| ILUMINAÇÃO
Foz do Iguaçu teve consulta negada pelo TCE
Utilização do Cosip gera
diferentes interpretações
Mesmo com a autorização do TCE (Tribunal de Contas do Estado)
do Paraná, a proposta da Prefeitura de Cascavel de utilizar recursos
do superávit da iluminação pública para aquisição
de câmeras de segurança a serem instaladas em logradouros
públicos causou divergências e dividiu opiniões na
Câmara de Vereadores.
As consultas feitas por administrações municipais para a
utilização do Cosip (Contribuição para Custeio
do Serviço de Iluminação Pública) para outras
prioridades não são comuns no Tribunal, uma vez que são
regidas pela Lei Municipal, que trata da contribuição e
prevê que o custeio deve ser utilizado com a energia elétrica
consumida e com as operações de manutenção
da rede, eficientização e ampliação dos serviços.
Segundo a assessoria de Comunicação do Tribunal de Contas,
apenas duas consultas neste sentido foram feitas recentemente no órgão.
Além de Cascavel, a Prefeitura de Foz do Iguaçu fez consulta
similar ao TCE. Diferente de Cascavel, a administração de
Foz recebeu parecer contrário dos conselheiros do órgão.
No caso da Prefeitura de Foz do Iguaçu, a consulta previa a utilização
de cerca de R$ 2 milhões da iluminação pública
para a construção do Hospital Municipal. A consulta feita
por Foz baseou o julgamento do pedido feito pelo prefeito Lísias
Tomé (PSC).
Já no caso de Cascavel, o parecer favorável foi assinado
pelo conselheiro-relator Hermas Brandão, que, junto com outros
três conselheiros, votou favorável à medida por entender
que as câmeras de segurança podem contribuir para a inibição
de roubos de fios da rede pública, além de inibir o vandalismo
no setor.
Já os auditores Cláudio Augusto Canha e Thiago Barbosa Cordeiro
votaram contra, entendendo que o recurso da Cosip não poderia ser
destinado à compra dos equipamentos de vigilância.
O Anteprojeto 009/2008, que trata do assunto, chegou a ser discutido nas
sessões da semana no Legislativo, mas foi retirado de pauta por
um pedido de vistas. A principal alegação dos parlamentares
que questionaram a matéria foi a própria manifestação
do TCE, que, apesar de favorável, também não foi
unanimidade no órgão, além da destinação
dos valores à Secretaria de Obras.
Sobre a divisão nas votações das consultas, a assessoria
de Comunicação do TCE afirmou serem normais, uma vez que
os conselheiros e auditores analisam de forma diferente as questões.
“Na maioria das vezes os votos dos auditores são mais técnicos
e feitos com maior rigidez do que dos conselheiros”, explicou o
assessor Valmir Denardin.
CÂMARA
Apresentados números oficiais do concurso
O concurso para contratação de funcionários da Câmara
de Vereadores de Cascavel, marcado para 2 de março, terá
2.628 candidatos. Os números foram apresentados ontem ao presidente
do Legislativo, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), por Ademir Rodrigues,
diretor do Instituto Saber, responsável pela elaboração
das provas.
Ainda participaram da reunião o diretor-geral da Câmara,
Ailton Souza, e o presidente da comissão organizadora do concurso,
Itacir Gonzatto. De acordo com o professor, 1.408 pessoas fizeram a inscrição
pela internet, enquanto 377 candidatos preencheram a ficha pessoalmente
na Câmara de Vereadores.
Mas na opinião do presidente Julio Cesar, o número mais
expressivo é o de pessoas que conseguiram isenção
do pagamento da taxa de inscrição: 843. Somente doadores
de sangue, mediante apresentação de carteira, tinham direito
ao benefício.
Dos 12 cargos oferecidos no concurso, o mais concorrido é o de
oficial legislativo II, com 563 inscritos. A disputa será de 281,5
candidatos por cada uma das duas vagas. As provas serão aplicadas
no dia 2 de março no campus da Unipar (Universidade Paranaense).
DIÁRIAS
Não é só em Cascavel que as diárias feitas
pelo primeiro escalão da administração municipal
motivam questionamentos da Câmara Municipal. Em Toledo, os vereadores
do PT, Valtair Apolinário e Paulo dos Santos, o Paulinho da Saúde,
protocolaram ontem no Legislativo requerimento cobrando explicações
do governo municipal.
