Basta à violência
Nos últimos tempos o povo brasileiro assiste a uma escalada da
violência contra a vida, contra o patrimônio e, nas últimas
semanas, contra as instituições democráticas.
Vandalismo generalizado contra o patrimônio público e privado,
seqüestros e assassinatos vêm colocando a população
brasileira na condição de refém das organizações
criminosas.
Sensíveis a este drama vivido pela população, os
veículos de comunicação, unidos em suas entidades
representativas, deliberaram tomar uma enfática posição
comum. Isso porque o Brasil está pagando caro demais pela descoordenação
das autoridades federais e estaduais na questão da segurança
pública.
O que está ameaçado neste momento, com a escalada da violência
e da desordem, não é apenas o cotidiano civilizado a que
todos os cidadãos têm direito. É a própria
sobrevivência da sociedade democrática, porque sua manutenção
depende da autoridade, credibilidade e prestígio das suas instituições.
Infelizmente, esses problemas estão colocando em xeque o estado
democrático de direito porque a criminalidade está corroendo
a certeza da aplicação da lei em função da
impunidade.
É urgente e fundamental que aqueles que dirigem o governo e o Estado
brasileiro em seus diferentes níveis tomem medidas responsáveis
e eficazes contra o crime. Assim como os que pretendem dirigir expressem
com clareza suas propostas. E que todos demonstrem inequivocamente o compromisso
com o resgate da ordem pública e com a harmonização
dos esforços dos estados e da União.
Propomos que o debate eleitoral que hoje se inicia seja efetivamente um
espaço público de reflexão sobre estratégias
e propostas concretas para a área de segurança com o objetivo
de resgatar a confiança dos brasileiros nas suas autoridades. Propomos
que este assunto esteja no centro do debate eleitoral, porque é
o centro das preocupações de todos os brasileiros.
A imprensa, que sempre esteve alinhada às grandes causas da cidadania,
está convicta de que o próximo passo para a consolidação
da democracia em nosso país passa pelo restabelecimento imediato
da ordem pública.
Os meios de comunicação, unidos, na sua sagrada missão
de informar e garantir a liberdade de expressão, cobrarão
veementemente dos atuais e futuros governantes soluções
eficazes na defesa da sociedade brasileira.
Assinam este documento:
ANJ - Associação Nacional de Jornais
Aner - Associação Nacional dos Editores de Revistas
Entidades representativas das emissoras de rádio e televisão
(Abert/Abra/Abratel)
Respeito e igualdade: uma questão de cidadania
Ademir Diefenthaeler, aluno do 2º ano do Ensino Médio do
Colégio Estadual Duque de Caxias de Corbélia, orientado
pela professora Nilcea Schwambach - nilceasm@ibest.com.br
Cidadão é o indivíduo que possui direitos e deveres
e que vive numa sociedade onde participa, tem iniciativa, é solidário,
ético e responsável. O exercício da cidadania na
luta por mais dignidade deve combater as injustiças da sociedade
e ajudar a resolver problemas presentes na comunidade por meio de variadas
formas. Para isso é preciso haver sensibilidade e disposição
para ajudar as pessoas.
Uma pessoa consciente de seus atos, seja ela rica ou pobre, respeita a
opinião do próximo ainda que discorde dela, pois ser cidadão
também significa respeitar e ser respeitado, uma vez que respeito
é um tema central na questão da moralidade e um dos mais
complexos. Essa atitude também pode estar associada à submissão,
porque, se alguém respeita uma pessoa mais forte ou poderosa, não
é questão moral, mas, sim, por medo.
Assim como devemos respeitar o ser humano, precisamos, para um convívio
ideal entre pessoas e meio ambiente no qual estão inseridos, termos
atitudes que vão além de incorporar o dever do respeito
pela diferença. É pela singularidade. E cuidar do ambiente
em que vivemos, pois no mundo moderno a poluição do ar,
da água, a devastação e a extinção
de animais são problemas cada vez mais sérios.
Por isso é importante que as pessoas tenham consciência da
necessidade de preservar o meio ambiente e a conservação
começa com hábitos muitos simples, como não jogar
lixo nas ruas, praças e praias, não depredar parques e bens
públicos, usar produtos tóxicos de maneira correta, um comportamento
ético em relação à natureza trará benefícios
a todos que usufruírem dela.
Desde que se começa a freqüentar a escola uma criança
já tem a noção do que é ser cidadão
no simples ato de emprestar um material, dividir um lanche, compartilhar
amizades, até cantar o hino nacional na semana da pátria.
E ao sair da escola, os alunos deverão estar capacitados a compreender
o conceito de justiça e sensibilizarem-se pela necessidade da construção
de uma sociedade que enfatize a cooperação, que rejeite
as injustiças cometidas pelas pessoas que não têm
amor ao próximo.
É importante que não haja preconceito por religião,
situação financeira e o racismo. Todos devem ter consciência
de que não há razão alguma para discriminar alguém
por causa de sua raça. Pois brancos, negros, índios são
todos seres humanos com qualidades e defeitos, todos têm diferentes
capacidades e habilidades, as quais não estão de modo algum
relacionadas à raça. Devemos dar oportunidades sem qualquer
tipo de discriminação, não existem povos ou culturas
mais importantes do que outras. Todos são dignos de atenção
e respeito.
Vivemos em uma sociedade moderna que dizemos ser democrática, pluralista
e multicultural, assim, precisamos compreender a vida escolar como participação
no espaço público, utilizando e aplicando os conhecimentos
adquiridos no âmbito escolar, na construção de uma
sociedade justa, na qual devemos valorizar o diálogo como forma
de esclarecer conflitos e tomar decisões. Desta forma, construiremos
nossa imagem positiva e estaremos respeitando e gerando confiança
em nossa capacidade de escolher e realizar o nosso projeto de vida.
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