Edição nº 5180 - domingo, 16 de novembro de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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CORPORATIVOS

Após denúncias de uso indevido, foram dez meses até as primeiras medidas

Governo limita saque com cartão

O governo mudou as regras de uso do cartão corporativo, o Cartão de Pagamento do Governo Federal. Com a nova determinação, os saques feitos com o cartão ficam limitados a 10% da despesa anual do fundo e só devem ser usados para pagar contas em estabelecimentos que não aceitem outras operações do Cartão, como débito e crédito, sendo informados, posteriormente, na prestação de contas.
Poderão ser pagas com dinheiro sacado do cartão despesas com prestadoras de serviços, pessoas físicas e jurídicas, combustível, borracharia, pedágios, estacionamento e, “em situações excepcionais, outras formas de despesa, desde que autorizado pelo ordenador da Casa Civil”, de acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União e assinada pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da ministra Dilma Roussef, acusada de ter feito um dossiê com gastos feitos na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ainda de acordo com o texto, fica proibido o fracionamento da despesa paga por meio de saque. A portaria já está em vigor.
A mudança no sistema dos cartões do governo vem dez meses após o escândalo envolvendo contas pessoais de ministros com os cartões e um mês após a Controladoria Geral da União ter lançado um manual de utilização dos cartões.

PRESIDÊNCIA
Bloquinho pode entrar
na disputa pela Câmara

A disputa pela presidência da Câmara começa a promover uma reengenharia partidária. Insatisfeito com o PT e com o PMDB, o chamado bloquinho - que reúne as bancadas do PSB, do PDT, do PC do B, do PRB e do PMN - ameaça lançar candidato à sucessão do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ao mesmo tempo, setores do PPS e PSDB articulam a fusão dos dois partidos, fato que aumentaria o cacife dos tucanos e resgataria o PPS da extinção.
Com uma bancada de 76 deputados, o apoio do bloquinho, que faz parte da base aliada do Planalto, é cobiçado pelos candidatos à presidência Michel Temer (PMDB-SP) e Ciro Nogueira (PP-PI). Ao mesmo tempo, porém, os três partidos articulam com outras legendas um nome alternativo para a disputa. Até o DEM está no radar das negociações do bloquinho.

 

Fundo Soberano
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado debate terça-feira a criação do Fundo Soberano. Serão ouvidos o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho.
O Fundo Soberano do Brasil será composto de recursos excedentes do superávit primário e servirá para financiar projetos considerados estratégicos do Brasil no exterior. Só para este ano, já estão previstos para o fundo mais de R$ 14 bilhões.

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