Edição nº 4624 - Quinta-feira, 17 de maio de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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POSSE
Sarkozy promete defender identidade francesa

Nicolas Sarkozy assumiu ontem a Presidência da França no lugar de Jacques Chirac, no poder havia 12 anos. No discurso de posse, o novo chefe de Estado prometeu defender a identidade e a independência da França e trabalhar por uma Europa que proteja seus próprios cidadãos.
Sarkozy afirmou que irá “trazer de volta valores como o trabalho, o esforço, o mérito e o respeito”. Ele disse ainda que nunca houve uma necessidade tão grande de se opor à intolerância e ao racismo.
O novo presidente, que também prometeu trabalhar em temas como mudanças climáticas e ajuda à África, terminou o discurso com o tradicional “Vive la République, Vive la France”. Aos franceses, o novo presidente disse: “Não vou decepcioná-los”.
Sarkozy prestou uma homenagem aos seus antecessores, em especial, ao general Charles de Gaulle, que ele disse ter salvado a França duas vezes, e a Chirac, por ter “levado os valores universais da França ao mundo”.
Sarkozy assume o cargo com o desafio de aumentar o crescimento econômico do país, impulsionar a competitividade internacional e reduzir o desemprego e a dívida pública.
O novo presidente, de centro-direita, também terá que enfrentar as desigualdades econômicas e sociais que afetam, principalmente, os moradores de periferias pobres do país e que já causaram revoltas na França.

RECRUDESCIMENTO
Pacote prevê fiscalização mais severa sobre empregadores

UE unificará as regras
contra imigração ilegal

A CE (Comissão Européia) propôs ontem um pacote de medidas para endurecer o combate à imigração ilegal na Europa, que prevê fiscalizações mais severas sobre os empregadores de estrangeiros e acordos bilaterais com os países de origem dos imigrantes. A comissão é o braço executivo da UE (União Européia).
É o primeiro passo do bloco para harmonizar a legislação sobre o tema nos 27 países membros, que há tempos reclamam que as diferenças legais dificultam o combate à entrada de ilegais.
A UE (União Européia) estima que entre 3 milhões e 8 milhões de imigrantes vivam irregularmente no bloco, um número que cresce à taxa de 350 mil a 500 mil a cada ano.
Em 19 países da UE, a legislação nacional prevê sanções penais, e 26 deles aplicam punições administrativas para empregadores de imigrantes ilegais.
Mas segundo o documento da CE, “o nível dessas sanções é muito baixo se comparado aos benefícios econômicos provenientes da mão de obra ilegal”.
A proposta da CE encarrega os países de tornar obrigatório um mínimo de fiscalizações e a aplicação de sanções administrativas e penais contra empregadores de imigrantes ilegais.
Segundo o documento, estudantes que trabalhem mais horas que o permitido também estarão na mira.
Empregadores de imigrantes irregulares seriam obrigados a pagar todos os tributos trabalhistas do empregado irregular, além dos custos de repatriação.
Também poderiam perder subsídios e ser proibido de participar de licitações por até cinco anos.
Sanções penais poderiam ser impostas a quem repetir uma infração mais de três vezes, empregar mais de quatro trabalhadores ilegais, aplicar condições de trabalho exploradoras ou saber que seu funcionário é vítima de tráfico de seres humanos.

CONFRONTOS
Violência mata
ao menos
44 no Iraque

A explosão de um carro-bomba perto de um mercado xiita ao nordeste de Bagdá matou ao menos 32 pessoas e feriu outras 50 ontem. Em outros episódios de violência pelo país, ao menos 12 pessoas morreram e 68 ficaram feridas em confrontos entre a polícia e milicianos leais ao clérigo xiita Moqtada al Sadr. Apesar da violência, duas tentativas do Senado dos EUA de desafiarem a política do presidente americano para o Iraque falharam ontem.
O ataque com carro-bomba no mercado pode ter sido feito com um veículo carregado de gás cloro, segundo fontes médicas. A polícia nega. O ataque ocorreu às 7h45 (0h45 de Brasília) em Abu Saydah, na Província de Diyala. Os feridos foram levados a hospitais em Muqdadiyah e Cidade de Sadr.
Abu Saydah é uma região xiita 40 quilômetros ao nordeste do bastião sunita de Baquba, capital da Província de Diyala, que vive um cenário de violêncoa crescente após o início da operação dos EUA em Bagdá.
A região se tornou um reduto da organização Estado Islâmico do Iraque, coalizão de oito grupos armados liderada pela rede terrorista Al Qaeda.


