Edição nº 4753 - Domingo, 16 de setembro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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JULIETA BUENO
Parcelas subiram 78% desde a entrega das casas
Inadimplência ainda
gira em torno dos 85%

Ao menos 85% das famílias que moram no Conjunto Habitacional Julieta Bueno, na região norte de Cascavel, estão com as prestações atrasadas. O balanço é da Cohavel (Companhia Habitacional de Cascavel), que recebe as parcelas. Desde que foi inaugurado, em maio de 2002, as prestações mensais subiram 78% no período.
Segundo o presidente da Cohavel, Vilson de Oliveira, existem três principais fatores para a falta de pagamento das parcelas de R$ 57: problema econômico das famílias, a falta de regularização do loteamento e a troca constante de mutuários. Para serem donas das casas, as famílias devem pagar a mensalidade por 25 anos.
“Cerca de 70% das pessoas que lá residem vivem na informalidade, não têm emprego fixo e isso faz com que não paguem as mensalidades”, resumiu.
Para realizar um trabalho com os moradores a Cohavel contratou uma assistente social, que está cadastrando e orientando as famílias. Esse trabalho será feito nos 14 conjuntos habitacionais gerenciados pela Cohavel. “Mesmo com as parcelas atrasadas, não tem como tirarmos essas famílias do local, porque sabemos da realidade e da vida difícil delas, por isso não tomaremos atitudes mais enérgicas”, frisou.
A respeito da informalidade, o presidente disse que este trabalho de conscientização será feito com as famílias periodicamente e que, além da assistente social, existem ainda os monitores dos conjuntos. “No total existem 1.045 casas em 14 locais e cada monitor é responsável por 300 delas”, relatou. Além do Julieta Bueno, há casas nos conjuntos Abelha, Alvorada, Araucária, Quebec, Santa Cruz, 14 de Novembro, Serrano e outros.
De acordo com Vilson, o problema do loteamento está próximo de ser resolvido, já que desde o início do ano está sendo feita a documentação do local para a regularização do conjunto e que dentro de 90 dias ele deve ser encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores. “O projeto está com o IAP [Instituto Ambiental do Paraná] para a liberação ambiental e depois é só ir para a Casa de Leis”, falou, lembrando que, como hoje o loteamento está fora do mapa, isso prejudica quem reside no local.
Vilson participará de uma reunião com os moradores nesta semana para explanar sobre o problema do loteamento. Segundo ele, foram os próprios moradores que solicitaram o encontro e que será bom para pedir que as mensalidades sejam colocadas em dia. “Vamos reforçar novamente que, se eles não pagarem, não terão o documento oficial da residência”.

REALIDADE
Moradores admitem não pagar
O pedreiro Dorival Lopes Mainardi disse que o valor da prestação não é alta, mas que ele não paga desde que entrou no local, em 2003, porque não tem condições. “Trabalho por conta, na informalidade, e, não tendo emprego fixo, fica difícil conseguir esse dinheiro. Espero que assim que conseguir um bom emprego possa começar a pagar, porque acho justo que a casa seja quitada, já que moro nela”, falou.
Sandra Mara Freitas, vendedora autônoma, também é uma das inadimplentes. Ela reside no local há dois anos e meio e explica que o valor é alto para quem mora ali. Além disso, conta que a casa não está em seu nome, mais um empecilho para pagar as mensalidades. “Já tentei regularizar a situação, mas não consegui”.
Segundo Sandra, a rotatividade de famílias dentro do conjunto é grande, e, para ela, esse é o principal motivo da inadimplência. “Quem não tem condições de pagar está saindo daqui, deixando as pessoas que têm uma renda melhor dentro das casas”.

