POSSE
Sarkozy promete defender identidade francesa
Nicolas Sarkozy assumiu ontem a Presidência da França no
lugar de Jacques Chirac, no poder havia 12 anos. No discurso de posse,
o novo chefe de Estado prometeu defender a identidade e a independência
da França e trabalhar por uma Europa que proteja seus próprios
cidadãos.
Sarkozy afirmou que irá “trazer de volta valores como o trabalho,
o esforço, o mérito e o respeito”. Ele disse ainda
que nunca houve uma necessidade tão grande de se opor à
intolerância e ao racismo.
O novo presidente, que também prometeu trabalhar em temas como
mudanças climáticas e ajuda à África, terminou
o discurso com o tradicional “Vive la République, Vive la
France”. Aos franceses, o novo presidente disse: “Não
vou decepcioná-los”.
Sarkozy prestou uma homenagem aos seus antecessores, em especial, ao general
Charles de Gaulle, que ele disse ter salvado a França duas vezes,
e a Chirac, por ter “levado os valores universais da França
ao mundo”.
Sarkozy assume o cargo com o desafio de aumentar o crescimento econômico
do país, impulsionar a competitividade internacional e reduzir
o desemprego e a dívida pública.
O novo presidente, de centro-direita, também terá que enfrentar
as desigualdades econômicas e sociais que afetam, principalmente,
os moradores de periferias pobres do país e que já causaram
revoltas na França.
RECRUDESCIMENTO
Pacote prevê fiscalização mais severa sobre empregadores
UE unificará as regras
contra imigração ilegal
A CE (Comissão Européia) propôs ontem um pacote de
medidas para endurecer o combate à imigração ilegal
na Europa, que prevê fiscalizações mais severas sobre
os empregadores de estrangeiros e acordos bilaterais com os países
de origem dos imigrantes. A comissão é o braço executivo
da UE (União Européia).
É o primeiro passo do bloco para harmonizar a legislação
sobre o tema nos 27 países membros, que há tempos reclamam
que as diferenças legais dificultam o combate à entrada
de ilegais.
A UE (União Européia) estima que entre 3 milhões
e 8 milhões de imigrantes vivam irregularmente no bloco, um número
que cresce à taxa de 350 mil a 500 mil a cada ano.
Em 19 países da UE, a legislação nacional prevê
sanções penais, e 26 deles aplicam punições
administrativas para empregadores de imigrantes ilegais.
Mas segundo o documento da CE, “o nível dessas sanções
é muito baixo se comparado aos benefícios econômicos
provenientes da mão de obra ilegal”.
A proposta da CE encarrega os países de tornar obrigatório
um mínimo de fiscalizações e a aplicação
de sanções administrativas e penais contra empregadores
de imigrantes ilegais.
Segundo o documento, estudantes que trabalhem mais horas que o permitido
também estarão na mira.
Empregadores de imigrantes irregulares seriam obrigados a pagar todos
os tributos trabalhistas do empregado irregular, além dos custos
de repatriação.
Também poderiam perder subsídios e ser proibido de participar
de licitações por até cinco anos.
Sanções penais poderiam ser impostas a quem repetir uma
infração mais de três vezes, empregar mais de quatro
trabalhadores ilegais, aplicar condições de trabalho exploradoras
ou saber que seu funcionário é vítima de tráfico
de seres humanos.
CONFRONTOS
Violência mata
ao menos
44 no Iraque
A explosão de um carro-bomba perto de um mercado xiita ao nordeste
de Bagdá matou ao menos 32 pessoas e feriu outras 50 ontem. Em
outros episódios de violência pelo país, ao menos
12 pessoas morreram e 68 ficaram feridas em confrontos entre a polícia
e milicianos leais ao clérigo xiita Moqtada al Sadr. Apesar da
violência, duas tentativas do Senado dos EUA de desafiarem a política
do presidente americano para o Iraque falharam ontem.
O ataque com carro-bomba no mercado pode ter sido feito com um veículo
carregado de gás cloro, segundo fontes médicas. A polícia
nega. O ataque ocorreu às 7h45 (0h45 de Brasília) em Abu
Saydah, na Província de Diyala. Os feridos foram levados a hospitais
em Muqdadiyah e Cidade de Sadr.
Abu Saydah é uma região xiita 40 quilômetros ao nordeste
do bastião sunita de Baquba, capital da Província de Diyala,
que vive um cenário de violêncoa crescente após o
início da operação dos EUA em Bagdá.
A região se tornou um reduto da organização Estado
Islâmico do Iraque, coalizão de oito grupos armados liderada
pela rede terrorista Al Qaeda.
