| AUSÊNCIA
Campanha para chegar aos 200 mil votantes fica mais difícil
Justiça Eleitoral cancela
3 mil títulos em Cascavel
No momento em que segmentos da sociedade civil organizada trabalham no
sentido de elevar para 200 mil o número de eleitores em Cascavel
já para o próximo pleito, programado para o ano que vem,
possibilitando a realização de segundo turno no Município,
a Justiça Eleitoral cancelou 2.988 títulos no Município,
pois seus titulares deixaram de comparecer às urnas nas três
últimas convocações - referendo das armas e primeiro
e segundo turnos das eleições de 2006 - nem justificaram
a falta. Os números foram confirmados ontem à tarde.
No último levantamento, em abril, Cascavel tinha 179.899 eleitores.
Com os cancelamentos, o número ficou reduzido a 176.911. Para chegar
ao número desejado, será preciso atrair 23.089 novos eleitores
até o próximo ano.
A 68ª Zona Eleitoral teve 875 títulos cancelados, seguida
da 143ª, com 723. A 184ª Zona Eleitoral teve 718 cancelamentos
e a 185ª, 672.
No Paraná, 84.636 eleitores perderam o título e, no Brasil,
foram 1,6 milhão de documentos cancelados, deixando o País
com um total de 125.529.686 pessoas apta a comparecer às urnas.
São Paulo é o estado em que houve o maior número
de cancelamentos: 324.351. Em seguida estão Minas Gerais (187.846)
e Rio de Janeiro (141.748). Já o menor número de cancelamentos
foi em Roraima (5.878). Em seguida, estão Acre (7.979) e Amapá
(8.069).
A Justiça Eleitoral também cancelou 5.521 títulos
de brasileiros que vivem no exterior. Com isso, há, atualmente,
81.939 brasileiros residentes em outros países aptos a votar.
BOXXX
Recuperação
Quem teve o título cancelado ainda pode recuperar o documento.
Para isso, o eleitor deverá comparecer ao cartório eleitoral
onde possui a inscrição, caso ainda resida no mesmo município,
ou ao cartório do novo domicílio. Para regularizar a situação,
é preciso pagar multa correspondente às eleições
que deixou de comparecer e justificar a ausência. As multa variam
entre R$ 1,06 e R$ 3,51 por turno.
Sem o título de eleitor, o cidadão perde direitos básicos:
não pode tirar documentos de identidade ou passaporte; renovar
matrícula em escola pública; inscrever-se em concurso público
e participar de concorrências em órgãos públicos,
entre outras sanções. Se for servidor público, não
pode receber o salário correspondente ao segundo mês subseqüente
ao da eleição, segundo o Código Eleitoral.
PROPORCIONALIDADE
Deputado defende aumento
de vereadores e menos gastos
O deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR) defendeu ontem a representação
proporcional nos municípios brasileiros. O número de vereadores
foi reduzido com a resolução aprovada em 2003 pelo Tribunal
Superior Eleitoral, que cortou 8,5 mil vagas nas Câmaras de todo
o País. “Sim ao aumento de vereadores, mas também
sim ao controle de gastos do orçamento”, disse Kaefer.
A defesa do parlamentar ocorreu durante a reunião da Frente Parlamentar
em Defesa da Representação Proporcional dos Municípios
Brasileiros, que colocou em discussão a PEC (Proposta de Emenda
Constitucional) 333/04, que prevê a revisão do número
de vereadores nas Câmaras, de proporcional ao número de habitantes.
O deputado entende que a medida que reduziu a representatividade foi um
equívoco, porque “deu maior poder aos prefeitos, que passaram
a ter maior capacidade de negociação com suas Câmaras”.
A Frente Parlamentar foi criada em novembro de 2005, com a adesão
de mais de 479 parlamentares e busca, sobretudo, a consolidação
do papel do Legislativo em todas as esferas de governo como poder autônomo
e independente.
TEMPLOS RELIGIOSOS
Edgar defende isenção de IPVA
O deputado Edgar Bueno (PDT) respondeu positivamente à mensagem
que recebeu de dom Lúcio Ignácio Baumgaertner, arcebispo
de Cascavel e presidente da CNBB (Confederação Nacional
dos Bispos do Brasil) Regional Sul II, pela derrubada do veto do governador
Roberto Requião à lei que isenta os templos religiosos do
pagamento de IPVA, como prevê a Constituição Federal.
Ao manifestar-se em defesa do preceito constitucional, o parlamentar cascavelense
enfatizou que sua postura “nem poderia ser diferente, pois, como
legisladores, não podemos incorrer no erro de afrontar ou desconhecer
a hierarquia das leis”. O veto ainda não foi colocado para
votação.
ENCONTRO
O senador Osmar Dias participa sábado em Cascavel de encontro regional
do PDT, da inauguração do escritório do deputado
Edgar Bueno e da sede local do partido. O encontro será realizado
na Rua Rio de Janeiro, 577, no Centro da cidade, com início às
9h.
Na ocasião Osmar anunciará novas direções
municipais do PDT, recompostas ou designadas para organizar o partido
em municípios que ainda estavam sem estrutura. Os deputados estadual
Augustinho Zucchi e federal Barbosa Neto confirmaram presenças.
