JULIETA
BUENO
Parcelas subiram 78% desde a entrega das casas
Inadimplência
ainda
gira em torno dos 85%
Ao
menos 85% das famílias que moram no Conjunto Habitacional Julieta
Bueno, na região norte de Cascavel, estão com as prestações
atrasadas. O balanço é da Cohavel (Companhia Habitacional
de Cascavel), que recebe as parcelas. Desde que foi inaugurado, em maio
de 2002, as prestações mensais subiram 78% no período.
Segundo o presidente da Cohavel, Vilson de Oliveira, existem três
principais fatores para a falta de pagamento das parcelas de R$ 57: problema
econômico das famílias, a falta de regularização
do loteamento e a troca constante de mutuários. Para serem donas
das casas, as famílias devem pagar a mensalidade por 25 anos.
“Cerca de 70% das pessoas que lá residem vivem na informalidade,
não têm emprego fixo e isso faz com que não paguem
as mensalidades”, resumiu.
Para realizar um trabalho com os moradores a Cohavel contratou uma assistente
social, que está cadastrando e orientando as famílias. Esse
trabalho será feito nos 14 conjuntos habitacionais gerenciados
pela Cohavel. “Mesmo com as parcelas atrasadas, não tem como
tirarmos essas famílias do local, porque sabemos da realidade e
da vida difícil delas, por isso não tomaremos atitudes mais
enérgicas”, frisou.
A respeito da informalidade, o presidente disse que este trabalho de conscientização
será feito com as famílias periodicamente e que, além
da assistente social, existem ainda os monitores dos conjuntos. “No
total existem 1.045 casas em 14 locais e cada monitor é responsável
por 300 delas”, relatou. Além do Julieta Bueno, há
casas nos conjuntos Abelha, Alvorada, Araucária, Quebec, Santa
Cruz, 14 de Novembro, Serrano e outros.
De acordo com Vilson, o problema do loteamento está próximo
de ser resolvido, já que desde o início do ano está
sendo feita a documentação do local para a regularização
do conjunto e que dentro de 90 dias ele deve ser encaminhado para apreciação
da Câmara de Vereadores. “O projeto está com o IAP
[Instituto Ambiental do Paraná] para a liberação
ambiental e depois é só ir para a Casa de Leis”, falou,
lembrando que, como hoje o loteamento está fora do mapa, isso prejudica
quem reside no local.
Vilson participará de uma reunião com os moradores nesta
semana para explanar sobre o problema do loteamento. Segundo ele, foram
os próprios moradores que solicitaram o encontro e que será
bom para pedir que as mensalidades sejam colocadas em dia. “Vamos
reforçar novamente que, se eles não pagarem, não
terão o documento oficial da residência”.
REALIDADE
Moradores admitem não pagar
O
pedreiro Dorival Lopes Mainardi disse que o valor da prestação
não é alta, mas que ele não paga desde que entrou
no local, em 2003, porque não tem condições. “Trabalho
por conta, na informalidade, e, não tendo emprego fixo, fica difícil
conseguir esse dinheiro. Espero que assim que conseguir um bom emprego
possa começar a pagar, porque acho justo que a casa seja quitada,
já que moro nela”, falou.
Sandra Mara Freitas, vendedora autônoma, também é
uma das inadimplentes. Ela reside no local há dois anos e meio
e explica que o valor é alto para quem mora ali. Além disso,
conta que a casa não está em seu nome, mais um empecilho
para pagar as mensalidades. “Já tentei regularizar a situação,
mas não consegui”.
Segundo Sandra, a rotatividade de famílias dentro do conjunto é
grande, e, para ela, esse é o principal motivo da inadimplência.
“Quem não tem condições de pagar está
saindo daqui, deixando as pessoas que têm uma renda melhor dentro
das casas”.
EM CASCAVEL
Entidades coletam assinaturas contra CPMF
Fiep
(Federação das Indústrias do Estado do Paraná)
aderiu à campanha da Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo) Mais Brasil menos Impostos, Xô CPMF.
Quem passou ontem pelo Calçadão da Avenida Brasil, em Cascavel,
também pode participar do abaixo-assinado que será entregue
ao presidente Luis Inácio Lula da Silva no dia 21 deste mês,
durante uma audiência.
