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IMPASSE
Vereador não aprova taxa de combate a incêndio

Otto volta a questionar
legalidade de cobrança

O anteprojeto de lei complementar 046/2006, que transforma a Taxa de Combate a Incêndio em Taxa de Sinistro, provocou a indignação do vereador Otto dos Reis Filho (PFL), o qual considera a alteração inconstitucional, embora tenha sido aprovada pela maioria dos vereadores na última sessão do Legislativo Municipal esta semana. Agora ela será sancionada pelo prefeito de Cascavel, Lísias de Araújo Tomé. “Essa taxa municipal não pode ser cobrada por ser um serviço prestado pelo Corpo de Bombeiros, que pertence ao Estado.”
O vereador entende que o anteprojeto não poderia ser aprovado porque o fato gerador da taxa não depende de um serviço prestado, mas de algo que é colocado à disposição da população, cujo dever pertence ao Estado. “O Corpo de Bombeiros não deixará de atender um chamado para apagar um incêndio se o contribuinte não pagou. Por isso a taxa de sinistro é indivisível, pelo fato de estar à disposição de todos, independente de pagamento. É dever do Estado e direito do cidadão.”
Ele lembra que a cobrança da taxa de sinistro ajuda na manutenção da estrutura do Corpo de Bombeiros, mas lembra que o Município não deveria cobrar um imposto dessa natureza. “As receitas para a manutenção do serviço prestado pelo Estado deve vir da arrecadação geral de impostos. No caso da Defesa Civil, os recursos devem ser retirados daquilo que o Município conseguir arrecadar e não de uma taxa específica.”

BILHETAGEM ELETRÔNICA
Emenda propõe garantia
de emprego a cobradores

A emenda do vereador Seno Rhoden (PTB) obrigou a retirada da pauta de votação da última sessão da Câmara de Vereadores do projeto de Lei 31/2006, de autoria do vereador Aderbal de Mello (PT). Contrário à implantação da bilhetagem eletrônica nos ônibus de transporte coletivo urbano de Cascavel no próximo ano, porque considerar que não existem garantias de empregos para os cobradores, Seno incluiu a emenda solicitando que seja adicionado ao contrato das empresas de transporte coletivo uma cláusula garantindo a existência da função. “A emenda pede que seja incluído no contrato que, nos próximos cinco anos, a cada cobrador demitido, outro seja contratado em seu lugar. Essa medida visa garantir os empregos porque não podemos proibir as dispensas, mas tentaremos garantir, pelo menos a existência da função”, explica Seno.
Em contrapartida o parlamentar critica a proposta de Aderbal, cujo texto obriga a empresa a contratar um cobrador e um motorista para cada ônibus e microônibus do transporte coletivo. “Uma lei municipal não pode definir a contratação de pessoas por uma empresa. Ela não pode interferir na administração dos recursos humanos. Se esta lei for aprovada as empresas derrubarão o artigo com uma liminar na hora que quiserem. Já a minha emenda é um aditivo no contrato.”

INDIGNADO
Durante a votação dos vetos parciais da prefeitura às emendas dos vereadores à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o vereador Seno Rhoden pediu que as emendas vetadas fossem votadas separadamente, porque haviam sido enviadas separadas para a análise da administração municipal, mas voltaram em bloco. “Na hora que pedi para eu fossem votadas separadas, o técnico da Câmara disse que não poderia ser feito dessa forma.” Depois ele verificou que poderia ter sido votada em separado e se sentiu prejudicado. “Eles mantiveram o veto do prefeito para todas as emendas do conjunto, inclusive a minha, que impedia de dar dotação orçamentária para a implantação da bilhetagem eletrônica no ano que vem. Foi uma manobra para poder derrubar a emenda.”

CONGRATULAÇÕES
O presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Juarez Berté (PPS), explica que o Voto de Congratulações aprovado pela maioria dos vereadores para o presidente da SRO (Sociedade Rural do Oeste), Alessandro Meneghel, é em virtude de o agropecuarista ter se colocado em “defesa do estado de direito de todos os cidadãos”, ao enfrentar o MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). “Não elogiamos a violência, mas o fato de chamar a atenção das autoridades constituídas em todo o País para os mandos e desmandos de um movimento social. Ele lutou pela defesa dos interesses dos cidadãos. Muitas pessoas se vêem prejudicadas pelas ações desses grupos.”