EM CASCAVEL
Entidades coletam assinaturas contra CPMF
Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) aderiu à campanha da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Mais Brasil menos Impostos, Xô CPMF. Quem passou ontem pelo Calçadão da Avenida Brasil, em Cascavel, também pode participar do abaixo-assinado que será entregue ao presidente Luis Inácio Lula da Silva no dia 21 deste mês, durante uma audiência.
A campanha pede o fim da cobrança da taxa de 0,38% sobre movimentações financeiras e cuja prorrogação está em trâmite no Congresso Nacional. “O brasileiro paga muitos imposto, em todos os produtos estão embutidos vários impostos. Se fosse destinado corretamente, tudo bem, mas uma grande parte é desviado para outras áreas”, diz Vilson Vilmar Basso, diretor da Fiep.
Em Cascavel, até a manhã de ontem foram coletadas mais de 2 mil assinaturas, mas a expectativa é de que ao menos 10 mil pessoas participem da campanha. No Paraná, a meta é atingir 100 mil assinaturas.
Para Luciano José da Silva, técnico de manutenção, é uma maneira de exercer seu papel de cidadão. “Pagamos muitos impostos, isso tem que diminuir. É nosso dever como cidadão reivindicar”. Já para a professora Marlene do Carmo Dinca, se a população não fizer a sua parte nada vai mudar. “A gente tem que se movimentar, senão nada acontece nesse país. Tudo tem imposto, o banco, o telefone”, reclama.
Nem os mais novos ficaram fora da campanha. Rafael Engel, 14, também fez questão de participar. “Estou pensando não só no presente, mas também no futuro, para que as coisas não piorem”. A campanha conta como apoio de mais de 50 empresários da cidade e seis sindicatos patronais e está sendo realizada simultaneamente em Pato Branco, Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba.

RIO QUATI - Mais de 200 pincéis foram encontrados jogados no local
Voluntários limpam rio
e pedem conscientização

Nem o tempo nublado e a chuva fraca que caiu no início da manhã de ontem desanimaram os 25 voluntários que participaram de mais uma etapa do Projeto de Revitalização do Rio Quati. Esta foi a sexta ação realizada e fez parte das comemorações do Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Praias. “A expectativa era que mais de 50 pessoas participassem da ação, mas a chuva espantou muitos. Com pouca gente fica mais fácil de controlar o pessoal, já que alguns trechos do rio são bem fechados e exigem cuidado”, diz Edson Gavazzoni, coordenador do projeto.
Entre os materiais encontrados estavam muitas roupas, vidros, sacolas, garrafas plásticas, fralda descartável, cadernos escolares e mais de 200 pincéis.
Edson explica que tudo o que puder ser reaproveitado vai ser repassado para uma escola particular da cidade que desenvolve um projeto paralelo de conscientização. “Eles trabalham com alunos do 3º ano do ensino médio, mostrando que muita coisa pode ser reutilizado. As garrafas pet, por exemplo, vão ser usadas para armazenar óleo para fabricação de sabão ecológico. E os pincéis que encontramos hoje vão servir para a artesanato”, explicou.
Moradores do local, que também participaram da ação, sofrem com a grande quantidade de mosquitos, ratos e baratas que invadem as casas. “Tem muitos bichos que saem aqui da sujeira para a casa da gente. È fundamental que todos que moram aqui perto se conscientizem da importância de preservar o rio. Quando jogam lixo aqui estão prejudicando eles mesmos”, enfatizou Gustava de Jesus Silvério, 12.
Já Cenira Brandler, que mora em frente ao rio, faz a sua parte. “Eu e meu marido sempre limpamos a área aqui em frente, até plantei algumas mudas. Mas não é todo mundo que colabora, se todos ajudassem ficaria bem melhor”, reclama.
A parte técnica do projeto é de responsabilidade dos alunos do curso de Técnico em Meio Ambiente do CEEP (Centro Estadual de Educação Profissional) Pedro Boareto Neto, que fazem a identificação das espécies que compõem a mata ciliar. “Nos já fizemos três coletas de material. Depois de identificá-las vamos desenvolver ações para preservá-las. Encontramos até um pé de pitanga carregado de frutos”, diz Simoni Cristina Tartari, aluna do CEEP.