A campanha pede o fim da cobrança da taxa de 0,38% sobre movimentações
financeiras e cuja prorrogação está em trâmite
no Congresso Nacional. “O brasileiro paga muitos imposto, em todos
os produtos estão embutidos vários impostos. Se fosse destinado
corretamente, tudo bem, mas uma grande parte é desviado para outras
áreas”, diz Vilson Vilmar Basso, diretor da Fiep.
Em Cascavel, até a manhã de ontem foram coletadas mais de
2 mil assinaturas, mas a expectativa é de que ao menos 10 mil pessoas
participem da campanha. No Paraná, a meta é atingir 100
mil assinaturas.
Para Luciano José da Silva, técnico de manutenção,
é uma maneira de exercer seu papel de cidadão. “Pagamos
muitos impostos, isso tem que diminuir. É nosso dever como cidadão
reivindicar”. Já para a professora Marlene do Carmo Dinca,
se a população não fizer a sua parte nada vai mudar.
“A gente tem que se movimentar, senão nada acontece nesse
país. Tudo tem imposto, o banco, o telefone”, reclama.
Nem os mais novos ficaram fora da campanha. Rafael Engel, 14, também
fez questão de participar. “Estou pensando não só
no presente, mas também no futuro, para que as coisas não
piorem”. A campanha conta como apoio de mais de 50 empresários
da cidade e seis sindicatos patronais e está sendo realizada simultaneamente
em Pato Branco, Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba.
RIO QUATI
- Mais de 200 pincéis foram encontrados jogados no local
Voluntários
limpam rio
e pedem conscientização
Nem
o tempo nublado e a chuva fraca que caiu no início da manhã
de ontem desanimaram os 25 voluntários que participaram de mais
uma etapa do Projeto de Revitalização do Rio Quati. Esta
foi a sexta ação realizada e fez parte das comemorações
do Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Praias. “A expectativa era
que mais de 50 pessoas participassem da ação, mas a chuva
espantou muitos. Com pouca gente fica mais fácil de controlar o
pessoal, já que alguns trechos do rio são bem fechados e
exigem cuidado”, diz Edson Gavazzoni, coordenador do projeto.
Entre os materiais encontrados estavam muitas roupas, vidros, sacolas,
garrafas plásticas, fralda descartável, cadernos escolares
e mais de 200 pincéis.
Edson explica que tudo o que puder ser reaproveitado vai ser repassado
para uma escola particular da cidade que desenvolve um projeto paralelo
de conscientização. “Eles trabalham com alunos do
3º ano do ensino médio, mostrando que muita coisa pode ser
reutilizado. As garrafas pet, por exemplo, vão ser usadas para
armazenar óleo para fabricação de sabão ecológico.
E os pincéis que encontramos hoje vão servir para a artesanato”,
explicou.
Moradores do local, que também participaram da ação,
sofrem com a grande quantidade de mosquitos, ratos e baratas que invadem
as casas. “Tem muitos bichos que saem aqui da sujeira para a casa
da gente. È fundamental que todos que moram aqui perto se conscientizem
da importância de preservar o rio. Quando jogam lixo aqui estão
prejudicando eles mesmos”, enfatizou Gustava de Jesus Silvério,
12.
Já Cenira Brandler, que mora em frente ao rio, faz a sua parte.
“Eu e meu marido sempre limpamos a área aqui em frente, até
plantei algumas mudas. Mas não é todo mundo que colabora,
se todos ajudassem ficaria bem melhor”, reclama.
A parte técnica do projeto é de responsabilidade dos alunos
do curso de Técnico em Meio Ambiente do CEEP (Centro Estadual de
Educação Profissional) Pedro Boareto Neto, que fazem a identificação
das espécies que compõem a mata ciliar. “Nos já
fizemos três coletas de material. Depois de identificá-las
vamos desenvolver ações para preservá-las. Encontramos
até um pé de pitanga carregado de frutos”, diz Simoni
Cristina Tartari, aluna do CEEP.
