VACINA
*Oniodi
Poliomielite está erradicada no Brasil, mas vacinação
ainda é importante
Campanha
mobiliza o País
As
duas gotinhas contra a paralisia infantil começaram a ser tomadas
ontem por crianças de até cinco anos de idade. Distribuídos
por toda a cidade, as UBS (Unidades Básicas de Saúde) e
os outros 22 pontos-volantes de vacinação atenderam aos
pais que trouxeram, mesmo diante do tempo instável, seus filhos
para serem imunizados.
Pela manhã a quantidade de crianças que foram vacinadas
ficou abaixo do previsto, visto que pelo Calçadão da Avenida
Brasil, menos que 80 receberam as gotinhas. “O movimento maior sempre
é tarde, todos os anos que participei foi assim”, explicou
a empresária Sandra Prado. O clima frio também contribuiu
para um número reduzido de pais. “Tem que ter tempo, se não
tiver, arruma! E mãe e pai têm que ter responsabilidade”,
salientou a advogada Maria Regina da Costa, que levou seu filho para ser
imunizado.
A campanha não levou apenas profissionais da saúde para
auxiliar na concretização da meta, mas voluntários
em todo o Brasil que buscam dar apoio ao trabalho. Em Cascavel, diversos
segmentos do Rotary International montaram rodízio para que todos
ajudassem. “O nosso trabalho social é para ajudar a comunidade,
sempre buscamos estar onde necessitam”, observou a nutricionista
e voluntária Olívia Lucas.
A importância da conscientização dos pais é
considerável, analisando os avanços que foram obtidos com
as campanhas nos últimos anos. “Para se dar conta da importância
basta compararmos com o passado, quando não havia essas campanhas.
Hoje vemos o quão importantes elas são para nossas crianças”,
apontou a autônoma Anelena Rodrigues, que levou Luiz de três
anos para receber as gotinhas.
“É uma responsabilidade do Estado em torno da saúde,
mas também dos pais, que devem levar as crianças para os
locais de vacinação”, alertou a responsável
pela divisão de assistência à saúde, Arlene
Buzzolon. As crianças que foram imunizadas ontem pelo mutirão
poderão tomar as gotinhas até o dia 26 nas UBS. A segunda
fase da campanha ocorrerá 8 de agosto e todas as crianças
deverão tomar o medicamento que previne a paralisia.
ASSISTÊNCIA
SOCIAL
ANA aguarda verba de parceria há seis meses
A
ANA (Associação Nova Aliança) está passando
por problemas financeiros. Ano passado ela foi desabilitada pelo Cmas
(Conselho Municipal de Assistência Social) de Cascavel e foi obrigada
a desfazer a parceria que tinha com o Município havia anos. Para
atender cerca de 35 pessoas pobres, que antes de serem abrigados pela
entidade eram moradoras de rua, ela recebia R$ 4,3 mil por mês.
De acordo com o presidente da entidade, Miguel de Oliveira, a associação
atendeu nos meses de outubro, novembro e parte de dezembro mas não
recebeu por isso. “Temos ainda cerca de R$ 10 mil para receber do
Município. Sem esse dinheiro não conseguimos pagar fornecedores
e ainda acertar o salário de uma profissional da área da
assistência social que trabalhava conosco”, reclamou.
Segundo Miguel, algumas pessoas continuam morando na sede da entidade,
localizada na Rua Presidente Bernardes. No entanto, a associação
não recebe apoio algum do Poder Público. O rompimento da
parceria ocorreu por falta de estrutura física da entidade. Várias
adequações foram exigidas pelo Conselho e pela Vigilância
Sanitária e a entidade não teve condições
de executá-las.
OUTRO LADO
O gerente administrativo da Secretaria de Ação Social, Marcos
Pinheiro, confirmou a dívida, mas disse que o valor é referente
a apenas um mês de atendimento, no valor de R$ 4,3 mil. Ele explicou
que no fim do ano passado, quando a entidade perdeu o registro no conselho,
a parceria foi desfeita, mas a associação atendeu por mais
uns dias até que a secretaria encontrasse um local para colocar
as pessoas que até então estavam na entidade.
Conforme Marcos, o conselho já deliberou o repasse, mas é
necessária a aprovação da verba pela Câmara
de Vereadores. “Encaminhamos o pedido e estamos aguardando a resposta.
Assim que for liberado vamos fazer o pagamento”, disse.
Ele complementou ainda que o conselho ficou sabendo da dívida da
entidade com a assistente social e ela terá que ser paga com esse
recurso.
