| CRATERA
Bombeiros encontram quatro vítimas do soterramento
Com mais dois corpos localizados por volta das 20h de ontem, sobe para
quatro o número de vítimas localizadas pelas equipes do
Corpo de Bombeiros que trabalham no resgate no desabamento nas obras da
Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô de São
Paulo.
Na madrugada de ontem foi retirado o corpo da aposentada a aposentada
Abigail Rossi, 75. Por volta das 17h, os bombeiros encontraram o corpo
da segunda vítima (outra mulher) dentro do microônibus.
À noite foram localizados mais dois corpos, ambos próximos
ao microônibus soterrado pelo deslizamento de terra de sexta-feira.
Uma das vítimas estava sob o veículo, que está bastante
retorcido, e a outra, ao lado do microônibus.
Os corpos ainda não haviam sido retirados do local até o
fechamento desta edição. O coronel João dos Santos,
comandante dos trabalhos de resgate afirmou, após a localização
dos corpos, que o trabalho de remoção é prejudicado
pelo risco de novos deslizamentos de terra no local onde atuam as equipes
de resgate.
"Tem que ser muito devagar", afirmou o coronel. As escavações
são feitas pelo túnel do Metrô, já que, segundo
geólogos que avaliaram o local, não há segurança
para o trabalho pela superfície. Ainda existem outras três
pessoas desaparecidas.
TRILHOS
Proposta prevê que segunda ponte para o Paraguai seja rodoferroviária
Ferroeste defende ramal até Foz
O presidente da Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste), Samuel
Gomes, participou de um debate sobre transporte multimodal em Foz do Iguaçu
e defendeu que a segunda ponte unindo Brasil e Paraguai seja rodoferroviária,
o que agilizaria o processo para instalação de um braço
da ferrovia até a região da fronteira. A autorização
está concedida desde 1999.
As propostas para o projeto da segunda ponte deverão ser entregues
até a primeira metade de fevereiro. O estudo terá custo
aproximado de R$ 3 milhões. A obra será executada com recursos
do Ministério dos Transportes. Segundo informações
preliminares, a estrutura deverá ser apenas rodoviária.
“Temos de nos mobilizar para ter uma ponte rodoferroviária,
até mesmo porque o Paraguai está avançado em seu
estudo de ferrovia. Se nós não fizermos isso, a ferrovia
paraguaia será atraída para outro lugar”, alertou
Samuel. O projeto de engenharia da extensão da Ferroeste até
Foz do Iguaçu demanda investimento aproximado de R$ 8 milhões
(com valores corrigidos).
A construção de uma ponte rodoferroviária agilizaria
o processo para tirar do papel o braço da Ferroeste, antiga reivindicação
das comunidades da Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina).
Para isso, Samuel Gomes defendeu um esforço conjunto da população
paranaense.
A Ferroeste também tem programada uma extensão até
Guaíra, permitindo a ligação com Dourados (MS).
Abaixo da média
As vendas no comércio varejista no Paraná cresceram 7,11%
em novembro de 2006 em relação ao mesmo mês de 2005,
abaixo da média nacional, de 9,22%, revelou o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatísticas). Um dos principais impactos foi verificado
no setor de móveis e eletrodomésticos, em que as vendas
cresceram 9,76%.
AVICULTURA
Paraná define
quinta-feira a
regionalização
A avicultura paranaense deve definir quinta-feira os detalhes finais
para a adesão ao Plano Nacional de Prevenção da Influenza
Aviária e de Controle e Prevenção da Doença
de Newcastle. No encontro será realizado o seminário Regionalização
da Exploração Avícola com Ênfase em Georreferenciamento.
Na ocasião devem ser discutidas sugestões para harmonizar
ações e sistemas de informação eletrônica
nos três estados do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande
do Sul.