CONSCIENTIZAÇÃO
Cascavel comemora Semana de Trânsito com extensa programação
A Semana Nacional de Trânsito, comemorada de 18 e 25 deste mês,
terá uma programação voltada a envolver toda comunidade
de Cascavel, com objetivo de levar informações sobre as
regras e normas de boa conduta e segurança no trânsito e
divulgar e discutir amplamente o tema nacional da semana de trânsito:
O Jovem no Trânsito, procurando gerar a reflexão, consciência
e a responsabilidade de cada indivíduo na melhoria das condições
de vida no trânsito.
Em Cascavel, em 2006 ocorreram 3.407 acidentes, sendo que 1.630 tiveram
vítimas e 50 pessoas morreram. Os jovens na faixa etária
entre 18 e 29 anos representaram 36% dos óbitos ocorridos no trânsito
ano passado e, este ano, no período entre janeiro e julho eles
já representam 32% dos óbitos.
A programação será aberta às 9h de terça-feira,
no Paço Municipal. Às 10h haverá uma carreata, com
saída em frente à prefeitura, indo até a Avenida
Rocha Pombo e retornando. E, às 15h30, haverá a Operação
Sem Multa, na Avenida Tancredo Neves.
As ações seguem durante a semana, com blitze educativas
e várias palestras. No domingo haverá o passeio ciclístico
Paz e Amor no Trânsito, com saída às 9h em frente
à Catedral Nossa Senhora Aparecida. As atividades serão
encerradas dia 25, com uma simulação de acidente de trânsito.
RESTAURANTE
POPULAR
Edital do governo está aberto até sexta-feira para as inscrições
Prefeitura
estuda viabilidade
para solicitar o programa
O
MDS (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome)
abriu edital para que os municípios interessados em encaminhar
projeto propondo a criação de Restaurantes Populares se
habilitem. A secretária de Ação Social de Cascavel,
Dione Kniphoff, informou que a secretaria está realizando um estudo
de viabilidade financeira e de pessoal para decidir se encaminha o projeto
e quantas unidades serão solicitadas. “Temos dois projetos
prontos, de uma e de duas unidades, mas estamos aguardando decisão
da Secretaria de Administração”, disse.
Segundo Dione, o Departamento de Recursos Humanos está analisando
a quantidade de pessoal que será necessário para atuar no
programa. Além disso, foi aprovada a Lei Municipal 4.500/2007,
de autoria do vereador Julio Cesar Leme da Silva, no começo do
ano, que dispõe sobre a criação do Restaurante Popular
em Cascavel, mas, mesmo assim, o projeto nunca saiu do papel. A lei propõe
ainda que os restaurantes fossem abertos em salões comunitários
em diversos bairros da cidade.
APOIO
De acordo com o coordenador regional da política de segurança
alimentar e nutricional da Setp (Secretaria de Estado de Emprego, Trabalho
e Promoção Social), Volnei Luís Nunes, foi repassada
a informação da abertura do edital a Prefeitura de Cascavel
e a secretaria fará o assessoramento do projeto. Durante reunião
da Agricultura Familiar, realizada na tarde de quinta-feira, o secretário
nacional de Segurança Alimentar, Onaur Ruano, disse que apoiará
as iniciativas para a criação de novas unidades.
Segundo Volnei, entre os critérios do programa se pede que os municípios
tenham mais de 100 mil habitantes e bolsões de pobreza. “Cascavel
tem cerca de 12% da população vivendo abaixo da linha da
pobreza e esse é um bom motivo para conquistar o programa”,
disse.
Além disso, outra prioridade é para municípios da
região metropolitana e Cascavel caminha para isso.
O coordenador lembrou que o valor destinado para as unidades depende do
projeto e da estrutura física destinado ao programa, que terá
que estar localizado em regiões que apresentarem níveis
de vulnerabilidade e próximo às indústrias, visando
atender o fluxo de trabalhadores. “O custo é baixo de R$
1,50 por refeição, o que beneficia uma grande parcela de
trabalhadores”.
Segundo
Volnei Luís Nu COMPRA DIRETA
nes, coordenador regional da política de segurança
alimentar e nutricional da Setp, o Programa Compra Direta do Produtor
Rural repassa grande parte dos alimentos para o preparo das refeições
no Restaurante Popular. “Cerca de dois terços dos alimentos
são do programa e, como Cascavel não conseguiu renovar o
convênio, pode ser um impulso para que o próximo seja aprovado,
já que até a instalação do restaurante o programa
tem que estar funcionando no município”, falou.
