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COLONIALISMO – Sueco comprou madeireira e mil perderam emprego

Jornal questiona ação de
milionário na Amazônia

A ação do milionário sueco Johan Eliasch para preservar a floresta amazônica está sendo acusada de "colonialismo verde" e deixou 1 mil pessoas sem trabalho e na pobreza absoluta, afirma reportagem publicada ontem pelo jornal britânico "The Sunday Times".
Eliasch, que é radicado no Reino Unido e é dono da fabricante de artigos esportivos Head, comprou em 2005 uma área de cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados em Itacoatiara, no Amazonas, que pertencia a uma madeireira americana, com o intuito de preservar a floresta.
O empresário gastou 13,7 milhões de libras (cerca de R$ 55,3 milhões) em sua empreitada. Sua fortuna é estimada em 361 milhões de libras (cerca de R$ 1,5 bilhão).
Segundo o jornal, como resultado da compra da madeireira por Eliasch, até mil pessoas empregadas por uma serraria obrigada a fechar ficaram sem trabalho, "aumentando ainda mais as dificuldades numa região já economicamente carente".
Sustento
"O fechamento jogou Eliasch em um debate sobre como os países ricos podem preservar as florestas tropicais levando em consideração o sustento das pessoas que vivem e trabalham nelas", observa a reportagem. O jornal diz que até mesmo ambientalistas locais vêm criticando as ações de Eliasch, acusando-o de "colonialismo verde".
A reportagem afirma que Eliasch prometeu compensar as pessoas que ficaram sem trabalho e empregar algumas delas como guardas florestais, mas afirmou que a preservação da floresta "é mais importante do que as pessoas morando na região".

VIOLÊNCIA
Mais ataques e mortes no
Iraque; 2 helicópteros caem

Ao menos 34 pessoas morreram e 100 ficaram feridas em ataques a bomba em distritos xiitas de Bagdá ontem, informou a polícia. Dois militares britânicos morreram e quatro se feriram após a colisão de dois helicópteros do Reino Unido.
As novas ações ocorrem um dia depois que 65 pessoas morreram em ataques a bomba na capital e em outras regiões do Iraque, e três dias após um atentado suicida contra o Parlamento iraquiano que matou o legislador sunita Mohammed Awad.
Dois carros-bomba mataram 15 pessoas e feriram outras 50 na região de Al Shurta al Rabeia, ao sudoeste de Bagdá. A primeira explosão atingiu um mercado lotado. A segunda, ocorrida momentos depois, ocorreu em um ponto próximo, segundo a polícia.


Lei do Irã
A vida de uma mulher no Irã vale legalmente a metade que a de um homem, assim como seu testemunho perante um juiz sobre qualquer assunto. Além disso, elas não podem se divorciar quando quiserem, e só podem manter a custódia dos filhos até os 7 anos de idade.
Esses são só alguns exemplos da situação legal da mulher na República Islâmica, destacados por um representante do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Teerã, dirigido pela vencedora do prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi - que o recebeu pela luta na defesa dos direitos humanos em seu país. Pelo chamado "preço do sangue", no Irã, quem mata uma pessoa, além de cumprir pena correspondente, tem que pagar uma quantia aos parentes da vítima.

Tempestade
Companhias aérea cancelaram cerca de 350 vôos na costa leste dos Estados Unidos ontem devido a uma tempestade que atinge a região. Ao menos cinco pessoas morreram em decorrência do mau-tempo em vários pontos do país. A tempestade, que continuará na região ao menos até hoje deixou cinco mortos. Três pessoas morreram em acidentes no Kansas, onde a neve chegou a 30 centímetros. Outras duas morreram no Texas em decorrência da tempestade.

FOTOLEGENDA:
Policiais russos entraram em confronto com manifestantes ontem em São Petersburgo, durante o 2º dia de protestos anti-Kremlin. Sábado a polícia deteve ao menos 200 pessoas em Moscou, incluindo o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, ao tentar evitar manifestações contra o presidente russo, Vladimir Putin. Ontem vários organizadores foram detidos, um deles antes mesmo de o ato ter início.

 

 

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