Momento delicado
A falta de uma resposta aos professores municipais quanto ao pedido de
reajuste salarial vai causar mais efeito negativo na imagem do prefeito
Lísias Tomé do que nos cofres do Município.
Se por um lado os docentes não conseguiram sensibilizar o governo
municipal com a paralisação de um dia, a nova forma de protesto,
liberando os alunos uma hora mais cedo das aulas até o próximo
mês, vai deixar muitos pais indignados porque eles precisarão
deixar um trabalho uma hora antes para buscar os filhos ou deixa-los esperando
na porta da escola.
Como não houve reajuste aos professores é previsível
que não haverá aumento aos demais funcionários públicos.
E eles contam com isso a partir do próximo mês e se a negociação
se estender no mesmo prazo dado aos professores, no dia 21 de maio, vê
confusão das grandes nos próximos dias.
O prefeito Lísias Tomé pode comprar uma briga com o funcionalismo
público porque não fez direito a lição de
casa. A folha de pagamento está inchada demais devido a grande
quantidade de nomeados em cargos de confiança.
A limpeza prometida no início do ano não ocorreu. Foram
nomeadas mais pessoas. Algumas secretarias têm mais comissionados
hoje do que antes da mudança anunciada.
A aposta da prefeitura é que a arrecadação municipal
cresça consideravelmente no primeiro quadrimestre deste ano, para
que junto com ela aumente a capacidade de pagamento da folha do Município,
limitada em 54% do total arrecadado.
Em 2004, o então prefeito Edgar Bueno comprou uma briga com os
médicos do Município para que eles cumprissem a jornada
de trabalho estabelecida por lei. O resultado da queda-de-braço
todos sabem e o maior beneficiado foi o próprio Lísias Tomé.
A situação pode estar se invertendo agora.
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