| MOTO-ENTREGA
O projeto
protocolado há dois anos
Regulamentação
de serviço
está parada no Legislativo
Apesar
de ter sido protocolado e lido em sessão ordinária da Câmara
de Vereadores em abril de 2006, um projeto de autoria do vereador Jadir
de Mattos (PTB), que regulamenta o serviço de entrega de mercadorias
por meio de motocicletas, ficou esquecido e ainda não foi votado.
A proposta discrimina exigências tanto para os veículos utilizados,
as motocicletas, quanto para os condutores.
Pela proposta do vereador, a então CCTT (Companhia Cascavelense
de Transporte e Tráfego), hoje Cettrans (Companhia de Engenharia
de Transporte e Trânsito) de Cascavel será o órgão
responsável pela regulamentação e autorização
para a exploração dos serviços de moto-entrega, observando
os interesses e necessidades da população. As motocicletas
utilizadas para este tipo de serviços terão que se adequar
às exigências que vão desde o baú traseiro
que utilizam para a carga, que não pode comprometer a segurança
do condutor, até parâmetros de qualidade definidos pelo Inmetro.
Pela proposta, as motocicletas serão cadastradas na Companhia de
Trânsito e terão a obrigatoriedade de manter no veículo
uma faixa amarela que identifica o serviço de moto-entrega, no
baú traseiro ou no tanque de combustível, de forma a privilegiar
a visibilidade. O tempo de uso das motocicletas para esses serviços
não podem ultrapassar a 12 anos, tem que ter documentação
obrigatória completa e atualizada, entre outras exigências.
Para o condutor, o projeto de lei também aponta uma série
de exigências que devem passar pelo controle da Cettrans para ser
legalizado: habilitação na categoria por pelo menos um ano,
idade mínima de 20 anos, saúde física e mental comprovada
por atestado médico renovável a cada ano, dirigir sem oferecer
riscos a pedestres e motoristas, obedecer o limite de velocidade previsto
pelo Código de Trânsito Brasileiro. O condutor de veículo
de moto-entrega terá que portar, além do documento de identidade
e de habilitação, crachá específico para a
atividade expedido pela Cettrans.
Controle
também de empresas
O
projeto de lei do vereador Jadir de Mattos aponta também exigências
às empresas que utilizam o serviço de moto-entrega. Segundo
a proposta, as empresas que contratarem motociclistas autônomos
para a entrega de mercadorias por elas comercializadas ficarão
obrigadas a informar à companhia as características do veículo,
o número da placa, nome e endereço do condutor, além
de vistoria na Cettrans, mesmo não sendo de sua propriedade. Prevê
ainda que as empresas que contratarem motociclistas autônomos respondam
solidariamente por qualquer infração de trânsito,
dano físico ou material que o condutor da motocicleta venha causar
a terceiros.
O projeto aponta ainda penalidades que vão desde advertência,
multa, apreensão do veículo até suspensão
temporária do serviço e cassação da autorização
para exercer a atividade em caso de irregularidades.
Projeto pode ser retomado
O
autor da proposta que prevê a regulamentação do serviço
de moto-entrega em Cascavel, Jadir de Matto, disse ontem que quando o
projeto foi protocolado, dependia de contatos com a Cettrans para verificar
a necessidade de ajustes de acordo com o que prevê a legislação
nacional, o que estava marcado para o final do ano passado. O vereador
se mostrou disposto a retomar a discussão do assunto.
DOIS ANOS
Projeto sobre bebidas em postos também está parado
Também
está engavetado na secretaria do Legislativo de Cascavel desde
junho de 2006, o projeto do vereador Jorge Lauxen (DEM), que disciplina
o consumo de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis,
self service e estacionamentos públicos e privados. O não
cumprimento acarreta em multa ao dono do estabelecimento e também
ao consumidor que for apanhado no pátio dos postos ou estacionamentos,
o chamados “bobódromos”. Só que neste caso,
a multa seria em trabalho voluntário para o Município. Ainda
de acordo com a proposta, o dono do posto ficará obrigado a afixar
a lei em local visível de seu estabelecimento.
LICITAÇÕES
Problemas
como da informatização motivaram iniciativa
Projeto
quer evitar mais
prejuízos para Cascavel
O
problema apresentado em algumas licitações feitas pela Prefeitura
de Cascavel, com o recente caso da informatização das unidades
básicas de saúde, motivou o presidente da Câmara de
Vereadores , Julio Cesar Leme da Silva (PMDB) a formular um projeto que
será apreciado pelos vereadores nas próximas sessões
ordinárias. A matéria especifica normas e quer priorizar
empresas locais.
“Estamos propondo mecanismos que não ferem a legislação
existente e que abrem maiores possibilidades de participação
de empresas da cidade nos processos de licitação do Município”,
avalia o autor da proposta. Julio Cesar aposta que os itens qualidade
e preço estarão mais garantidos se empresas locais puderem
prestar serviços e fornecer produtos para a prefeitura.
A decisão de elaborar o projeto veio depois de problemas, como
o caso da informatização da saúde, em que uma empresa
de Maringá venceu a concorrência mas não conseguiu
realizar o serviço. “Por causa de uma licitação
mal feita”, afirmou Julio César. O prejuízo, segundo
o presidente da Câmara, não foram somente os R$ 90 mil pagos
à empresa, mas principalmente porque o serviço não
foi realizado. Julio Cesar defende que, apesar das dúvidas surgidas
no preço total de R$ 1,8 milhão, o serviço deveria
ter sido concluído, pois reduziria o prejuízo à população.
O projeto abre possibilidade de participação a pequenas
empresas da cidade, desde que tenham lastro e estrutura. Para o autor
do projeto, uma empresa local vai primar por um bom serviço porque
tem que preservar o nome. Julio Cesar lembra que em 2003 houve concorrência
pública da Prefeitura de Cascavel para seis lotes de pavimentação
asfáltica. Quatro foram vencidos por empresas de fora. O asfalto
apresentou má qualidade e quando foram verificar a possibilidade
de correção, essas empresas nem existiam mais. “Se
é uma empresa local, dentro de um prazo de cinco anos como é
previsto, a correção pode ser feita, pois os diretores terão
a preocupação de manter-se no mercado”, afirma Julio
Cesar.
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