| SETOR PÚBLICO
Lula gastou 75% a mais com terceirização
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve e ampliou em sua
gestão a terceirização de mão-de-obra a serviço
do governo federal, prática introduzida por Fernando Henrique Cardoso
e criticada pelo próprio petista.
De acordo com a reportagem da “Folha de São Paulo”,
documento do Ministério do Planejamento mostra aumento de 130%
nos gastos com "locação de mão-de-obra"
de empresas terceirizadas durante o primeiro mandato do presidente Lula.
O salto seria de R$ 857 milhões em 2002, último ano do segundo
mandato de FHC, para R$ 1,96 bilhão em 2006 - descontada a inflação,
o aumento é de 75%.
A elevação do gasto com funcionários contratados
no período teria sido bem menor, de 15% em termos reais. A reportagem
informa que, em quatro anos, a máquina aumentou de 804 mil para
989 mil efetivos.
REELEIÇÃO
Presidente quer aval tucano
Na articulação entre tucanos e petistas para acabar com
a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
condicionou seu empenho público no assunto a um acordo entre os
governadores José Serra e Aécio Neves -tucanos que administram,
respectivamente, São Paulo e Minas Gerais.
Lula avalia que deve ser da oposição a articulação
para aprovar uma emenda constitucional que coloque fim à possibilidade
de reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Crê
que assumir essa batalha lhe trará desgaste.
Em conversas reservadas, o presidente disse aos seus articuladores políticos:
"Deixem o Serra e o Aécio se entenderem. Então, a gente
apóia".
O presidente descarta a possibilidade de disputar em 2010 outro mandato.
Ele teria de seguir os passos do colega venezuelano, Hugo Chávez,
que mudou a Constituição para que não houvesse limite
à possibilidade de concorrer à reeleição.
Setores da oposição temem que Lula tenha uma recaída
"chavista" no segundo mandato.
Com um termo presidencial de cinco anos e a manutenção de
quatro anos para governadores e prefeitos, o país teria três
eleições a cada quatro anos. Haveria um debate inevitável
sobre uma regra que mantivesse duas eleições a cada quatro
anos, como acontece hoje.
|