Ele reforçou ainda que quando o município tem o Restaurante
Popular, grande parte dos alimentos vai para ele e o restante é
distribuído para entidades, porque a prioridade passa a ser o restaurante.
Além do apoio da Setp, os municípios que não tiverem
escritório regional terão o incentivo da Ceasa Paraná,
que auxiliará na preparação do projeto.
PATROLAMENTO
Moradores reclamam da poeira
Moradores
das Ruas Soja e Acelino de Almeida, no Bairro Cataratas, região
leste de Cascavel, sofreram com a poeira nos últimos dias. As ruas
não são asfaltadas e máquinas da prefeitura patrolaram
o local. “É muita poeira. Tenho alergia e o pó prejudica
minha saúde”, diz Luciano Pruzak, encarregado de produção.
Para a aposentada Adelir Santana, o mais difícil é ter que
ficar com a casa fechada. “Para a poeira não entrar em casa
a gente tem que ficar com as janelas fechadas e o calor aumenta mais.
E também não dá para ficar do lado de fora, é
muita poeira”, diz.
Ela afirma que as crianças são as que mais sofrem. “Eles
têm a saúde mais frágil que a nossa, então
não dá para sair nem para brincar”.
A principal reclamação das moradoras é com relação
à sujeira. “Mesmo com a casa fechada não pára
nada limpo. É muito transtorno”, reclama Andréia Teequio,
dona de casa.
Já para Luciane Krone o problema são as roupas. “Não
dá para deixar as roupas no varal para secar, senão fica
tudo sujo de novo”, lamenta.
Os moradores esperam que não seja feito apenas o patrolamento,
mas que seja ao menos colocado cascalho nas ruas. “O ideal era o
asfalto, mas como não dá, que coloquem pelo menos o cascalho.
Só patrolar não vai resolver nada, na primeira chuva volta
tudo como estava”, diz Ênio Teequio, comerciante.
Outro
lado
Segundo
Nelson D’Agostini, diretor da Secretaria de Obras e Serviços
Públicos de Cascavel, todas as ruas não asfaltadas do Bairro
Cataratas estão recebendo melhorias. “Nossas equipes vão
passar por todo o bairro, fazendo patrolamento e o cascalhamento”.
Nelson afirma que a falta de chuva piora um pouco a situação,
mas pede a compreensão dos moradores. “A gente entende que
o transtorno é grande, mas o serviço tem que ser feito.
Peço que todos tenham um pouco de paciência que logo tudo
estará resolvido”.
UNIOESTE
Professores querem implantar serviço no Hospital Universitário
de Cascavel
Projeto
visa apurar causa de óbitos
“O
morto fala, o morto conta a sua história”, diz o professor
de Medicina Legal da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná),
Sérgio Nascimento Pereira. É com esse pensamento que ele
e o professor de Anatomia, Patologia e Fitopatologia da Unioeste, Fábio
Negretti, desenvolveram um projeto para a instalação de
um SVO (Serviço de Verificação de Óbitos)
em Cascavel.
O serviço realiza necropsias para verificar causas de morte em
casos não atendidos pelo IML (Instituto Médico Legal), que
só necropsia casos de morte considerados violentos, causados por
acidentes, armas de fogo, agressões físicas e envenenamentos.
Seus laudos são considerados provas criminais e anexados a processos.
Já o SVO atenderia os casos de morte considerados não violentos,
em decorrência de doenças ou quando o tratamento não
dá resultado, servindo exclusivamente como prova científica.
Neste caso, as autopsias só poderão ser realizadas com autorização
da família.
O projeto já está pronto e espera agora a implantação.
De acordo com o professor Fábio Negretti, o projeto foi apresentado
ao Conselho Municipal de Saúde. “Há um ano foi feita
a apresentação para o conselho, que ficou de dar uma resposta,
mas até agora nada”.
Os laudos do SVO serviriam também para orientar o trabalho dos
médicos. “As análises servirão como balizadoras
fidedignas do atendimento médico, sendo possível verificar
a eficácia das técnicas aplicadas no tratamento e o aprimoramento
delas”, diz o professor Fábio.