CONSCIENTIZAÇÃO
Cascavel comemora Semana de Trânsito com extensa programação
 
A Semana Nacional de Trânsito, comemorada de 18 e 25 deste mês, terá uma programação voltada a envolver toda comunidade de Cascavel, com objetivo de levar informações sobre as regras e normas de boa conduta e segurança no trânsito e divulgar e discutir amplamente o tema nacional da semana de trânsito: O Jovem no Trânsito, procurando gerar a reflexão, consciência e a responsabilidade de cada indivíduo na melhoria das condições de vida no trânsito.
Em Cascavel, em 2006 ocorreram 3.407 acidentes, sendo que 1.630 tiveram vítimas e 50 pessoas morreram. Os jovens na faixa etária entre 18 e 29 anos representaram 36% dos óbitos ocorridos no trânsito ano passado e, este ano, no período entre janeiro e julho eles já representam 32% dos óbitos.
A programação será aberta às 9h de terça-feira, no Paço Municipal. Às 10h haverá uma carreata, com saída em frente à prefeitura, indo até a Avenida Rocha Pombo e retornando. E, às 15h30, haverá a Operação Sem Multa, na Avenida Tancredo Neves.
As ações seguem durante a semana, com blitze educativas e várias palestras. No domingo haverá o passeio ciclístico Paz e Amor no Trânsito, com saída às 9h em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida. As atividades serão encerradas dia 25, com uma simulação de acidente de trânsito.

RESTAURANTE POPULAR
Edital do governo está aberto até sexta-feira para as inscrições
Prefeitura estuda viabilidade
para solicitar o programa

O MDS (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome) abriu edital para que os municípios interessados em encaminhar projeto propondo a criação de Restaurantes Populares se habilitem. A secretária de Ação Social de Cascavel, Dione Kniphoff, informou que a secretaria está realizando um estudo de viabilidade financeira e de pessoal para decidir se encaminha o projeto e quantas unidades serão solicitadas. “Temos dois projetos prontos, de uma e de duas unidades, mas estamos aguardando decisão da Secretaria de Administração”, disse.
Segundo Dione, o Departamento de Recursos Humanos está analisando a quantidade de pessoal que será necessário para atuar no programa. Além disso, foi aprovada a Lei Municipal 4.500/2007, de autoria do vereador Julio Cesar Leme da Silva, no começo do ano, que dispõe sobre a criação do Restaurante Popular em Cascavel, mas, mesmo assim, o projeto nunca saiu do papel. A lei propõe ainda que os restaurantes fossem abertos em salões comunitários em diversos bairros da cidade.
APOIO
De acordo com o coordenador regional da política de segurança alimentar e nutricional da Setp (Secretaria de Estado de Emprego, Trabalho e Promoção Social), Volnei Luís Nunes, foi repassada a informação da abertura do edital a Prefeitura de Cascavel e a secretaria fará o assessoramento do projeto. Durante reunião da Agricultura Familiar, realizada na tarde de quinta-feira, o secretário nacional de Segurança Alimentar, Onaur Ruano, disse que apoiará as iniciativas para a criação de novas unidades.
Segundo Volnei, entre os critérios do programa se pede que os municípios tenham mais de 100 mil habitantes e bolsões de pobreza. “Cascavel tem cerca de 12% da população vivendo abaixo da linha da pobreza e esse é um bom motivo para conquistar o programa”, disse.
Além disso, outra prioridade é para municípios da região metropolitana e Cascavel caminha para isso.
O coordenador lembrou que o valor destinado para as unidades depende do projeto e da estrutura física destinado ao programa, que terá que estar localizado em regiões que apresentarem níveis de vulnerabilidade e próximo às indústrias, visando atender o fluxo de trabalhadores. “O custo é baixo de R$ 1,50 por refeição, o que beneficia uma grande parcela de trabalhadores”.


