CONFUSÃO
Acadêmicos são impedidos de usar praça
A execução de um projeto de acadêmicos de Educação Física da FAG (Faculdade Assis Gurgacz) na Praça Wilson Jofre terminou em confusão na tarde de ontem. A proposta dos universitários era oferecer aos freqüentadores opções de divertimento com a utilização de materiais recicláveis e retomar brincadeiras antigas. O trabalho voluntariado contaria como horas extracurriculares, exigidas para formação dos profissionais que estão em diferentes períodos.
Os acadêmicos, que alegam a procedência da autorização para desempenhar a atividade, foram surpreendidos por guardas patrimoniais. Primeiro os fiscalizadores pediram para os universitários não caminharem na grama. Brinquedos de madeira que seriam usados para divertimento dos freqüentadores do local também não puderam ser usados.
Os universitários reclamam da forma que foram abordados pelo diretor da Secretaria da Cultura, Fred Bueno, que chegou após as recomendações. Eles alegam que foram acusados de vandalismo e sofreram ameaças dos guardas. “Ele [Fred Bueno] agiu de forma estúpida, foi ríspido conosco, alegando que não tínhamos autorização. Não chegou até os guardas patrimoniais o documento autorizando nosso trabalho. Se tem alguém que agiu de forma errada, foi o próprio diretor, que entrou com o carro particular dentro da praça”, reproduz Jeferson João Eich, representante dos acadêmicos.
Atividades lúdicas seriam desenvolvidas durante o feriado da Proclamação da República. Devido impedimento, os estudantes tiveram que guardar os materiais e ir embora. O trabalho foi executado inicialmente nas escolas e em seguida levado à praça para que mais crianças pudessem conhecer as brincadeiras. Eles alegam que tinham autorização, mas não estavam com o documento em mãos. “O requerimento para desenvolver o projeto foi feito ao Município. Inicialmente ele seria feito na semana passada, porém, devido a chuva, transferimos para hoje [ontem]. Eles autorizaram essa parte inferior da praça e algumas quadras. Estava agendado com a Secretaria de Esportes. A secretária Rosimeri Tomé tinha conhecimento”, lembra o acadêmico.
O outro lado
O diretor de Cultura, Fred Bueno, foi procurado pela reportagem do Hoje. Ele alega que houve um mal entendido e estaria no local para conferir as condições de segurança para eventos agendados para hoje, quando recebeu a reclamação dos guardas sobre a permanência do grupo de universitários. Sobre ter estacionado o carro na praça, ele diz que as duas vagas oficiais estavam ocupadas. “Entrei na praça para conferir se estava tudo certo para os eventos. Na planilha da Guarda Patrimonial o projeto não estava agendado. Entrei em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, mas não consegui falar com a responsável”.
Ao receber a informação, ele diz que tentou se entender com a professora coordenadora do projeto. Mas o diálogo não foi possível. “Ela alega que a praça é pública, porém, para qualquer evento é preciso autorização, até mesmo para segurança de todos”. O diretor completa dizendo que a situação poderia ser resolvida de outra forma. “Eles poderiam continuar ali. Mas a professora dispensou os alunos”.
“Foi ríspido conosco”
Jeferson João Eich, acadêmico
EXPOVEL
Rodeio e prova de cavalo encerram exposição
Feira atinge R$ 2 mi
com venda de gado
Mesmo com o calor intenso, o público compareceu nas atrações da 29ª Expovel (Exposição Agropecuária e Industrial de Cascavel). A feira do agronegócio deve encerrar as atividades hoje com 300 mil visitantes. Até ontem foram comercializadas mais de 1,4 mil cabeças de gado, o equivalente a R$ 2 milhões movimentados durante os leilões.
Os corredores ficaram agitados durante o feriado da Proclamação da República. Visitantes puderam conferir a terceira etapa do 10º Circuito Costa Oeste de Cavalo de Trabalho. A prova teve mais de 500 inscrições e foi dividida em diversas modalidades. Hoje continua a competição. Os vencedores receberam 60% do que foi arrecadado nas inscrições. Aquele que fizer o trajeto em menor tempo, dentro da arena, sem derrubar os obstáculos, vence a competição. “A raça do animal foi escolhida porque é versátil. O chamado quarto de milho é usado no dia-a-dia”, diz o organizador Rogério Diniz Siqueira.