No documento, os vereadores questionam o valor gasto pelo prefeito José
Schiavinatto (PP), o vice-prefeito e os secretários do período
de 2005 até 2008. O requerimento também solicita que sejam
discriminadas as viagens, informando destino, objetivo, número
de dias, valor gasto e as pessoas que utilizaram as diárias durante
o período.
ELEIÇÕES
Gestores receberam ontem orientações de advogado da Amop
Prefeitos devem ficar
atentos à legislação
Os agentes públicos que disputarão ou não cargos
eletivos em 5 de outubro deverão respeitar uma série de
restrições durante o período que antecede o pleito
municipal. As práticas vedadas e permitidas a prefeitos foram explicadas
na manhã de ontem em reunião na sede da Amop (Associação
dos Municípios do Oeste do Paraná), em Cascavel.
As orientações foram repassadas pelo assessor jurídico
da Amop, advogado Kennedy Machado. Segundo ele, o artigo 73 da Lei Federal
9.504, que disciplina as regras da disputa, faz uma série de vetos
e imputa responsabilidades que podem até causar a cassação
de mandatos de agentes públicos. “Muitos prefeitos estão
em busca da reeleição e outros vão apoiar seus correligionários.
Porém todos são prefeitos, durante a campanha respondem
a todas as responsabilidades inerentes aos cargos”, explicou.
Entre as proibições, está a cessão de bens
móveis e imóveis - com exceção do período
de convenções partidárias, que vai de 8 a 30 de junho,
e também com exceção de gabinetes de vereadores instalados
nas Câmaras de Vereadores, mediante resolução expedida
pela mesa diretiva.
Respeitando o calendário eleitoral, está vedada a distribuição
de materiais e fornecimento de serviços públicos e a liberação
de servidores para fazer campanha durante o horário de expediente.
A distribuição de cestas-básicas e cartões
como o Bolsa-Família também está vetada durante o
período, bem como a formalização de transferências
voluntárias, publicidade e aumentos salariais. Também está
proibida a demissão, contratação, remoção,
transferência e exoneração de funcionários.
SANTA TEREZA
Petebistas se preparam para eleições
Cerca de 100 pessoas participaram na noite de quinta-feira da reunião
organizada pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) de Santa Tereza do
Oeste. Membros do diretório de Cascavel, entre eles o presidente
João Aguilar Neto, o João da Tropical, o secretário-geral
Elcio Zanato e o vereador Jadir de Mattos, que é coordenador regional
da sigla, também participaram do evento.
Os petebistas de Santa Tereza do Oeste pretendem lançar uma candidatura
a prefeito para as eleições de outubro. O nome do pré-candidato
ainda não está definido, mas dois nomes são os mais
cogitados: o presidente do PTB local, o agrônomo Adelso Dalpizol
e o presidente da Acist (Associação Comercial e Industrial
de Santa Tereza), Helio Marciniak, o popular Cabelo.
Segundo o presidente do PTB de Cascavel, João da Tropical, os militantes
do município vizinho estão bastante adiantados nas articulações
visando à sucessão da prefeitura. “O PTB de Santa
Tereza já tem pronto 50% do plano de governo, que está sendo
organizado por vários representantes de diversos setores”,
completou o petebista.
NOTA
RESTAURANTE POPULAR
O presidente da Câmara Municipal de Cascavel, Julio Cesar Leme da
Silva, o presidente do PMDB de Cascavel, Walter Parcianello, o diretor
do campus da Unioeste de Cascavel, Paulo Sergio Wolf, e representantes
dos DCEs (Diretório Central de Estudante) da universidade visitaram
as instalações do Restaurante Popular e a Cozinha Social
de Toledo.
O restaurante, em suas três unidades, distribui cerca de 1,2 mil
refeições por dia ao custo de R$ 1,50. As refeições
são feitas na cozinha social, com acompanhamento de um nutricionista
que desenvolve um cardápio balanceado, e são transportadas
para as unidades do Restaurante Popular.
Além dessas refeições, a cozinha social opera no
preparo da merenda de oito escolas da rede municipal. Segundo a nutricionista,
o Município de Toledo pretende neste ano estender a produção
da merenda para todas as escolas.
O vereador Julio Cesar disse que Cascavel deve implantar o Restaurante
Popular, pois o Município já conta com uma lei de sua autoria
criando o benefício e que já sinaliza a implantação
em convênio com o campus da Unioeste de Cascavel.
Paulo Sergio Wolf diz que essa parceria beneficiará cerca de 600
estudantes da universidade, além de fortalecer a economia do pequeno
produtor, pois parte dos alimentos será adquirida com recursos
do Programa Compra Direta.
|