Segundo Volnei Luís Nu COMPRA DIRETA
nes, coordenador regional da política de segurança alimentar e nutricional da Setp, o Programa Compra Direta do Produtor Rural repassa grande parte dos alimentos para o preparo das refeições no Restaurante Popular. “Cerca de dois terços dos alimentos são do programa e, como Cascavel não conseguiu renovar o convênio, pode ser um impulso para que o próximo seja aprovado, já que até a instalação do restaurante o programa tem que estar funcionando no município”, falou.
Ele reforçou ainda que quando o município tem o Restaurante Popular, grande parte dos alimentos vai para ele e o restante é distribuído para entidades, porque a prioridade passa a ser o restaurante. Além do apoio da Setp, os municípios que não tiverem escritório regional terão o incentivo da Ceasa Paraná, que auxiliará na preparação do projeto.

PATROLAMENTO
Moradores reclamam da poeira
Moradores das Ruas Soja e Acelino de Almeida, no Bairro Cataratas, região leste de Cascavel, sofreram com a poeira nos últimos dias. As ruas não são asfaltadas e máquinas da prefeitura patrolaram o local. “É muita poeira. Tenho alergia e o pó prejudica minha saúde”, diz Luciano Pruzak, encarregado de produção.
Para a aposentada Adelir Santana, o mais difícil é ter que ficar com a casa fechada. “Para a poeira não entrar em casa a gente tem que ficar com as janelas fechadas e o calor aumenta mais. E também não dá para ficar do lado de fora, é muita poeira”, diz.
Ela afirma que as crianças são as que mais sofrem. “Eles têm a saúde mais frágil que a nossa, então não dá para sair nem para brincar”.
A principal reclamação das moradoras é com relação à sujeira. “Mesmo com a casa fechada não pára nada limpo. É muito transtorno”, reclama Andréia Teequio, dona de casa.
Já para Luciane Krone o problema são as roupas. “Não dá para deixar as roupas no varal para secar, senão fica tudo sujo de novo”, lamenta.
Os moradores esperam que não seja feito apenas o patrolamento, mas que seja ao menos colocado cascalho nas ruas. “O ideal era o asfalto, mas como não dá, que coloquem pelo menos o cascalho. Só patrolar não vai resolver nada, na primeira chuva volta tudo como estava”, diz Ênio Teequio, comerciante.

Outro lado
Segundo Nelson D’Agostini, diretor da Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Cascavel, todas as ruas não asfaltadas do Bairro Cataratas estão recebendo melhorias. “Nossas equipes vão passar por todo o bairro, fazendo patrolamento e o cascalhamento”.
Nelson afirma que a falta de chuva piora um pouco a situação, mas pede a compreensão dos moradores. “A gente entende que o transtorno é grande, mas o serviço tem que ser feito. Peço que todos tenham um pouco de paciência que logo tudo estará resolvido”.

UNIOESTE
Professores querem implantar serviço no Hospital Universitário de Cascavel
Projeto visa apurar causa de óbitos

“O morto fala, o morto conta a sua história”, diz o professor de Medicina Legal da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Sérgio Nascimento Pereira. É com esse pensamento que ele e o professor de Anatomia, Patologia e Fitopatologia da Unioeste, Fábio Negretti, desenvolveram um projeto para a instalação de um SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) em Cascavel.
O serviço realiza necropsias para verificar causas de morte em casos não atendidos pelo IML (Instituto Médico Legal), que só necropsia casos de morte considerados violentos, causados por acidentes, armas de fogo, agressões físicas e envenenamentos. Seus laudos são considerados provas criminais e anexados a processos.
Já o SVO atenderia os casos de morte considerados não violentos, em decorrência de doenças ou quando o tratamento não dá resultado, servindo exclusivamente como prova científica. Neste caso, as autopsias só poderão ser realizadas com autorização da família.
O projeto já está pronto e espera agora a implantação. De acordo com o professor Fábio Negretti, o projeto foi apresentado ao Conselho Municipal de Saúde. “Há um ano foi feita a apresentação para o conselho, que ficou de dar uma resposta, mas até agora nada”.
Os laudos do SVO serviriam também para orientar o trabalho dos médicos. “As análises servirão como balizadoras fidedignas do atendimento médico, sendo possível verificar a eficácia das técnicas aplicadas no tratamento e o aprimoramento delas”, diz o professor Fábio.