Desde cedo, as duas filhas do produtor rural Odair Lazarini aprenderam a montar. Agora, elas participam de competições, entre folgas do trabalho e da faculdade. “Gosto de ver as competições e desde cedo incentivei”, diz.
No segundo lugar da competição, categoria tira-teima, Mariana das Graças Lazarini, 25 anos, herdou a paixão pelos animais. Há nove anos ela participa de atividades e espera ganhar. “Já laçava na nossa fazenda desde cedo. Agora é tentar fazer o menor tempo para ganhar”, alega a jovem, formada em Administração de Agronegócio, que compete com o cavalo de estimação Homor Six.
ATRAÇÕES
A Expovel continua hoje com Leilão Gado de Corte, às 18h, no Recinto de Leilões Avelino Antônio Vieira. Serão 700 animais. E um dos eventos mais esperados é a final do rodeio profissional, a partir das 20h30.
“Laçava na nossa fazenda desde cedo”
Mariana das Graças Lazarini, 25 anos
Gosto de ver as competições
Odair Lazarini, produtor rural
EVANGÉLICOS
Marcha pelas ruas pede o fim da violência
Fiéis de igrejas evangélicas de Cascavel fizeram uma marcha profética no Centro na manhã de ontem pedindo um basta à violência. A manifestação, nominada Livres para Adorar, foi organizada pelo Cojec (Conselho de Jovens Evangélicos de Cascavel).
Segundo o diretor executivo do conselho, Diogo Gerber, a proposta maior é demonstrar aos jovens o caminho da religiosidade. Pela espiritualidade, eles esperam obter a “salvação da cidade”. “Vamos abençoar Cascavel, levando aos jovens a mensagem de Cristo. Nosso trabalho visa alcançar o jovem e assim cada um pensará mais em Deus, deixando de lado armadilhas, como as drogas”.
Os jovens saíram da Praça do Migrante, percorrendo a Avenida Brasil e a Rua 7 de Setembro. O destino dos participantes foi a Praça Wilson Joffre. O grupo musical Ministério Tabernáculo fez um show com músicas gospel.
Eles caminharam por uma hora no Centro de Cascavel chamando a atenção dos moradores que estiverem a passeio ou a trabalho. “A juventude está afastada de Deus. Com esse movimento esperamos tocar o coração. Nossa cidade precisa acabar com a violência”, diz Áquila Lourana Zornita, 14 anos.
Para o entregador Antônio Carlos Barros Rodrigues, 22 anos, o momento de oração foi importante para demonstrar aos jovens que o caminho de Deus é o melhor. “Deixei as drogas, minha vida é outra. Tenho Deus e isso basta”.
“Tenho Deus e isso basta”
Antônio Carlos Barros Rodrigues, 22 anos
“A juventude está afastada de Deus”
Áquila Lourana Zornita, 14 anos
REVOLTA
Morador protesta contra reforma inacabada de quadra
Uma faixa colocada na quadra de esportes do Bairro Aclimação, em Cascavel, demonstra a revolta da população com a interrupção da reforma. Há dez meses a empresa parou de trabalhar e um morador protestou colocando um faixa no alambrado da quadra, chamando a empresa de “picareta”. O manifestante foi o vice-presidente da Associação de Moradores, Darci Rodrigues dos Santos. “Coloquei a faixa pois ninguém está fazendo nada”.
Darci já buscou providências, por meio de ofícios, à secretária de Esporte e Lazer, a primeira-dama Rosiméri Tomé, e o deputado federal Hermes Parzianello. Mas nenhuma resposta foi dada à associação.
As conseqüências da obra inacabada são muitas. Além de a quadra ficar fechada e privar o acesso da população, a água da chuva fica empossada servindo de criadouro para insetos.
A Construlondri, de Londrina, foi contratada para fazer a reforma da quadra. O valor do contrato é R$ 22 mil e parte do recurso da obra vem do governo federal.
O presidente da Associação de Moradores, Sidney Joaquim dos Santos, diz que a população espera uma resposta da prefeitura. “Se a empresa não fizer a obra, a prefeitura então que cancele o contrato e passe o serviço para outra”, sugere.