CONCURSO
Prefeitura convoca educadores sociais
Foram
chamados pela Prefeitura de Cascavel para ingressar no serviço
público 25 educadores sociais, sendo nove mulheres e 16 homens,
aprovados no último concurso, realizado dia 11 de maio. Também
foram convocados mais 60 profissionais da mesma seleção
para os cargos de agente comunitário de saúde, auxiliar
de serviços gerais, coveiro, pedreiro, zelador, agente administrativo
e enfermeiro.
Com esta nova chamada, faltam ainda para serem convocados desse concurso
180 aprovados. Ocorre que antes da realização das provas,
a prefeitura que recebeu uma determinação da Justiça
- a pedido do Ministério Público - teve que anunciar o número
de vagas que realmente seriam preenchidas pelos candidatos. De 524 as
vagas baixaram para 395.
Para o cargo de educador social os convocados devem apresentar os documentos
pessoais no Departamento de Recursos Humanos até o dia 17 desse
mês e dos outros cargos até o dia 18. O concurso tem validade
de um ano podendo ser prorrogado por mais um.
PRORROGADO
A Prefeitura de Cascavel publicou edital de prorrogação
de concurso público esta semana. O concurso aberto em janeiro de
2006, válido por dois anos, foi prorrogado até 2010. De
acordo com o presidente da Comissão Organizadora de Concursos da
prefeitura, Nelson Francisco Vieira Júnior, os cargos prorrogados
são de médico do trabalho, motorista II, técnico
em higiene dental, bioquímico, farmacêutico, psicólogo
e auxiliar de consultório dentário.
Segundo ele, os cargos foram prorrogados porque ainda têm aprovados
que não foram convocados. Ele explicou que o período de
prorrogação é o mesmo da validade do concurso. “Como
neste caso o processo valia por dois anos, ele foi prorrogado pelo mesmo
período”, disse.
Ele ressaltou que a prorrogação ocorreu porque não
existe outro processo com os mesmos cargos em aberto, o que poderia prejudicar
os candidatos aprovados no último concurso. No entanto, salientou
que caso haja o mesmo cargo em dois concursos, todos os aprovados do primeiro
devem ter sido convocados. “Estes pontos são analisados antes
de serem feitas as prorrogações”, enfatizou.
VERGONHA
Governo diz que não há previsão de investimentos;
estrutura está ruindo
Lona
e arames “protegem” colégio
A
cada dia de chuva, alunos e professores do Colégio Estadual Costa
e Silva, em Cascavel, desdobram para preservar o que ainda resta do patrimônio.
Para a diretora Sirlene Dani, é de praxe cobrir prateleiras com
lona e amarrar as janelas da biblioteca com arame para que a chuva não
estrague os livros.
Na sala de aula, quando as lâmpadas funcionam, a dificuldade é
usar a lousa. O quadro é da época em que a parede era pintada
de verde e com a umidade as marcas do giz não aparecem. “É
complicado para dar aula. A lâmpada não acende, no quadro
não dá para escrever, não tem ventilação.
Isso atrapalha os professores, mas eles têm que se adaptar”,
lamenta a diretora.
Na tarde de sexta-feira, o presidente da APMF (Associação
de Pais, Mestres e Funcionários) do colégio, Natanael Nascimento,
conferiu a estrutura que os alunos dispõem para o aprendizado.
“Sei que há um projeto de reforma. O secretário [Estadual
de Educação] Maurício Requião visitou o colégio
e até ficou sensibilizado. Mas até agora nada”.
A visita de Maurício Requião ao Costa e Silva completa um
ano em julho. Sirlene lembra das palavras ditas pelo secretário.
“Ele disse que é uma escola que está em um bairro
nobre de Cascavel e que era preciso um olhar diferente”, recorda.
O pedido de reforma do Costa e Silva, que foi construído em 1975,
foi protocolado há sete anos no NRE (Núcleo Regional de
Educação). A última melhoria foi nos banheiros, que
foram reformados há 12 anos. “O governo nos alega que é
um valor muito alto e que não há dinheiro. Não sabemos
se isso é verdade, mas enquanto isso ficamos no aguardo”,
diz a diretora.
SOLUÇÕES
Reforma demanda R$ 1 milhão
As
soluções arquitetônica e financeira do prédio
estejam definidas desde o início do ano passado. O engenheiro-chefe
do Escritório Estadual da Secretaria de Obras, Edgar Miotto, apontou
no levantamento que o prédio seria reconstruído ou que fosse
feita uma grande reforma. Na época, a segunda opção
foi orçada em R$ 900 mil. “Hoje deve ser necessário
mais de R$ 1 milhão. Se for para construir, dá para comparar
com o investimento do Colégio Cataratas. É preciso mais
de R$ 2 milhões”.
