Principal > Política

PONTES
Vereador enviou requerimento em agosto

CEI ainda não recebeu os
documentos da prefeitura

O vereador Aderbal de Mello, presidente da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga supostas irregularidades na construção de pontes em Cascavel, considerou precipitadas as declarações do prefeito Lísias Tomé, durante entrevista à Rádio Cidade AM, quinta-feira, de que as investigações terminariam em pizza.
Segundo o presidente da comissão, que ainda é formada pelos vereadores Soni Lorenzi (PMN) e Seno Rhoden (PTB), os trabalhos só não avançaram ainda devido à própria prefeitura. “Encaminhamos um ofício à prefeitura no dia 24 de agosto solicitando os documentos necessários para iniciarmos as investigações e até o momento não recebemos nada”, informou Aderbal.
Aderbal disse que a comissão só pode trabalhar depois que receber o processo de licitação, quais pontes serão alvos de investigação, quanto foi pago e qual o objetivo da licitação, entre outras informações, que já foram solicitadas ao Poder Executivo. “Não importa se o resultado sairá antes ou depois das eleições, mas precisamos dos documentos para trabalhar”, enfatiza.
A CEI foi criada para investigar a construção de pontes no Município entre os anos de 2001 e 2004. Existe a suspeita de que uma obra informada ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) como concluída jamais foi construída.

 

SAÚDE
Laerson critica lotação do HU

O sindicalista Laerson Matias, candidato a deputado estadual pelo Psol, criticou a falta de investimentos no HU (Hospital Universitário) de Cascavel. Ele ficou estarrecido ao ver pessoas sendo atendidas em macas no corredor do hospital ou em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) improvisadas. “Não adianta tentar convencer hospital privado a ficar abrindo vagas pelo SUS [Sistema Único de Saúde] porque a remuneração é muito baixa. O que precisa ser feito é ampliar a capacidade de atendimento do HU, que não é só um hospital-escola, ele atende a toda a região. E isso precisa ser incluído no orçamento do Estado, pela Assembléia Legislativa”, argumenta o candidato.
Laerson lembrou que a própria Unioeste precisa de mais recursos e que hoje os professores e alunos precisam fazer greve para garantir a verba de custeio, “porque investimento não ocorre há muito tempo”.
O candidato observou que o orçamento estadual é sempre feito pelo governador do Estado, sem interferência da Assembléia Legislativa. “Os deputados são meros expectadores”, observa.
“A proposição do nosso mandato é defender os interesses políticos públicos, como a saúde e a educação, votar leis e fiscalizar o Executivo. Minha militância política, atuação como sindicalista, torna-me apto a desempenhar um bom papel na Assembléia”, afirma.
O candidato centraliza a sua campanha em visitas a eleitores, principalmente os sindicalistas. Neste fim de semana ele estará em Curitiba para acompanhar a senadora Heloisa Helena, candidata à Presidência pelo Psol. Laerson também ganhou dois comitês para a divulgação de seu nome em Curitiba e região metropolitana.

 

ESTRADA DO COLONO
Rubens defende reabertura da via

O candidato a governador da Coligação Voto Limpo (PPS-PFL), Rubens Bueno, defendeu quinta-feira, em debate na TV Sudoeste, a criação da Universidade do Sudoeste do Paraná e garantiu que a abertura da Estrada do Colono é viável e pode acelerar o desenvolvimento econômico da região.
Rubens disse que a pesquisa que mapeou o seu plano de governo, a Fala Paraná, ouviu cerca de 4 mil pessoas na região (no total foram mais de 50 mil) e que a população local tem preocupações mais imediatas, principalmente com relação à saúde e à educação.
Ao ser questionado pelo candidato do PV sobre as origens dos recursos da Coligação Voto Limpo, Rubens Bueno foi claro ao afirmar que todos os recursos estão declarados e disponíveis aos interessados no TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Lembrou que ética é uma questão básica em sua vida e nos cinco mandatos públicos que exerceu nunca enfrentou qualquer acusação.
E aproveitou o momento para lembrar que a maior riqueza da região sudoeste é a diversidade agropecuária e que a melhor maneira de combater a pobreza é a preparação e a qualificação da juventude, o que pode ser resolvido com a Universidade do Sudoeste.

