Terceirização do Olímpico
Embora o Cascavel Clube Recreativo ainda tente no tapetão a conquista de uma vaga para a Primeira Divisão do Futebol Paranaense, a Secretaria Municipal do Esporte e Lazer já retomou o assunto da terceirização do Estádio Olímpico. E também pensa em entregar à iniciativa privada o Estádio Ninho da Cobra.
A terceirização dos estádios para garantir a revitalização dos espaços é uma boa opção, mas é preciso que o Município siga os trâmites da lei, sem favorecimento de nenhum grupo.
As declarações do secretário Pedro Litron, em entrevista, despertaram o alerta em alguns empresários interessados no local, mas que temem ser deixados de lado na negociação.
Independente da história esportiva que existe entre os interessados, o fato é que a prefeitura não deve negociar com grupo algum antes de estabelecer regras e documentar as intenções. Ou seja, a prefeitura não deve correr atrás do investidor, mas, sim, abrir licitação para que os interessados venham até ao Município. Quem cumprir as obrigações poderá explorar a obra.
Esta é a maneira mais correta e evita polêmica.
O próprio empresário Sérgio Santos, que nos últimos dois anos investiu praticamente sozinho no futebol profissional da cidade, não pode ser simplesmente esquecido. Ele já manifestou interesse em permanecer na cidade e, se conseguir a vitória no tapetão, disputará o Campeonato Paranaense do próximo ano. Precisará de estrutura, é o mínimo que a cidade pode oferecer.
Os melhores negócios, quando se trata de poder público, são aqueles feitos da maneira mais transparente possível. Dá credibilidade tanto ao contrato que está sendo firmado quanto ao administrador que está propondo. Sem beneficiar ninguém.
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