Foto: Aílton Santos/Jornal Hoje
Leg.
Professor Fábio Negretti: projeto atenderá casos não violentos

Projeto auxilia nos estudos
Os acadêmicos da área de saúde serão beneficiados com a instalação do serviço, já que um farto material ficará disponível para estudo e poderá ser utilizado em várias disciplinas, como a Anatomia, Biologia Celular e Histologia. “Para o ensino médico isso será fantástico. É muito importante que o acadêmico tenha conhecimento da causa da morte dos pacientes que acompanha e consiga observar o comportamento do organismo diante de cada situação”, defende Sérgio Nascimento Pereira.
Ele afirma que a obtenção de cadáveres para estudo também será mais fácil. “Como instituição pública, a Unioeste não pode comprar cadáveres para estudo, depende da doação de cadáveres não reclamados. E isso é muito raro acontecer. Temos uma demanda grande para atender e muitas vezes o material não é suficiente”, relata Fábio Negretti, professor da Unioeste.
As informações do SVO também servirão para a criação de um banco de dados real, que orientará ações para o controle de doenças e, até mesmo, detectar possíveis epidemias. “Hoje não temos estatísticas reais do número de mortes e das principais causas. Por incrível que pareça, muitos casos ainda não são registrados. A partir da implantação do serviço, haverá um controle maior, sendo possível até desenvolver ações para controle das principais causas de morte, prevenindo novos casos”, diz Sérgio.
Segundo ele, muitas pessoas não entendem a importância do serviço, dizem que é preciso se preocupar com os vivos e não com os mortos. “Muitos não entendem que é por meio do morto que se conserva a vida. É conhecendo por que as pessoas morrem que podemos evitar mais mortes”.

Custos
De acordo com o projeto, o serviço poderá ser instalado no Hospital Universitário de Cascavel e ser utilizado por qualquer pessoa, já que será vinculado ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Seria necessária a construção de uma estrutura física específica, com salas para as análises, local para atendimento aos familiares, salas de estudo para os acadêmicos e setor administrativo, além da aquisição dos materiais necessários. “Fizemos um levantamento de preço dos equipamentos logo que o projeto foi desenvolvido, há mais ou menos dois anos. A estimativa era de um gasto de aproximadamente R$ 100 mil. Se comparado aos benefícios que o serviço pode trazer, vale a pena”, finaliza professor Fábio Negretti.

CMS
Trabalho ainda não está concluso
Segundo Antônio Vieira Martins, presidente do Conselho Municipal de Saúde, depois da apresentação do projeto foi criada uma comissão para avaliar as possibilidades e as reais necessidades de instalação do serviço. “Ficaram algumas dúvidas, principalmente com relação a quem iria arcar com os custos”, diz Antônio.
Ele afirma que a comissão não conseguiu concluir seus trabalhos. “Os integrantes tiveram dificuldades para se reunir. Tentaram algumas vezes, mas não deu certo. E o projeto acabou no esquecimento”.
O presidente informou que encaminhará um ofício à comissão para que retome seus trabalhos.

SOFRIMENTO
Exumação poderia ter sido evitada
No dia 24 de julho, Gabrielly Vitória Weiler da Silva, de um ano e um mês, morreu em casa, depois de receber atendimento no posto de saúde do bairro Morumbi e no PAC II (Posto de Atendimento Continuado), em Cascavel. Na certidão de óbito consta como motivo da morte falta de assistência médica.
Inconformada, a mãe da menina, Eliane Fátima Weiler, pediu uma necropsia para verificar a verdadeira causa do óbito.
O corpo de Gabrielly foi exumado no dia 24 de agosto e o laudo final ainda não foi emitido. Segundo o professor Fábio Negretti, esse problema teria sido evitado se o serviço de verificação de óbitos já estivesse funcionando. “As causas teriam sido investigadas logo após a morte. Não sendo necessário todo esse transtorno agora”, enfatiza.


 

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