LEGISLAÇÃO
Eleitor também tem benefício cinco dias antes do pleito

Candidato só poderá
ser preso em flagrante

A partir de hoje, 15 dias antes das eleições de 1º de outubro, nenhum dos cerca de 20 mil candidatos registrados na Justiça Eleitoral poderão ser presos, salvo em caso de flagrante delito. A determinação está no Artigo 236 do Código Eleitoral, no título que trata das garantias eleitorais.
A outra situação prevista pela lei em que o candidato poderá ser preso, neste período, é se contra ele for proferida sentença criminal condenatória por crime inafiançável.
De acordo com o Código Eleitoral, caso ocorra qualquer detenção neste período, o preso deverá ser conduzido imediatamente à presença do juiz competente, que, se verificar a ilegalidade, deve relaxar a prisão e promover a responsabilidade de quem mandou prender.
O Código Eleitoral determina ainda, no mesmo artigo, que eleitor algum poderá ser detido no período de cinco dias antes do pleito até 48 horas após o encerramento da eleição. Nestes dias, o eleitor só será preso em caso de flagrante delito, em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.
Os mesários e os fiscais de partido também não poderão ser presos durante o exercício de suas funções. Assim como os candidatos, só há exceção à regra se houver flagrante delito.

CAMPANHA
Pessuti avalia governo e anuncia obras
 
O vice-governador licenciado Orlando Pessuti tem reunido um grande número de pessoas nas suas caminhadas pelo Paraná. Líderes, prefeitos de todos os partidos e candidatos a deputado participam dos encontros para ouvir as propostas e o balanço da administração estadual.
“Compromisso assumido, compromisso cumprido. Assumimos a inclusão dos mais pobres e conseguimos resultados fantásticos”, disse Pessuti. “Além disso, foram recuperados 5 mil quilômetros de estradas e 250 pontes em todo Estado”, completou.
O vice falou também do Contorno de Colorado, que melhorou a circulação e tirou o tráfego de caminhões da cidade.
Em Santo Inácio, Pessuti anunciou novos projetos para os próximos anos que, segundo ele, serão uma continuação “dos bons serviços prestados à população Estado”.
Em Paiçandu, o vice falou da duplicação da rodovia que de Maringá a Cianorte, melhorando a circulação de caminhões e valorizando a cidade.
“Essa estrada é um corredor de exportação e o município de Paiçandu vinha sendo prejudicado pelo movimento de veículos na rodovia. Com a ampliação e a melhoria com três viadutos e passarelas que serão implantadas, a população poderá melhorar seu comércio”, avaliou Pessuti.

PATO BRANCO
Osmar critica ausência de Requião em debate

Ao participar de debate político em Pato Branco, o candidato a governador do Estado Osmar Dias antecipou que governará em parceria com os municípios paranaenses. O confronto de propostas foi realizado quinta-feira à noite, transmitido ao vivo pela TV Sudoeste e Radio Celinauta para 44 municípios da região. Osmar criticou a ausência do governador licenciado e candidato à reeleição, Roberto Requião.
“Em menos de uma semana o peemedebista abandonou por duas vezes os cidadãos sudoestinos. Ele não assinou a Carta do Sudoeste, no dia 9, em Capanema, e ontem [quinta-feira] deixou a cadeira vazia no debate. Já em 2002, quando foi candidato ao governo, Requião havia assumido compromissos com a região e não cumpriu”, afirmou Osmar.
Completaram a lista de ausentes Luiz Adão (PSDC) e Ivo Souza (PCO). Compareceram, além de Osmar Dias (PDT), os candidatos Flávio Arns (PT), Rubens Bueno (PPS), Mello Viana (PV), Jorge Martins (PRP), Ana Lucia Pires (PRTB), Antonio Roberto Forte (PSL) e Luiz Felipe Bergman (Psol).
Ao responder sobre as demandas da Carta do Sudoeste, Osmar Dias destacou o compromisso já assumido com a região e que consta no seu plano de governo. “Quero registrar o meu respeito com o sudoeste com a minha presença neste debate. A Carta do Sudoeste já foi debatida por mim e afirmo que vou subscrevê-la contemplando não somente as reivindicações apresentadas, mas também ampliando as ações com a educação integral e investimentos em saúde e segurança”, afirmou.
Osmar Dias defendeu a transformação da economia paranaense de forma que haja maior valor agregado aos produtos e o fortalecimento da infra-estrutura para o escoamento da produção. Para ele, o Paraná não pode continuar perdendo espaço para os outros estados. “Temos a economia baseada na produção de matéria-prima, que tem baixo valor agregado. Por isso é fundamental investir na diversificação da produção e na industrialização dos produtos no Paraná. Hoje temos a administração do Porto de Paranaguá desastrosa, porque é o irmão do governador [Eduardo Requião] quem está lá. Se não fosse parente do governador já estaria demitido, pelo mal que está fazendo ao porto”, finalizou.

 

 

 

Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.
Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.
Enquete

Na sua opinião, a renovação das cadeiras no Legislativo de Cascavel foi para:

Melhor
Pior
Ficou igual


Resultado Parcial

Copyright Jornal Hoje. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Hoje.