Estou tentando resolver tudo dentro
da maior harmonia, embora isso não dependa só de mim”,
sinalizou, não fornecendo detalhes da documentação
por se tratar de material sigiloso. “Quero ajudar, mas tem gente
começando a abusar”, reclamou o alcaide, sem identificar
nomes.
Chiqueirão
A Câmara de Vereadores recebeu informações de que
a Coopavel está construindo uma espécie de chiqueirão
na BR-277, dentro da área urbana, saída para Curitiba. Na
próxima semana será enviado pedido de informações
endereçado à direção da Cooperativa, até
aqui considerada modelo em termos de gerenciamento e cumprimento da legislação.
Tecnologia
A coluna se antecipou e apurou que a obra de R$ 6 milhões obedecerá
a todos os requisitos da legislação municipal, estadual
e federal. A capacidade do criatório supera a casa de 2 mil animais,
cuja genética será aprimorada. As regras de higiene e segurança
são duras. Todas as pessoas que entrarem no recinto precisarão
passar pela higienização. Os vapores do cheiro da criação
serão canalizados para a geração do biocombustível,
evitando a fedentina.
Dureza
O prefeito Lísias Tomé confirmou ontem nota da coluna de
que a prefeitura não vai mais pagar a conta dos celulares usados
por secretários e diretores, que também não poderão
mais usar veículos oficiais para deslocamento dentro do Município.
O prefeito ainda admitiu que poderá haver novas demissões
de comissionados, mesmo que a despesa represente quase nada na folha de
pagamento.
Enxugamento
Ainda não se sabe bem quem está estudando a matéria,
embora haja a certeza de que o prefeito Lísias Tomé também
encomendou levantamento para viabilizar um plano de demissão voluntária
dentro do quadro de servidores da prefeitura. É coisa para ser
incluída no próximo orçamento. Hoje o quadro tem
mais de 5,6 mil funcionários, dos quais 3,4 mil na pasta da Educação
e 1,7 mil na Secretaria da Saúde.
Correria
A possibilidade da proibição das coligações
na proporcional - vereadores, deputados estaduais e federais - provocou
um corre-corre nos partidos, restando pouco mais de um mês para
finalizar as filiações de candidatos para o próximo
pleito eleitoral. Agora, além de quantidade, os partidos também
precisam de qualidade, porque se o projeto for aprovado, será cada
um por si no pleito de 2008. Quem não for bom de voto, o partido
sai no prejuízo.
Namoro
Pedrinho Silvério, o braço-direito do PMN, confirmou ontem
que é sondado por diversas siglas e recebeu inúmeros convites.
Por enquanto ele continua firme no PMN, mas não descarta conversa
alguma. “Fiquei satisfeito em saber que não tenho rejeição
em nenhuma sigla”.
*** Adelino Ribeiro da Silva (PMN) não deixa por menos e afirma
que vai resistir até o final para não sair candidato a vice-prefeito
em alguma chapa. *** Ele tem recebido sondagens de vários partidos.
O objetivo é ser candidato à cadeira de Lísias Tomé.
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