Principal > Internacional

EUA
Guerra no Iraque, falhas na inteligência e o Katrina estão na lista

Democratas pretendem
investigar governo Bush

Com a vitória dos democratas tanto na Câmara dos Representantes (deputados) como no Senado, a oposição ao governo de George W. Bush controlará algumas das mais poderosas comissões do Congresso americano. Isso significa que a administração terá que se preocupar com investigações sobre a guerra do Iraque, falhas na inteligência e o fiasco da resposta ao furacão Katrina.
A imprensa norte-americana já destaca até os prováveis novos presidentes de algumas das comissões mais poderosas do Congresso americano, como Jay Rockefeller, da Comissão de Inteligência do Senado, que pretende investigar as razões apresentadas pela Casa Branca para invadir o Iraque.
Outra subcomissão quer analisar a falta de licitações para as empresas contratadas na reconstrução do Iraque.
Já na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Tom Lantos deve insistir para que os Estados Unidos negociem com a Coréia do Norte e com o Irã, desafetos declarados do presidente Bush.

TENSÃO
Otan rejeita referendo de
separatistas da Geórgia

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar liderada pelos EUA) rejeitou ontem o referendo que a região separatista georgiana da Ossétia do Norte planeja realizar hoje. A organização alertou também para o risco de uma escalada da tensão na região.
“Em nome da Otan, eu me junto a outros líderes internacionais e rejeito o chamado ‘referendo’ e as ‘eleições’ conduzidas na região da Ossétia do Sul”, afirmou ontem em um comunicado o secretário-geral da Otan, o general Jaap de Hoop Scheffer.
Oficiais separatistas da Ossétia do Sul esperam que o referendo de hoje traga reconhecimento internacional para sua luta de 14 anos por independência.
Os Estados Unidos e a União Européia já disseram que pretendem ignorar o referendo. A Rússia - que apóia a região separatista - não reconheceu o referendo, mas sugeriu que a Geórgia considere cuidadosamente seu resultado.


FOTOLEGENDA:

Dois anos depois da morte do líder Yasser Arafat, a política e a sociedade palestina ainda não conseguiram superar sua ausência. Ontem os dois anos da morte de Arafat, que muitos consideram o pai da causa palestina, foram lembrados com homenagens. Embora tenha havido grande mudanças na organização das lideranças palestinas neste período - notadamente a vitória do grupo islâmico Hamas nas eleições deste ano -, nenhum líder conseguiu substituir Arafat ou unificar a nação como ele fez.


TERRORISMO
Explosão de dois carros
deixa 8 mortos em Bagdá

Pelo menos oito pessoas morreram ontem e 32 ficaram feridas na explosão simultânea de dois carros-bomba conduzidos por suicidas em um mercado no Centro de Bagdá, segundo policiais locais. As explosões ocorreram na Praça de Hafez Al Qadi, que estava cheia de transeuntes no momento das explosões.
Segundo a polícia, o número de vítimas pode aumentar devido à gravidade dos ferimentos sofridos por algumas pessoas.
Em outra explosão ontem um civil morreu e cinco ficaram feridos após uma bomba que estava colocada debaixo de um veículo civil num bairro do leste de Bagdá ser detonada, ainda segundo a polícia.

CRISE
Fracassa
negociação
no Líbano
As negociações para tentar pôr um fim à crise política do governo do Líbano ruíram ontem, depois que líderes anti-Síria rejeitaram a exigência do Hizbollah - grupo extremista islâmico libanês que recebe apoio sírio e iraniano - e de seus aliados por mais poder.
“Não alcançamos nenhum resultado hoje [ontem] e a sessão foi encerrada sem que fosse definida uma data para a próxima rodada de negociação”, disse Michel Aoun, líder da oposição cristã e aliado do Hizbollah.
Os participantes anti-Síria também confirmara o fracasso da reunião.
A negociação de uma semana, organizada pelo líder do Parlamento, Nabih Berri, dá abertura para uma escalada da tensão no país e especialistas temem por um retorno do caos.
O Hizbollah, que afirmou ter vencido o conflito armado contra Israel encerrado em 14 de agosto, lidera um movimento por mudanças no governo. O movimento acusa o primeiro-ministro, Fouad Siniora, de não o apoiar durante a guerra com Israel e de se aliar aos Estados Unidos e a Israel nas exigências desses dois países pelo desarmamento da guerrilha no Líbano.


VENEZUELA
Para oposição, visita de
Lula é “inconveniente”

A poucas semanas da realização das eleições presidenciais na Venezuela, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país é considerada “inconveniente” pela oposição venezuelana. Oficialmente, Lula visita a Venezuela para participar da inauguração de uma ponte construída sobre o Rio Orinoco e da certificação de um poço petroleiro.
Para a oposição, trata-se de um apoio político a favor do presidente Hugo Chávez, candidato à reeleição.
“Neste momento a presença de Lula é inconveniente. Acredito que essa visita poderá ser manipulada eleitoralmente pelo governo”, disse à “BBC Brasil” Timoteo Zambrano, diretor de Assuntos Internacionais do candidato de oposição, Manuel Rosales.
Zambrano também questiona o fato de o presidente brasileiro inaugurar a obra de uma empresa privada, como é o caso da construtora brasileira Odebrecht, responsável pela construção da ponte. “Não vejo porque ele [Lula] tem que participar de uma inauguração desse tipo, ainda mais nas vésperas das eleições”.


CUBA
Fidel Castro voltará ao poder, diz assessor

O presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular (Parlamento), Ricardo Alarcón, um dos principais assessores de Fidel Castro, afirmou que líder cubano “está bem e voltará ao poder”. Segundo Alarcón, Fidel “continua se recuperando e cumprindo disciplinadamente seu programa de reabilitação”.
O comunicado do assessor, com tom encorajador, foi divulgado faltando três semanas para a realização de uma homenagem ao líder por seus 80 anos. Isso tem provocado especulações sobre uma possível aparição pública de Fidel.
Alarcón comentou sobre uma possível participação do presidente cubano durante as homenagens organizadas pela fundação Guayasamín, marcadas para o período de 28 de novembro a 1º de dezembro. Fidel também poderia comparecer ao desfile militar de 2 de dezembro, quando será comemorado seu aniversário, ocorrido em 13 de agosto. Os festejos foram adiados devido à crise de saúde que o obrigou a ceder o poder pela primeira vez em quase meio século

EUROPOL
A Alemanha pressionará a União Européia pelo reforço da organização policial do bloco, a Europol, como parte da ênfase em cooperação de segurança que o país quer garantir quando assumir a Presidência da UE no ano que vem, disse a chanceler Angela Merkel ontem.
“A questão da segurança será prioridade na agenda [da Presidência da EU], porque sabemos que nenhuma nação pode garantir a segurança de seus cidadãos sozinha”, disse Merkel em mensagem às delegacias de polícia da Alemanha enviada por seu gabinete. “Precisamos estar juntos nessa área”.
A Alemanha assume a Presidência da UE por seis meses em 1o de janeiro. O posto, que é rotativo, está no momento com a Finlândia.

 

 

Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.
Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.
Enquete

Você acha que o aniversário de Cascavel deve ser comemorado que dia?

14 de novembro
14 de dezembro


Resultado Parcial

Copyright Jornal Hoje. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Hoje.