Principal > Política

PROPOSTA
Jadir quer que a prefeitura compense o funcionalismo

Projeto quita perda salarial
dos servidores de Cascavel

O vereador Jadir de Mattos (PTB) protocolou ontem na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei 268/2006, que visa quitar as perdas salariais históricas acumuladas há mais de dez anos pelos servidores públicos de Cascavel. De acordo com o projeto, a prefeitura fica autorizada a definir como coeficiente oficial o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) a ser pago na data-base.
O projeto de Jadir também autoriza o Executivo a promover uma revisão geral das perdas acumuladas até agora e parcelás-la em cinco anos. A estimativa é de que o índice chegue a 35%.
Se aprovado pelos demais membros da Câmara, o projeto beneficiará um contingente aproximado de 6 mil pessoas, além de pensionistas e inativos, e injetar na economia local um montante significativo.
Jadir classifica a medida como justa aos servidores, mediante a quitação de seus direitos. “O vencimento básico da maioria não condiz com a realidade do mercado. Em alguns casos os vencimentos básicos, deduzidos os encargos, são inferiores ao salário mínimo, uma afronta à Constituição Federal e à dignidade do trabalhador”, acentua.
Jadir diz que o IPCA já é utilizado por outras esferas de governo para reajuste salarial e em Cascavel essa prerrogativa é exclusiva do prefeito, que define, a seu critério e data, o valor a mais a ser repassado. “Isso gera desconforto e insegurança ao trabalhador, que não pode fazer planos, por estar à mercê da boa vontade do chefe do Poder Executivo”, comenta.
Ele acredita que o projeto será facilmente aprovado pelos demais vereadores. “O Executivo será beneficiado com a medida, pois, através da previsão anual, poderá planejar a quitação dessa despesa de forma parcelada e dentro de um equilíbrio financeiro razoável”.
O vereador espera que o benefício seja repassado em 2007, já que o Executivo pode incluir tais propostas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e na LOA (Lei Orçamentária Anual).

 

NO ATAQUE
Osmar diz que Paraná retrocedeu 20 anos

O candidato a governador pela coligação Paraná da Verdade, senador Osmar Dias, também esteve em Cascavel na manhã e disparou críticas à atual administração estadual. Osmar insinuou que foi o governo quem iniciou os ataques e agora terá que agüentar o bombardeio. “Tivemos um momento da campanha em que a nossa intenção era mostrar as propostas de campanha, o perfil do candidato. Mas quem começou a nos colocar com essa postura foi o próprio governador, quando fez calúnias pelas quais está sendo processado por mim. Agora estamos mostrando quem fala a verdade no Estado”, afirmou.
O senador disse que o próximo governo precisará fazer “um forte investimento e adotar políticas sérias e eficientes para que o Paraná possa recuperar os 20 anos de retrocesso registrados em quatro anos do atual governo. Foi o projeto do atraso”.
Ele analisou os dados que atestam a crise na agricultura, a queda na produção industrial, o baixo desenvolvimento humano de 70% dos municípios paranaenses e as perdas registradas pelo Porto de Paranaguá. “Agora precisamos retomar o desenvolvimento econômico e social do Estado. Precisamos de uma política de desenvolvimento que contemple todos os setores, o campo e a cidade”, disse.
O senador também fez duras críticas ao conflito com o pedágio. “Ele [o governador Roberto Requião] está viajando na maionese dizendo agora que vai resolver o problema do pedágio construindo estradas paralelas. Ninguém acreditará. O governo está deixando um passivo de R$ 160 milhões ao Estado devido à briga com o pedágio, que vai virar precatório. Existe um Paraná na propaganda e outro na realidade. Estamos mostrando a realidade do Estado. Não é só o pedágio. É o Porto do Paraná, que empurrou os investimentos para Santa Catarina. Tem também a Usina de Gás de Araucária. Quando ele assumiu disse que não valia nada, mas comprou por R$ 419 milhões uma usina que viria de graça para o Paraná”, rechaçou.

SEGUNDO TURNO
O prefeito Beto Richa e o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), acreditam que o candidato tucano Geraldo Alckmin vai para o segundo turno. Em encontro na tarde de ontem, Bornhausen afirmou que Alckmin vencerá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em toda a Região Sul do Brasil. Hoje o candidato tucano estará em Curitiba.
“Nos três estados do Sul Alckmin vencerá. Vamos para o segundo turno”, garantiu Bornhausen.
“Aqui, no Paraná, garanto a vitória”, avisou Richa, que é coordenador da campanha presidencial no Estado.
Richa afirma que montou uma estrutura vitoriosa, que leva a proposta do candidato tucano à população. “A receptividade do eleitor é muito boa. Acredito em um segundo turno”, frisa.
Alckmin considera que Richa está certo e manda avisar que no Paraná estão “os brasileiros e brasileiras que levarão a campanha para o segundo turno".

