| VERBA
Diante da falta de interesse, senador mudou destino de emenda
Prefeitura
perde R$ 200
mil para ajudar a Apae
R$
200 mil. Essa é a quantia que o senador Flávio Arns estava
disposto a repassar à Prefeitura de Cascavel, mas, devido à
recusa em dar uma contrapartida à Apae (Associação
dos Pais e Amigos dos Excepcionais), no valor de R$ 100 mil, a verba federal
teve outro destino. Segundo a administração municipal, não
havia “meios legais” para transferir o dinheiro.
Assessores do senador Flávio Arns informaram que foram semanas
de negociação com a prefeitura, havendo, inclusive, o contato
direto entre Arns e o prefeito Lísias Tomé. A resposta foi
dada em cima do prazo-limite para a elaboração da emenda,
há cerca de 15 dias.
O senador informou o prefeito que destinaria a verba para infra-estrutura
e que, em contrapartida, queria que o Município ajudasse a Apae,
em pelo menos R$ 100 mil.
Conforme a assessoria de Arns, a administração informou
que não teria rubrica orçamentária para passar o
dinheiro à Apae. Diante da recusa, o senador atendeu outra demanda
e a emenda foi elaborada para outro município do Estado.
A Apae de Cascavel enfrenta uma das suas piores crises financeiras. A
entidade acumula prejuízos mensais de R$ 50 mil e já deve
mais R$ 80 mil a fornecedores. A Câmara de Vereadores e a Intersindical
se envolveram na questão para tentar encontrar alternativas de
assegurar o atendimento aos 605 alunos.
NOVA TENTATIVA
Osmar Dias encaminhará novo recurso
Apesar da
polêmica gerada em fevereiro, quando veio à tona que a Prefeitura
de Cascavel usou para a construção de um Cras (Centro de
Referência de Assistência Social) uma verba de R$ 100 mil
destinada à compra de um ônibus para a Apae e não
fez a transferência à entidade, o senador Osmar Dias elabora
uma nova emenda para ajudar a instituição.
A verba de R$ 103 mil novamente será destinada à compra
de um ônibus para a entidade. No entanto, o senador impõe
uma condição: a Apae tem que exigir a reposição
da verba anteriormente enviada. “Estou fazendo uma emenda de pouco
mais de R$ 100 mil. Fiz isso uma vez e a prefeitura não repassou
para a Apae. Faço outra emenda, mas o valor anterior tem que ser
reposto”, declarou.
Segundo a diretora social da Apae, Sônia Barreto, a entidade ainda
não foi informada da emenda e não sabe dos parâmetros
exigidos pelo senador, mas declarou que está disposta a negociar
com a prefeitura um meio para a devolução do dinheiro. “Quando
tivermos informações iremos atrás. Já exigimos
isso da prefeitura. Tentamos mostrar que a verba é nossa, mas não
tivemos sucesso”.
OUTRO LADO
Ação Social desconhece negociação
A
secretária de Ação Social, Dione Kniphoff, disse
que não foi informada da possibilidade de repasse da verba federal
nem da negociação. Segundo ela, a situação
é similar à que ocorreu em março do ano passado,
quando o senador Osmar Dias repassou R$ 100 mil à prefeitura, mas
que eram destinados à compra de um ônibus para a Apae. A
administração usou o dinheiro para outro fim e a Apae ficou
sem o repasse.
“Para a prefeitura repassar verba para qualquer entidade um projeto
deve ser enviado para aprovação. Não estou sabendo
se a prefeitura recebeu essa proposta, mas quando ocorre, a entidade também
é avisada”.
A diretora social da Apae, Sônia Barreto, confirmou o interesse
do senador Flávio Arns em repassar a verba.
Segundo Sônia, os R$ 200 mil seriam suficientes para zerar a dívida
acumulada pela Apae. “Essa verba quitaria a nossa dívida.
Penso que a prefeitura tem que se unir à Apae e elaborar um convênio
para ajudar mensalmente. Tem que haver esse elo”, reiterou a diretora.
Dione insiste que não há possibilidade de a prefeitura transferir
dinheiro para a Apae sem um projeto. “Não podemos remanejar
verba, pois não foi ofertado um projeto à secretaria”.
SUAS
Ministério nega bloqueio
Desde
janeiro a Apae e outras entidades filantrópicas deixaram de receber
a verba federal do SAC (Serviço de Atendimento Continuado). A Secretaria
de Ação Social alega que o corte é porque o Suas
(Sistema Único de Assistência Social) impede a transferência
às entidades que recebem verba do SUS (Sistema Único de
Saúde).
No entanto, a assessoria de imprensa do MDS (Ministério do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome), responsável pela verba, afirma
que não há qualquer orientação ou determinação
neste sentido e que a decisão em cortar o repasse coube à
Comissão Intergestora Bipartite.
O MDS confirmou que a prefeitura recebe mensalmente mais de R$ 19 mil
referentes ao SAC e que, inclusive, a parcela de junho já foi depositada.
A secretária de Ação Social, Dione Kniphoff, confirmou
que a decisão foi tomada em conjunto com outros municípios
do Estado, mas com o respaldo do Suas. “As decisões foram
tomadas conforme as necessidades e seguindo a normatização”.