Foto: Aílton
Santos/Jornal Hoje
Leg.
Professor Fábio Negretti: projeto atenderá casos não
violentos
Projeto
auxilia nos estudos
Os acadêmicos da área de saúde serão
beneficiados com a instalação do serviço, já
que um farto material ficará disponível para estudo e poderá
ser utilizado em várias disciplinas, como a Anatomia, Biologia
Celular e Histologia. “Para o ensino médico isso será
fantástico. É muito importante que o acadêmico tenha
conhecimento da causa da morte dos pacientes que acompanha e consiga observar
o comportamento do organismo diante de cada situação”,
defende Sérgio Nascimento Pereira.
Ele afirma que a obtenção de cadáveres para estudo
também será mais fácil. “Como instituição
pública, a Unioeste não pode comprar cadáveres para
estudo, depende da doação de cadáveres não
reclamados. E isso é muito raro acontecer. Temos uma demanda grande
para atender e muitas vezes o material não é suficiente”,
relata Fábio Negretti, professor da Unioeste.
As informações do SVO também servirão para
a criação de um banco de dados real, que orientará
ações para o controle de doenças e, até mesmo,
detectar possíveis epidemias. “Hoje não temos estatísticas
reais do número de mortes e das principais causas. Por incrível
que pareça, muitos casos ainda não são registrados.
A partir da implantação do serviço, haverá
um controle maior, sendo possível até desenvolver ações
para controle das principais causas de morte, prevenindo novos casos”,
diz Sérgio.
Segundo ele, muitas pessoas não entendem a importância do
serviço, dizem que é preciso se preocupar com os vivos e
não com os mortos. “Muitos não entendem que é
por meio do morto que se conserva a vida. É conhecendo por que
as pessoas morrem que podemos evitar mais mortes”.
Custos
De
acordo com o projeto, o serviço poderá ser instalado no
Hospital Universitário de Cascavel e ser utilizado por qualquer
pessoa, já que será vinculado ao SUS (Sistema Único
de Saúde).
Seria necessária a construção de uma estrutura física
específica, com salas para as análises, local para atendimento
aos familiares, salas de estudo para os acadêmicos e setor administrativo,
além da aquisição dos materiais necessários.
“Fizemos um levantamento de preço dos equipamentos logo que
o projeto foi desenvolvido, há mais ou menos dois anos. A estimativa
era de um gasto de aproximadamente R$ 100 mil. Se comparado aos benefícios
que o serviço pode trazer, vale a pena”, finaliza professor
Fábio Negretti.
CMS
Trabalho ainda não está concluso
Segundo Antônio Vieira Martins, presidente do Conselho
Municipal de Saúde, depois da apresentação do projeto
foi criada uma comissão para avaliar as possibilidades e as reais
necessidades de instalação do serviço. “Ficaram
algumas dúvidas, principalmente com relação a quem
iria arcar com os custos”, diz Antônio.
Ele afirma que a comissão não conseguiu concluir seus trabalhos.
“Os integrantes tiveram dificuldades para se reunir. Tentaram algumas
vezes, mas não deu certo. E o projeto acabou no esquecimento”.
O presidente informou que encaminhará um ofício à
comissão para que retome seus trabalhos.
SOFRIMENTO
Exumação poderia ter sido evitada
No dia 24 de julho, Gabrielly Vitória Weiler da Silva,
de um ano e um mês, morreu em casa, depois de receber atendimento
no posto de saúde do bairro Morumbi e no PAC II (Posto de Atendimento
Continuado), em Cascavel. Na certidão de óbito consta como
motivo da morte falta de assistência médica.
Inconformada, a mãe da menina, Eliane Fátima Weiler, pediu
uma necropsia para verificar a verdadeira causa do óbito.
O corpo de Gabrielly foi exumado no dia 24 de agosto e o laudo final ainda
não foi emitido. Segundo o professor Fábio Negretti, esse
problema teria sido evitado se o serviço de verificação
de óbitos já estivesse funcionando. “As causas teriam
sido investigadas logo após a morte. Não sendo necessário
todo esse transtorno agora”, enfatiza.
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