Responsabilidade
Mário
Ferreira de Oliveira é cidadão cascavelense - mariofoliveira@terra.com.br
Junte a honra,
a dignidade, a moral, o bom caráter e terá a responsabilidade.
Ser responsável em primeiro lugar é ser correto, centrado;
diligente, atento e precavido. Todos os seres humanos (uns mais outros
menos) já trazem de berço este instinto maravilhoso que
enfeita e dignifica a raça humana. O grande pecado de muitas pessoas
é não cultivar com seriedade este instinto, para que ele
se desenvolva e se transforme no objetivo central de cada indivíduo.
A responsabilidade é um acelerador para que alcançamos os
nossos objetivos e ao mesmo tempo um freio para não fugirmos de
nossos deveres.
Quando quisermos comentar toda a grandeza de uma pessoa, não necessitamos
aquilatar todas as suas virtudes, basta dizermos apenas que se trata de
uma pessoa responsável. Afirmar que uma pessoa é responsável
é colocar no mais alto degrau da grandeza humana. As pessoas compassivas,
sensatas, verdadeiras e benevolentes nem por isso são totalmente
responsáveis; elas podem seguir os apelos de seus corações.
Para que uma pessoa possa ser verdadeiramente responsável precisa
ser totalmente correta, colocar o raciocínio acima de seu sentimento.
Se os seres humanos evoluíssem moralmente até o ponto de
se tornarem totalmente responsáveis, o mundo se transformaria em
um paraíso. A criminalidade cairia a zero, haveria respeito, as
pessoas iriam produzir para seu próprio consumo. As ganâncias
seriam moderadas, os contratos de compra e venda seriam honrados mesmo
que não houvesse documentos; as pessoas ignorantes seriam instruídas
e toleradas, e não usurpadas pelos mais espertos; os afortunados
não menosprezavam os mais humildes; o trabalho teria a remuneração
justa. As prisões se transformariam em colégios. Os homens
da lei seriam justos; a Justiça seria dirigida por um conselho
de sábios, o Código Penal cederia o lugar para um código
moral.
A responsabilidade não só tem a ver com o tempo presente,
mas, especialmente, com o tempo futuro, com o mundo que vamos deixar para
nossos descendentes. Se quisermos ser cidadãos responsáveis,
cabe a nós cuidarmos do nosso solo, nossos rios e ecologia, repor
as árvores que abatemos, colorir de flores o solo que pisamos,
para agradecer aos céus por nos haver dado um mundo maravilhoso.
É nosso dever dar bom exemplo e semear boas idéias na mente
dos jovens que encontrarmos. Havemos de ter cuidado com o tratamento que
dispensamos para as pessoas, com as palavras que proferimos; sempre que
pudermos, havemos de surpreendê-los com boas ações.
A responsabilidade é a soma de virtudes que estão ao alcance
do ser humano, mas nem todos se dão ao trabalho de procurá-la.
Por isso ela só está disponível àqueles que
quiserem. O ser humano que pratica a responsabilidade é correto,
justo e verdadeiro; merece conviver com pessoa de seu nível.
A responsabilidade é uma riqueza da vida interior, as pessoas superficiais
e imaturas não dão importância àquilo que não
sentem. Aqueles que exercitam a função de pensar e praticam
a meditação desenvolvem a visão interior. E àquele
que tem visão interior desenvolvida, a responsabilidade passa a
fazer parte de seus hábitos e costumes, passa a ser sua prática
de vida. A riqueza da vida interior se consegue pelo desenvolvimento da
função de pensar. E todas as misérias e tragédias
morais só nos alcançam porque não tiramos tempo para
exercer nossa função de pensar.
A responsabilidade genuína é uma lei moral que está
acima das convenções sociais, das leis e religiões
de nossos tempos. Por si só já é uma religião
que liga o ser humano a Deus sem a necessidade de intermediários.
Educação
fiscal e carga tributária
Luis Fernando Costa é analista tributário
e presidente regional do Sindireceita Cidadão - Luis.Costa@sindireceita.org.br
e lffcosta@yahoo.com.br
Leitoras
e leitores! Vamos falar sobre a interface entre educação
fiscal e carga tributária! Todos falam em carga tributária
de 40% do PIB, algo em torno de R$ 600 bilhões, mas se esquecem
de dizer que esta é a carga tributária total das três
esferas: federal, estadual e municipal (5.565 municípios). Além
do mais, os empresários reclamam, porém, não são
os empresários que pagam impostos, pois quem realmente paga impostos
somos nós, como pessoas físicas (os empresários como
pessoas físicas, sim, pagam impostos, mas como pessoa jurídica,
pagam muito pouco). Reclamam de barriga cheia.
E o dinheiro arrecadado, como é gasto? Bem, as necessidades da
sociedade são muitas e cabe a todos nós fiscalizar o bom
uso (a qualidade dos gastos públicos) do dinheiro público!
No site da ONG Transparência Brasil (www.transparencia.org.br) é
possível saber para onde vão os recursos públicos.
Só para o Legislativo federal são mais de R$ 6 bilhões.
Para os Legislativos estaduais são cerca de R$ 27 bilhões.
Para manter o Judiciário federal e estadual é montante igual
ou superior ao do Legislativo federal e estadual. Sem esquecer do Ministério
Público, que é outro montante considerável! E tudo
sai dos tributos arrecadados! Sem esquecer os fundos constitucionais e
as transferências compulsórias para educação
e saúde, e os repasses aos estados (27) e municípios! E
o bolo é um só!
Da mesma forma, no site das Contas Abertas, outra ONG que trata da transparência,
também é possível saber muitas informações
sobre os gastos públicos (www.contasabertas.com.br - dentro do
UOL).
Portanto, a carga tributária só diminuirá quando
todos estivermos engajados e educados fiscalmente, isso é, tivermos
consciência de que a educação fiscal é o melhor
caminho para tratar do controle e da qualidade dos gastos públicos.
Alerto que a sonegação fiscal, praticada por maus empresários,
que chega, segundo estudos, de um por um, isto é, para cada R$
1 arrecadado, teríamos R$ 1 sonegado, é um câncer
que deve ser combatido por cada um de nós. Assim, quando um empresário
não emite nota ou cupom fiscal em uma compra de R$ 100, este mau
empresário está embolsando, além dos cerca de R$
30 de lucro, mais os cerca de R$ 40 de tributos sonegados. Não
permita que isso aconteça e exija nota ou cupom fiscal em todas
as suas compras. Além do mais, devemos denunciar estes maus empresários
que ficam com os tributos que são de toda a sociedade. Boicotem
e não comprem nas lojas que não emitem nota ou cupom fiscal.
Faça a sua parte! Não compactuem com a sonegação
fiscal, com a corrupção, com a pirataria, enfim, com todas
as causas da deterioração da sociedade. Denunciem!!
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