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HPV
Tratamento promete reduzir em até 70% incidência da doença

Vacina é esperança contra câncer

A incidência de câncer de colo de útero pode diminuir em até 70% com a vacina contra o HPV - abreviatura de papilomavírus humano -. Esse é o percentual de casos da doença relacionados com o vírus.
A vacina Gardasil, do laboratório Merck foi aprovada dia 12 de junho pelo FDA (Food And Drugs Administration), órgão que regulamenta novos remédios e tratamentos médicos nos Estados Unidos, e está em análise no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que tem até setembro para dar o parecer.
“A maioria dos casos de câncer de colo de útero é causada pelo vírus”, explica a ginecologista Eliana Benedictis, membro da Associação Brasileira de Empresas Representativas de Pesquisa Clínica. A médica informou que o Brasil é o campeão de contaminação: pelo menos um terço das mulheres brasileiras tem algum tipo de HPV.
No entanto, apenas em 1% dos casos a doença evolui para um câncer. “Existem mais de 80 variações do vírus, mas só 18 têm importância clínica”, explica a médica.
Conforme o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres brasileiras. A doença perde apenas para o câncer de pele e de mama. O câncer de colo de útero é a quarta causa de morte por câncer em mulheres. Para 2006, o Inca estima a ocorrência de 19 mil novos casos de câncer do colo do útero.
Embora traga uma nova esperança na luta contra o câncer, os especialistas alertam que a vacina só tem resultado positivo em mulheres não infectadas. Por este motivo, a indicação da prevenção é entre nove e 26 anos de idade. Com essa faixa etária, atinge-se as meninas antes do início da vida sexual, em média ao redor dos 15 anos.

Saiba mais
O que é?
HPV é um vírus que pode se instalar em qualquer parte do corpo, preferentemente na pele e nas mucosas. Ele provoca o aparecimento de lesões devido ao crescimento irregular das células. Estas lesões são conhecidas como verrugas ou crista de galo.

Como é transmitido?
O contato sexual é o principal meio de contágio com o HPV. O vírus também é passado de mãe para filho durante a gestação ou na hora do parto. As verrugas cutâneas são transmitidas através do contato com lesões ou objetos contaminados. O período de incubação, do contágio até a evolução da doença, está entre três semanas e oito meses.

É fácil reconhecer a doença?
Na maioria das vezes a pessoa contaminada não apresenta sintomas. Os casos de condilomas (verrugas) podem ser facilmente detectados a olho. No entanto, essa é a forma menos prejudicial da doença, que não está relacionada ao câncer de colo de útero. Esses casos representam apenas 1% das infecções por HPV. Mesmo assim, o papanicolau ainda é a melhor maneira de diagnosticar a doença. A partir do exame, o médico pode observar se há alterações no útero e então realizar pesquisas mais aprofundadas.

Tratamentos
A cauterização das lesões é a forma mais utilizada para tratar a infecção por HPV. Entretanto, alguns pacientes precisam de reforço de medicamentos. Há casos em que a cirurgia é necessária. A escolha do método ficará a cargo do médico, a partir da observação do grau da contaminação.

Prevenção
Enquanto a vacina não estiver disponível no mercado, a única forma de prevenir a contaminação por HPV é usar preservativo em todas as relações sexuais.



 

 

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