A Secretaria de Serviços e Obras Públicas informou que a paralisação ocorreu por causa da chuva.
A empresa Construlondri foi procurada pela reportagem, mas o responsável não estava na empresa e ninguém mais quis se manifestar. O prazo que a Caixa Econômica Federal estipulou para que as empresas dêem uma posição sobre as obras termina terça-feira. Por conta do atraso, a prefeitura corre o risco de ter de devolver os recursos federais destinados à reforma de campos de futebol.
OPORTUNIDADE
EJA oferece aulas em
horários alternativos
Aulas de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental durante duas ou três vezes por semana. A flexibilidade é o cerne da proposta do Centro Paulo Freire para quem não consegue freqüentar todos os dias a sala de aula, em Cascavel.
A proposta foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação e há pouco mais de um mês o Centro foi instalado no Terminal Rodoviário de Cascavel. Esta ampliação do EJA (Educação para Jovens e Adultos) flexibiliza as aulas para os dias e horários para alunos que trabalham muito e têm pouco tempo para estudar. “Colocamos o EJA na rodoviária por ser um local de fácil acesso a todos. Por enquanto oferecemos aula todos os dias à tarde e à noite, mas temos estrutura para atender os alunos individualmente”, afirma Clarice Simão Pereira, coordenadora do EJA.
Pessoas que trabalham como caminhoneiros ou viajantes são o público-alvo do Centro Paulo Freire. Segundo Clarice, a procura pelas aulas alternativas ainda é pequena, mas a estrutura para aulas individuais existe e está à espera de alunos. “Por enquanto algumas pessoas nos procuraram para pedir informações. Mas ninguém se matriculou”.
Clarice explica que o calendário escolar diferenciado permite que cada uma das duas professoras que trabalham no Centro lecione para cinco ou seis alunos ao mesmo tempo em aulas individuais. “Todo o conteúdo é garantido, mas o tempo de estudo será maior dos que estudam todos os dias. Sem uma oferta como essa muita gente ficaria sem estudar”.
Nas aulas convencionais oferecidas à tarde e à noite estudam 20 alunos por turma. A intenção é para o ano que vem preencher três turmas em cada período.
Algumas pessoas que têm horários difíceis de adaptar aproveitam a oportunidade para ampliar o conhecimento. É o caso de Sônia Maria dos Santos. Todo dia ela acorda às 2h40 e só retorna no início da tarde. Trabalhando de madrugada como zeladora, concluir os estudos para ela era algo quase impossível. “Sempre quis estudar, mas se eu estudasse à noite não conseguiria acordar para trabalhar”.
Hoje ela conclui a 4ª série do Ensino Fundamental e pretende continuar os estudos no Ceebja (Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos). “Venho direto do trabalho para cá e sempre chego uns minutos atrasada. Mas vale a pena, pois meu objetivo é estudar mecânica industrial”.
Alguns casos servem de exemplo para os jovens, que têm oportunidade e não a aproveitam. Severino Ferreira da Silva, 58, tem duas ambições: tirar a carteira de habilitação e conseguir um diploma de ensino superior. “Eu nunca estudei, pois tinha que trabalhar. Minha vontade é um dia ser doutor. E eu também não tenho carteira de motorista e sempre quis ter um carro, mas nunca comprei porque para fazer as aulas precisa saber ler e escrever”.
Ele comemora sua evolução desde que começou a estudar: “Meu maior desafio é saber ler. Já consigo juntar algumas letras e ler um pouco”.
Cada módulo referente a um ano do ensino convencional tem a duração de seis meses. Logo, o aluno do EJA pode concluir a primeira parte do Ensino Fundamental em dois anos.
Informações sobre como se matricular no Centro Paulo Freire pelo telefone (45) 3902-1767. Clarice informa que para ter direito ao horário especial é preciso comprovar que o emprego não permite a freqüência diária às aulas.
POLÊMICA
Investimentos públicos em área privada ferem a Constituição
Prefeitura reformará salão de igreja
A reforma de um salão comunitário no Bairro Interlagos levantou questionamentos já que no bairro não há salão comunitário. A Prefeitura de Cascavel pretende gastar R$ 15 mil para pôr forro no local. A reportagem foi ao bairro e constatou que o espaço a que se destina a verba é o salão da Igreja Católica.