 

EM CASCAVEL
Senador visitou o comitê pró-Alckmin

Alvaro Dias condena
corrupção e reeleição

O senador Alvaro Dias (PSDB), candidato à reeleição, esteve em Cascavel cumprindo agenda política na manhã de ontem. Ele chegou por volta das 11h, fez uma caminhada no Calçadão da Avenida Brasil onde cumprimentou eleitores e depois visitou o comitê pró-Geraldo Alckmin, a convite do empresário Velci Kaefer, coordenador da campanha do candidato à Presidência do PSDB na região oeste. Antes de seguir viagem para Campo Mourão, Alvaro almoçou com a imprensa.
Na entrevista aos jornalistas, Alvaro avaliou o atual quadro político e considerou que há “uma anestesia geral no eleitor. Isso tem um lado positivo e outro negativo. Negativo porque o eleitor está desencantado com a política devido aos escândalos dos sanguessugas, do valerioduto, do ‘mensalão’. A população está revoltada. Por outro lado, está havendo a valorização daqueles que estão agindo corretamente. Por isso não precisa de campanha. O eleitor conheceu mais de perto o seu candidato e isso vale mais do que promessas”.
O senador disse que a reeleição é responsável por “essa bagunça na política”. Alvaro considera que, futuramente, a reeleição a cargos do Executivo possa ser novamente discutida, mas o momento exige o seu fim. “Não há vantagem para quem é oposição. Os governantes usam e abusam da máquina pública. Há uma inversão de prioridades. O Bolsa-Família, por exemplo, é uma forma de comprar votos com dinheiro público. Nós temos que acabar com a reeleição”, acentuou.
“O Executivo é o responsável pela corrupção. Trouxe o Legislativo para o balcão de negócios e corrompeu o Legislativo. A população tem sabedoria para distinguir um dos outros para separar o joio do trigo e eleger um Congresso melhor. Precisamos adotar um novo modelo político para combater a corrupção desde o período eleitoral até o administrativo”, defendeu.

 

ELEIÇÕES 2006
Requião propõe abertura
de novo banco estadual
 
O governador licenciado e candidato à reeleição pela Coligação Paraná Forte, Roberto Requião, propôs ontem, em Curitiba, a abertura de um banco público no Paraná. “Não é uma promessa, mas um sonho que acalento há muito tempo. Este sonho é o ressurgimento de um banco público no Paraná, uma Caixa Econômica que funcionaria como o nosso Banestado. Já temos uma lei da Assembléia que autoriza a abertura, e isso depende do entendimento com as autoridades do Banco Central”, afirmou Requião.
A declaração foi dada durante café da manhã com funcionários aposentados do extinto banco paranaense, comprado pelo Itaú em dezembro de 2000. A afirmação de Requião foi o desfecho de um discurso focado na defesa das empresas públicas do Paraná e do Brasil.
O candidato da Coligação Paraná Forte criticou o processo de privatização do Banestado, a venda de ações da Sanepar para um grupo francês, a tentativa da venda da Copel e o leilão da Vale do Rio Doce.
Requião afirmou que o Itaú pagou cerca de R$ 1,4 bilhão e herdou um crédito tributário de R$ 1,8 bilhão, enquanto o Estado se endividou em mais de R$ 5 bilhões. Roberto Requião disse ainda que, um dia antes da eleição que o conduziu ao Palácio Iguaçu em 2002, o ex-governador Jaime Lerner, mesmo sabendo que as pesquisas apontavam a vitória de Requião, prorrogou o contrato de gestão dos recursos públicos com o governo do Estado por mais cinco anos antes mesmo do fim do prazo de dois anos estabelecido pelo contrato assinado na época da liquidação.
A mesma estratégia é usada pelos grupos econômicos que hoje defendem a privatização do Porto de Paranaguá, afirmou Requião. “O Porto de Paranaguá está passando pelo mesmo processo de desconstrução que a Sanepar sofreu, que a Copel sofreu e que o Banestado sofreu. O porto teve receita cambial superior a US$ 9 bilhões em 2005. No governo que me antecedeu havia um protocolo que pretendia privatizá-lo em seis meses. Eu ignorei o protocolo e impedi a privatização, porque ela deixaria o controle do porto na mão de poucos empresários”, lembrou.

 

RETORNO
Juarez visita igrejas na
reta final de campanha

O candidato a deputado estadual pelo PSC Juarez Farias deixou o hospital terça-feira, em Cascavel, onde ficou internado por três dias para se recuperar de um princípio de infarto, e já traçou as metas para a reta final de campanha. O ex-vereador reconhece que não poderá imprimir o mesmo ritmo de antes do susto, mas tentará cumprir todos os compromissos firmados. “Terei que delegar mais funções aos meus companheiros de campanha, mas queremos que a nossa proposta chegue a todos os cascavelenses”, frisou.
Juarez disse que a partir de hoje até o fim da campanha eleitoral visitará as igrejas de Cascavel. “Durante o dia em faço corpo-a-corpo nos bairros e, à noite, vou visitar as igrejas de Cascavel”, detalhou, acompanhado do pastor Alcindo, da Igreja Renovação Cristã da Igreja de Deus, que é um dos coordenadores de sua campanha. “Nossa meta é visitar 50 mil pessoas nesses dias que antecedem o pleito”, anunciou o candidato.
“Esta é a hora de conquistar o voto. Estou me recuperando do susto, mas não vou esmorecer. Recebi muitas manifestações de carinho de amigos, muitas pessoas ligando dizendo que estariam orando pela minha recuperação e, por isso, o trabalho precisa continuar. Vamos conseguir os votos necessários para se eleger”, ressaltou.

 

 

Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.
Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.
Enquete

Na sua opinião, a renovação das cadeiras no Legislativo de Cascavel foi para:

Melhor
Pior
Ficou igual


Resultado Parcial

Copyright Jornal Hoje. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Hoje.