Miotto explica que o problema da infiltração é herança
do período militar, quando o colégio foi construído.
“O prédio tem muitas calhas e isso é um problema grave
pois são calhas de concreto”.
O nome do colégio saiu extra-oficialmente da lista de reforma após
um protesto de professores, pais e alunos, que denunciavam a situação
e pediam por uma solução urgente à estrutura.
Sem
previsão
Sem novidades. Essa foi a resposta dada pelo Estado sobre a execução
de melhorias no Colégio Estadual Costa e Silva. A assessora da
Superintendência de Obras Escolares do NRE, Joyce Cassel, disse
que a instituição está no topo da lista de prioridades,
porém, semana passada, o superintendente da Sude (Superintendência
de Desenvolvimento da Educação), Luciano Mewes, esteve em
Cascavel para visitar algumas instituições. O Costa e Silva
não estava na lista. “Ele não nos visitou e não
temos nenhuma de notícia sobre isso. Queremos é que a obra
do colégio entre logo em licitação”, declara
a diretora Sirlene Dani.
Apesar de todo o diagnóstico feito pela Secretaria de Obras, a
assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou
que não há previsão para que o problema seja resolvido.
“Por enquanto, não tenho novidades. Somos acionados quando
tem alguma verba determinada. Não está prevista nenhuma
ação para o momento”, disse a assessora.
ENERGIA
Quedas freqüentes da eletricidade revolta moradores
Um
trecho da Avenida Tancredo Neves nas proximidades do Hospital Universitário
de Cascavel tem registrado seguidas quedas de energia elétrica.
Empresários da região afirmam que o problema freqüente
pára as empresas e compromete os equipamentos. Na sexta-feira pela
manhã, a energia funcionou em meia-fase.
De acordo com os proprietários de pequenas indústrias e
comércio do entorno, a rede atual não suporta o perímetro
industrial da região, sendo que em horários de uso intenso
acontecem tais transtornos. “Não é somente isso, qualquer
chuva que cai ficamos sem luz. Já troquei minha central telefônica
que já pegou fogo devido às repetidas quedas”, reclamou
o empresário Rene Bordignon.
No início do mês um pássaro pousou no transformador
da rede causando um curto-circuito. “A distribuidora alega que não
é responsabilidade dela os prejuízos causados por esse fato,
mas que culpa temos nós se o equipamento é tão ineficiente
que não suporta um pássaro?”, desabafou Bordignon.
Os danos não são somente aos equipamentos, horas sem energia
significa queda na produção. “Os funcionários
ficam parados e não podemos fazer nada”, explicou.
A assessoria da Copel (Companhia Paranaense de Energia) defende que qualquer
lugar da cidade está sujeito a oscilações de energia,
devido a causas naturais, como vento, raios, queda de árvores e
pássaros. “Durante este ano está registrado que o
trecho não ficou mais que três horas e meia sem energia,
o que está muito abaixo do que permite a Aneel [Agência Nacional
de Energia Elétrica], a agência reguladora do País”,
apontou o assessor Eder Dudczak.
Quanto aos prejuízos dos usuários, afirma que todos os pedidos
são analisados com rigor e quando provada a real falha da rede
o ressarcimento é feito. “Todo processo é minucioso
para que pessoas não se aproveitem desse direito para benefício
próprio”, explicou Éder.
Já a respeito da reclamação dos usuários da
incompatibilidade da rede com o consumo da região, a Copel adianta
que em janeiro foi feita uma manutenção completa no trecho
e que a potência do transformador é mais que suficiente.
“Para tirarmos qualquer dúvida será instalado na próxima
semana um medidor gráfico de tensão naquele trecho que vai
verificar as oscilações de voltagem do local”, avisou
o assessor.
INSEGURANÇA
Grupo de rapazes ameaça quem usa o estacionamento
Perigo
ronda o Terminal
Rodoviário de Cascavel
Há
mais de um ano o cenário do estacionamento do Terminal Rodoviário
de Cascavel é o de insegurança. Todos os dias um grupo de
rapazes fica nos arredores da rodoviária abordando quem usa o estacionamento.
Os flanelinhas, além de cuidar dos veículos sem a pessoa
pedir, fazem ameaças para que seja feito o pagamento. Uma das vítimas
fez uma denúncia ao Hoje relatando que, caso não pagasse
pelo serviço, o veículo seria riscado “sem dó”.
O denunciante disse que foi abordado por eles na chegada, quando recebeu
o recado. “Eles abordam os motoristas na chegada, já deixando
o recado de que se não der uma moeda sofrerá as conseqüências”.