DISPENSA
Príncipe Harry não será
mais enviado para a guerra
O príncipe Harry não será mais enviado ao Iraque devido a “ameaças específicas” contra ele, informou o chefe do Estado-Maior do Exército britânico, Richard Dannatt, ontem. Segundo ele, neste momento, seria “arriscado demais” enviar o príncipe para o combate.
“Houve ameaças específicas, relacionadas diretamente com Harry”, afirmou Dannatt. “Estas ameaças o expuseram a um grau de risco que consideramos inaceitável”.
O escritório do príncipe afirmou que, embora esteja desapontado com a decisão, Harry não deixará o Exército. “Ele compreende a decisão difícil do general Dannatt, e continua comprometido com a sua carreira militar”, diz um comunicado da Clarence House.
O chefe do Estado-Maior já havia dito que o envio de Harry ao país ainda seria revisado.
Ele seria o primeiro membro da família real britânica a servir em uma zona de combate desde que seu tio, o príncipe Andrew, pilotou um helicóptero na Guerra das Malvinas, em 1982.


Faixa de Gaza
O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Avigdor Lieberman, pediu ontem que o governo promova uma invasão da Faixa de Gaza para acabar com a violência a que estão submetidos os 25 mil habitantes de Sderot, alvos de ataques com foguetes.Em declarações à rádio pública, Lieberman, líder do partido ultranacionalista Israel Beiteinu, declarou que “é preciso acabar com a ‘loteria’ de Sderot, da qual todos os habitantes são obrigados a participar”.
Lieberman disse que o Poder Executivo, liderado pelo premiê, Ehud Olmert, “transmite a impressão de ser incapaz de tomar uma decisão para defender os habitantes da cidade”.


Timor Leste
Uma pessoa morreu, oito ficaram feridas - duas em estado grave - e seis casas foram incendiadas ontem em um novo surto de violência entre alunos de escolas de artes marciais rivais em Díli.
O inspetor Mateus Fernandes confirmou a morte de um dos jovens participantes da rixa. O corpo foi levado paro necrotério do Hospital Nacional de Díli.
Outro policial, Eugênio Pereira, disse que os delinqüentes utilizaram armas de fogo. Soldados portugueses, australianos e neozelandeses usaram bombas de fumaça e balas de borracha para sufocar o tumulto.


Recompensa
As Forças Armadas dos EUA (Estados Unidos) ofereceram uma recompensa de 250 milhões de dinares iraquianos (R$ 400 mil) por informações que levem ao resgate de três soldados americanos desaparecidos, disse um general.
Segundo o general Rick Lynch, comandante das tropas dos EUA ao sul de Bagdá, a oferta consta de 50 mil panfletos distribuídos na área onde os homens foram capturados, após uma emboscada no sábado. Na mesma ação, quatro soldados dos Estados Unidos e um militar iraquiano foram mortos.
O anúncio da recompensa também foi transmitido por alto-falantes, como parte de um enorme esforço de busca, envolvendo 4 mil soldados americanos e 2 mil iraquianos, disse Lynch.
Segundo o general, a recompensa é apenas uma das muitas medidas tomadas em apoio à busca. Soldados já investigam 143 pistas, realizaram oito operações aéreas e montaram bloqueios rodoviários para impedir a fuga dos seqüestradores.

COLÔMBIA
Escândalo atinge ministro e vice-presidente
Um escândalo que vincula alguns aliados do presidente Álvaro Uribe aos paramilitares da Colômbia atingiu terça-feira o ministro da Defesa Juan Manuel Santos e o vice-presidente do país, Francisco Santos, com quem um ex-comandante de milícia disse ter se encontrado antes da desmobilização do seu grupo ilegal, segundo pessoas que acompanharam seu depoimento.
A suposta associação com líderes paramilitares de direita, acusados de graves atrocidades nas últimas duas décadas, já levou à prisão de 13 parlamentares.
Salvatore Mancuso, ex-líder das Autodefesas Unidas da Colômbia, o maior grupo paramilitar, fez as acusações durante o seu depoimento como parte do acordo judicial, que lhe garantirá penas mais brandas em troca de confissões.
Segundo Mancuso, Francisco Santos discutiu com os comandantes paramilitares a idéia de criar uma milícia para combater guerrilheiros na região de Bogotá, de acordo com relato feito pelo advogado Carlos Iván Lopera, representante das vítimas.

 

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