GUERRA
Iraque diz que reféns foram libertados; sunitas falam em 80 desaparecidos
Dados
sobre seqüestro em
massa são desencontrados
O
gabinete de governo do Iraque se mostrou dividido ontem a respeito da
situação e do destino de dezenas de reféns capturados
em um seqüestro em massa terça-feira em Bagdá. O seqüestro
gerou temores de que o poder de milícias sectárias para
desafiar o governo esteja aumentando a uma velocidade crítica no
país.
Com a crescente pressão nos Estados Unidos para que o Exército
americano transfira a responsabilidade pela segurança do Iraque
para forças locais, o primeiro-ministro xiita Nouri al Maliki foi
rápido em diminuir a importância do seqüestro, que,
possivelmente, foi o maior do Iraque desde o início da guerra.
Maliki afirmou que a maioria dos reféns já foi libertada,
mas os relatos continuam díspares. Ele também afirmou que
o ataque não foi um ato terrorista nem perpetrado por milícias
xiitas.
O ministro sunita da Educação Superior, responsável
pelo escritório onde o ataque de ontem foi realizado, disse ontem
que até 80 reféns continuam desaparecidos - possivelmente
presos em cativeiros de bairros xiitas - e ameaçou um boicote ao
governo iraquiano até que todos sejam resgatados.
Terça-feira o Ministério da Educação Superior
especulou que entre 100 a 150 homens haviam sido tomados reféns
no ataque. Ontem o ministro afirmou que 27 funcionários haviam
sido libertados.
Um porta-voz do governo afirmou que os libertados - segundo ele 37 pessoas
- já eram quase a totalidade daqueles que haviam sido seqüestrados.
O porta-voz informou que entre duas e cinco pessoas apenas continuavam
desaparecidas.
França
exige prazo
O
ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy, mostrou-se
a favor de que os Estados Unidos fixem um calendário para a retirada
de suas forças do Iraque para que o país árabe possa
agir “de forma soberana”.
Douste-Blazy qualificou como necessário que os americanos estabeleçam
esse calendário para retirar suas tropas do Iraque e ressaltou
que o assunto do mandato das forças estrangeiras será levado
em breve a debate no Conselho de Segurança das Nações
Unidas.
BREVE ENCONTRO
Putin e Bush discutem o Irã e o Oriente Médio
Os presidentes russo, Vladimir Putin, e o americano, George W. Bush, conversaram
durante um breve encontro ontem sobre a entrada da Rússia na OMC
(Organização Mundial do Comércio), o problema nuclear
do Irã e a crise no Oriente Médio, informou o Kremlin.
Putin recebeu Bush no aeroporto Vnukovo-2 de Moscou durante uma escala
técnica do presidente americano em sua viagem ao sudeste asiático,
para assistir à cúpula do Fórum de Cooperação
Econômica Ásia Pacífico (Apec) dias 18 e 19 em Hanói,
Vietnã.
No âmbito bilateral, os presidentes confirmaram que, durante a reunião
à parte que farão na cúpula de Hanói, “será
assinado o protocolo sobre a adesão da Rússia à OMC”,
após a aprovação dada recentemente pelo governo americano
para o processo.
GAZA
ONU aprova missão para apurar ataque
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou
o envio de uma missão à faixa de Gaza depois da morte de
19 civis palestinos numa incursão do exército israelense
na localidade de Beit Hanoun.
Uma resolução apresentada por Bahrein e Paquistão,
com o apoio de 23 países islâmicos, foi adotada por 32 dos
47 estados membros do Conselho. Oito países, entre eles a Alemanha
e o Reino Unido, votaram contra, e seis, entre eles a França e
a Suíça, se abstiveram.
TENSÃO
Irã quer programa nuclear
no limite, mas nega bomba
O
presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou ontem que o país
quer chegar ao máximo da energia nuclear, algo que diz que alcançará
em breve, e insistiu que o urânio enriquecido será utilizado
para fins pacíficos.
Ahmadinejad também reiterou que o governo não suspenderá
os planos nucleares, já que são “direito de nosso
povo” e criticou as potências ocidentais que pressionam Teerã
para que suspenda o enriquecimento de urânio. “Os inimigos
se esforçam em romper a nossa resistência através
da propaganda, da emissão de comunicados, ou nos mostrando suas
garras e dentes”, disse o líder iraniano.
EXECUÇÃO
Pelo
menos 65 corpos foram achados ontem em diferentes partes do Iraque com
marcas de tiros, informaram fontes do Ministério do Interior e
a Polícia iraquiana. Segundo fontes oficiais, 50 cadáveres
foram achados em Bagdá, dez em Latifiya, quatro em Faluja e um
em Samarra. A Polícia relatou que os cadáveres achados na
capital foram achados em diferentes bairros, enquanto os recuperados em
Latifiya estavam todos no mesmo lugar.
ESTUDO
Alemanha é um dos países mais seguros
A
Alemanha é um dos países mais seguros do mundo e o terceiro
da Europa, após Suíça e Áustria, segundo o
relatório sobre segurança apresentado ontem pelos ministros
de Justiça, Brigitte Zypries e de Interior, Wolfgang Schäuble.
Ele atribuiu o retrocesso da criminalidade em todas as suas formas ao
trabalho das forças de segurança e às medidas de
prevenção impulsionadas pelo governo.
O ministro destacou a redefinição da estratégia contra
a criminalidade política e o terrorismo internacional com a criação
de um banco de dados que centraliza toda a informação relevante
para a polícia.
Segundo o relatório, um documento de 700 páginas referente
ao período 2002-2005, 60% dos delitos registrados pela Polícia
são contra a propriedade.
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