Segundo o coordenador da Igreja, Darci Vezarro, o local é utilizado há anos pela comunidade, mas o terreno e os prédios pertencem à Mitra Diocesana, pessoa jurídica da Igreja Católica em Cascavel. “O lote foi doado há muito tempo, e com recursos próprios da Igreja foram construídos a Igreja e o salão”.
A colocação do forro atende a uma antiga reivindicação de toda a comunidade que utiliza o local para festas, eventos e também velórios. Segundo o presidente do bairro, Domingo Tenório Elesbão, era aguardado com ansiedade pela comunidade a colocação do forro já que em dias de sol é impossível suportar o calor. “A população sofre muito no local e a dificuldade maior é quando temos velório, por causa do calor”.
A licitação para o início das obras deve ser aberta amanhã e, segundo o chefe de Gabinete, Vilson Oliveira, o projeto é uma continuidade das reformas iniciadas nos salões comunitários da cidade ainda no ano passado. “Tínhamos um compromisso com as comunidades e estamos, dentro do possível, atendendo. É claro que não temos dinheiro para atender todos os pedidos, mas o que podemos estamos fazendo”.
Com relação ao prédio pertencer à Igreja, Vilson afirmou não haver problema. “O salão é da Igreja, mas é utilizado como salão comunitário há muito tempo, sempre foi comunitário. Então, como não temos salão naquela região, o investimento será feito ali”.
O advogado Pascoal Muzeli Neto analisou o caso e afirmou que o investimento fere a Lei Federal 8.429/92, que impede investimentos públicos em qualquer área privada. “Vivemos em um estado laico, onde não se pode fazer investimentos na Igreja, caso isso ocorra, corre-se um grande risco de o gestor municipal responder na Justiça por improbidade administrativa e ainda o Tribunal de Contas da União não aceitar a prestação de contas feita pelo Município, que terá que devolver o dinheiro. Ainda segundo o advogado, o promotor poderá cancelar as melhorias. “O promotor público pode intervir em um caso como este e pedir a suspensão da obra”.
RECUPERAÇÃO
Juros caem e prazo volta a aumentar e o consumidor volta a se interessar por veículos usados
Revendas começam reagir à crise
Depois de uma forte queda na venda de carros, o mercado tenta se reorganizar para impulsionar o comércio. As temidas altas taxas de juros e o prazo de financiamento curto que espantaram compradores começam a normalizar na tentativa de atrair novamente os clientes.
Segundo Adenilson Banzela de Assis, proprietário de uma revenda de carros seminovos, a redução ainda é tímida. “Já diminui os juros, mas bem pouco. Precisa tentar aquecer o mercado que praticamente parou”.
Na loja de Adenilson as vendas caíram 80% nos últimos meses. “Está complicado. A taxa de juros terá que cair mais ainda. Por enquanto, essa diminuição inicial não refletiu nas vendas”.
Os juros caíram em média 15% na última semana e a expectativa agora é de que a tendência de queda se mantenha. “Talvez o susto que a população levou repercuta ainda por alguns meses, mas novembro já começou melhor que outubro”, diz Ivonete de Assis, responsável pelo financiamento de uma revenda de veículos.
Ela afirma que normalmente a época já é boa para o setor, o que pode estar colaborando com a recuperação do mercado. “É em novembro e em dezembro que o pessoal gosta de trocar de carro. A procura aumenta normalmente”, diz Ivonete.
Outro fator que deve atrair quem deseja um novo carro são os prazos para financiamento. “Os financiamentos já normalizaram, os grandes bancos voltaram a financiar em até 60 vezes”.
No entanto, quem não conseguiu esperar a reação do mercado para fechar negócio terá que arcar com as altas taxas. “Quem já assinou contrato não tem como renegociar. A taxa é estipulada no contrato e não tem como mudar”, alerta Ivonete.
Apesar dos bons ventos que começam a soprar, ainda é preciso cautela. “Mesmo caindo não vai chegar a uma taxa boa, mas razoável para manter as vendas. Acho que dificilmente volta ao que tínhamos antes da crise”, afirma Adenilson.