Recentemente a assessoria do senador Flávio Arns fez um levantamento
no Estado sobre o repasse dos recursos federais e constatou que, além
de Cascavel, apenas um Município havia interrompido a transferência
do dinheiro.
REVOLTA
Arns: “Prefeitura deve R$ 95 mil à Apae”
O corte do repasse mensal da verba do SAC à Apae de Cascavel revoltou
o senador Flávio Arns. Ele e o presidente da Federação
das Apaes do Paraná, José Turozi, afirmam que apenas a Apae
de Cascavel está com este problema.
Ao Hoje, o senador classificou a atitude da Secretaria de Ação
Social como “equivocada”. Ele assegurou que a Apae tem direito
a receber a verba, por ser registrada no Conselho Nacional de Assistência
Social e fazer parte da Rede Histórica de Atendimento. “O
que ocorre em Cascavel é um absurdo completo. Basta olhar no estatuto
da Apae para saber que ela é uma entidade beneficente de assistência
social. Se a verba não é repassada é porque cerca
de R$ 95 mil da Apae estão nos cofres da prefeitura”, disse.
José Turozi, que também é diretor financeiro da Apae
de Campo Mourão, declarou que todas as Apaes do Paraná,
que tinham convênio com o SAC, continuam recebendo o repasse. “Essa
situação de corte de repasse ocorre só em Cascavel”.
Os dois afirmam que o impasse está na prefeitura e não no
regimento do Suas.
NOVO PROJETO
Verba pode ser reativada
Na
tentativa de voltar a receber as verbas federais, a Apae tenta se adequar
às normas impostas pela Secretaria de Ação Social.
Segundo a diretora social da Apae, Sônia Barreto, um projeto para
a construção de um centro-dia, que presta atendimento terapêutico
para os excepcionais, foi apresentado sexta-feira para a Ação
Social. “Estamos nos enquadrando nessa modalidade. Provavelmente
será aprovado, mas é uma notificação demorada”,
declarou Sônia.
A secretária Dione Kniphoff informou que ainda não viu o
projeto e que a aprovação será feita junto com o
Conselho Municipal de Assistência Social. Se aprovado, a verba federal
bancará o programa desenvolvido pela Apae.
As exigências para adequação, apresentadas pelo encarregado
do setor Financeiro e de Convênio da Secretaria de Ação
Social, Marcos Pinheiro, referem-se aos seguintes serviços: atendimento
domiciliar, oferecer centro-dia, residência com família acolhedora
ou casa-lar, sendo este último já existente na entidade,
que prevê o repasse de R$ 3,3 mil para manter quatro pessoas, mais
R$ 350 mensais por morador.
Para as demais adaptações, conforme Pinheiro é necessário
um investimento de R$ 17 mil mensais, que seria maior do valor de R$ 15.632
mensais repassados pelo governo federal.
RESSOCIALIZAÇÃO
Unidade ofereceria regime prisional semi-aberto
OAB
pede colônia penal
agrícola para Cascavel
A
Subseção de Cascavel da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)
articulam junto ao governo do Estado, via Secretaria de Segurança
Pública, a implantação de uma colônia penal
agrícola para Cascavel. O objetivo do regime prisional semi-aberto
é proporcionar a ressocialização dos presos que estão
cumprindo pena em fase final, além de capacitá-los por meio
de conhecimento na área agrícola e diante disso proporcionar
a oportunidade de reinserção na sociedade.
De acordo com o vice-presidente da OAB, Lauri da Silva, por meio desses
benefícios eles poderão conquistar uma nova posição
no mercado de trabalho. Lauri, que é advogado criminalista, apresentou
a proposta sexta-feira ao deputado estadual Edgar Bueno (PDT), que prometeu
defender a idéia e apresentar um projeto de lei neste sentido na
Assembléia Legislativa. Do encontro também participou o
presidente da Subseção da OAB, Luciano Braga Côrtes,
e outros advogados.
POLIOMIELITE
Vacinação deve seguir durante a semana
O
bom tempo colaborou e muitos pais levaram seus filhos para tomarem as
duas gotas da vacina contra a poliomielite ontem em Cascavel. Até
o meio-dia, os pontos de vacinação contra a poliomielite
em Cascavel receberam 5.225 crianças das mais de 25,5 mil com até
cinco anos de idade esperadas.
“A partir dos números levantados nessa etapa da campanha
iremos definir por quanto tempo iremos prolongar a vacinação
nos postos de saúde”, declarou a coordenadora da campanha,
Maristela Maraschin. A segunda etapa da campanha será no dia 25
de agosto.
O bioquímico Ricardo Catelan aproveitou a manhã de ontem
para levar o filho de três anos para receber a vacina no Posto de
Saúde Central. Ele saiu de casa especialmente para isso. “Todos
os anos trago ele para tomar a vacina”.
A autônoma Pâmela dos Santos aproveitou a ida ao Centro e
levou filho de um ano para receber as gotinhas. A vacina imuniza as crianças
contra a paralisia infantil e deve ser dada ao longo dos cincos primeiros
anos de vida.
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