INTERNET
Os alertas já são conhecidos, mas muitas vezes acabam ignorados
pelo usuário
Dez atividades mais perigosas na Web
Dizer que a internet oferece infinitas possibilidades de informação,
comunicação e diversão já não é
novidade. Entretanto, se esta ferramenta poderosa não é
utilizada adequadamente pelo usuário, pode gerar sérios
riscos para o funcionamento dos computadores. É o que diz a revista
“Forbes”, que publicou uma lista com as dez atividades que
podem representar “um perigo muito grande para o usuário
e o equipamento”.
Alguns destes pontos parecem ser bastante óbvios ou mesmo um pouco
exagerados, mas estar informado e usar o senso comum pode salvar de algum
problema durante os trabalhos ou aventuras de navegação
pela rede das redes.
Estão na lista: abrir arquivos anexados em e-mails de remetentes
desconhecidos; instalar programas não autorizados pela empresa;
desabilitar ou desinstalar as ferramentas de segurança do equipamento;
abrir mensagens em HTML ou texto de usuários desconhecidos; navegar
em sites dedicados a apostas, pornografia ou outro site de risco; divulgar
para terceiros as senhas, geradoras de chaves aleatórias ou cartões
inteligentes; visitar de forma aleatória sites pouco confiáveis
ou desconhecidos; usar qualquer rede Wi-Fi (sem fio) que não esteja
atualizada; preencher formulários em sites ou páginas de
registro desconhecidas; participar em sites de chat ou redes de relacionamentos
sociais.
FOTOLEGENDA:
Trinta robôs foram selecionados para a feira anual Roboexotica,
que ocorre em Viena e mostra como máquinas lidam com o passatempo
moderno dos bares. Robôs foram convidados a demonstrarem suas habilidades
em categorias como preparação de drinques, entrega de bebidas
e petiscos, conversação e fumo de cigarros e charutos.
TALENTOS
Quadrilhas contratam estudantes para cibercrimes
Quadrilhas organizadas adotaram táticas da KGB para contratar estudantes
brilhantes de computação com o objetivo de usar seus talentos
em crimes pela internet, afirma um estudo divulgado semana passada. Criminosos
definem como alvos desse recrutamento universidades, clubes de computação
e fóruns de discussão on-line, segundo a empresa de segurança
de computadores McAfee.
Alguns grupos têm patrocinado estudantes promissores de outras disciplinas
em cursos de computação antes de infiltrá-los em
organizações. A McAfee informou que os estudantes programam
vírus de computadores, cometem roubos de dados pessoais e lavam
dinheiro em uma indústria multibilionária que é mais
lucrativa que o tráfico de drogas.
As táticas das quadrilhas recuperam estratégia usada por
agentes russos para captar especialistas em conferências de comércio
ou universidades durante a Guerra Fria, informou a McAfee em relatório
anual. O estudo foi baseado parcialmente em dados do FBI e de agências
de inteligência européias.
No Leste europeu, algumas pessoas são levadas ao cibercrime por
causa dos níveis elevados de desemprego e salários baixos.
“Muitos destes cibercriminosos vêem a internet como uma oportunidade
de trabalho”, afirma a McAfee citando o especialista em segurança
do FBI em internet, Dave Thomas.
Hackers são pagos para criarem vírus de computador capazes
de infectar milhões de máquinas e descobrir informações
confidenciais. Esses programas spyware podem encontrar números
de cartões de crédito ou outras informações
pessoais das vítimas. Os dados são então usados por
fraudadores.
Além disso, criminosos varrem sites de redes sociais em busca de
fotos de usuários vinculadas a detalhes pessoais. Essa estratégia
ajuda as quadrilhas a encontrar alvos de fraudes onde a vítima
recebe e-mails falsos em nome de instituições financeiras
e são enganadas revelando dados como senhas.
O relatório também afirma que hackers estão sendo
cada vez mais contratados para espionarem empresas. “Espionagem
industrial é um grande negócio”, lembrou a McAfee.
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