Para ele, se a queda não se mantiver, algumas lojas podem fechar as portas. “Se até o fim do ano não houver recuperação, algumas lojas vão começar 2009 com as portas fechadas”.
NOVOS
Já no mercado de carros novos o impacto da crise não foi tão grande. Algumas montadoras conseguiram subsidiar seus modelos, o que impediu um aumento nas taxas de juros. “Nos novos continuamos com boas taxas, a maioria abaixo de 1% ao mês”, diz Adriana dos Reis Viana, gerente de vendas de uma concessionária.
Ela afirma que as outras financeiras devem começar a segurar os juros. “Acredito que as outras financeiras também vão baixar, mas não como era antes”.
ABANDONO
Associação abandonada gera incômodos à população
Muros quebrados e a alta vegetação demonstram o estado de abandono da associação recreativa da Sitep (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas, Empresas de Economia Mista, Empresas de Estacionamentos Regulamentados e Fundações do Município de Cascavel). As obras do barracão onde deveriam ser feitas reuniões dos trabalhadores não foram concluídas. Não existem calçadas ao redor do terreno, que fica na Rua Luciano Correia de Siqueira, Bairro Coqueiral. Pelo contrário, no local destinado para passeio público surgiram crateras que oferecem riscos para os pedestres. Um trecho do asfalto começou a ruir devido às constantes chuvas. A terra que suporta um poste de energia elétrica foi levada pela água.
As rachaduras no poste e o buraco aberto na sustentação deixam os moradores com receio. “Já procurei autoridades, mas até agora ninguém tomou providências. Não seria mais fácil solucionar o problema enquanto há tempo?”, questiona a dona de casa Adelina Borges.
Um morador jogou terra na vala na tentativa de solucionar o problema. Mas a medida não foi suficiente e o poste ainda está sem sustentação. O temor é de prejuízos, caso o poste caia sobre algumas casas, provocando incêndio.
Apenas um cachorro faz a segurança do local. O animal foi preso no campo de futebol. Uma casa improvisada foi erguida. Pelo menos uma vez ao dia uma pessoa vai ao local dar comida ao cão. Mesmo assim, o barracão que está aberto passou a ser usado por dependentes químicos. Alguns moradores jogam lixo no local, causando mau cheiro na vizinhança.
Há pelo menos seis meses as instalações começaram a se desintegrar. “Eles vêm tratar o cachorro. Quando o muro caiu ficamos com medo que o cachorro fugisse. Agora alguns vêm fumar drogas aqui. Quando saio para ir à igreja fico com medo”, confessa Maria Aparecida França.
O descaso com a obra revolta os moradores. “Alguém pagou por isso aqui. Quando algo estraga na minha casa tento consertar o quanto antes. Mas parece que aqui eles estão esperando para gastar ainda mais”, relata Adelina.
“Já procurei autoridades”
Adelina Borges, dona de casa
RESPOSTA
Diretoria pretende retomar obras
A nova diretoria do sindicato, que assumiu as responsabilidades este mês, tomou conhecimento dos problemas e se comprometeu a fazer reformas no local a fim de recuperar a estrutura danificada. “Vamos retomar o projeto assim que possível. Não fizemos nada ainda porque acabamos de iniciar o trabalho, agora, dia 7 de novembro”, diz o presidente do Sitep, Celso da Silva.
O projeto destinado ao lazer de trabalhadores do setor prevê salão de festas com banheiros, que ainda estão incompletos. O campo de futebol está pronto. Porém, o mato tomou conta do gramado.
As obras foram iniciadas há cinco anos. O ex-presidente do sindicato Irapuan Schneider Filho ficou três anos no cargo e pagou R$ 9 mil para a construção do muro e banheiros. Mesmo assim, o dinheiro não foi suficiente para terminar a obra. O muro que cerca a associação não foi completado, o que facilitou o estrago. A chuva arrastou os tijolos. “Não foi possível evitar. A chuva forte invadiu o terreno. Mas deixamos dinheiro suficiente para concluir a obra. Em média, R$ 13 mil ficaram disponíveis”, ressalta o ex-presidente.
|