Um grupo de taxistas que trabalham no terminal confirmou que cerca de
seis jovens, alguns aparentemente menores de idade, batem cartão
no estacionamento. “Eles só não ficam aqui quando
está chovendo. Um parece que tem uns 13 anos, mas também
tem alguns que aparentam ter 20, 22 anos”, descreve o taxista Sonipo
Almeida. “Eles só não vêm de manhã pois
têm que descansar”, ironiza Márcio Fetter, que também
é taxista.
Cenas de arrombamento, furto de toca-CDs, correrias, uso de cédulas
falsas e ameaças são assistidas diariamente pelos taxistas,
que já desistiram de fazer denúncias. Fora do horário
de expediente, Almeida deixou sua camionete no estacionamento da rodoviária
e foi surpreendido. “Deixei meu carro e quando voltei tinham furtado
meu toca-CD. Nem compensa darmos queixa. Já ouvi muita gente chamar
pela polícia. Mas por aqui nunca tem”, lamenta.
Para os taxistas, o clima de insegurança no Terminal Rodoviário
só existe pela falta de policiamento no local, principalmente à
noite. “Durante o dia aqui fica cheio de guardas que cuidam da rodoviária.
Mas à noite aqui fica vazio. O policiamento deveria ser 24 horas”,
afirma Fetter.
Mais
segurança
Para
tentar inibir o problema, o Núcleo Multissetorial de Permissionários
do Terminal Rodoviário da Acic (Associação Comercial
e Industrial de Cascavel) enviou para a PM (Polícia Militar) um
ofício solicitando reforço policial no local. Valdinei da
Silva, presidente da Acic, disse que o documento foi entregue há
cerca de duas semanas. “Alguns acontecimentos têm inibido
que as pessoas freqüentem a rodoviária. Isso atrapalha o comércio,
dando uma imagem que não condiz com a realidade de Cascavel”.
O subcomandante da PM, major Gilberto Oiti, confirmou o recebimento do
ofício. “A solicitação ainda é analisada
pelo comando, mas é possível que seja feito o policiamento”.
Ele reforça que a decisão ainda depende de reuniões
entre o comando.
O setor de fiscalização da Cettrans (Companhia de Engenharia
de Transporte e Trânsito) foi procurado pela reportagem do Hoje
para se pronunciar sobre o assunto, mas a responsável disse que
não estava autorizada a dar entrevistas. O presidente da Companhia,
Manoel dos Santos, e o diretor Admilson Naitzk não foram encontrados
e não retornaram às ligações.
SELEÇÃO
Unioeste abre novo teste para professores
A
Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) abre amanhã
as inscrições ao 3º Processo Seletivo Simplificado
para a contratação de docente por prazo determinado. Serão
oferecidas 27 vagas em diversas áreas de conhecimento para os campi
de Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu
e Francisco Beltrão.
As inscrições poderão ser feitas de 16 a 20, por
Sedex, e de 16 a 24 nos campi, de segunda a sexta-feira, das 8h às
12h e das 13h30 às 17h, nos respectivos setores de Recursos Humanos.
A inscrição pode ser feita pessoalmente, por terceiro por
meio de procuração (dispensado o reconhecimento de firma),
ou via postal na modalidade de Sedex, devendo ser encaminhado para o seguinte
endereço: Unioeste/Diretoria de Recursos Humanos (DRH), Rua Universitária
nº 1.619, Jardim Universitário, Caixa Postal 000701, CEP 85819-110,
Cascavel - PR. A inscrição via postal somente é válida
mediante a anexação do comprovante original de depósito
da taxa de inscrição e dos documentos solicitados.
Para a inscrição, o candidato deve recolher a taxa, mediante
pagamento de boleto bancário a ser obtido via internet, no sítio
da Unioeste (www.unioeste.br), na janela (banner) referente ao 3º
Processo Seletivo Simplificado/2008 para contratação de
docente por prazo determinado. O candidato deve recolher a taxa de inscrição
observando a sua maior titulação, combinada com o RT (regime
de trabalho), da vaga a ser preenchida.
Cada candidato pode se inscrever em até duas áreas/matérias
para um mesmo campus, implicando em pagamento de duas taxas e o fornecimento
de uma documentação para cada área/matéria.
Já o conteúdo programático, o Edital de Abertura
e a Resolução 280/2006-Cepe são disponibilizados,
via internet, no sítio da Unioeste (www.unioeste.br).
As provas serão realizadas dias 10 e 11 de julho, às 9h,
no campus para o qual a vaga é ofertada e se constituem das seguintes
provas: prova didática com argüição, prova prática
com argüição, se for o caso e avaliação
de curriculum vitae. Os resultados finais do processo seletivo são
objeto de edital específico, divulgado via internet.
|