Promovido pelo Conesa (Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária
do Paraná), órgão ligado à Secretaria de Agricultura,
e pelo Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas
do Paraná), o encontro tem o apoio do Ministério da Agricultura,
da Apavi (Associação Paranaense de Avicultura) e da Avipar
(Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas
do Paraná). Será realizado no anfiteatro da Secretaria da
Agricultura e Abastecimento do Paraná.
Fim do embargo
A Colômbia suspendeu as restrições comerciais às
carnes bovinas, bubalinas, suínas, caprinas e ovinas provenientes
dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. O embargo foi imposto
dia 27 de janeiro de 2006 devido à constatação de
focos de febre aftosa nos dois estados. Com a suspensão do embargo,
todas a unidades da federação podem exportar, a partir de
agora, essas carnes para a Colômbia. Angola também pôs
fim ao embargo.
Feijão preto
A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou que aguarda apenas
a sanção do Orçamento da União para intervir
na comercialização do feijão preto, cujo preço
está abaixo do mínimo, estipulado em R$ 47 a saca de 60
quilos. O governo deve agir por meio de AGF (Aquisições
do Governo Federal) nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e
Paraná. As operações de compra serão promovidas
pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Fundo de aval
O Fundo de Aval à Agricultura Familiar já viabilizou financiamentos
de R$ 40 milhões a agricultores paranaenses. A expectativa do coordenador
do programa, Sérgio Gutierrez, é de pelo menos duplicar
a concessão de créditos avalizados pelo fundo em 2007. “Temos
um convênio com o Banco do Brasil para liberação de
R$ 200 milhões”, afirma.
PARANÁ
Faltam apenas quatro nomes para Requião fechar a nova equipe do
governo
Novo secretariado está quase completo
O governador Roberto Requião praticamente fechou a composição
da nova equipe de governo. Apenas quatro secretarias - Saúde, Desenvolvimento
Urbano, Transporte e Obras - ainda não tiveram os novos titulares
definidos, o que deve ocorrer nos próximos dias. Metade dos secretários
que já trabalhavam com o governador até o ano passado deve
permanecer.
Ontem, no início da noite, o deputado federal Max Rosenmann recusou
o convite do governador para assumir a Secretaria de Transportes, alegando
que tem uma missão maior em Brasília.
Já o petista André Vargas vai abdicar da sua vaga no Congresso
e assumir a Secretaria do Trabalho. Na Secretaria de Agricultura o escolhido
pelo governador é Walter Bianchini (PT), ex-secretário da
Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento.
Outros dois nomes já confirmados são o de Virgílio
Moreira, na Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul,
e Ênio Verri, no Planejamento. Na Secretaria de Obras o nome mais
cotado é do deputado estadual Nelson Garcia (PSDB) e na Saúde,
Requião está à espera da resposta de Reinold Stephanes.
Nas pastas especiais, Nizan Pereira comandará Assuntos Estratégicos;
Milton Buabsi assume Relação com a Comunidade; Doático
Santos tratará da Pasta Assuntos de Curitiba e Telma Alves de Oliveira
é a titular da Secretaria da Criança. Aldair Rizzi, ex-secretário
de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, retorna ao governo, mas
desta vez para comandar o Latec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento).
“IMEXÍVEIS”
Onze secretários seguem intocáveis em suas pastas, entre
eles o irmão do governador Maurício Requião, que
continuará na Secretaria de Educação; Luiz Fernando
Delazari, na Secretaria de Segurança, e Airton Pissetti, na Secretaria
de Comunicação.
As demais secretarias que não sofrerão mudanças são:
Administração, Maria Marta Lunardon; Casa Civil, Rafael
Iatauro; Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto; Cultura,
Vera Mussi; Fazenda, Heron Arzua; Justiça, Jair Braga; Meio Ambiente,
Rasca Rodrigues e Turismo, Celso Caron.