DISPENSA
Príncipe Harry não será
mais enviado para a guerra
O príncipe Harry não será mais enviado ao Iraque
devido a “ameaças específicas” contra ele, informou
o chefe do Estado-Maior do Exército britânico, Richard Dannatt,
ontem. Segundo ele, neste momento, seria “arriscado demais”
enviar o príncipe para o combate.
“Houve ameaças específicas, relacionadas diretamente
com Harry”, afirmou Dannatt. “Estas ameaças o expuseram
a um grau de risco que consideramos inaceitável”.
O escritório do príncipe afirmou que, embora esteja desapontado
com a decisão, Harry não deixará o Exército.
“Ele compreende a decisão difícil do general Dannatt,
e continua comprometido com a sua carreira militar”, diz um comunicado
da Clarence House.
O chefe do Estado-Maior já havia dito que o envio de Harry ao país
ainda seria revisado.
Ele seria o primeiro membro da família real britânica a servir
em uma zona de combate desde que seu tio, o príncipe Andrew, pilotou
um helicóptero na Guerra das Malvinas, em 1982.
Faixa de Gaza
O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Avigdor Lieberman,
pediu ontem que o governo promova uma invasão da Faixa de Gaza
para acabar com a violência a que estão submetidos os 25
mil habitantes de Sderot, alvos de ataques com foguetes.Em declarações
à rádio pública, Lieberman, líder do partido
ultranacionalista Israel Beiteinu, declarou que “é preciso
acabar com a ‘loteria’ de Sderot, da qual todos os habitantes
são obrigados a participar”.
Lieberman disse que o Poder Executivo, liderado pelo premiê, Ehud
Olmert, “transmite a impressão de ser incapaz de tomar uma
decisão para defender os habitantes da cidade”.
Timor Leste
Uma pessoa morreu, oito ficaram feridas - duas em estado grave - e seis
casas foram incendiadas ontem em um novo surto de violência entre
alunos de escolas de artes marciais rivais em Díli.
O inspetor Mateus Fernandes confirmou a morte de um dos jovens participantes
da rixa. O corpo foi levado paro necrotério do Hospital Nacional
de Díli.
Outro policial, Eugênio Pereira, disse que os delinqüentes
utilizaram armas de fogo. Soldados portugueses, australianos e neozelandeses
usaram bombas de fumaça e balas de borracha para sufocar o tumulto.
Recompensa
As Forças Armadas dos EUA (Estados Unidos) ofereceram uma recompensa
de 250 milhões de dinares iraquianos (R$ 400 mil) por informações
que levem ao resgate de três soldados americanos desaparecidos,
disse um general.
Segundo o general Rick Lynch, comandante das tropas dos EUA ao sul de
Bagdá, a oferta consta de 50 mil panfletos distribuídos
na área onde os homens foram capturados, após uma emboscada
no sábado. Na mesma ação, quatro soldados dos Estados
Unidos e um militar iraquiano foram mortos.
O anúncio da recompensa também foi transmitido por alto-falantes,
como parte de um enorme esforço de busca, envolvendo 4 mil soldados
americanos e 2 mil iraquianos, disse Lynch.
Segundo o general, a recompensa é apenas uma das muitas medidas
tomadas em apoio à busca. Soldados já investigam 143 pistas,
realizaram oito operações aéreas e montaram bloqueios
rodoviários para impedir a fuga dos seqüestradores.
COLÔMBIA
Escândalo atinge ministro e vice-presidente
Um escândalo que vincula alguns aliados do presidente Álvaro
Uribe aos paramilitares da Colômbia atingiu terça-feira o
ministro da Defesa Juan Manuel Santos e o vice-presidente do país,
Francisco Santos, com quem um ex-comandante de milícia disse ter
se encontrado antes da desmobilização do seu grupo ilegal,
segundo pessoas que acompanharam seu depoimento.
A suposta associação com líderes paramilitares de
direita, acusados de graves atrocidades nas últimas duas décadas,
já levou à prisão de 13 parlamentares.
Salvatore Mancuso, ex-líder das Autodefesas Unidas da Colômbia,
o maior grupo paramilitar, fez as acusações durante o seu
depoimento como parte do acordo judicial, que lhe garantirá penas
mais brandas em troca de confissões.
Segundo Mancuso, Francisco Santos discutiu com os comandantes paramilitares
a idéia de criar uma milícia para combater guerrilheiros
na região de Bogotá, de acordo com relato feito pelo advogado
Carlos Iván Lopera, representante das vítimas.
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