SYNGENTA
Estado pagará R$ 50 mil por dia se não cumprir ordem
Prazo do governo termina
e Rusch quer desocupação
O deputado estadual Élio Rusch (DEM) voltou a falar em plenário
ontem da invasão da Fazenda Syngenta. Ele fez um amplo relato do
caso e anunciou que termina hoje o prazo de 15 dias dado pela Justiça
para a desocupação da fazenda experimental localizada em
Santa Tereza do Oeste e que está ocupada por integrantes da Via
Campesina.
Rusch nota que, “como a sentença tem caráter definitivo,
caso a Fazenda Syngenta não seja desocupada pela Via Campesina
até esta quinta [hoje], o governo do Paraná e, portanto,
o povo paranaense passa a arcar diariamente com R$ 50 mil de multas. E
eu não gostaria de vir aqui segunda-feira relatar que o povo paranaense
já deve R$ 200 mil por desobediência a uma decisão
judicial”.
Élio Rusch considera que “a viagem do governador Roberto
Requião para o Japão e para a França é extremamente
oportuna, pois ele não terá que arcar com o ônus político
da desocupação, deixando o problema para o vice-governador
Orlando Pessuti”.
O deputado Élio Rusch ressaltou que “a Fazenda Syngenta não
é uma propriedade agrícola comum, e sim uma fazenda de pesquisa,
de caráter exclusivamente experimental” e que a sua ocupação
não é justificada.
BOXXX
Fritura na Sanepar
O vice-líder da Oposição na Assembléia, Élio
Rusch (DEM), negou ontem a informação publicada na imprensa
de que o diretor de Relações com o Mercado da Sanepar, Germinal
Poccá, teria enviado pedido à oposição para
depor no plenário da Casa no mesmo dia em que o ex-procurador-geral
do estado Sérgio Botto de Lacerda e o ex-diretor jurídico
da companhia Rogério Distéfano.
De acordo com Rusch, a informação não procede e há
suspeita de que pode ter sido plantada na imprensa com o propósito
de prejudicar Poccá. “O fato é que a série
de irregularidades denunciadas pela imprensa e pelos deputados oposicionistas
está provando uma fritura entre os próprios membros dirigentes
da Sanepar”, assinalou Rusch.
Informações dão conta de que Poccá, que também
é membro do Conselho de Administração da Sanepar,
teria se desentendido com os demais integrantes ao defender a manutenção
do Núcleo da companhia que avalia as desapropriações
de terrenos.
PROPOSTA
Câmara vai buscar parcerias
para fiscalização do asfalto
Após as denúncias de má qualidade na pavimentação
asfáltica que vem sendo aplicada em Cascavel, os vereadores que
compõem a Comissão de Viação, Obras Públicas
e Urbanismo da Câmara de Cascavel, Seno Rhoden (presidente), Nestor
Dalmina (secretário) e Juarez Berté (membro), estiveram
reunidos na tarde de ontem para discutir algumas alternativas que possam
fazer com que o problema não persista.
Durante o encontro, realizado no gabinete do vereador Nestor Dalmina,
ficou decidido que serão elaborados instrumentos legislativos para
solicitar ao Executivo informações detalhadas sobre empresas
vencedoras de licitações e respectivos trechos asfaltados
nos últimos oito anos em Cascavel.
Terça-feira, durante inspeção na Rua Nhambiquaras,
no Bairro Santa Cruz, onde a pavimentação apresenta sérios
problemas estruturais, o presidente e o primeiro-secretário do
Legislativo, Julio Cesar Leme da Silva e Leonardo Mion, respectivamente,
disseram que a Câmara deverá contratar profissional para
acompanhar e fiscalizar, a partir de agora, todas as obras de pavimentação
no Município.
Diante da intenção, os vereadores integrantes da Comissão
de Viação, Obras Públicas e Urbanismo pretendem ampliar
o leque de opções, firmando parcerias com os cursos de Engenharia
Civil da cidade. De acordo com o vereador Dalmina, os alunos do último
ano do curso poderiam auxiliar na fiscalização, tendo a
oportunidade, inclusive, de utilizar, na prática, os ensinamentos
teóricos. “Temos a Unioeste, por exemplo, que mantém
um excelente curso de engenharia”, frisou o vereador.
Uma reunião com alunos, professores e coordenação
do curso já foi marcada para hoje, às 16h, na Câmara.
CRÉDITO
Edson Mazzetto/Assessoria de Imprensa
TELEVISORES
O deputado Luiz Carlos Martins, líder do PDT na Assembléia
Legislativa, pediu mais informações sobre a compra de 22
mil televisores para as escolas estaduais. Martins julgou insatisfatória
a resposta da Secretaria Estadual de Educação sobre a isenção
de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
concedida ao vencedor da concorrência - a empresa Indústria
de Móveis Cequipel Paraná Ltda.
Pela lei, a renúncia tributária do governo deve se refletir
em desconto no preço final e constar na nota fiscal de saída
da mercadoria. Na resposta ao requerimento enviado pela secretaria há
dois meses, o secretário de Educação, Maurício
Requião, não especificou o percentual do ICMS abatido nem
o valor do desconto sobre o preço final de cada um dos televisores.
O secretário respondeu que “somente a empresa pode informar
o desconto oferecido”. Para Luis Carlos Martins, é “espantoso”
que a secretaria desconheça um dado essencial tanto na condução
do processo licitatório quanto para os cofres do Estado.
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