CÂMARA
Busato teme repetição
da “anomalia” Severino
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto
Busato, disse ontem esperar que a disputa pelo comando da Câmara
dos Deputados não repita o que chamou de “anomalia”
ocorrida em 2005, com a eleição do ex-deputado Severino
Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Casa.
Busato afirmou que a disputa “é preocupante porque, nas últimas
eleições, a Câmara viveu uma situação
trágica”. Na opinião do presidente da OAB, as eleições
na Câmara devem ter como objetivo principal melhorar a qualidade
do Legislativo brasileiro e não se reverter em vantagens para os
próximos parlamentares. “Esperamos uma disputa que pense
na instituição para não repetir uma legislatura tão
deplorável quanto a atual”, criticou.
Ele disse ainda que os candidatos Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia
(PT-SP) não devem priorizar nas campanhas para o comando da Casa
as negociações para o reajuste salarial dos deputados.
Busato reiterou as críticas sobre a possibilidade de os parlamentes
elevarem seus próprios subsídios para R$ 24,5 mil - o que
vem sendo negociado nos bastidores por aliados de Chinaglia. “Eles
só recuaram por causa do clamor popular. E se o clamor não
vier, isso se fará”.
PRESIDÊNCIA
Decisão sobre nome
alternativo sai hoje
O grupo de parlamentares que defende um terceiro nome na disputa para
a presidência da Câmara dos Deputados deve anunciar hoje o
nome do candidato que pretende lançar para se contrapor às
candidaturas de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP). Chinaglia
já conseguiu o apoio de parte do PMDB e PSDB.
“Pode vir da oposição, do próprio PSDB. Temos
nomes fortes em vários partidos, como a Luiza Erundina (PSB-SP),
o Gustavo Fruet (PSDB-PR), o Chico Alencar (Psol-RJ) e o próprio
deputado Paulo Renato (PSDB-SP) que retornará à Câmara
na próxima legislatura”, disse o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).
A terceira via chegou a fazer um apelo ao presidente do PMDB, Michel Temer
(SP), para que o partido lançasse candidato com o apoio do grupo,
mas os peemedebistas optaram por aderir à candidatura de Chinaglia.
Jungmann não descarta, no entanto, que o nome do candidato da terceira
via venha do próprio PMDB.
GOVERNO FEDERAL
Permanência de Furlan será
definida em três semanas
A definição sobre a permanência ou não do
ministro Luiz Fernando Furlan na pasta do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior deverá sair em no máximo três
semanas.
“O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] sabe das minhas
razões. Eu tenho conversado muito com ele e dentro de duas ou três
semanas teremos uma definição por parte do presidente”,
disse o ministro ontem, em evento em São Paulo.
Nos bastidores do governo circulam rumores de que o ministro não
pretende continuar no cargo, apesar dos apelos feitos pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.
Entretanto, durante discurso na abertura da Couromoda 2007 - evento do
setor calçadista -, em São Paulo, Furlan afirmou que será
um aliado dos produtores e dos governadores no debate sobre os créditos
tributários no âmbito do governo federal, levando alguns
dos presentes a cogitarem a possibilidade de o ministro continuar no Desenvolvimento.
JUNGMANN
O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse que renuncia ao mandato se ficarem
comprovadas as denúncias de que ele desviou do Ministério
do Desenvolvimento Agrário R$ 33 milhões no período
em que foi titular da pasta - no governo do ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso. Em sua defesa, Jungmann apresentou resultado de investigação
realizada pelo Governo Lula na pasta, que não apontou irregularidades.
“Eu renuncio ao meu mandato se encontrarem isso aí [na minha
conta]”, disse, referindo-se ao montante que teria sido desviado.
O argumento também foi usado por parlamentares acusados por Jungmann
de participar dos esquemas do “mensalão” ou dos sanguessugas.
“Eu renuncio ao meu mandato se encontrarem provas”, afirmou
o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), na época em que era investigado
pela CPI dos Sanguessugas. O senador foi inocentado, mas não conseguiu
se reeleger.
|