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AGRICULTURA
O Núcleo de Toledo registrou a maior queda do Estado nos últimos três anos

Oeste deve registrar perda
financeira de 45% em 2006

A agricultura da região oeste do Paraná deve apresentar em 2006 uma redução de 45% do valor financeiro adquirido em 2005, segundo estimativas do Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento). De acordo com Gilka Cardoso Andretta, da Divisão de Estatísticas Básicas do Deral, o percentual é maior que a previsão de perda estadual, que é de 41%. Conforme ela, os Núcleos Regionais de Cascavel e Toledo perderam em 2004, se comparado a 2003, 24,2% e em 2005, 38,9% em relação ao ano anterior. Déficit maior que a média estadual, que foi de 9,4% em 2004 e 37,8% em 2005.
O Núcleo de Toledo foi o responsável pela maior perda financeira do Paraná nos últimos três anos, R$ 803,97 milhões, com redução de 1,93 milhão de toneladas.
Gilka observa que a estiagem é a responsável pela queda nos ganhos financeiros dos agricultores. Ela explica que o perfil da distribuição da renda bruta da produção agropecuária estadual vem sofrendo alterações em função das adversidades climáticas ocorridas, com maior intensidade, nos últimos três anos. A desvalorização do dólar, que acarretou na redução dos preços dos produtos agropecuários de exportação, também contribuiu para o cenário.
Os anos de 2003 e 2004 foram marcados por preços em alta, competitividade e grandes investimentos para a agropecuária. Em 2004 o VBP (Valor Bruto da Produção) no Estado alcançou a cifra de R$ 29,3 bilhões - a maior já registrada nos últimos 16 anos, conforme Gilka.
Porém, a queda dos preços das commodities e a perda de produtividade em conseqüência das adversidades climáticas em 2004, 2005 e 2006, com efetiva redução da produção em relação ao seu potencial produtivo, provocaram alterações significativas no VBP.
CULTURAS
As principais culturas afetadas foram o milho, a soja, o trigo e o feijão que, na soma dos três anos, deixaram de produzir 14,4 milhões de toneladas, ou seja, a renda bruta que deixou de ser arrecadada representa R$ 5,79 bilhões.
Quando analisado o VBP no ano de 2005 - última informação oficial do Deral -, com relação ao ano de 2004, Gilka ressalta que o Estado apresentou redução de 11,1%.
Na região oeste as perdas atingiram 9% em Cascavel e 7,2% em Toledo.
Cascavel tem sua renda dividida entre frango (23%), soja (21%) e leite (7%). Em Toledo a divisão fica entre soja (24%), frango (19%) e suínos (17%).

CARTÃO DE CRÉDITO
Procon orienta a solicitação de
documento pessoal na compra

A compra com cartões de crédito já se tornou uma mania nacional. Em Cascavel não é diferente. O problema é que é costume dos lojistas e dos próprios compristas, exigir a apresentação de um documento de identificação para comprovar a titularidade. Essa prática é perigosa e não é recomendada pelo Procon. “Deve haver um cuidado por parte do lojista, para que sejam evitadas fraudes”, explicou o coordenador do Procon, Manoel dos Santos.
Segundo ele, no caso de furto ou perda do cartão é recomendado que a pessoa registre na delegacia de polícia mais próxima e que a operadora seja informada imediatamente. “Só assim, caso sejam realizadas compras com o cartão furtado ou perdido, a pessoa terá como comprovar que não estava com o objeto”, frisou. Ele lembrou que quando o consumidor informar a operadora, é importante que anote o nome do atendente e o número do protocolo aberto.
De acordo com o diretor do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), Leopoldo Furlan, virou um hábito as pessoas comprarem com cartões de créditos sem a solicitação de um documento de identificação, e em alguns casos, quando é solicitado, o consumidor acaba até se ofendendo. “Acho que deveria haver essa preocupação, inclusive do lojista ter um pequeno cadastro do cliente”, relatou.
Outro importante dado segundo o diretor, é sobre a necessidade da assinatura da primeira via de compra, pois caso não seja do titular, o comerciante pode acabar perdendo o dinheiro da venda. “Hoje uma pessoa pode pegar o cartão de algum parente e comprar sem problemas. Mas isso pode prejudicar o lojista, porque a assinatura da via de compra não é a do titular, que pode se negar de pagar a conta”, enfatizou.
Manoel dos Santos salientou que a tendência é de que cada vez mais as pessoas utilizem o dinheiro de plástico, sem ficar com dinheiro na carteira, aquecendo o mercado dos cartões de crédito e de débito. Ele lembrou também a importância de as pessoas respeitarem os limites do seu orçamento e sempre observar o índice de juros, no caso das compras ou extratos parcelados.


BOX
Comerciantes confirmam a prática

Solange Bispo dos Santos, caixa de uma loja de confecções, confirma a prática. Segundo ela, é raro às vezes em que é solicitado algum documento pessoal para o cliente e quando isso ocorre é porque existe alguma suspeita do cliente. “Quando a pessoa prova a roupa rapidamente ou tem pressa de passar o cartão nós pedimos, mas isso não é comum”, frisou. Lembrando que em alguns casos que foi solicitado o documento e a pessoa não portava, o fato não foi motivo para não fechar a venda, mas que é solicitado o número do telefone de todos clientes.
Depois de perder dinheiro pelo cliente não reconhecer a assinatura do cartão, a rede de farmácias Farmarede passou a exigir a apresentação de documento. De acordo com uma das gerentes da rede Lenir Meller Zantut, já houve muitos casos e por isso a medida foi implantada há cerca de seis meses. “Teve um caso em que o genro furtou o cartão do sogro que se negou a pagar a conta, além de vários outros fatos, por isso, implantamos essa metodologia nas lojas”, explicou.
O problema, conforme a gerente, é que alguns clientes reclamam de ter que apresentar o documento. “É uma faca de dois gumes, mas preferimos comprovar a titularidade do cartão agora por medida de segurança”, descreveu.
Na Loja Romera também é solicitado a documentação pessoal. O gerente da loja, Marcílio de Souza Lopes declarou que é norma da empresa solicitar a documentação, mas que muitos consumidores não aprovam a prática. “Se alguém acha um cartão e quer comprar com ele em muitos locais consegue, por isso é que exigimos todas às vezes um documento pessoal para que não haja esse tipo de problema”. Acrescentando que em alguns casos, quando solicitado, as pessoas foram embora.

FOTO PERSONAGEM:
“Assim como nas compras com cheque pedimos a documentação”.
Lenir Meller Zantut, gerente da Farmarede

“É uma garantia para o comerciante e para o consumidor”
Marcílio Sousa Lopes, gerente da Romera

 

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