SEM FUSÃO
Recuo ocorreu depois do fim da cláusula de barreiras

Fim da fusão com PPS
agrada PMN de Cascavel

Os partidários do diretório do PMN de Cascavel ficaram satisfeitos com a direção nacional do partido, que desfez o acordo firmado há cerca de um mês com o PPS e PHS para a formação da MD (Mobilização Democrática). O diretório nacional negou que o recuo tenha ocorrido devido à mudança na regra da cláusula de barreira e garantiu que o partido encontrou dificuldades nos estados para convencer os filiados a concordarem com a fusão, o que estaria gerando discussões e possíveis desfiliações caso ocorresse a nova formação. “Vamos andar com as próprias pernas. Para nós, com a fusão ou sem ela, o saldo é positivo”, afirma o presidente municipal do PMN, Roberto Magalhães.
O vereador Soni Lorenzi não estava convencido de que a fusão seria boa para o partido, porque entende que a sigla está consolidada em Cascavel. “Temos uma executiva que respeitamos e nos respeita. Formando a MD, haveria um racha, tanto que cada agremiação queria ter o controle da nova sigla e isso, com certeza, causaria a saída de alguns membros do PMN.”
Ele garante que é “unânime” a vontade dos filiados em Cascavel para que o partido siga sua trajetória sozinho.


MAIS UM DEPUTADO
O suplente de deputado estadual, Adelino Ribeiro (PMN), pode ser o segundo deputado estadual a representar Cascavel na Assembléia Legislativa.
De acordo com o presidente municipal do PMN, Roberto Magalhães, aumentaram as probabilidades de o deputado Dr. Batista, de Maringá, assumir a Secretaria de Saúde do Estado, a pedido do vice-governador reeleito, Orlando Pessutti, deixando uma vaga para Adelino na Assembléia. A definição deve ocorrer até a próxima semana.


COMBATE À FOME
Município poderá ter
restaurantes populares

A população de Cascavel poderá ter dois restaurantes populares no próximo ano devido ao projeto de Lei 347/2006, de autoria do vereador Aderbal de Mello (PT), que autoriza a administração municipal a celebrar convênio com o governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e combate à Fome, visando a construção dos estabelecimentos que fornecerão alimentação a preços mais acessíveis à população. “Esse é um programa do governo Lula que já está implantado em vários municípios do Brasil e recentemente implantado em Toledo.” O projeto ainda não foi apresentado na Câmara de Vereadores.
Ele explica que o governo federal financia praticamente 100% da construção. “O Município doa o terreno e a União paga a instalação. Esperamos ter dois restaurantes populares na cidade, sendo um próximo ao termina oeste e outro na região norte, e se possível até um terceiro.”
Segundo o vereador os estabelecimentos oferecerão alimentos de boa qualidade por um preço “extremamente barato”, beneficiando “estudantes, desempregados, e pessoas de menor poder aquisitivo”. “Temos conversado com o Ministério e o poder Executivo municipal. Claro que isso levará algum tempo, mas acredito que no ano que vem esses restaurantes estarão funcionando.”
O projeto de Lei estabelece que o Município destinará uma verba anual na LOA (Lei Orçamentária Anual) para manutenção e ampliação do programa de restaurantes populares, mas não especifica um valor.


SAÚDE
Conselho fará moção
de repúdio a vereador

O CMS (Conselho Municipal da Saúde) fará uma moção de repúdio ao vereador Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), porque o parlamentar não compareceu à reunião do Conselho no dia 11, para a qual havia sido convocado. “Protocolamos a convocação no gabinete do vereador [Julio Cesar] em oficio endereçado a ele. O conselho queria saber em que “pé” está a investigação sobre o desvio de medicamentos, uma vez que foi ele quem fez as denúncias e poderia ter mais informações. Os conselheiros entenderam que ele ignorou a convocação, por isso propuseram a moção de repúdio”, explica o presidente do CMS, Antonio Vieira Martins, o Toninho Frentista. “Protocolamos o ofício no dia 24 de novembro.”
O vereador Julio Cesar garante que não recebeu a convocação e estranha a moção dos conselheiros. “Na verdade não fui convidado, não sabia que era necessária a participação na reunião. Só participo da reunião quando há um convite formal para prestar esclarecimentos.”
Ele afirma que ficou chateado com a atitude do CMS. “Tenho o mesmo número de telefone há sete anos, se queriam que eu participasse da reunião era só me comunicar. Da forma como ocorreu parece ser apenas um ato político.”

Pressão
O vereador Julio Cesar Leme da Silva comentou as declarações do prefeito de Cascavel, Lísias Tomé, e disse que realmente não há interesse em “pedir cabeças” dos cargos de confiança, mas ressaltou que o apoio oferecido pelo PMDB é à administração municipal é como um todo e não exclusivo ao prefeito. “O que houve foi uma manifestação por parte dele [Lísias] de buscar uma conversa com o PMDB para que a agente pudesse contribuir na aproximação com o governo do Estado. Achamos que isso é importante para a cidade, mas não vamos ajudar o prefeito e sim a administração de Cascavel. Se alguém vai sair, é uma questão pessoal dele.”


 

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